sábado, 25 de outubro de 2014
Excelentes motivos para beber Whisky
Quando penso em whisky (também conhecido como whiskey), várias imagens diferentes vêm à mente. Cowboys em filmes antigos de faroeste, ingerindo a bebida antes de iniciar um tiroteio; bares clandestinos da época da Lei Seca de Chicago para Nova York; ou mesmo aquele destilado com líquido de coloração marrom-acobreado que acompanha um homem em uma mesa de bar.
É inevitável não associar o destilado feito pelo mostro de grãos como uma bebida masculina. Não é para menos, aquele aroma irresistível de whisky, com alto teor alcoólico e notas amaderadas, combina perfeitamente com o nosso paladar.
E se você descobrisse que a bebida pode ser muito benéfica a sua saúde? Pois saiba que o consumo moderado (80 ml por dia) além de não deixá-lo bêbado, pode te ajudar a perder peso, controlar a diabetes, aumentar o bom colesterol, fortalecer o sistema imunológico, entre outras funções.
Quer descobrir 13 excelentes motivos para beber whisky? Confira as razões abaixo!
1- É uma bebida relaxante
Chegou estressando em casa? A dica é tomar uma dose do destilado. Além de reconfortante, relaxa e faz você desligar dos problemas. Além de não dar dor de cabeça ou ressaca no dia seguinte (no caso da compra de um bom whisky)
2- Bom custo-benefício
Uma boa cerveja custa, em média, R$ 20. Um bom whisky, R$ 120. A diferença é que uma cerveja depois de aberta deve ser consumida toda ou estraga. O whisky, você consome uma dose e guarda o resto para a próxima vez. Uma garrafa pode durar 10 doses, ou seja, dez dias de consumo por R$120. Já a breja custaria R$ 200 os mesmos 10 dias.
3- Economiza o seu dinheiro
Quando você vai ao bar e não tem dinheiro, acha que a cerveja é a bebida mais barata. Ledo engano! Apesar da garrafa sair mais em conta, você estará consumindo 4,5% de teor alcoólico por 600 ml e ainda dividindo com seus amigos. Uma dose de whisky você vai pagar o dobro pela garrafa de breja, mas ele proporciona 40% de teor alcoólico e você dificilmente vai compartilhar com outras pessoas.
Além do que, com um copo de whisky você não precisa tomar rápido e extremamente gelado, consumindo o destilado por muito mais tempo, diferente da cerveja
4- Pode ser um grande investimento
Além de não se deteriorar com o tempo, colecionar whisky pode ser um grande investimento. Algumas garrafas raras ficam cada vez mais caras com o passar do ano. Uma boa escolha e paciência, pode render bons frutos financeiros no futuro.
5- Ajuda a perder peso
Muitas pessoas associam a bebida com o desenvolvimento de uma barriga de cerveja ou a perda de tônus muscular devido ao consumo excessivo de álcool. É verdade. Mas, bebendo com moderação ele pode até te ajudar a perder peso. Ele tem 0% de gordura e apenas 100 calorias (a dose), abaixo da cerveja (120 calorias) cachaça (140) e vodka (108). Além disso, os açúcares da bebida são simples que rapidamente são usadas como energia para o corpo.
6- Combate gripes e resfriados
Alguns estudos têm defendido a capacidade do whisky impulsionar o sistema imunológico. O álcool tem um papel tradicional na prevenção da doença e melhorar a função do sistema imunológico, mas provas concretas nunca estiveram a mão. Agora, vemos que os antioxidantes e níveis de traços de vitaminas do whisky pode estimular o sistema imunológico, ajudando assim a combater resfriados normais e gripes.
7- Serve também contra infecção
Todos esses filmes antigos onde homens derramavam whisky em uma ferida para a desinfecção não é só ficção! Por sua pureza e alta concentração alcoólica, você pode derramar whisky em uma ferida fresca para se certificar de que ela não infeccione.
