Bela imagem dos sinos da igreja São Pedro, com vista para o açude público de Pataxó, distrito de Ipanguaçu/RN.
terça-feira, 12 de agosto de 2014
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
João Lins Caldas na solidão da sua casa
Uma das últimas fotos do poeta potiguar João Lins Caldas. Para registrar, esta fotografia ainda se encontra no escritório que era do publicitário João Moacir de Medeiros, da JMM publicidade, do Rio de Janeiro, Moacir ou doutor Medeiros como era conhecido nos meios empresariais, falecido em 2008, era assuense e, além de primo, era entusiasta do grande Caldas. (Foto enviada para o blog por Domingos Sávio de Medeiros Marinho).
Fernando Caldas
domingo, 10 de agosto de 2014
sábado, 9 de agosto de 2014
RECORDAÇÃO DE INFÂNCIA
VELHAS BODEGAS
Ainda criança eu gostava de observar e analisar as casas comerciais e mercearias de Pedro Avelino. Muitos conterrâneos sabem que entre os anos 60 e 70 existiam algumas lojas comerciais e mercearias bem sortidas. Mas eu quero comentar é a respeito das bodegas, aquelas que exalavam um cheirinho tradicional.
Inicialmente gostaria de dizer que as bodegas tinham várias portas abertas, outras, apenas a porta de entrada, logo, deparávamos com um balcão repleto de velhos jornais, alguns litros de raiz de pau, vinho de Jurubeba Leão do Norte, Catuaba, Conhaque de Alcatrão São João da Barra, alguns pacotes de Arrozina, Maisena e sabão em barra exposto nas prateleiras de madeira e também uma lata com torneira contendo querosene.
As paredes eram decoradas com propagandas de pasta dental Kolipe, cartelas de Gillette, creme Bozzano. Alguns remédios como Sulfato Ferroso, Óleo de Peixe Boi, Pílulas de Vida Dr. Ross, Sonrisal e Melhoral. Não faltavam gatos repousando sobre sacos de estopa e perambulando embaixo do balcão.
As bodegas possuíam um cheirinho bem peculiar, bem sortidas, e sobre o balcão, papel almaço e, ao lado, um rolo de fumo e uma velha faca enferrujada, presa em um pedaço de madeira, além de caixões de madeira contendo milho, feijão e farinha. Outras bodegas exalavam um cheiro de carbureto e de querosene com um odor muito forte.
As bodegas possuíam um cheirinho bem peculiar, bem sortidas, e sobre o balcão, papel almaço e, ao lado, um rolo de fumo e uma velha faca enferrujada, presa em um pedaço de madeira, além de caixões de madeira contendo milho, feijão e farinha. Outras bodegas exalavam um cheiro de carbureto e de querosene com um odor muito forte.
Na minha infância, eu me lembro das bodegas com pavio de candeeiro, lamparina, penico, papel de fumo, cortador de unhas, novelos de linha, óleo em retalho, sabão de coco, confeito de rapadura, feijão, açúcar, farinha, arroz, tudo em litro ou em cuia com a boca do saco arregaçada; rapadura preta, sabonete Vale Quanto Pesa, Gessy e Palmolive, café em grão, Café Vencedor, Café São Luís, querosene Jacaré, biscoito em lata, anzol, chumbo, espoleta, pólvora, canivete, mamadeira, chupeta, liga de baladeira, parafuso, porca, prego, alicate, marreta, martelo, lanterna, pilha, foquito, tinta, cola, breu, corda, cordão, barbante, caderno de caligrafia, caderneta, tabuada, cartilha do ABC, linha, botão, agulha, bobina, panela de alumínio e tantos outros produtos que eu não me recordo.
Eu como sempre fui um menino observador e, hoje, saudosista, faço essa homenagem a todos que tiveram bodega no nosso município:
'Velha bodega
De tempos antigos
Que não voltam mais,
Te louvo agora
Para preservar
As raízes culturais',
Marcos Calaça, jornalista matuto (UFRN)
sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Versos Escritos N'água
Os poucos versos que aí vão,
Em lugar de outros é que os ponho.
Tu que me lês, deixo ao teu sonho
Imaginar como serão.
