quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Diário Oficial confirma nomeação de ex-secretária municipal do Assú


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A edição desta quarta-feira (14) do Diário Oficial do Estado trouxe o ato que formaliza a nomeação da ex-secretária de Desenvolvimento Social e Habitação, da prefeitura municipal do Assú, Maira Leiliane Oliveira Almeida (foto), num posto de segundo escalão da gestão Robinson Faria (PSD).
 
Assinado pelo governador e pela esposa deste, a secretária estadual do Trabalho, Habitação e Assistência Social (SETHAS), Julianne Dantas Bezerra de Faria, o ato oficializa a nomeação de Maira Leiliane no posto de secretária adjunta da referida pasta.
 
Transcrito do Pauta Aberta.

'Leitura foi diferencial', diz potiguar que tirou 1.000 na redação do Enem

André Diniz, de 17 anos, foi um dos 250 candidatos a receber nota máxima.

Tema deste ano foi publicidade infantil. Notas saíram nesta terça-feira (13).





Do G1 RN

Média das cinco provas de André Diniz deu 801 (Foto: Arquivo pessoal/André Diniz) 
Média das cinco provas de André Diniz deu 801 (Foto: Arquivo pessoal/André Diniz)
O costume de ler desde pequeno é apontado por André Diniz, de 17 anos, como principal fator para alcançar a nota máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O candidato foi um dos 250 a conseguir tirar nota 1.000 no texto sobre publicidade infantil, tema da redação deste ano do Enem.

 
"Acredito que a leitura foi o diferencial. Eu costumava ler desde pequeno e o desenvolvimento na escrita foi natural. Argumentei com sociologia e música. Não demorei no texto, mas o resultado foi muito bom", explica o estudante.

Estudante do Colégio Marista de Natal, André chegou a fazer o Enem anteriormente para conhecer a prova. "Tentei me acostumar com o ambiente e a atmosfera para não ter um impacto tão grande. Só foi rever os conteúdos. Me preparei como todo mundo", afirma André, que tirou 801 na média das cinco provas do Enem.

De olho no mercado de energias renováveis, o candidato tentará uma vaga no curso de Engenharia Elétrica na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). "Está crescendo muito no Rio Grande do Norte", avalia.

Outro diferencial citado por André é a experiência com a monitoria em Matemática e Física. "Aprendi muito, tanto na questão do conteúdo, quanto na retórica", conta.

Governo vai cumprir 'responsabilidade' com reforma política, diz ministro

Tânia Monteiro e Rafael Moraes Moura - O Estado de S. Paulo

Segundo Miguel Rossetto, debate será retomado porque mudanças são uma agenda 'definitiva para a sociedade brasileira'

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, afirmou hoje em conversas com jornalistas que o governo vai dar sequência a seu projeto de incentivar o debate de reforma política no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.
Ed Ferreira/Estadão
Ministro diz que governo vai dar sequência ao debate sobre reforma política
"Reforma política é agenda definitiva para a sociedade brasileira. Vamos retomar o debate", comentou, depois de criticar os custos elevados da campanha eleitoral de 2014. "Vamos cumprir nossa responsabilidade."
Questionado sobre a formatação da reforma política, se seria via plebiscito - como já foi defendido por Dilma -, referendo ou projeto de lei de iniciativa popular, o ministro disse que "nenhuma das ideias está descartada", apesar de ressaltar a preferência por um plebiscito.


LAGOA DO PIATÓ!


Ao amanhecer da aurora ti via resplandecer, 
banhada pelo Rio Açu de um vento frio à me aquecer. 
O canto dos passarinhos eu ouvi, era lindo o sabiá,
como podes tu lagoa, na secura te afogar?

Eis a seca braba, câncer lento a te matar, 
toda é a nossa culpa  queira nós crime pagar. 
Ao sujar te poluímos, sem medida e cumprimento
e da chuva privação esse é o merecimento.

Quem eras tu e quem tu és minha lagoa? 
Do verde e de ramados, carnaubais te assinalava. 
Tu que alimentastes tantos quantos pescadores. 
E hoje deixa a mendigar a quem padecem  em suas dores.


Mais do céu fazei chover, Jesus Cristo e São João. 
Ver a dor deste teu povo, que não tem água e nem pão, 
Pois o que era o seu sustento se tornou foi um tormento, 
Só brasa, poeira e carvão.




