domingo, 26 de outubro de 2014

Brasileiros vão às urnas na eleição presidencial mais imprevisível desde 1989

Por Alexandre Caverni
http://noticias.bol.uol.com.br

SÃO PAULO (Reuters) - Quase 143 milhões de brasileiros poderão votar neste domingo para escolher o próximo presidente da República na eleição mais imprevisível, sem que nem mesmo as últimas pesquisas dos dois principais institutos tenham conseguido apontar um favorito claro para a vitória.
A presidente Dilma Rousseff, que aparece em vantagem numérica nos levantamentos, torce para que o histórico de mais abstenções nas regiões onde seu partido, o PT, é mais bem votado não seja um fator determinante no resultado. Já Aécio Neves, do PSDB, diz confiar que vai conseguir uma virada como a que protagonizou no primeiro turno.
Aécio começou a disputa como o adversário forte que poderia impedir a reeleição de Dilma. Mas a entrada de Marina Silva (PSB) na corrida presidencial, em substituição ao candidato Eduardo Campos, morto num acidente aéreo em meados de agosto, derrubou o tucano para um distante terceiro lugar.
Impulsionado pelos ataques que as campanha petista e tucana faziam contra Marina, Aécio reassumiu o segundo lugar na última hora, garantindo uma vaga para a votação deste domingo.
Já na campanha do segundo turno, Aécio apareceu à frente de Dilma nas primeiras pesquisas Datafolha e Ibope, mas em situação de empate técnico, já que a diferença entre os dois estava dentro da margem de erro. Em meados da última semana a presidente ultrapassou o tucano e conseguiu abrir vantagem fora da margem de erro.
Neste sábado, O Datafolha voltou a mostrar os dois em empate técnico, com o placar favorável a Dilma em 52 a 48 por cento. Pelo Ibope, a vantagem da petista que era de 8 pontos percentuais recuou para 6, em 53 a 47 por cento.
Considerando a migração de votos de última hora que ocorreu no primeiro turno, segundo os institutos, é praticamente impossível fazer uma previsão para este domingo.
Na véspera do primeiro turno, o Datafolha mostrava Dilma com 44 por cento dos votos válidos, Aécio com 26 por cento e Marina com 24 por cento. Pelo Ibope, os números eram 46, 27 e 24 por cento, respectivamente.
Nas urnas, Dilma teve 41,6 por cento dos votos válidos, Aécio chegou a 33,6 por cento e Marina ficou com 21,3 por cento.
Desde 1989, quando Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrentou Fernando Collor de Mello (PRN) no segundo turno, os brasileiros não iam às urnas com tantas incertezas sobre quem vencerá.
Nas cinco eleições presidenciais seguintes, a partir do momento que se estabeleceu um favorito, a dúvida maior foi se a disputa seria encerrada no primeiro turno, como aconteceu em 1994 e 1998 com o tucano Fernando Henrique Cardoso, ou teria que esperar a segunda rodada, como nas duas vitórias do petista Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002 e 2006, e na eleição de Dilma, em 2010.
Em 1989, Collor venceu no segundo turno conquistando 53,03 por cento dos votos válidos, contra 46,97 por cento de Lula.
A expectativa agora é de que pouco depois das 20h no horário de Brasília, quando fecham as últimas urnas no Acre, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já terá condições de anunciar quem governará o Brasil nos próximos quatro anos.
ATAQUES E RADICALIZAÇÃO
Além da imprevisibilidade com viradas dramáticas, a campanha eleitoral deste ano ficará marcada pelos incansáveis ataques entre os principais candidatos e pela crescente radicalização na polarização PT x PSDB, que domina as disputas presidenciais há 20 anos.
Se no primeiro turno Marina foi alvo tanto de Dilma como de Aécio por supostos riscos que suas propostas trariam às pessoas, por suas contradições ou por suas origens petistas, no segundo a artilharia foi concentrada sobre corrupção, contra Dilma, e na gestão em Minas Gerais e no suposto risco de perdas de conquistas sociais, contra Aécio.
As denúncias em torno de um suposto esquema de sobrepreços de contratos da Petrobras para alimentar partidos e políticos governistas, que ocupou grande espaço do noticiário e dos ataques durante a campanha, atingiu o ápice com a publicação da última edição da revista Veja antes do pleito.
A reportagem de capa trouxe o que seria declaração do doleiro Alberto Youssef dizendo que tanto Dilma como Lula saberiam do suposto esquema de corrupção envolvendo a Petrobras. Na sua propaganda na TV, a presidente rebateu a acusação e disse que a revista "excedeu todos os limites da decência e da falta de ética".
A nova denúncia, como não poderia deixar de ser, foi trazida à tona por Aécio no último debate entre os dois na TV Globo, na sexta-feira.
No debate, o tucano bateu na tecla de que para acabar com a corrupção no governo é preciso trocar o governo, enquanto Dilma martelou que quando o PSDB comandou o país, nos dois mandatos de FHC, houve grande desemprego e arrocho salarial.
A petista atacou também pontos da gestão de Aécio como governador de Minas Gerais e ainda usou o fato de ter tido mais votos que ele no Estado o primeiro turno para mostrar que o governo do tucano não fora bem-sucedido, mesmo com a propaganda dele repetindo sempre o altíssimo nível de aprovação popular de sua administração.
Se a campanha de Aécio mostrava inúmeras obras paradas e inacabadas no país, a propaganda de Dilma apontava para o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, anunciado pelo tucano como seu futuro ministro da Fazenda se for eleito, como encarnação de todos os riscos para as conquistas sociais.
FRASES DE EFEITO
Mas a campanha não foi feita só de ataques. Os candidatos apresentaram inúmeras propostas.
Dilma falou em ampliar o programa Mais Médicos com o Mais Especialidades e prometeu que não mexerá nos direitos trabalhistas "nem que a vaca tussa".
Aécio, por sua vez, repetiu inúmeras vezes a palavra previsibilidade, geralmente de forma bem pausada, quando tratava dos temas econômicos. E prometeu, com sua vitória, "libertar" o país do PT.
Mas talvez a frase mais marcante desta eleição seja aquela pronunciada por Campos na véspera do acidente que lhe tirou a vida. "Não vamos desistir do Brasil."

