domingo, 17 de maio de 2015
AZULEJO PORTUGUÊS CANDIDATO A PATRIMÓNIO DA HUMANIDADE
Nos últimos anos, tem vindo a ganhar destaque a nível internacionalD.R.
ANA TOMÁS14/05/2015 12:18:31
O governo vai lançar a candidatura do azulejo português a património da Humanidade, da UNESCO.
O anúncio foi feito, ontem, pelo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, no Museu Nacional do Azulejo e a candidatura será preparada pela Direcção-Geral do Património Cultural, em parceria com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil e a Comissão Nacional da UNESCO/Ministério dos Negócios Estrangeiros.
Com origem no século XVI e nos azulejos hispano-mouriscos da Andaluzia, o azulejo português passou, com o tempo, a ter uma utilização e estética própria, tendo sido criados vários padrões e estéticas que o passaram a distinguir dos restantes.
A sua utilização também foi variando. Se no século XVIII era aplicado, sobretudo, no interior de edifícios históricos, no século XIX passou a estar nas fachadas. Já no século XX serviu a arte urbana, decorando estações e terminais de transportes públicos, entre outras estruturas.
Nos últimos anos, tem vindo a ganhar destaque a nível internacional e serve de inspiração a costureiros ou designers.
PRIMEIRO JORNAL DO ASSU
No ano de 1865 o assuense João Carlos Wanderley montou a primeira tipografia do Assu. Dois anos depois editava o primeiro jornal “O Assuense” que circulou seu primeiro número no dia 23 de março de 1867. O Assuense media 32x22 e o seu formato era de duas colunas, medindo 8,3cm cada uma. Periódico (semanário) político, moral e noticioso. Imprimia-se em tipografia própria, denominada “L. Assuense” à Praça da União e depois na travessa da concórdia. Circulou até 1873.
Veja a capa do primeiro número:
Veja a capa do primeiro número:
Fonte: Marcas Que Se Foram - livro inédito de Ivan Pinheiro / Imagem: Biblioteca Nacional.
Postado por Ivan Pinheiro Bezerra
Poupadores da Nossa Caixa Nosso Banco tem direito as diferenças do Plano Verão - PRAZO FINAL 08/03/2016.
Os poupadores do Banco no Nossa Caixa Nossa Banco (atual Banco do Brasil) que tinham saldo em poupança nos meses de janeiro e fevereiro de 1989 podem e devem ingressar com ação de cumprimento de sentença para reaver as diferenças referentes aos expurgos do Plano Verão com base na Ação Civil Pública movida pelo IDEC e transitada em julgado em favor dos poupadores em 08/03/2011.
Conforme teses fixadas abaixo pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, todos os poupadores da Nossa Caixa Nossa Banco, independente de serem ou não filiados ao IDEC, tem o direito de ingressar pedindo as diferenças de 20,3609%.
Ficou decidido também que a ação tem abrangência nacional podendo a ação ser distribuída no foro do domicílio do poupador.
Vejam as principais teses fixadas pelo TJSP com base na jurisprudência pacífica do STJ:
Filiação ao IDEC/Legitimidade ativa:
Desnecessidade de comprovação de filiação do poupador ao IDEC. Precedentes do STJ e desta Corte.
Custas iniciais:
Necessidade de recolhimento. Possibilidade de diferimento nos termos do artigo 5º da Lei Estadual nº 11.608/2003, que não possui rol taxativo. Entendimento majoritário desta Câmara.
Prescrição da execução individual:
O prazo prescricional para execução individual em Ação Civil Pública é de 5 (cinco) anos, contados do trânsito em julgado da r. sentença.
Título executivo judicial:
Execução lastreada em sentença condenatória genérica proferida em Ação Civil Pública que transitou em julgado. Desnecessidade de liquidação por artigos ou arbitramento, bastando a apresentação de simples cálculos aritméticos para a apuração do valor devido, nos termos dispostos no art. 475-B do CPC.
Juros remuneratórios:
Cabimento. Necessidade de plena recomposição do saldo em caderneta de poupança. Cômputo à razão de 0,5% ao mês, de forma capitalizada, a partir de fevereiro de 1989 até a data do efetivo pagamento.
Correção monetária:
Atualização devida para preservação do valor intrínseco da moeda. Utilização dos índices da Tabela Prática do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, desde fevereiro de 1989 até efetivo pagamento.
