segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Robinson deixa de usar a foto oficial de governador

Em seu instagram, o governador Robinson Faria fez um post destacando que deixa de usar a foto oficial do governador. Em seu gabinete, trocou a foto oficial por um quadro que ganhou de um artista potiguar.

http://www.robsonpiresxerife.com/

Cavalgada e almoço de Irmã Lindalva marcam o dia de domingo em Assú


Aconteceu neste último domingo, 11, no município do Assú, a XI Cavalgada de Irmã Lindalva. O evento contou com uma grande participação de populares e fiéis, além da presença do prefeito Ivan Júnior e do deputado estadual George Soares. O ponto de partida foi dado na Paróquia de Irmã Lindalva, no bairro da Cohab, indo até o sítio Malhada da Areia, no Piató, onde a Beata nasceu.

A Cavalgada faz parte da Festa de Irmã Lindalva, que teve início na última quarta-feira, dia 7 e transcorrerá até o próximo sábado 17 de janeiro.


No Local, onde será construído um santuário, o padre Francisco Belarmino e o padre Netinho celebraram uma missa e descerraram a placa comemorativa em homenagem aos cavaleiros que realizaram a primeira cavalgada, em 2006.  Em seguida, os cavaleiros retornaram à cidade para participar do 6º Almoço de Irmã Lindalva, realizado na Praça Jota Keully, com animação de Dodora Cardoso.

*Fotos: SEACOM/PMA
 http://www.cameradovale.com.br/

Hospital Regional de Assú é vistoriado por comitiva do Governo

robinsonhospitalassu
Um dos principais hospitais regionais do Rio Grande do Norte, o Nelson Inácio dos Santos, foi vistoriado pelo governador Robinson Faria e pelo secretário estadual de Saúde, Ricardo Lagreca, durante agenda de trabalho realizada na manhã e tarde do último sábado (10), em Assú. A unidade cobre cerca de 200 mil habitantes de 13 municípios do estado. O prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior, acompanhou a visita, ao lado de demais gestores públicos de cidades do vale e vereadores.
A unidade tem 56 leitos entre UTI, obstétrico, urgência e emergência, mas, segundo o titular da Saúde, o hospital passa por vários problemas. “O hospital tem hoje uma condição muito séria. Vimos mais cedo que existem servidores motivados, mas a estrutura física está deteriorada, há problemas na escala, equipamentos quebrados e em falta. Ou seja, fazer uma reforma nesse momento não resolve um outro problema maior. Com base no que vimos hoje, vamos traçar o que será feito aqui”, declarou Ricardo Lagreca, lembrando que o hospital de Assú é o segundo visitado em apenas duas semanas de trabalho. No dia 6 de janeiro, o Hospital Regional Tarcício Maia, em Mossoró, havia sido vistoriado pelo chefe do Executivo Estadual e auxiliares.
O Governador Robinson Faria fiscalizou o centro obstétrico, leitos de urgência, conversou com servidores e pacientes, e adiantou: “Apenas em Assú, o Hospital Nelson Inácio tem perfil para atender 50 mil pessoas, mas não tem condições. Por isso, já conversamos com o secretário, vamos fazer o redimensionamento para saber a real capacidade de atendimento. Viemos aqui para ter uma dimensão do problema e, partir do diagnóstico in loco, termos o planejamento para que a unidade volte a atender como prometemos”.
Postado por RP

domingo, 11 de janeiro de 2015

VALE DO AÇU: UMA REGIÃO ESTRATÉGICA PARA A ECONOMIA POTIGUAR

Joacir Rufino de Aquino & Raimundo Inácio da Silva Filho

(Economistas e professores da UERN)

 
O novo governador do Rio Grande do Norte (RN), Robinson Faria (PSD), assumiu seu posto com muitos obstáculos pela frente. Praticamente tudo no RN é prioridade: saúde, educação, segurança, entre outras demandas da vida social. No entanto, é na área econômica que se encontram os maiores desafios. O nosso estado vem enfrentando dificuldades em vários segmentos produtivos e é preciso gerar empregos, ampliar as exportações e melhorar a arrecadação de impostos visando garantir o funcionamento adequado da máquina pública. Nessa perspectiva, cada uma das 19 microrregiões que formam o espaço estadual tem um papel particular a desempenhar, mas, entre elas, sem dúvida, é a microrregião do Vale do Açu àquela que pode contribuir mais rapidamente para o crescimento da economia potiguar.