Do Bol
"O homem digno ganha para viver"
Esta fotografia é de um fotógrafo da minha terra- Assu/RN, participando com esta imagem do 1. Concurso da Collorshop - Desigualdade Social. Sucesso para o autor da foto chamado Endson Esron Andrade.
Endson Esron Andrade
"O homem digno ganha para viver"
NIKON D5100
f/8
1/250s
ISO-100
55mm

sábado, 25 de outubro de 2014

Quem não ama a Pátria, desama tudo.

Excelentes motivos para beber Whisky


Quando penso em whisky (também conhecido como whiskey), várias imagens diferentes vêm à mente. Cowboys em filmes antigos de faroeste, ingerindo a bebida antes de iniciar um tiroteio; bares clandestinos da época da Lei Seca de Chicago para Nova York; ou mesmo aquele destilado com líquido de coloração marrom-acobreado que acompanha um homem em uma mesa de bar.
É inevitável não associar o destilado feito pelo mostro de grãos como uma bebida masculina. Não é para menos, aquele aroma irresistível de whisky, com alto teor alcoólico e notas amaderadas, combina perfeitamente com o nosso paladar.
E se você descobrisse que a bebida pode ser muito benéfica a sua saúde? Pois saiba que o consumo moderado (80 ml por dia) além de não deixá-lo bêbado, pode te ajudar a perder peso, controlar a diabetes, aumentar o bom colesterol, fortalecer o sistema imunológico, entre outras funções.
Quer descobrir 13 excelentes motivos para beber whisky? Confira as razões abaixo!
 