8- Controla a diabetes
O whisky tem sido consistentemente apontado para reduzir as chances de diabetes, às vezes em até 30-40%. Uma quantidade moderada da bebida pode melhorar significativamente a capacidade do corpo de regular os níveis de insulina e glicose, diminuindo assim a possibilidade de desenvolver diabetes.
9- Diminui a demência
Estudos têm demonstrado que o whisky pode aumentar com sucesso o seu desempenho cognitivo e reduzir suas chances de desenvolver demência e doença de Alzheimer. Embora os estudos estão em andamento e há um pouco de controvérsia sobre o álcool como um método de tratamento/prevenção, não há como negar que o ácido elágico é extremamente poderoso em termos de combate contra os radicais livres no organismo.
Estes radicais livres são frequentemente associados com a interrupção de vias neurais e contribuindo para o lento declínio em direção a demência. A bebida pode reduzir esse declínio mental e melhorar a nossa qualidade de vida à medida que envelhecemos.
10- Contribui com a saúde do coração
Uma série de estudos têm mostrado que o whisky pode ser um bom remédio para proteger a saúde do coração. Como nossos corpos envelhecem, os nossos sistemas se tornam mais frágeis, resultando em funcionamento menos eficiente de vários sistemas de órgãos, e fraqueza do nosso sistema cardiovascular.
No entanto, um estudo revelou recentemente que aqueles que consomem uma quantidade moderada de whisky tem quase 50% de chance menor de sofrer um derrame ou ataque cardíaco, o que é uma notícia excepcional para aqueles em risco de problemas cardiovasculares.
11- Diminui is coágulos de sangue
O whisky tem mostrado significante para evitar a coagulação do sangue. A coagulação do sangue é importante quando você está ferido para você parar de perder sangue, mas, internamente, os coágulos de sangue podem obstruir seus vasos sanguíneos ou artérias, que pode ser desastroso. A aterosclerose, que geralmente ocorre devido a um grande acúmulo de colesterol, pode combinar com coágulos de sangue para resultar em trombose, ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais e morte. O whisky deixa o sangue mais fino, reduzindo significativamente as suas chances de excesso de coagulação.
12- Aumenta o bom colesterol
Ele também aumenta a quantidade de colesterol “bom”, o que neutraliza os efeitos do “mau” colesterol, protegendo ainda mais o seu coração.
13- Previne contra o câncer e outras doenças
O câncer é uma das doenças mais devastadoras e globalmente relevantes conhecidas pelo homem. Há novos sistemas anticâncer e modismos o tempo todo, mas muitos deles são apenas isso, modas populares, com muito pouca informação medicinal para apoiá-la. No entanto, o whisky tem um nível extremamente elevado de ácido elágico, um dos mais poderosos compostos antioxidantes que podemos consumir.
Um antioxidante é um composto que neutraliza radicais livres, os subprodutos nocivos do metabolismo celular, que causam uma grande variedade de doenças, incluindo o cancro, doenças do coração, doença de Alzheimer, e o envelhecimento prematuro. Este poderoso antioxidante faz whisky uma medida preventiva muito eficaz contra o câncer.
http://www.robsonpiresxerife.com/
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!
Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo.
Fernando Pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo.
Fernando Pessoa
COMO SE VOTAVA ANTIGAMENTE
Por Marcos Pinto – historiador e advogado apodiense.
Fonte – http://tudodorn.blogspot.com.br/2014/10/de-como-se-votava-antigamente.html
Durante o primeiro período republicano
brasileiro, que alguns historiadores denominam de 1ª
República(1889-1930), o processo de votação utilizado nos pleitos
eleitorais para a escolha dos representantes aos legislativos estaduais e
federal configuravam um cenário exótico exatamente no dia da eleição.
Os chefes políticos postavam-se nos lados da mesa eleitoral (á época era
urna)m instalada sempre dentro das igrejas matrizes. Adredemente
formada por componentes vinculados à situação, com objetivos não
recomendáveis, para forjação das atas eleitorais, não raro eram
contestadas, por recurso, os seus resultados.