Juros moratórios:
Cabimento. Ainda que existam divergências sobre o termo inicial dos juros moratórios, esta Câmara entende que são devidos a partir da citação da execução individual. Incidência, de forma simples, da citação do Banco-executado na fase de cumprimento de sentença até efetivo pagamento.
Cumulação entre juros remuneratórios, moratórios e correção monetária:
Possibilidade. A jurisprudência dominante desta Corte permite a cumulação de juros remuneratórios, moratórios e correção monetária pela Tabela Prática.
Liquidação do débito:
Desnecessidade de liquidação por artigos ou arbitramento. Mero cálculo aritmético, nos termos do art. 475-B do CPC, cujo rito garante celeridade ao trâmite desta fase processual. Inexistência de complexidade na apuração do débito.
Honorários advocatícios:
Verba devida em sede de execução de sentença nas hipóteses de não pagamento espontâneo do débito pelo Banco. Apresentação de impugnação que caracteriza verdadeiro contraditório. Ainda que a impugnação seja parcialmente acolhida, a verba honorária deve ser
arbitrada em favor do poupador, no importe de 10% sobre o proveito econômico por ele obtido.
arbitrada em favor do poupador, no importe de 10% sobre o proveito econômico por ele obtido.
Valor incontroverso da condenação:
Caberá ao MM. Juízo a quo determinar o levantamento do valor incontroverso, a
pedido do poupador, oportunamente.
pedido do poupador, oportunamente.
Os poupadores que tinham ou acreditam que na época tinham saldo em conta poupança, deverão solicitar através do requerimento abaixo, junto ao Banco do Brasil (sucessor da Nossa Caixa Nosso Banco) os extratos de conta poupança nos meses de janeiro e fevereiro de 1989, com os extratos em mãos, basta atualizar o valor do saldo na época aplicando os índices de correção monetária, juros remuneratórios e demais cominações fixadas pelo Tribunal de Justiça.
Como conseguir os extratos
Para obter os extratos da poupança, o consumidor pode solicitar ao banco as microfilmagens do mês que o plano entrou em vigor e do mês imediatamente posterior. Para fazer o pedido à instituição financeira, o poupador deve fazer a solicitação por escrito, estabelecendo o prazo de 10 dias para resposta. Solicite inclusive que uma via de seu pedido seja protocolada.
As microfilmagens devem ser emitidas em papel timbrado do banco, carimbado e assinado pelo gerente. Caso o titular da conta tenha falecido, a solicitação poderá ser feita pelos herdeiros ou inventariante. As cópias dos extratos devem ser fornecidas mesmo que o consumidor tenha fechado a sua conta. Caso o banco tenha sido adquirido por outro, o banco sucessor é o responsável por fornecer tais documentos.
Se o banco não fornecer os documentos, formalize a denúncia ao Banco Central do Brasil, órgão que fiscaliza as instituições financeiras (ligue 0800 642 2345 ou acesse o site).
Se ainda assim ocorrer a recusa por parte do banco, o poupador poderá ajuizar um processo específico chamado de ação cautelar de exibição de documentos, para isso, antes é imprescindível que o poupador protocole o requerimento de solicitação de extratos junto ao Banco do Brasil para ter uma cópia do pedido.
Segue modelo de requerimento para solicitação dos extratos junto aos Bancos:
(protocolar o requerimento em 2 vias)
Ilustríssimo Senhor Gerente da Agência ________________________________, do Banco do Brasil S.A., antiga Agência da Nossa Caixa, Prefixo n° __________
Solicitação de extratos de contas de poupança com crédito nos meses de janeiro e fevereiro de 1989, com aniversário na primeira quinzena.
Na qualidade de correntista da Caderneta de Poupança, abaixo qualificado, venho solicitar de Vossa Senhoria as providências necessárias para que me sejam fornecidos, no menor prazo possível, os extratos de minhas contas de poupança junta ao Banco Nossa Caixa, hoje Banco do Brasil S.A., que receberam crédito de correção monetária e juros nos meses de janeiro e fevereiro de 1989, na primeira quinzena, solicitação esta prevista no Art. 6°, Inciso III e no art. 43, da Lei 8.078, de 11/09/1990, intitulada Código de Defesa do Consumidor:
(nome completo), _________________________________________________________________, portador do RG nº _________________________/______________, CPF nº _____________________________ .