1- É uma bebida relaxante
Chegou estressando em casa? A dica é tomar uma dose do destilado. Além de reconfortante, relaxa e faz você desligar dos problemas. Além de não dar dor de cabeça ou ressaca no dia seguinte (no caso da compra de um bom whisky)
2- Bom custo-benefício
Uma boa cerveja custa, em média, R$ 20. Um bom whisky, R$ 120. A diferença é que uma cerveja depois de aberta deve ser consumida toda ou estraga. O whisky, você consome uma dose e guarda o resto para a próxima vez. Uma garrafa pode durar 10 doses, ou seja, dez dias de consumo por R$120. Já a breja custaria R$ 200 os mesmos 10 dias.
3- Economiza o seu dinheiro
Quando você vai ao bar e não tem dinheiro, acha que a cerveja é a bebida mais barata. Ledo engano! Apesar da garrafa sair mais em conta, você estará consumindo 4,5% de teor alcoólico por 600 ml e ainda dividindo com seus amigos. Uma dose de whisky você vai pagar o dobro pela garrafa de breja, mas ele proporciona 40% de teor alcoólico e você dificilmente vai compartilhar com outras pessoas.
Além do que, com um copo de whisky você não precisa tomar rápido e extremamente gelado, consumindo o destilado por muito mais tempo, diferente da cerveja
 
4- Pode ser um grande investimento
Além de não se deteriorar com o tempo, colecionar whisky pode ser um grande investimento. Algumas garrafas raras ficam cada vez mais caras com o passar do ano. Uma boa escolha e paciência, pode render bons frutos financeiros no futuro.
5- Ajuda a perder peso
Muitas pessoas associam a bebida com o desenvolvimento de uma barriga de cerveja ou a perda de tônus muscular devido ao consumo excessivo de álcool. É verdade. Mas, bebendo com moderação ele pode até te ajudar a perder peso. Ele tem 0% de gordura e apenas 100 calorias (a dose), abaixo da cerveja (120 calorias) cachaça (140) e vodka (108). Além disso, os açúcares da bebida são simples que rapidamente são usadas como energia para o corpo.
6- Combate gripes e resfriados
Alguns estudos têm defendido a capacidade do whisky impulsionar o sistema imunológico. O álcool tem um papel tradicional na prevenção da doença e melhorar a função do sistema imunológico, mas provas concretas nunca estiveram a mão. Agora, vemos que os antioxidantes e níveis de traços de vitaminas do whisky pode estimular o sistema imunológico, ajudando assim a combater resfriados normais e gripes.
7- Serve também contra infecção
Todos esses filmes antigos onde homens derramavam whisky em uma ferida para a desinfecção não é só ficção! Por sua pureza e alta concentração alcoólica, você pode derramar whisky em uma ferida fresca para se certificar de que ela não infeccione.

8- Controla a diabetes
O whisky tem sido consistentemente apontado para reduzir as chances de diabetes, às vezes em até 30-40%. Uma quantidade moderada da bebida pode melhorar significativamente a capacidade do corpo de regular os níveis de insulina e glicose, diminuindo assim a possibilidade de desenvolver diabetes.
9- Diminui a demência
Estudos têm demonstrado que o whisky pode aumentar com sucesso o seu desempenho cognitivo e reduzir suas chances de desenvolver demência e doença de Alzheimer. Embora os estudos estão em andamento e há um pouco de controvérsia sobre o álcool como um método de tratamento/prevenção, não há como negar que o ácido elágico é extremamente poderoso em termos de combate contra os radicais livres no organismo.
Estes radicais livres são frequentemente associados com a interrupção de vias neurais e contribuindo para o lento declínio em direção a demência. A bebida pode reduzir esse declínio mental e melhorar a nossa qualidade de vida à medida que envelhecemos.
10- Contribui com a saúde do coração
Uma série de estudos têm mostrado que o whisky pode ser um bom remédio para proteger a saúde do coração. Como nossos corpos envelhecem, os nossos sistemas se tornam mais frágeis, resultando em funcionamento menos eficiente de vários sistemas de órgãos, e fraqueza do nosso sistema cardiovascular.
No entanto, um estudo revelou recentemente que aqueles que consomem uma quantidade moderada de whisky tem quase 50% de chance menor de sofrer um derrame ou ataque cardíaco, o que é uma notícia excepcional para aqueles em risco de problemas cardiovasculares.
 