A microrregião do Vale do Açu ocupa uma área de 4.756,1 km2, o que corresponde a 9,06% do espaço geográfico norte-rio-grandense. Em termos políticos-administrativos, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ela se divide entre nove municípios: Alto do Rodrigues, Assú, Carnaubais, Ipanguaçu, Itajá, Jucurutu, Pendências, Porto do Mangue e São Rafael. Neles, segundo o último Censo Demográfico, realizado em 2010, residiam 140.534 pessoas (4,4% da população estadual).



É consenso no meio acadêmico e governamental que o Vale do Açu se apresenta como uma das localidades do RN com maior potencial para atividades produtivas ligadas ao agronegócio, tanto patronal, quanto familiar. Detentora da maior oferta de recursos hídricos do estado, com especial destaque para a Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, e de solos de alta fertilidade, a região agrega todas as condições naturais necessárias à realização de projetos na área da fruticultura irrigada e demais setores da indústria extrativa e de transformação.



Grosso modo, do ponto de vista geoeconômico, o território açuense se destaca por ser uma das áreas do semiárido nordestino mais bem provida de recursos naturais. É rico em água doce, solos de ótima qualidade, petróleo, gás natural, minerais, ventos (recentemente explorados pela indústria energética) e outros elementos da biodiversidade. Ademais, situa-se próximo dos principais centros consumidores do RN e dos estados vizinhos, o que lhe garante vantagens competitivas capazes de atrair investidores e pessoas de várias partes do Brasil e do mundo.



Apesar do seu grande potencial e do sucesso isolado de alguns empreendimentos, a participação dos municípios do vale açuense na economia potiguar ainda é relativamente baixa. De acordo com o levantamento recente do IBGE, entre 2002 e 2012, a riqueza produzida na região tem oscilado em torno de 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. E o que é mais preocupante: a sua participação neste indicador macroeconômico vem declinando ao longo do tempo em relação às demais microrregiões potiguares. Enquanto em 2002 os nove municípios do Vale ocupavam conjuntamente o 4º lugar no PIB norte-riograndense, em 2012, eles caíram para a 5ª posição, sendo superados pelas microrregiões de Natal, Mossoró, Macaíba e Macau.



Mas por que uma unidade geográfica que concentra tantas vantagens naturais e locacionais apresenta um desempenho econômico tão modesto e tem perdido importância relativa no PIB potiguar? Uma parte da explicação para essa pergunta está associada à desestruturação das atividades produtivas locais causada pelas enchentes de 2008/2009 e pela grande seca que atingiu todo o semiárido nos últimos três anos. Todavia, há muitas evidências de que o desempenho econômico açuense tem sido emperrado principalmente pela carência de investimentos públicos e privados capazes de potencializar suas energias produtivas em escala ampliada.



De fato, basta dizer que parcela significativa do peixe consumido diariamente por nossa população é proveniente do estado do Ceará porque até agora não foram instalados nenhum dos 10.000 tanques-rede possíveis de serem implantados na barragem Armando Ribeiro. Na área de fruticultura, o Distrito Irrigado Baixo Açu enfrenta dificuldades estruturais e metade da sua área de 6.000 hectares ainda não foi ocupada desde a criação do projeto no início da década de 1990. Ademais, as frutas da região continuam sendo vendidas a atravessadores sem qualquer beneficiamento, pois faltam, por exemplo, fábricas de doce e suco para agregar valor à produção. A maioria dos agricultores familiares da região também não conta com assistência técnica regular ou sistemas de irrigação e os produtores de manga apresentam dificuldade em exportar a produção e gerar divisas para o erário público por falta de um Packing House (galpão padronizado de processamento e embalamento pós-colheita) para adequar as frutas às exigências do mercado internacional.