Cada chefe político recebia a
quantidade de cédula em número igual ao de cidadãos aptos ao exercício
do voto. O voto era sufragado em aberto, ou seja, o eleitor, ao adentrar
o local onde localizava-se a mesa eleitoral, dirigia-se ao chefe
político ao qual era liderado, na maioria das vezes pela camaradagem,
pelo compadrio e pelo “favor” devido, por plantar nas terras dos majores
e coronéis da Guarda Nacional. Destes, recebia a cédula para, a seguir,
dirigir-se à mesa, por seu presidente, apresentando documento/título.
Era-lhe entregue uma sobrecarta vazia, onde o leitor depositava a cédula
eleitoral, e incontinenti colocava-a dentro da urna. Feito isto,
retornava à mesa eleitoral, onde fazia a aposição da assinatura na folha
que era destinada aos votantes.
Conta-nos o saudoso historiador
Raimundo Nonato, em uma de suas celebres obras, que agora me flagro em
olvido, que em uma cidade do Oeste Potiguar era tanto o pode de mando do
chefe político, que os seus eleitores que não sabiam assinar eram
substituídos pelos alunos do primário, isto no dia seguintes ao da
eleição. Sabe-se que as professoras eram nomeadas por indicação
política, o que as fazia submissa à esse tipo de expediente.
Certa feira, o escrivão eleitoral que
também devia o cargo ao chefe político, conduziu a folha de votantes até
a escola para que os alunos fizessem a aposição das assinaturas dos
votantes que não sabiam assinar e que eram eleitores certos do chefe
situacionista. Apurados os votos, o Sr. Juiz eleitoral determinou ao
oficial de justiça (o escrivão encontrava-se em diligências) que o mesmo
lesse em voz alta os nomes constantes na folha de votação.
Lá pras tantas o escrivão leu:
Quinhentos Réis de bosta. O juiz e os presentes olharam estupefactos
para o oficial de justiça, como a interroga-lo pelo tamanho disparate.
De sorte que, neste interiam, chega de inopino o sr. escrivão eleitoral
que ainda ouviu a aberração e, antes que o juiz o interroga-se sobre o
inusitado, pega da lista de votantes e lê, em voz alta: Quintino Reis da
Costa, sanando assim o vexame. Ocorrera que o aluno que assinara a
lista ainda engatinhava na leitura, o que o fez entender o nome do
eleitor de forma errônea.
Esse método de votação era conhecido
como voto à bico-pena ou eleição à bico-de-pena. Naquela época, roubar
no resultado de eleições era parte integrante da vida política
brasileira. Nestes moldes de votação havia dois pesos e duas medidas. O
eleitor escolhia de forma espontânea e concreta os candidatos de sua
predileção, evidenciando honestidade à toda prova, por outro lado
amarrava o voto do eleitor que votava por compra ou por divida de
favor.
A imposição do voto secreto fez surgir
no seio do eleitorado um processo de venalidade e de desonestidade
moral própria, sem precedentes, e crescentes à cada eleição. O eleitor
usa essa nuance do voto secreto para “assumir compromissos” com vários
candidatos, em troca de benesses de cunho material (materiais de
construção, enxovais para casamento, para criança,etc.) como também
recepção de gêneros alimentícios – as famosas cestas básicas. Tinha
razão Bertold Brecht quando disse: “O pior analfabeto é o analfabeto
político”.
A metodologia da eleição à
bico-de-pena era aplicada devido a compatibilidade prática com o pequeno
número de eleitores existentes à época, o que proporcionava ao chefe
político o conhecimento memoriado, de cor e salteado, de todos os nomes
de seus eleitores. Daí fixaram-se nas mentes bocós como pomposo e
admirado populista, conferindo-lhe falsa identidade com os humildes do
bolso e da mente. Eram meros instrumentos do domínio político. Resta a
certeza de os políticos, em sua maioria, pensam e agem como se a massa
eleitoral não passasse de resto do resto do resto. É duro, mas é
verdade.