AUTOR: 
Tállison F. da Silva
                          
 http://talfilomusipoesia.blogspot.com.br/                  

Não sei,
deixo rolar.
Vou olhar os caminhos,
o que tiver mais coração, eu sigo.

Caio Fernando Abreu (1948-1996)

Foto da web

LIVRO MARCA A TRAJETÓRIA DE VIDA DE PE. CAMPOS NOS SEUS 40 ANOS DE SACERDÓCIO

LANÇAMENTO DE LIVRO MARCA A TRAJETÓRIA DE PE. CAMPOS NOS SEUS 40 ANOS DE MINISTÉRIO SACERDOTAL.
Padre Campos, como é mais conhecido por todos, compõe o clero da Arquidiocese de Natal/RN, permanecendo a frente da Paróquia de São Sebastião, no Bairro do Alecrim, há mais de 20 anos. O livro-biografia-homenagem tem como autor, Tállison Ferreira da Silva e traz como titulo:
PADRE JOSÉ FREITAS CAMPOS:
DAS MÃOS DE OURO À UMA VOZ QUE ENCANTA
            Este é o titulo atribuído a quem, ao longo de sua vida, já semeou na vinha do Senhor. Mais que um homem, um PADRE! Um ser sensível a sua realidade. Por isso é capaz de compor e de cantar a vida do povo e da comunidade em versos. Ademais, é um professor comprometido com o permanente processo de catequese dos cristãos, leigos engajados, filhos e filhas de Deus. Assim sendo, são Quarenta Anos de Sacerdócio; de vida entregue e doada à serviço do povo de Deus. É festa e alegria; emoção e muita oração em ação de graças. Portanto, termos a vida deste grande homem em registro é uma grande dádiva de Deus e bendita inspiração do Espírito Santo para com aquele que o idealizou: Tállison Ferreira da Silva. Um jovem simples, inteligente e ousado que tem sua origem no Vale do Açu. E, para honrar a terra de onde veio, é também, compositor e poeta.
            Tállison é um amante e estudioso da Filosofia (Faculdade Dom Heitor Sales). Possui formação em Pastoral Catequética pela Escola de Pastoral Catequética, ESPAC – pela Faculdade Católica de Fortaleza/CE. Ele dedica o seu tempo à pesquisa e a leitura assídua, a prova disso é que no ano de 2011 lançou seu primeiro livro, O Catequista Globalizado do Século XXI (mil exemplares) e em 2014 publicou a biografia de Padre Francisco Canindé dos Santos: Pastor Incansável do Vale do Assu. Tal livro foi lançado pela Coleção Metamorfose do Grupo de Estudos da Complexidade – GRECOM da UFRN – e teve todos os seus exemplares vendidos em menos de um mês.  
            Em meados de 2014 iniciou a pesquisa sobre a história de vida do Padre Campos. Tallison, com o seu jeito simples, consegue capturar o incapturável e transformar em traços preciosos a história de vida de alguém tão querido e especial para todos nós nordestinos, brasileiros ou estrangeiros: Nesta, o reverendíssimo  Pe. Campos.

            Em entrevista o autor responde a três perguntas primordiais:
(Tállison F. da Silva)
            Por que homenagear o Padre Campos? O nosso querido Pe. Campos merece nossa sincera homenagem, por dois motivos: Em primeiro lugar, ele é um ministro ordenado que, neste ano de 2015, completa 40 anos de sacerdócio; em segundo lugar, ele é um compositor. No primeiro, ele representa Cristo que veio para servir, curar, salvar e libertar. No segundo, ele tem um dom que não é comum a todas as pessoas: O de fazer música. É a fé e a música que se entrelaçam.  Assim sendo, através da música ele consegue cantar a fé e a vida do povo sofrido que quer ter direito a pão, terra e água, três elementos que resumem a trajetória de vida do povo de Deus ao longo da história. Portanto, o livro é uma homenagem escrita que perdurará por séculos e séculos. Ademais, 40 anos de sacerdócio não se faz todo dia. Por esta razão, pensei o livro na tentativa de registrar a vida daquele que tem história para ser contada e compartilhada.
            O porquê da escolha do titulo ser este: Das mãos de ouro à uma voz que encanta?  Pensei em unir o útil ao agradável. Em um primeiro momento está o nome do homenageado seguido por mais algumas palavras chaves: Das mãos de ouro à uma voz que encanta. Decodificando: Das mãos de ouro significa o diferencial daquele que é sacerdote. Ele teve as mãos ungidas e “consagradas que, salva e perdoa”, como reza a canção. Ainda neste contexto, Das mãos de ouro significa, também, o dom que Pe. Campos tem enquanto escritor, bem como, o dom para compor hinos tão cheios de conteúdos teológicos. A composição de uma canção brota da mente, parte para o coração e desemboca nas mãos que a traduzem. Em seguida, completando o sentido da frase, encontramos: À uma voz que encanta. Esta parte faz menção ao timbre de voz que o Pe. Campos tem. Por isso, contagia a todos os que o escutam. É o mesmo que dizer: Para uma voz que encanta que cativa, que arrebata, ou seja, uma voz que atrai por ser firme; forte.