___________________________ - _________ , ________ de __________________ de 201__. cidade estado dia mês
Assinatura: ______________________________________________________________________
Reconhecer firma
Caso queira outras informações retorne por email ou entre em contato pelo telefone: (13) 3016 8575
Cordialmente,
Fábio Motta- advogado
OAB/SP 292.747
OAB/SP 292.747
Site: www.fabiomotta.adv.br
"Propagando o direito, defendendo a sociedade contra o sistema"
"Propagando o direito, defendendo a sociedade contra o sistema"
A TIA
Por João Lins Caldas
A tia velhinha
Se eu tenho essa tia
Se viva ela mora
Se canta baixinho
Rendendo cantigas
Serzindo lembranças
As mãos enrugadas
A pele sem brilho
A tia distante
Seu ar de bondade
Carícia na boca
Carícia nos olhos
A tia lembrada
Terá na memória
Lembrando comigo
Que eu lembro com ela
O passo, o conselho
da irmã recordada.
Ilustração do blog: http://tintasdasara.blogspot.com.br/

Por João Lins Caldas
A tia velhinha
Se eu tenho essa tia
Se viva ela mora
Se canta baixinho
Rendendo cantigas
Serzindo lembranças
As mãos enrugadas
A pele sem brilho
A tia distante
Seu ar de bondade
Carícia na boca
Carícia nos olhos
A tia lembrada
Terá na memória
Lembrando comigo
Que eu lembro com ela
O passo, o conselho
da irmã recordada.
Ilustração do blog: http://tintasdasara.blogspot.com.br/

sexta-feira, 15 de maio de 2015
Núbia Lafayette homenageada com show e lançamento de biografia
11/05/2015
Por Cristiana Nunes
Fotos: Wilson Nanaia
O Theatro 4 de Setembro apresenta o tributo "Hino ao amor" uma homenagem a cantora Núbia Lafayette, nos dias 12 e 13 de maio, a partir das 8 horas da noite. Na ocasião também será lançado o livro "Núbia Lafayette, a voz sentimento", uma obra biográfica de Hamilton Santos.
O livro conta toda a história da cantora em 270 páginas. O autor baiano, Hamilton Santos, em visita ao Portal AZ, contou um pouco da sua história. Ele criou o fã clube de Núbia Lafayette quando tinha apenas 13 anos de idade, mas só a conheceu anos depois, quando ela foi cantar em um teatro na Bahia. Na ocasião, ele a presenteou com uma faixa onde escreveu, “Núbia Lafayette, a voz sentimento”. A frase nomeia a biografia. “De fã virei amigo, eu organizava suas entrevistas e todo o seu material publicitário. Ela mandava as pessoas me procurarem para que eu fornecesse informações. Eu tenho tudo, inclusive todos os trabalhos gravados dela. Fui seu secretário particular e, anos depois, comecei a trabalhar como empresário”, explica Hamilton. A obra possui detalhes de sua vida, fotos e documentos dos seus 47 anos de carreira profissional. Núbia Lafayette morreu com 70 anos de idade, em 2007.
A obra será lançada aqui e depois em outros estados brasileiros. “A minha amiga pianista e produtora cultural, Carla Ramos, se interessou em fazer este lançamento aqui em Teresina e confesso que estou impressionado com o valor artístico das pessoas da sua cidade, são maravilhosos”, elogia o escritor.
Para o show, foi produzido o cenário de um café francês, intitulado Lafayette, que ambientará as apresentações dos cantores Otávio César, Gabi, Rubens Lima, José Williams, Ana Miranda, Rosinha Amorim, Ana Virgínia, Solange Leal, Vida e Helena Beatriz. E Para finalizar a noite, a cantora pernambucana Áurea Lima lançará o seu CD com canções de Núbia Lafayette.
O Theatro 4 de Setembro apresenta o tributo "Hino ao amor" uma homenagem a cantora Núbia Lafayette, nos dias 12 e 13 de maio, a partir das 8 horas da noite. Na ocasião também será lançado o livro "Núbia Lafayette, a voz sentimento", uma obra biográfica de Hamilton Santos.
O livro conta toda a história da cantora em 270 páginas. O autor baiano, Hamilton Santos, em visita ao Portal AZ, contou um pouco da sua história. Ele criou o fã clube de Núbia Lafayette quando tinha apenas 13 anos de idade, mas só a conheceu anos depois, quando ela foi cantar em um teatro na Bahia. Na ocasião, ele a presenteou com uma faixa onde escreveu, “Núbia Lafayette, a voz sentimento”. A frase nomeia a biografia. “De fã virei amigo, eu organizava suas entrevistas e todo o seu material publicitário. Ela mandava as pessoas me procurarem para que eu fornecesse informações. Eu tenho tudo, inclusive todos os trabalhos gravados dela. Fui seu secretário particular e, anos depois, comecei a trabalhar como empresário”, explica Hamilton. A obra possui detalhes de sua vida, fotos e documentos dos seus 47 anos de carreira profissional. Núbia Lafayette morreu com 70 anos de idade, em 2007.