Por força da Constituição Federal
realizaram-se as eleições em todo o país, no dia 19 de janeiro de 1947,
com a aplicação de novo método de votação, que consistia em que o
eleitor já trazia de casa a cédula de votação já sufragada, restando
apenas a obrigação de se dirigir à mesa eleitoral para dela receber a
sobrecarta vazia, colocar a cédula dentro, e a seguir depositar na urna.
As cédulas eram distribuídas de forma aleatória, valendo a capacidade
de conquista e de persuasão para o sucesso de vitória. Nesta eleição o
cidadão votou para governador, 3ª senadoria e suplência, suplente de
senador eleito em 1945 e deputados estaduais.
Este último método de votação foi
utilizado até 1957. Ao eleitor menos esclarecido resta a convocação para
uma cruzada de combate aos políticos caras-de-pau, submetendo-os a uma
derrapagem no óleo de peroba da consciência sob a poeira da
obscuridade.
Em termos de apagão, amalgama-se a
razão eleitoral para, como um furacão, incendiar os corações numa ira
sagrada, tendo como estuário o magnânimo rio da conscientização
política, espraiando surpreendente exaltação moral de um povo usado,
espoliado e maltratado.
Do blog: http://tokdehistoria.com.br, de Rostand Medeiros
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Após Copa, estrangeiros já marcam data para voltar ao Brasil
by vivernatal |
“A
Copa do Mundo foi o melhor momento da minha vida”. É assim que Dennis
Macconnell resume os 45 dias (10 de junho a 15 de julho) em que ele
passou no Brasil este ano. O americano é um dos mais de 1 milhão de
estrangeiros que estiveram no País durante os jogos do mundial.
A
satisfação foi tão grande que Dennis já tem data de retorno ao país.
Neste ano, ele aterrissou em Recife com mais nove pessoas para assistir
aos jogos dos Estados Unidos. Agora, o grupo também aumentou. Dennis e
pelo menos mais 15 turistas vão carimbar o passaporte e voltarão em
abril do ano que vem para Pernambuco.
De
acordo com os dados divulgados pelo Ministério do Turismo, o Brasil
recebeu turistas de 203 nações durante o mundial, a maior parte passou
de 13 a 15 dias nas terras brasileiras. Cerca de 95% informaram que
pretendem retornar, a maioria em ocasiões não especificas. Já os que têm
intenção de retornar em datas definidas, eventos como a Olimpíada de
2016 e o Carnaval são os preferidos em seus calendários.
Ainda
segundo levantamento realizado pelo MTur, na avaliação positiva dos
turistas, 97% apontaram a hospitalidade, em seguida aparecem os quesitos
diversão noturna (93%) e gastronomia (93%). Para o gerente-geral do
Golden Tulip Interatlântico, em Natal (Rio Grande do Norte), Antônio
Carlos Massucatto, foi justamente a hospitalidade que motivou o retorno
dos estrangeiros. No local, japoneses já fizeram reservas para passar o
Réveillon.
quarta-feira, 22 de outubro de 2014
Arena das Dunas é o segundo estádio mais usado após a Copa 2014

A Arena das Dunas é o segundo entre os palcos da Copa do Mundo mais utilizado após o Mundial. Foram 20 jogos, atrás apenas do Maracanã, no Rio de Janeiro. Desde a partida entre Itália e Uruguai, pela 3ª rodada da 1ª fase do Mundial, a Arena das Dunas foi utilizada em 20 partidas entre Série B e Copa do Brasil (até o dia 17 de outubro), com ABC e América mandando seus jogos no local.
Na Arena das Dunas, a média de público durante esse período é de 10.151 pagantes, com o maior deles registrado na partida entre América e Flamengo, pelas quartas de final da Copa do Brasil, onde 30.575 torcedores acompanharam a vitória rubro-negra por 1 a 0. Foi neste jogo, aliás, que foi registrada a maior arrecadação do estádio: R$ 1.415.825,00. Mas quando o assunto é arrecadação, a Arena deixa a desejar em relação à média das demais 11 sedes. O estádio é 11º, com renda média de R$ 291.038,55. O último a Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, com R$ 262.038,62. O primeiro da lista é a Arena Corinthians, com R$ 1.831.465,67.