            Quais são as expectativas para o lançamento do livro? A minha maior expectativa é que seja uma noite de festa, encontro e alegria. Uma noite diferente das outras. Uma noite de grande emoção, de sinceras homenagens e sem tanto formalismo! Uma noite que seja inteiramente dedicada ao nosso querido poeta, cantor, compositor, escritor, professor e sacerdote Padre Campos!

ENDEREÇO
O EVENTO: Ocorrerá em data de 02 de fevereiro de 2015 às 19h
LOCAL: Salão Paroquial da Paróquia de São Sebastião
(Av. Cel. Estevam, 1657, Alecrim, Natal)
TÁLLISON FMP

(www.talfilomusipoesia.blogspot.com.br)


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

MERCADO PÚBLICO DO ASSU

Por volta da primeira metade do século XIX a comunidade assuense já demonstrava sinais de prosperidade econômica, baseada na produção agrícola de subsistência, criação de animais e pesca, fatores que atraiam a comercialização de outros produtos. Diante desta necessidade, a população passou a se reunir, aos sábados, ao lado da Matriz, para comercializar os produtos básicos para o sustento familiar. No entanto, a cidade carecia de uma organização comercial para acomodar comerciantes e clientes.
A construção do 1º Mercado Público foi autorizada pela Lei nº 560, de 16 de dezembro de 1864. Como o poder público não dispunha de recursos para tal, a autorização ficou apenas na idéia e na vontade da realização de um sonho da população. Foi quando o Dr. Luis Carlos Lins Wanderley, no ano de 1876, depois de um ano de serviços, concluiu a construção do 1º Mercado Público do Assu, às suas custas, com cláusula de usufruto por vinte anos. (Silveira, 1995; 67/77)
Esse mercado foi reconstruído pelo então prefeito Manoel Pessoa Montenegro e inaugurado no dia 19 de abril de 1943. Por essa razão, após a morte do aludido prefeito o mercado passou a ser denominado de 'Mercado Público Municipal Prefeito Manoel Pessoa Montenegro'. 
Diversas outras benfeitorias se sucederam. A ultima grande restauração e reforma ocorreu pela Prefeitura Municipal do Assu, com recursos próprios, durante a administração do prefeito Ronaldo da Fonseca Soares e foi entregue a população no dia 05 de maio de 2007.
A ampla reforma contou com investimentos da Prefeitura na ordem de R$. 450 mil. Teve toda estrutura física elétrica e hidráulica recuperada, construção de 70 boxes para comercialização de frios, restaurantes, troca do piso (externo e interno), recuperação da fachada, nova iluminação, além da instalação de banheiros adaptados para portadores de necessidades especiais e câmara frigorífica, melhorando significativamente a qualidade de vida dos comerciantes e o atendimento à população.
Portanto, como o leitor pode ver, o primeiro mercado do Assu (que é exatamente onde existe o atual, cuja edificação passou por diversas reformas e ampliações) não foi construído pelo poder público e sim por um cidadão que queria ver o Assu prosperar. Ato difícil nos dias atuais.
Fonte: Assu - Dos Janduís ao Sesquicentenário - Ivan Pinheiro.

AABB de Assu: do luxo ao lixo

A Associação Atlética Branco do Brasil (AABB) já foi um dos pontos de diversão mais glamorosos de Assu. Nas suas dependências ocorreu seguramente os mais memoráveis e grandiosos bailes e festas da sociedade assuense.