11- Diminui is coágulos de sangue
O whisky tem mostrado significante para evitar a coagulação do sangue. A coagulação do sangue é importante quando você está ferido para você parar de perder sangue, mas, internamente, os coágulos de sangue podem obstruir seus vasos sanguíneos ou artérias, que pode ser desastroso. A aterosclerose, que geralmente ocorre devido a um grande acúmulo de colesterol, pode combinar com coágulos de sangue para resultar em trombose, ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais e morte. O whisky deixa o sangue mais fino, reduzindo significativamente as suas chances de excesso de coagulação.
12- Aumenta o bom colesterol
Ele também aumenta a quantidade de colesterol “bom”, o que neutraliza os efeitos do “mau” colesterol, protegendo ainda mais o seu coração.
13- Previne contra o câncer e outras doenças
O câncer é uma das doenças mais devastadoras e globalmente relevantes conhecidas pelo homem. Há novos sistemas anticâncer e modismos o tempo todo, mas muitos deles são apenas isso, modas populares, com muito pouca informação medicinal para apoiá-la. No entanto, o whisky tem um nível extremamente elevado de ácido elágico, um dos mais poderosos compostos antioxidantes que podemos consumir.
Um antioxidante é um composto que neutraliza radicais livres, os subprodutos nocivos do metabolismo celular, que causam uma grande variedade de doenças, incluindo o cancro, doenças do coração, doença de Alzheimer, e o envelhecimento prematuro. Este poderoso antioxidante faz whisky uma medida preventiva muito eficaz contra o câncer.



http://www.robsonpiresxerife.com/



sexta-feira, 24 de outubro de 2014

É fácil trocar as palavras,
Difícil é interpretar os silêncios!
É fácil caminhar lado a lado,
Difícil é saber como se encontrar!
É fácil beijar o rosto,
Difícil é chegar ao coração!
É fácil apertar as mãos,
Difícil é reter o calor!
É fácil sentir o amor,
Difícil é conter sua torrente!

Como é por dentro outra pessoa?
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição
De qualquer semelhança no fundo.