A obra será lançada aqui e depois em outros estados brasileiros. “A minha amiga pianista e produtora cultural, Carla Ramos, se interessou em fazer este lançamento aqui em Teresina e confesso que estou impressionado com o valor artístico das pessoas da sua cidade, são maravilhosos”, elogia o escritor.
Para o show, foi produzido o cenário de um café francês, intitulado Lafayette, que ambientará as apresentações dos cantores Otávio César, Gabi, Rubens Lima, José Williams, Ana Miranda, Rosinha Amorim, Ana Virgínia, Solange Leal, Vida e Helena Beatriz. E Para finalizar a noite, a cantora pernambucana Áurea Lima lançará o seu CD com canções de Núbia Lafayette.
Cidade Viva divulga tributo a Núbia Lafayette; cantora de PE participará
12/05/15
“O amor está no ar em Teresina”, foram com essas palavras que a produtora cultural Carla Ramos convidou os telespectadores do Cidade Viva para o show “Hino ao Amor”, em cartaz nesta terça(12) e quarta(13), às 20 horas, no teatro 4 de setembro.
Carla esteve no programa desta terça(12) para divulgar o show, que será um tributo a Núbia Lafayette e contará com a presença especial da cantora pernambucana Aurea Sanlima, que lançará seu cd com os grandes sucessos de Núbia.
Além de Aurea, o show terá ainda a participação de vários intérpretes piauienses, que também cantarão clássicos de Núbia Lafayette. Subirão ao palco do teatro 4 de setembro os cantores Rosinha Amorim, Gabi, Otávio César, José Williams, Ana Virgínia, Helena Beatriz e Solange Leal.
O show promete emocionar o público e tudo foi pensado para proporcionar um grande espetáculo. Uma banda, especialmente montada para o tributo, acompanhará todos os cantores e um cenário assinado pelo decorador Pereira Falazar foi criado para encher os olhos dos espectadores.
Também durante o tributo haverá o lançamento do livro “Núbia Lafayette, a voz sentimento”, escrito pelo radialista e amigo pessoal da cantora, o baiano Hamilton dos Santos.
A publicação demorou três anos para ficar pronta e reúne toda a discografia de Núbia, fotos da artista e cartas que Hamilton e Núbia trocavam entre si.
Teresina é a terceira capital onde o livro está sendo lançado. “Núbia Lafayette, a voz sentimento” já foi lançado em Natal-RN e João Pessoa-PB.
Marcelo Lopes
marcelolopes@cidadeverde.com
Aquele que escreve, já dizia Rilke, quer ser lido. Um dos momentos mais surpreendentes e emocionantes que tive na vida foi, durante meu curso de Direito, ouvir o professor de Língua e Comunicação (primeiro semestre, 1994) iniciar a aula recitando um poema meu.
Outra situação gratificante que me aconteceu, indiretamente, foi saber que minha caçula precisou fazer um trabalho acadêmico, no Rio de Janeiro (Faculdade de Direito da Universidade Estácio de Sá, dentro da disciplina Metodologia no Ensino do Direito, 2009) em que uma das referências bibliográficas citadas era um texto meu que fora publicado em alguns portais jurídicos sobre o Ensino Jurídico no Brasil. Como decorrência, fui convidado para ali fazer uma apresentação. Cerca de um ano depois igual convite me foi feito para falar na Universidade Católica de Brasília sobre o mesmo assunto e a partir do mesmo artigo (na origem, um trabalho acadêmico ao cursar Filosofia do Direito, no décimo semestre de minha graduação).
Na minha formação escolar, o que me serviu muito de estímulo e exemplo, tive aulas de leitura e de ditado (o que parece não existe mais no ensino fundamental).
Na verdade, eu vivi em um ambiente de poetas e literatos desde a “província” (Natal-RN) e já antes dos 10 anos de idade. Não sei se devo falar em precocidade, optando por dizer que as circunstâncias me favoreceram. Ganhei um “Tesouro da Juventude” (publicação da W. M. Jackson, infelizmente descontinuada) que li todo (24 volumes). Aos 13 anos, li “O elogio da loucura”, de Erasmo de Roterdam e devo ter entendido muito pouco. Porém aumentava meu gosto pelas letras e minha admiração pelos poetas e escritores. Aos 14, antes de me mudar para o Rio de Janeiro, acompanhei durante alguns dias todas as atividades de um grupo de escritores que estiveram em Natal, creio ter sido um intrometido que se misturava aos homens e mulheres de letras da terra.