Na esfera industrial, a história se repete. Faz tempo que os ceramistas locais tentam viabilizar a instalação do gás natural para melhorar a competividade de suas fábricas e não conseguem obter êxito em seu pleito. A mineração em Jucurutu e em outras áreas, foi inviabilizada por problemas de logística e o projeto do terminal graneleiro em Porto do Mangue caminha a passos lentos sem previsão de implantação. Já a Zona de Processamento de Exportação (ZPE do Sertão), projeto promissor que representaria um grande impulso para agregar valor aos produtos exportados pela economia do RN, praticamente não saiu do papel e corre o sério risco de ser completamente extinta por falta de apoio governamental.



Em relação ao setor de comércio e serviços, por sua vez, o Vale do Açu padece com um limitado padrão educacional e com a falta de qualificação técnica. Os índices de desempenho dos estudantes nos exames nacionais de avaliação ainda estão bem abaixo do recomendado. No Ensino Superior, instituições públicas importantes como a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) apresentam problemas de infraestrutura e faz tempo que não consegue ampliar a oferta de novos cursos para ajudar na melhoria do capital humano e na oferta de serviços de qualidade para a população em geral. O rico patrimônio históricocultural e ambiental da localidade, que poderia ser explorado para impulsionar as atividades ligadas ao turismo, tem sido dilapidado ano a ano, por falta de regulação, proteção e investimentos.



Esses e outros problemas atuam, assim, como fatores bloqueadores das potencialidades da microrregião em tela. Registre-se que a maioria dos gargalos mencionados já foi identificada em debates calorosos em diferentes fóruns e comissões nos últimos 15 anos. O que falta é, então, vontade política e investimentos público/privados capazes de remover os fatores que entravam o avanço regional. Isso porque o Vale do Açu é uma região estratégica para o futuro da economia do RN no curto, médio e longo prazo. A questão é

apenas criar os incentivos necessários para recolocar a locomotiva nos trilhos. Para tanto, será preciso planejamento estratégico, eficiência na aplicação dos recursos escassos e o estabelecimento de um pacto entre o governo estadual, os prefeitos e os empreendedores privados. É desse pacto pelo desenvolvimento que depende a expansão da economia açuense, e, por tabela, da combalida economia norte-rio-grandense.


Artigo publicado no jornal O Mossoroense, Mossoró/RN, 10 de janeiro de 2015. p. 5.
(Do blog Assu na ponta da língua, de Ivan Pinheiro

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Como eliminar os cupins naturalmente



como-eliminar-os-cupins-naturalmente

http://lar-natural.com.br

Quem tem madeira em casa e do nada começa a perceber montinhos de “pó” nos rodapés, logo abaixo de algum móvel ou mesmo no piso, deve ficar alerta: isto pode ser sinal da presença do temido cupim!
Combater cupins pode ser mais trabalhoso do que você imagina, sendo às vezes inevitável recorrer a empresas especializadas em exterminar esse tipo de praga.
Mas antes de ligar para uma dessas empresas, tente uma receita caseira e natural. Veja aqui como eliminar os cupins naturalmente.

Os cupins podem trazer prejuízos imensos

Há casos de infestação de cupim que comprometem até a estrutura de uma edificação! Por isto o melhor é prevenir: na hora de escolher a madeira que será usada na sua casa, tanto na mobília, como no telhado, piso e forro, consulte profissionais especializados que possam indicar os tipos que não são “do interesse” desses bichinhos desagradáveis! Veja como combater os cupins naturalmente.

Como eliminar os cupins com borato de sódio

Quando os cupins ingerem o borato de sódio perdem a capacidade de digerir os alimentos e acabam morrendo. O borato de sódio pode ser comprado em farmácias em sachês com o produto em pó.

Como fazer

Em um recipiente com tampa, o qual você possa deixar bem fechado, coloque 4 litros de água e 450 g de borato de sódio. Borrife esta mistura na área afetada.
Tenha cuidado para que os animais de estimação não lambam o produto, portanto mantenha-os afastados durante o período de uso desta mistura! Deve ser conservado fora do alcance das crianças e animais de estimação!
Use luvas e óculos de proteção para manipular o produto.