Além do salão de festas, o local oferecia uma majestosa área de lazer com piscina e uma quadra que foi durante muito tempo a principal praça esportiva da cidade.

Fechada, sem diretoria, sem funcionários e sem nenhum uso na atualidade, a AABB de Assu vive em verdadeiro abandono o que está contribuindo dia a dia para que sua estrutura física fique cada vez mais deteriorada.

Em 2012, numa reunião ocorrida no dia 21 de novembro na Câmara Municipal do Assu a superintendência do Banco do Brasil no Rio Grande do Norte chegou a garantir que a Federação Nacional das AABB (FENABB) prometia recuperar a AABB/Assu no decorrer do ano de 2013. Já em 2014, uma reunião entre os funcionários da agência do Banco do Brasil/Assu voltou a discutir a restauração do local, no entanto, nada ocorreu a partir dessas iniciativas para a recuperação da referida estrutura neste tempo.
Clique na foto para ampliar






















Por Alderi Dantas, 13/01/2015 às 00:32 -  Fotos: Alderi Dantas 

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Versos para Mossoró e Tibau

Chumbo Pinheiro -Pesquisador
Especial para o Expressão

Um dos maiores legados da história da humanidade deixou-nos Homero, o poeta grego. Com suas Ilíadas e Odisseia, através da poesia, revela-se o pensamento de uma época, registram-se os fatos, descreve-se a geografia física e humana de uma cidade, de um povo; o imaginário e mitológico que constituem a cultura de um lugar ao longo do tempo; permanências, tradições, diferenças e mudanças que marcam indelevelmente a memória dos homens e mulheres.

Aprendemos com as lições do passado e ainda que guardemos nossas singularidades culturais, nossas maneiras de pensar, criar, agir, expressar, diferenciarmo-nos uns dos outros e olhamos o mundo do nosso próprio jeito, trazemos em cada um de nós a mesma essência humana e o desejo de revelar tal Homero a nossa saga, a nossa história, heróis, batalhas e os momentos mais difíceis, bem como, as nossas vitórias, o cotidiano, suas belezas e agruras.

Em uma antologia poética organizada por David de Medeiros Leite e José Edilson A. G. Segundo notamos o cuidado com o qual eles apresentam Mossoró e Tibau, cidades do coração de muitos potiguares e não potiguares. Mistérios do povo cantados por muitos poetas, como Homero, o potiguar, Homero Homem em: “Conversa de cangaceiros a cavalo no dia em atacaram Mossoró” dedicado aos defensores da terra na palavra e na luta como aparece no verso: “Chouto: Arriba de barbicacho/O Sol tiniu de raios/De escamas e piau/E de malacacheta/A luz do meu chapéu/De couro de vaqueiro”

A Antologia revela também um pouco da história da literatura ao trazer em suas páginas “Mossoró livre” poema de autoria de Tobias Monteiro, publicado em 30/09/1883, no Jornal Correio de Natal em homenagem a Abolição dos escravos.

São várias as vozes e os estilos que reunidos anunciam, cantam e denunciam os bens e os males que transpassam a cidade de Mossoró e a praia de Tibau e sua gente, seu passado e seu presente. Versos como os de Gilbamar de Oliveira Barros na poesia “Areias coloridas de Tibau”, nas quais se inspirou para através de um olhar ecológico cantar a beleza natural que se tornou símbolo da terra e que o uso indiscriminado está levando a extinção:

“… parecem desfalecer/Estão desnudos, tiraram-lhes as vestimentas,/Tentam apagar de vez as nuances de seus tons/Rasgam seus ventres para levar suas entranhas/Multicoloridas para o útero das garrafas sem vida.”
A voz da poesia contemporânea ecoa forte nos versos de Florina da Escóssia, destaque da orelha escrita por um dos mais importantes poetas da atualidade do nosso Estado, Paulo de Tarso Correia de Melo e de Ângela Pereira Gurgel que revela o crescimento da cidade e a desigualdade social tão marcante, que poetas comprometidos e sonhadores teimam em cantar na esperança de um dia algo mudar, um dia onde o sol brilhe com a mesma intensidade para todos e retire das trevas da falta de saúde, educação, saneamento e das ruas, irmãos brasileiros que vivem a margem nas calçadas e favelas.