Descobri-me escrevendo poesia aos 17 anos e escrevia principalmente poemetos, alguns mais extensos. Cometi sonetos e, no dizer de críticos, fui um dos muitos “drummondzinho” de minha geração (impossível não seguir aquele mestre). Vi-me incluído em uma antologia (“Panorama da poesia norte-rio-grandense”) em 1965 e vi minhas incultas produções da mocidade em forma de um magro opúsculo publicadas em 1966 (“Versos íntimos”). Aos poucos, o dia-a-dia me afastou da atividade cultural que procurava acompanhar de perto, comparecendo a lançamentos, debates, palestras, etc., me aproximando da intelligentsia carioca,
Em 1980, publiquei um livro com as glosas de meu falecido pai, apresentando cada glosa dele com uma escrita por mim (“Glosas de Hélio Neves de Oliveira”). Por conta desse livro, costumo brincar que “ingressei” na Academia Brasileira de Letras, ainda que apenas para a posse de Orígenes Lessa na Cadeira 10, que fora de Rui Barbosa, e que me honrara com o convite para aquela cerimônia (Orígenes fora colega de papai, anos antes, em uma agência de publicidade do Rio, a JMM, de um potiguar de primeira linha que, aliás, escrevera o prefácio de meu livro). No ano seguinte, saiu um segundo livro meu de glosas (“Glosar, glosei”) e encontrei várias outras inseridas em publicações como “50 glosas sacanas” e “Bocagiana potiguar”.
Por fim, em 1983, publiquei um terceiro livro de glosas, embora com a temática restrita à empresa em que eu trabalhava havia 15 anos e que então celebrava seus 18 anos de existência, a Embratel.
Mais uma vez, fiquei lisonjeado ao me ver verbete já na primeira edição (1990) da “Enciclopédia de Literatura Brasileira” organizada por Afrânio Coutinho.
Tivesse eu ficado morando em Natal, acredito, muita coisa na vida teria acontecido de forma bem diferente. Meu amor às letras provavelmente teria continuado e crescido, quiçá teria tido uma produção literária maior bem como, potencialmente, teria tentado ingressar em alguma academia.
Morando em Brasília desde 1982, logo que aqui cheguei concorri a uma vaga na Academia Brasiliense de Letras, curiosamente obtendo um ou dois votos, apesar de ser bem desconhecido (podem ter sido votos de protestos no concorrente do favorito, como se viu no delicioso livro de Jorge Amado “Farda fardão camisola de dormir”). Tenho entre os membros da ABL daqui alguns conhecidos, sendo um ex-colega de trabalho e um ex-professor. Certa vez, na posse de um deles, fui instado a me candidatar outra vez, ocasião em que declinei do convite, com uma glosa cujo mote é: Acordei daquele sonho / de me tonar imortal.
Na minha formação escolar, o que me serviu muito de estímulo e exemplo, tive aulas de leitura e de ditado (o que parece não existe mais no ensino fundamental).
Na verdade, eu vivi em um ambiente de poetas e literatos desde a “província” (Natal-RN) e já antes dos 10 anos de idade. Não sei se devo falar em precocidade, optando por dizer que as circunstâncias me favoreceram. Ganhei um “Tesouro da Juventude” (publicação da W. M. Jackson, infelizmente descontinuada) que li todo (24 volumes). Aos 13 anos, li “O elogio da loucura”, de Erasmo de Roterdam e devo ter entendido muito pouco. Porém aumentava meu gosto pelas letras e minha admiração pelos poetas e escritores. Aos 14, antes de me mudar para o Rio de Janeiro, acompanhei durante alguns dias todas as atividades de um grupo de escritores que estiveram em Natal, creio ter sido um intrometido que se misturava aos homens e mulheres de letras da terra.