Como eliminar os cupins com óleos essenciais

Os óleos essenciais de lavanda e vetiver podem ser usados para prevenir o surgimento dos cupins, basta misturar algumas gotinhas na água ou em um óleo vegetal como o de coco e aplicar na madeira. Caso seja o piso, coloque algumas gotas em um balde com água e passe um pano umedecido nesta mistura para finalizar a limpeza da casa, o perfume da lavanda ainda será um bônus!
Já o óleo essencial de cravo consegue ser eficaz para combater os casos iniciais de cupim. Basta borrifar este óleo misturado em uma base vegetal (óleo de coco, azeite de oliva, etc.) ou água na área afetada. Para cada 100 ml de água ou base vegetal, coloque 10 gotas de óleo essencial de cravo.

Não sabia o teu nome, nem quem tu eras... E ainda hoje não sei, - Mas para quê saber isso?, se sei,

- O que me és.

__ Luís Santos __

Imagem: © Lita Pratikto


Marta critica Dilma, ataca colegas e afirma: 'Ou o PT muda ou acaba'

Estadão

©
 
Felipe Rau/Estadão
 
Para a senadora Marta Suplicy (SP), que foi deputada, prefeita e duas vezes ministra pelo PT, o partido chegou a uma encruzilhada: “Ou o PT muda, ou acaba”. Em entrevista ao Estado, Marta não assumiu explicitamente, mas deixou evidente que está a um passo de sair do PT: “Cada vez que abro um jornal, mais fico estarrecida com os desmandos. É esse o partido que ajudei a criar?”.
 
Articuladora assumida do “Volta, Lula” em 2014, ela também deixou suficientemente claro que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em alguns momentos, autorizou os movimentos nesse sentido. Quanto ao governo Dilma: “Os desafios são gigantescos. Se ela não respeitar a independência da equipe econômica, vai ser desastroso para o Brasil”.
 
A declaração mais irada foi contra o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, que ela julga “inimigo do Lula” e “candidatíssimo” a presidente em 2018, mas “vai ter contra si a arrogância e o autoritarismo”. A seguir, os principais trechos da entrevista:
 
Por que a senhora articulou o movimento “Volta, Lula”?
 
Em meados de 2013, os desmandos aconteciam e a economia ia de mal a pior. Foi aí que disse ao Lula: ‘Presidente, está acontecendo uma coisa muito séria. O que o senhor acha que está acontecendo?’ Conversamos a primeira, a segunda, a terceira, a quarta vez... E ele dizia: ‘É verdade, estou conversando com ela, mas não adianta, ela não ouve’. A coisa foi piorando e, um dia, ele disse: ‘Os empresários estão se desgarrando...’. E perguntou se eu podia ajudar e organizei um jantar na minha casa, já no início de 2014, com os 30 PIBs paulistas. Foi do Lázaro Brandão a quem você quiser imaginar. Eles fizeram muitas críticas à política econômica e ao jeito da presidente. E ele não se fez de rogado, entrou nas críticas, disse que era isso mesmo. Naquele jeito do Lula, né? Quando o jantar acabou, todos estavam satisfeitíssimos com ele.
 
E falaram nele como candidato?
 
Ninguém falou claramente, mas todo mundo saiu dali com a convicção de que ele era, sim, o candidato.
 
Ele admitia que queria ser?
 
Nunca admitiu, mas decepava (sic) ela: ‘Não ouve, não adianta falar.’
 
Ele estava incomodado com Dilma?
 
Extremamente incomodado. E isso é que foi levando ele a achar que tinha de ser o candidato e fui percebendo que a ação dele foi mudando. A verdade é que ele nunca disse, mas sempre quis ser candidato e achou que ia ser.
 
Por isso a senhora trabalhou pela candidatura do Lula?
 
Sim, providenciando os encontros para ele poder se colocar. Foi quando convidei políticos, artistas para um grande encontro político. Convidei a Dilma, o Mercadante e todos os ministros de São Paulo, avisando que o Lula estaria presente. Todos confirmaram, mas, na véspera, todos cancelaram. E ela, Dilma, também não foi. Nessa época, ainda estava confuso quem seria o candidato. Tinha uma disputa. E, depois, quando ela virou candidatésima, ele não falava mais com ela.
 
O Lula deixava uma porta aberta?
 