Neles porás tua tristeza
Ou bem teu júbilo, e, talvez,
Lhes acharás, tu que me lês,
Alguma sombra de beleza...
Quem os ouviu não os amou.
Meus pobres versos comovidos!
Por isso fiquem esquecidos
Onde o mau vento os atirou.
*Manuel Bandeira.
imagem s/créditos
Da linha do tempo de YD

quinta-feira, 7 de agosto de 2014
CAUSO
Por Valério Mesquita
José Ivan Alves chegou à cidade de Macau graças a um concurso feito no Banco do Brasil. Zé Ivan não casara, tornando-se "um rapaz velho". Inteligente e bem afeiçoado, o moço logo entrou para a política e se elegeu vereador. As moças viam em Zé Ivan um bom partido. Uma senhora de mais ou menos trinta anos começou uma paquera. O problema era que a lindona tinha marido. Certo dia, a dona parou o moço e cantou: "Meu marido viaja e eu queria ficar com você. Já sei de tudo sobre a sua vida. Dizem até que "naquela hora", você grita muito, faz escanda-lo. É verdade isso?". "Que nada. O povo tem é inveja da minha vida. Isso não acontece", disse o vereador arenista. O encontro foi marcado, depois das dez. na casa da moça. Zé Ivan não jantou. Estava ansioso. Na hora do pega pra capar, o rapaz mais seco que o Nordeste, estava se derretendo precocemente. Queria gemer, gritar, dizer do prazer que estava sentindo. "Tá vendo aí, amor". gemia o moço, "não é o que dizem de mim", e aumentando o tom de voz, "tá vendo, minha filha? Ai como tá gostoso! Ai amor! Apareça o f.d.p. que disse que eu grito, quando atinjo o orgasmo! Apareça seu covarde" Ai meu amor, eu tô me acabando!" A mulher não sabia o que fazer, pois morava numa casa cuja parede era conjugada. O mexerico estava feito e a paixão desgovernada.
José Ivan Alves chegou à cidade de Macau graças a um concurso feito no Banco do Brasil. Zé Ivan não casara, tornando-se "um rapaz velho". Inteligente e bem afeiçoado, o moço logo entrou para a política e se elegeu vereador. As moças viam em Zé Ivan um bom partido. Uma senhora de mais ou menos trinta anos começou uma paquera. O problema era que a lindona tinha marido. Certo dia, a dona parou o moço e cantou: "Meu marido viaja e eu queria ficar com você. Já sei de tudo sobre a sua vida. Dizem até que "naquela hora", você grita muito, faz escanda-lo. É verdade isso?". "Que nada. O povo tem é inveja da minha vida. Isso não acontece", disse o vereador arenista. O encontro foi marcado, depois das dez. na casa da moça. Zé Ivan não jantou. Estava ansioso. Na hora do pega pra capar, o rapaz mais seco que o Nordeste, estava se derretendo precocemente. Queria gemer, gritar, dizer do prazer que estava sentindo. "Tá vendo aí, amor". gemia o moço, "não é o que dizem de mim", e aumentando o tom de voz, "tá vendo, minha filha? Ai como tá gostoso! Ai amor! Apareça o f.d.p. que disse que eu grito, quando atinjo o orgasmo! Apareça seu covarde" Ai meu amor, eu tô me acabando!" A mulher não sabia o que fazer, pois morava numa casa cuja parede era conjugada. O mexerico estava feito e a paixão desgovernada.
REMINISCÊNCIAS:
O VIÁTICO
Uma cerimônia litúrgica celebrada pela Igreja Católica que, eu em menino tive que presenciar, sem nunca mais haver esquecido-a, foi o Viático.
Quando uma pessoa estava em estado mortal, o Vigário, paramentado, debaixo de um pálio conduzido por quatro fiéis, levava ao enfermo o Sacramento da Eucarística, isto é, a hóstia para comungar. Quase sempre havia um pequeno acompanhamento. A passagem do cortejo era reverenciada. As pessoas que estavam sentadas nas calçadas, levantavam-se em sinal de respeito. Se estavam de chapéu à cabeça, retiravam-no por devoção religiosa.
À saída do acompanhamento os sinos repicavam, deixando no ar um sentido místico que a todos envolvia.