Fernando Pessoa

COMO SE VOTAVA ANTIGAMENTE



Fonte - pos-aula.blogspot.com
Fonte – pos-aula.blogspot.com
Por Marcos Pinto – historiador e advogado apodiense.
Fonte – http://tudodorn.blogspot.com.br/2014/10/de-como-se-votava-antigamente.html
Durante o primeiro período republicano brasileiro, que alguns historiadores denominam de 1ª República(1889-1930), o processo de votação utilizado nos pleitos eleitorais para a escolha dos representantes aos legislativos estaduais e federal configuravam um cenário exótico exatamente no dia da eleição. Os chefes políticos postavam-se nos lados da mesa eleitoral (á época era urna)m instalada sempre dentro das igrejas matrizes. Adredemente formada por componentes vinculados à situação, com objetivos não recomendáveis, para forjação das atas eleitorais, não raro eram contestadas, por recurso, os seus resultados. 
Cada chefe político recebia a quantidade de cédula em número igual ao de cidadãos aptos ao exercício do voto. O voto era sufragado em aberto, ou seja, o eleitor, ao adentrar o local onde localizava-se a mesa eleitoral, dirigia-se ao chefe político ao qual era liderado, na maioria das vezes pela camaradagem, pelo compadrio e pelo “favor” devido, por plantar nas terras dos majores e coronéis da Guarda Nacional. Destes, recebia a cédula para, a seguir, dirigir-se à mesa, por seu presidente, apresentando documento/título. Era-lhe entregue uma sobrecarta vazia, onde o leitor depositava a cédula eleitoral, e incontinenti colocava-a dentro da urna. Feito isto, retornava à mesa eleitoral, onde fazia a aposição da assinatura na folha que era destinada aos votantes. 
Fonte - espiritosantonoticias.com.br
Fonte – espiritosantonoticias.com.br
Conta-nos o saudoso historiador Raimundo Nonato, em uma de suas celebres obras, que agora me flagro em olvido, que em uma cidade do Oeste Potiguar era tanto o pode de mando do chefe político, que os seus eleitores que não sabiam assinar eram substituídos pelos alunos do primário, isto no dia seguintes ao da eleição. Sabe-se que as professoras eram nomeadas por indicação política, o que as fazia submissa à esse tipo de expediente. 
Certa feira, o escrivão eleitoral que também devia o cargo ao chefe político, conduziu a folha de votantes até a escola para que os alunos fizessem a aposição das assinaturas dos votantes que não sabiam assinar e que eram eleitores certos do chefe situacionista. Apurados os votos, o Sr. Juiz eleitoral determinou ao oficial de justiça (o escrivão encontrava-se em diligências) que o mesmo lesse em voz alta os nomes constantes na folha de votação. 
cabresto
Lá pras tantas o escrivão leu: Quinhentos Réis de bosta. O juiz e os presentes olharam estupefactos para o oficial de justiça, como a interroga-lo pelo tamanho disparate. De sorte que, neste interiam, chega de inopino o sr. escrivão eleitoral que ainda ouviu a aberração e, antes que o juiz o interroga-se sobre o inusitado, pega da lista de votantes e lê, em voz alta: Quintino Reis da Costa, sanando assim o vexame. Ocorrera que o aluno que assinara a lista ainda engatinhava na leitura, o que o fez entender o nome do eleitor de forma errônea. 
Esse método de votação era conhecido como voto à bico-pena ou eleição à bico-de-pena. Naquela época, roubar no resultado de eleições era parte integrante da vida política brasileira. Nestes moldes de votação havia dois pesos e duas medidas. O eleitor escolhia de forma espontânea e concreta os candidatos de sua predileção, evidenciando honestidade à toda prova, por outro lado amarrava o voto do eleitor que votava por compra ou por divida de favor. 
Fonte - kdhistoria.blogspot.com
Fonte – kdhistoria.blogspot.com
A imposição do voto secreto fez surgir no seio do eleitorado um processo de venalidade e de desonestidade moral própria, sem precedentes, e crescentes à cada eleição. O eleitor usa essa nuance do voto secreto para “assumir compromissos” com vários candidatos, em troca de benesses de cunho material (materiais de construção, enxovais para casamento, para criança,etc.) como também recepção de gêneros alimentícios – as famosas cestas básicas. Tinha razão Bertold Brecht quando disse: “O pior analfabeto é o analfabeto político”. 
A metodologia da eleição à bico-de-pena era aplicada devido a compatibilidade prática com o pequeno número de eleitores existentes à época, o que proporcionava ao chefe político o conhecimento memoriado, de cor e salteado, de todos os nomes de seus eleitores. Daí fixaram-se nas mentes bocós como pomposo e admirado populista, conferindo-lhe falsa identidade com os humildes do bolso e da mente. Eram meros instrumentos do domínio político. Resta a certeza de os políticos, em sua maioria, pensam e agem como se a massa eleitoral não passasse de resto do resto do resto. É duro, mas é verdade. 
voto-15
Por força da Constituição Federal realizaram-se as eleições em todo o país, no dia 19 de janeiro de 1947, com a aplicação de novo método de votação, que consistia em que o eleitor já trazia de casa a cédula de votação já sufragada, restando apenas a obrigação de se dirigir à mesa eleitoral para dela receber a sobrecarta vazia, colocar a cédula dentro, e a seguir depositar na urna. As cédulas eram distribuídas de forma aleatória, valendo a capacidade de conquista e de persuasão para o sucesso de vitória. Nesta eleição o cidadão votou para governador, 3ª senadoria e suplência, suplente de senador eleito em 1945 e deputados estaduais. 
Este último método de votação foi utilizado até 1957. Ao eleitor menos esclarecido resta a convocação para uma cruzada de combate aos políticos caras-de-pau, submetendo-os a uma derrapagem no óleo de peroba da consciência sob a poeira da obscuridade. 
Em termos de apagão, amalgama-se a razão eleitoral para, como um furacão, incendiar os corações numa ira sagrada, tendo como estuário o magnânimo rio da conscientização política, espraiando surpreendente exaltação moral de um povo usado, espoliado e maltratado. 