Quando o Lula escolheu o Fernando Haddad para disputar a Prefeitura, eu avisei a ele que eu ia sair do ministério, porque discordava da política econômica, da condução do País, e ia voltar para o Senado. ‘E vou dizer que o candidato é o senhor. A única que tem coragem de dizer isso publicamente sou eu e vou dizer’. E ele: ‘Não vai, não, de jeito nenhum’. Eu: ‘Por quê?’ Ele: ‘Porque não é hora’. Veja bem, ele não negou, ele disse que não era hora.
 
Depois, como evoluiu?
 
Um dia, eu fui direta: ‘Lula, tem de ir pro pau, tem de ter clareza nisso’. E listei pessoas com quem poderia conversar para dizer que ele tinha interesse, que estava disposto. Aí ele disse que não, que não era para falar com ninguém. O que eu ia fazer? Concordei. Só que, quando eu já estava saindo, perto da porta, ele disse: ‘Pode falar com o Rui (Falcão, presidente do PT)’. Dois dias depois, sentei duas horas e meia com o Rui e disse a ele: ‘A situação está muito difícil eleitoralmente para o PT, mas muito difícil para o País. Porque vai ser muito difícil a Dilma conduzir o País de outro jeito, você já conhece o jeito dela’. Mas ele disse que íamos ganhar e que eu estava falando de coisas que eu não entendia.
 
Acredita que o Lula queria ser (candidato em 2014)?
 
Ele é um grande estadista, mas não quis enfrentar a Dilma. Pode ser da personalidade dele não ir para um enfrentamento direto, ou porque achou que geraria uma tal disputa que os dois iriam perder.
 
E quando o próprio Lula encerrou de vez o assunto?
 
Foi quando ele disse: ‘Marta, acabou. Vamos trabalhar para a Dilma e pronto. Você vai enfiar a camisa e trabalhar de novo’.
 
E a senhora, nunca pensou em ser candidata?
 
A quê?
 
A presidente...
 
Pensei sim. Quando era neófita, tinha clareza de que poderia ser presidente. Depois, isso caiu por terra, até que um dia o Lula, no avião dele, quando era presidente, me disse: ‘Minha sucessora vai ser uma mulher’. E pensei que ou seria eu, ou Marina (Silva) ou Dilma. Logo vi aquela história de ‘mãe do PAC’ e que era a Dilma. Pensei: ‘O que faço?’ Bom, ou ficava contra e não fazia coisa nenhuma, ou ajudava. Mais uma vez, decidi ajudar. Sempre achei que ia acabar ficando meio de fora das coisas, talvez pela origem, talvez por ser loura de olho azul, não sei.
 
Como vê o governo Dilma?
 
Os desafios agora são gigantescos, porque não se engendraram as ações necessárias quando se percebeu o fracasso da política econômica liderada por ela. Em 2013, esse fracasso era mais do que evidente. Era preciso mudar a equipe econômica e o rumo da economia, e sabe por que ela não mudou? Porque isso fortaleceria a candidatura do Lula, o ‘Volta, Lula’.
 
E a nova equipe econômica?
 
É experiente, qualificada. Vai depender de a Dilma respeitar a independência da equipe. Se não respeitar, vai ser desastroso. Agora, é preciso ter humildade e a forma de reconhecer os erros a esta altura é deixar a equipe trabalhar. Mas ela não reconheceu na campanha, não reconheceu no discurso de posse. Como que ela pode fazer agora?
 
Se Dilma não deixar a equipe econômica trabalhar, os ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) podem correr para o Lula, pedindo apoio?
 
Você não está entendendo. O Lula está fora, está totalmente fora.
 
Tudo isso criou uma cisão indelével no PT, entre lulistas e dilmistas, como ficou claro na posse, quando o Lula foi frio com o Mercadante?
 
O Mercadante é inimigo, o Rui traiu o partido e o projeto do PT, e o partido se acovardou ao recusar um debate sobre quem era melhor para o País, mesmo sabendo as limitações da Dilma. Já no primeiro dia, vimos um ministério cujo critério foi a exclusão de todos que eram próximos do Lula. O Gilberto Carvalho é o mais óbvio.
 
Qual o efeito disso em 2018?
 
Mercadante mente quando diz que Lula será o candidato. Ele é candidatíssimo e está operando nessa direção desde a campanha, quando houve um complô dele com Rui e João Santana (marqueteiro de Dilma) para barrar Lula.
 