Esse cerimonial não era comum e, ao que parece, com o tempo desapareceu.
Fonte: Assu da Minha Meninice - Francisco Amorim - 1982. - Imagem ilustrativa.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Perdão
O que é mais importante:
Perdoar ou pedir perdão?
Quem pede perdão mostra
que ainda crê no amor.
Quem perdoa mostra que
existe amor para quem crê.
Mas não importa saber qual
das duas coisas é a mais
importate.
É sempre importante saber
que:
Perdoar é o modo mais
sublime de crescer.
E pedir perdão é o modo
mais sublime de se levantar...
Autor desconhecido
O que é mais importante:
Perdoar ou pedir perdão?
Quem pede perdão mostra
que ainda crê no amor.
Quem perdoa mostra que
existe amor para quem crê.
Mas não importa saber qual
das duas coisas é a mais
importate.
É sempre importante saber
que:
Perdoar é o modo mais
sublime de crescer.
E pedir perdão é o modo
mais sublime de se levantar...
Autor desconhecido

Feira de Negócios de Assú e do Vale (Fenavale) será apresentada oficialmente na próxima terça-feira, 12 de agosto, às 18 horas, no auditório do SEBRAE-RN, em Assú.
Para o coquetel de apresentação a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), entidade promotora do evento, está convidando todos os parceiros do projeto, possíveis expositores e a imprensa em geral da região. Já são parceiros deste ano; Prefeitura Municipal do Assú, SEBRAE-RN, SENAC, Ministério do Trabalho, Ex-jure Advocacia, Fácil Educar, Radio Princesa-AM, 104 FM e Nova 89 FM.
A Fenavale vai acontecer na Praça São João Batista, nos dias 25, 26 e 27 de setembro, e contará nessa sua ressureição, com mais de 100 stands para exposição, praça de alimentação, praça de eventos (arena), palco cultural, e com uma área exclusiva para divulgação de pequenos negócios gerados na região.
“Vamos resgatar a nossa capacidade de fazer a melhor feira de negócios do interior do RN, gerar negócios para os empresários e divulgar nossas potencialidades” disse Edmílson Albino, presidente da CDL, confirmando os apoios já certos para a edição 2014 da Fenavale
Postado por Arafran Peter
Do blog de Aluízio Lacerda
RESGATE CULTURAL
Em 1992 fiz minha estréia no universo das letras, publicamos em edição única com
tiragem de 500 exemplares um livro que intitulamos "Histórias Daqui Mesmo".
A façanha literária teve um sentimento especial por termos coletados dados,
informações, paisagens, personagens, colaboradores, enfim, todos que estão i
nseridos nesta minuta literária: são elementos exclusivamente identificados com
Carnaubais.
Venho depois de tantos anos agradecer publicamente aos que completaram nossa
obra: Em primeiro plano ao divino protetor por nos conceder inspiração.
Mas, devemos por dever de oficio destacar o excelente prefácio do professor Carlos
Augusto Pereira da Silva, Magno Marques pelo design da capa, Kardiner Manso pela
qualidade da diagramação e Ozório Manso responsável pela impressão gráfica.
Nossos contos são genuinamente conterrânea, 22 figurantes históricos do convívio
social da nossa gente me serviram de motivação pra a produção do conteúdo, muitos
já são de saudosa memória, dormindo o sono eterno.
Hoje depois de muita busca encontrei um exemplar guardado com muito afeto por minha
esposa Consuelo.
A edição fora esgotada em tempo record, resta-me pedir a Deus, saúde, energia e vida,
para escrever, antes de ir pra cidade dos pés juntos uma 2a edição.
Aos nossos leitores, aos que guardam essa rara coletânea de causos carnaubaenses,
verifiquem que muita coisa mudou em nosso contexto social, econômico, politico e
cultural.
Todavia a hospitalidade, o perfil cidadão, a marca do pioneirismo inteligente do nosso
povo continua do mesmo jeito e que as HISTÓRIAS DAQUI MESMO. merecem serem
sempre preservadas em nossas memórias.
Aluízio Lacerda
http://aluiziodecarnaubais.blogspot.com.br/
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UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO






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