Fonte: Tribuna do Norte | Foto: Canindé Soares
terça-feira, 21 de outubro de 2014
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
EBOLA: VÍRUS QUE MATA 90% DOS DOENTES CHEGOU À EUROPA EM GARRAFA TÉRMICA EM 1976
Do blog: http://tokdehistoria.com.br, de Rostand Medeiros

Cemitério com os primeiros sepultamentos das vítimas do Ebola – Fonte BBC (Clique nas fotos para ampliar)
Há cerca de 40 anos, um jovem cientista belga viajou para um parte remota da floresta do Congo com a tarefa de descobrir por que tantas pessoas estavam morrendo de uma doença misteriosa e aterrorizante.
Em setembro de 1976, um pacote com uma garrafa térmica azul havia chegado ao Instituto de Medicina Tropical em Antuérpia, na Bélgica. Peter Piot tinha 27 anos e, com formação em medicina, atuava como microbiologista clínico. “Era um frasco normal, como os que usamos para manter o café quente”, lembra Piot, hoje diretor da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.
Mas essa garrafa não continha café. Em meio a cubos de gelo derretidos estavam frascos de sangue, com um bilhete.
Vinham de um médico belga que estava no então Zaire, hoje República Popular do Congo. Sua mensagem explicava que o sangue era de uma freira, também belga, contaminada por uma doença misteriosa.
A encomenda incomum tinha viajado da capital do Zaire, Kinshasa, em um voo comercial, na bagagem de mão de um dos passageiros. “Quando abrimos a garrafa térmica, vimos que um dos frascos havia quebrado e o sangue havia se misturado com a água do gelo derretido”, disse Piot.
Ele e seus colegas não sabiam o quão perigoso aquilo era – à medida em que o sangue vazava na água gelada, um vírus mortal e desconhecido também escapava.
Os cientistas colocaram algumas das células sob um microscópio eletrônico e se surpreenderam. Era uma estrutura que lembrava a de um “verme gigantesco para os padrões virais”, diz Piot, semelhante a apenas um outro vírus, o Marburg.
O Marburg havia sido descoberto em 1967, quando 31 pessoas tiveram febre hemorrágica na Alemanha e na Iugoslávia. O surto ocorrera entre pessoas que trabalhavam em laboratórios com macacos infectados de Uganda. Sete pessoas haviam morrido.
Piot entendia a gravidade do Marburg mas, depois de consultar especialistas, concluiu que o que estava vendo não era Marburg – era algo diferente, algo nunca visto.
“É difícil de descrever, mas eu senti uma empolgação incrível”, diz Piot. “Me senti privilegiado, era um momento de descoberta.”
‘Adeus’
Os pesquisadores foram informados de que a freira no Zaire havia morrido. A equipe também soube que muitos estavam doentes em uma área remota no norte do país. Os sintomas incluíam febre, diarreia, vômito seguido de sangramento e, por fim, morte.
Duas semanas depois, Piot, que nunca tinha ido à África, pegou um voo para Kinshasa. A equipe viajou para o centro do surto, uma aldeia na floresta equatorial.
Quando o avião pousou em um porto fluvial no rio Congo, o medo da doença misteriosa era visível. Nem os pilotos queriam ficar por muito tempo – eles deixaram os motores do avião ligados enquanto a equipe descarregava seus equipamentos.
“Ao saírem eles gritaram ‘Adeus'”, conta Piot. “Em francês, as pessoas dizem ‘au revoir’ para ‘até logo’, mas quando eles dizem ‘adieu’ é como dizer ‘nunca vamos nos ver novamente’.”
“Mas eu não estava com medo. A excitação da descoberta e de querer parar a epidemia guiava tudo.”
O destino final da equipe era a aldeia de Yambuku, sede de uma antiga missão católica. Nela, havia um hospital e uma escola dirigida por um padre e freiras, todos da Bélgica.