Enfim, nomes que orgulham a nossa origem e a produção literária potiguar, poetas consagrados e outros que se revelam foram reunidos, seus cânticos e louvores à saga de Mossoró e a beleza de Tibau em uma antologia que nos aproxima emocionalmente do oeste do Rio Grande do Norte e alimenta o desejo de conhecer os lugares históricos e banharmo-nos nas águas tibauenses.

Fonte: http://gazetadooeste.com.br

RIO PIANCÓ-PIRANHAS-AÇU PRESENTE PASSADO E FUTURO

Por Eugênio Fonseca Pimentel, geólogo

Sobre o rio Açu, Marcgrav, famoso naturalista e astrônomo alemão, que veio ao Brasil em 1638 em missão científica a convite do conde holandês Mauricio de Nassau, com a colaboração de Guilherme Piso produziram a importante obra Historia Natural do Brasil, Amsterdã 1648, na qual teceu considerações importantes sobre os costumes e habitat dos Janduís. Confeccionou o mais antigo desenho da nossa carnaubeira, palmeira nativa, genuinamente brasileira e abundante nos municípios do Vale do Açu. Neste importante documento histórico e geográfico Marcgrave escreveu este aspecto curioso e interessante a respeito desta importante e histórica região do Brasil:
        
Este rio também chamado de Otshunogh, penetra, no continente, em direção ao Austro numa distância de mais de 100 milhas. A uma distancia de mais de vinte e cinco milhas do litoral, acha-se o grande lago Bajatagh, com grande quantidade de peixes. À esquerda deste, em direção ao nascente, acha-se outro chamado de Igtug, pelos indígenas, mas ninguém penetra nele, por causa dos peixes que mordem e são muito inimigos dos homens. A este fica adjacente ao vale Kuniangeya, tendo comprimento de 20 milhas e a largura de duas. Atravessa-o rio Otshunogh, abundante de peixes: aí se encontra grande abundancia de animais silvestre.

Correlacionando com a geografia da região podemos concluir que o vale Kuniangeya mencionada pelo cronista flamengo era rico em biodiversidade naquela época. Este vale corresponde ao atual Vale do Açu. O rio Otshunogh é o rio Açu ou Piancó/Piranhas-Açu. O grande lago Bajatagh é a lagoa do Piató no município do Assu. O outro lago Igtu é a Lagoa Ponta Grande no município de Ipanguaçu no Rio Grande do Norte. Os peixes que mordem e são inimigos do homem é a espécie Piranha que com certeza influenciou na denominação do grande rio Piranhas ou Açu.

A propósito é interessante esclarecer que geograficamente o rio Açu com seus 443,75 quilômetros de extensão, segundo recente confirmação da ANA. Nasce na encosta ocidental do Planalto da Borborema, mas precisamente nas cabeceiras do rio Santa Inês afluente do rio Piancó na Paraíba, na divisa de Pernambuco com a Paraíba, onde desce rasgando o sertão daquele estado e entra no Rio Grande do Norte com o nome de Piranhas, indo desaguar no Atlântico Norte em foz do tipo delta, agora com o nome de Açu, entre as atuais cidades de Porto do Mangue e Macau. Os riachos que constitui as chamadas cabeceiras do rio Piancó-Piranhas-Açu, porção mais ocidental daquela região fica relativamente próximo a região do Cariri Velho, extremo de três estados nordestinos, Pernambuco, Paraíba e Ceará.. 

Com a chegada dos colonizadores europeus na terra potiguar e os conflitos decorrentes pela posse de terra, os nativos Tapuias Janduís, depois de impressionante resistência foram praticamente dizimados na Guerra dos Bárbaros, Ocorrendo então que os poucos que restaram foram tangidos para o interior, onde se embrenharam sertões adentro indo se estabelecer até mesmo no longínquo interior do estado do Ceará e Piauí.


(sem título)

não sou quem pensas,
nem quem tu vês quando me olhas.
desnuda-me na pureza das águas
libertadas pela tormenta
e talvez, quando a luz regressar,
vislumbres as palavras que me constroem
e os silêncios que me definem.

João Carlos Esteves (a publicar)
2014/12/13
(Imagem retirada da página "ART Magazine")
 
Da linha do tempo/face de CC

  COMO VIVER 13 ANOS A MAIS E SEM DEMÊNCIA Rosangela Haydem Um estudo publicado em agosto de 2026 trouxe um dado que merece a nossa atenção:...