Quais as chances de vitória do PT com o Mercadante?
Ele vai ter contra si sua arrogância, seu autoritarismo, sua capacidade de promover trapalhadas. Mas ele já era o homem forte do governo. Logo, todas as trapalhadas que ocorreram antes ocorrem agora e ocorrerão depois terão a digital dele.
 
Afinal, quais são os desmandos da gestão do Juca Ferreira na Cultura?
Foi uma gestão muito ruim. Enviei para a CGU (Controladoria-Geral da União) tudo sobre desmandos e irregularidades da gestão dele.
 
O que aconteceu com a Petrobrás?
 
Para mim, todo o conselho e diretoria deveriam ter sido trocados. Respeito a Graça (Foster), até gosto dela. Não questiono sua seriedade e honradez. Mas, no momento, o mais importante é salvar a Petrobrás.
 
O PT foi criado com a aura de partido ético. Imaginava que pudesse chegar a esse ponto?
Cada vez que abro um jornal, fico mais estarrecida com os desmandos do que no dia anterior. É esse o partido que ajudei a criar e fundar? Hoje, é um partido que sinto que não tenho mais nada a ver com suas estruturas. É um partido cada vez mais isolado, que luta pela manutenção no poder. E, se for analisar friamente, é um partido no qual estou há muito tempo alijada e cerceada, impossibilitada de disputar e exercer cargos para os quais estou habilitada.
 
Então, a senhora vai sair do PT.
 
A decisão não está tomada ainda, mas passei um mês e meio, dois meses, chorando, com uma tristeza profunda, uma decepção enorme, me sentindo uma idiota. Não tomei a decisão nem de sair, nem para qual partido, mas tenho portas abertas e convites de praticamente todos, exceto do PSDB e do DEM.
 
Para concorrer à Prefeitura?
 
Não será uma decisão em função de uma possível disputa à Prefeitura, por isso é tão dura. É uma decisão duríssima de quem acreditou tanto, de quem engoliu tanto.
 
Tem uma gota d’água?
 
Não, mas na campanha da Dilma e do (Alexandre) Padilha em São Paulo, fui totalmente alijada. Quando Padilha me ligou pedindo para eu gravar, disse: ‘Ô Padilha, entenda. Eu não sou mais objeto utilitário, acabou essa minha função no PT’.
 
Por que Dilma e Padilha foram tão mal em São Paulo?
 
Não foi um voto pró-Aécio (Neves), foi um voto anti-PT, pelos desmandos que o PT tem perpetrado nesses anos todos.
 
O que vai ocorrer com o PT?
 
Ou o PT muda ou acaba.
 
(Eliane passa a escrever colunas (às quartas, sextas e domingos) e reportagens a partir deste domingo, 11. Estará na Rádio Estadão (FM92,9 - AM700) de segunda a sexta, às 9h40)

sábado, 10 de janeiro de 2015

RELEMBRANDO AS ELEIÇÕES PARA VEREADOR DE NATAL: Foi uma eleição que deixou muitas dúvidas. Com o rigor da Lei Eleitoral de hoje, com certeza teria sido anuladas.Naquelas eleições Concorri pela pelo PDS - Partido Democrático Social qie depois veio a ser PFL e atual Democratas, a uma cadeira na câmara municipal daquela capital norte-rio-grandense obtendo em razão do pleito com muitas suspeitas de fraude, 301 votos. Vejamos abaixo cópia de um livro editado pela Índice intitulado A Verdade das Urnas, que eu diria: A Inverdade das Urnas.

Fernando Caldas, editor deste blog







Natal de antigamente. Avenida Hermes da Fonseca, uma das mais importantes da cidade do Natal. Início dos anos setenta!
──────── ღ ೋ Ƹ̵̡Ӝ̵̨̄Ʒ ღ ೋ ────────
Há momentos da nossa vida em que necessitamos
nos retirar como as águias.
Renovar a face da alma, a alegria dos olhos.
E só então regressar,num voo de paz e esperança.
A águia é o único pássaro
que voa acima das tempestades.


Cristina Costa.
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  COMO VIVER 13 ANOS A MAIS E SEM DEMÊNCIA Rosangela Haydem Um estudo publicado em agosto de 2026 trouxe um dado que merece a nossa atenção:...