As freiras e o padre haviam estabelecido eles próprios um cordão sanitário para prevenir a propagação da doença.
Um aviso no idioma local, lingala, dizia: “Por favor, pare. Qualquer um que ultrapassar pode morrer”.

“Eles já tinham perdido quatro colegas. Estavam rezando e esperando a morte.”
A prioridade era conter a epidemia, mas primeiro a equipe precisava descobrir como esse vírus se propagava – pelo ar, nos alimentos, por contato direto ou transmitida por insetos. “Era uma história de detetive”, diz Piot.
Contaminação
A equipe descobriu que o surto estava ligado a áreas atendidas pelo hospital local e que muitos dos doentes eram mulheres grávidas na faixa de 18 a 30 anos. Em seguida, perceberam que as mulheres que passavam por consulta pré-natal recebiam uma injeção de rotina.
Todas as manhãs, apenas cinco seringas eram distribuídas e as agulhas eram reutilizadas. Assim, o vírus se espalhava entre os pacientes.
A equipe também notou que os pacientes ficavam enfermos depois de ir a funerais. Quando alguém morre de ebola, o corpo está cheio de vírus – qualquer contato direto, como lavagem ou preparação do corpo sem proteção, apresenta um risco grave.
O passo seguinte foi interromper a transmissão do vírus. As pessoas foram colocadas em quarentena e os pesquisadores ensinaram como enterrar corretamente aqueles que faleciam por causa do vírus.
O fechamento do hospital, a quarentena e as informações para a comunidade levaram ao fim da epidemia. Mas cerca de 300 pessoas já tinham morrido. Piot e seus colegas decidiram dar ao vírus o nome de um rio, o Ebola. “Nós não queríamos batizá-lo com o nome da aldeia, Yambuku, porque é tão estigmatizante. Ninguém quer ser associado a isso”, diz Piot.
Em fevereiro de 2014, o pesquisador foi a Yambuku pela segunda vez desde 1976, por ocasião de seu 65º aniversário. Ele encontrou Sukato Mandzomba, um dos poucos que pegou o vírus em 1976 e sobreviveu. “Foi fantástico, muito emocionante”, contou.
Naquela época, Mandzomba era enfermeiro no hospital local. “Ele agora está coordenando o laboratório lá, e é impecável. Fiquei impressionado”, disse Piot.
“Doença da pobreza’
Passaram-se 38 anos desde o surto inicial e o mundo está vivendo a pior epidemia de ebola que já ocorreu. Mais de 600 pessoas morreram nos países africanos da Guiné, Libéria e Serra Leoa.

Tragédia
dos dias atuais. Incrível como a comunidade internacional demorou a
reagir ao caso. Certamente por ser na África – Fonte – http://www.nbcnews.com
Na prática, porém, outros fatores dificultam a luta contra um surto. Pessoas que ficam doentes e suas famílias podem ser estigmatizados pela comunidade, resultando em uma relutância para ajudar. As crenças levam alguns a confundir a doença com bruxaria. Pode haver ainda hostilidade para com os trabalhadores de saúde.
“Não devemos esquecer que esta é uma doença da pobreza, dos sistemas de saúde deficientes -e de desconfiança”, diz Piot.
Por isso, informação, comunicação e envolvimento de líderes comunitários são tão importantes quanto a abordagem médica clássica, argumenta.
O ebola mudou a vida de Piot: após a descoberta do vírus, ele passou a pesquisar a epidemia de Aids na África e se tornou diretor-executivo fundador da organização Unaids.
“O ebola me levou a fazer coisas que eu pensava que só aconteciam nos livros. Isso me deu uma missão na vida para trabalhar nos países em desenvolvimento”, diz. “Não foi só a descoberta de um vírus, mas também de mim mesmo.”
FONTE – BBC via http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/07/ebola-virus-que-mata-90-dos-doentes-chegou-a-europa-em-garrafa-termica-em-1976.html
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Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.

