Do blog: http://tokdehistoria.com.br, de Rostand Medeiros

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Após Copa, estrangeiros já marcam data para voltar ao Brasil

by vivernatal
“A Copa do Mundo foi o melhor momento da minha vida”. É assim que Dennis Macconnell resume os 45 dias (10 de junho a 15 de julho) em que ele passou no Brasil este ano. O americano é um dos mais de 1 milhão de estrangeiros que estiveram no País durante os jogos do mundial.
A satisfação foi tão grande que Dennis já tem data de retorno ao país. Neste ano, ele aterrissou em Recife com mais nove pessoas para assistir aos jogos dos Estados Unidos. Agora, o grupo também aumentou. Dennis e pelo menos mais 15 turistas vão carimbar o passaporte e voltarão em abril do ano que vem para Pernambuco.
De acordo com os dados divulgados pelo Ministério do Turismo, o Brasil recebeu turistas de 203 nações durante o mundial, a maior parte passou de 13 a 15 dias nas terras brasileiras. Cerca de 95% informaram que pretendem retornar, a maioria em ocasiões não especificas. Já os que têm intenção de retornar em datas definidas, eventos como a Olimpíada de 2016 e o Carnaval são os preferidos em seus calendários.
Ainda segundo levantamento realizado pelo MTur, na avaliação positiva dos turistas, 97% apontaram a hospitalidade, em seguida aparecem os quesitos diversão noturna (93%) e gastronomia (93%). Para o gerente-geral do Golden Tulip Interatlântico, em Natal (Rio Grande do Norte), Antônio Carlos Massucatto, foi justamente a hospitalidade que motivou o retorno dos estrangeiros. No local, japoneses já fizeram reservas para passar o Réveillon.
Dennis Mcconnell e a sobrinha Katarina com as camisas feitas especialmente para a CopaFonte: Portal R7
vivernatal

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Arena das Dunas é o segundo estádio mais usado após a Copa 2014


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A Arena das Dunas é o segundo entre os palcos da Copa do Mundo mais utilizado após o Mundial. Foram 20 jogos, atrás apenas do Maracanã, no Rio de Janeiro. Desde a partida entre Itália e Uruguai, pela 3ª rodada da 1ª fase do Mundial, a Arena das Dunas foi utilizada em 20 partidas entre Série B e Copa do Brasil (até o dia 17 de outubro), com ABC e América mandando seus jogos no local.

Na Arena das Dunas, a média de público durante esse período é de 10.151 pagantes, com o maior deles registrado na partida entre América e Flamengo, pelas quartas de final da Copa do Brasil, onde 30.575 torcedores acompanharam a vitória rubro-negra por 1 a 0. Foi neste jogo, aliás, que foi registrada a maior arrecadação do estádio: R$ 1.415.825,00. Mas quando o assunto é arrecadação, a Arena deixa a desejar em relação à média das demais 11 sedes. O estádio é 11º, com renda média de R$ 291.038,55. O último a Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata, com R$ 262.038,62. O primeiro da lista é a Arena Corinthians, com R$ 1.831.465,67.

Fonte: Tribuna do Norte | Foto: Canindé Soares

terça-feira, 21 de outubro de 2014

JORNAL ATUALIDADE

EDIÇÃO DE 1950
CAPA / EDITORIAL E PATROCINADOR 
 
Fonte: Assu na Ponta da Língua, de Ivan Pinheiro

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.