Descobri-me escrevendo poesia aos 17 anos e escrevia principalmente poemetos, alguns mais extensos. Cometi sonetos e, no dizer de críticos, fui um dos muitos “drummondzinho” de minha geração (impossível não seguir aquele mestre). Vi-me incluído em uma antologia (“Panorama da poesia norte-rio-grandense”) em 1965 e vi minhas incultas produções da mocidade em forma de um magro opúsculo publicadas em 1966 (“Versos íntimos”). Aos poucos, o dia-a-dia me afastou da atividade cultural que procurava acompanhar de perto, comparecendo a lançamentos, debates, palestras, etc., me aproximando da intelligentsia carioca,
Em 1980, publiquei um livro com as glosas de meu falecido pai, apresentando cada glosa dele com uma escrita por mim (“Glosas de Hélio Neves de Oliveira”). Por conta desse livro, costumo brincar que “ingressei” na Academia Brasileira de Letras, ainda que apenas para a posse de Orígenes Lessa na Cadeira 10, que fora de Rui Barbosa, e que me honrara com o convite para aquela cerimônia (Orígenes fora colega de papai, anos antes, em uma agência de publicidade do Rio, a JMM, de um potiguar de primeira linha que, aliás, escrevera o prefácio de meu livro). No ano seguinte, saiu um segundo livro meu de glosas (“Glosar, glosei”) e encontrei várias outras inseridas em publicações como “50 glosas sacanas” e “Bocagiana potiguar”.
Por fim, em 1983, publiquei um terceiro livro de glosas, embora com a temática restrita à empresa em que eu trabalhava havia 15 anos e que então celebrava seus 18 anos de existência, a Embratel.
Mais uma vez, fiquei lisonjeado ao me ver verbete já na primeira edição (1990) da “Enciclopédia de Literatura Brasileira” organizada por Afrânio Coutinho.
Tivesse eu ficado morando em Natal, acredito, muita coisa na vida teria acontecido de forma bem diferente. Meu amor às letras provavelmente teria continuado e crescido, quiçá teria tido uma produção literária maior bem como, potencialmente, teria tentado ingressar em alguma academia.
Morando em Brasília desde 1982, logo que aqui cheguei concorri a uma vaga na Academia Brasiliense de Letras, curiosamente obtendo um ou dois votos, apesar de ser bem desconhecido (podem ter sido votos de protestos no concorrente do favorito, como se viu no delicioso livro de Jorge Amado “Farda fardão camisola de dormir”). Tenho entre os membros da ABL daqui alguns conhecidos, sendo um ex-colega de trabalho e um ex-professor. Certa vez, na posse de um deles, fui instado a me candidatar outra vez, ocasião em que declinei do convite, com uma glosa cujo mote é: Acordei daquele sonho / de me tonar imortal.
*João Celso Neto é poeta assuene, funcionário aposentado (EMBRATEL) e advogado, reside em Brasília/DF.
(Texto da linha do tempo/Facebook de JCN).
(Texto da linha do tempo/Facebook de JCN).
RELEMBRANDO A POLÍTICA DO ASSU
Em tempos de eleições, os poetas populares, glosadores do Assu não perdiam as oportunidades para produzir um versinho satirizando os candidatos. Pois bem, em 1962 o Assu viveu uma eleição municipal das mais radicais, tensa e intensa da sua história. De um lado Walter Leitão (UDN) candidato a prefeito com o apoio do líder inconteste do Vale do Açu deputado estadual Edgard Montenegro e do outro lado Maria Olímpia Neves de Oliveira - Maroquinha (PSD) que também era chamada de A Onça com o apoio de Olavo Montenegro. Walter Leitão era chamado de Golinha. O poeta da rua escreveu a seguinte sextilha:
Digo aqui em confiança
Como amigo da Onça
Tenha cuidado Golinha
Que na hora de votar
Talvez até Edgard
Dê o voto a Maroquinha.
Maroquinha saiu vitoriosa com uma maioria de 380 votos.
Fernando Caldas
Digo aqui em confiança
Como amigo da Onça
Tenha cuidado Golinha
Que na hora de votar
Talvez até Edgard
Dê o voto a Maroquinha.
Maroquinha saiu vitoriosa com uma maioria de 380 votos.
Fernando Caldas
Dilma manda equipe acelerar busca por nova fórmula para aposentadoria
Do BOL, em São Paulo
Dilma Rousseff determinou que sua equipe acelere as negociações com as centrais sindicais para tentar definir uma nova fórmula de aposentadoria que entre no lugar do atual fator previdenciário. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Com a derrota do governo na Câmara, que aprovou uma emenda provisória no pacote fiscal promovido pelo governo, a presidente decidiu antecipar o debate com sua equipe, que estava previsto para junho.
A emenda aprovada pelos deputados criou uma alternativa ao fator previdenciário: a fórmula 85/95, que une a soma da idade com o tempo de contribuição que mulheres e homens deveriam atingir para ter uma aposentadoria melhor, sem o corte das regras atuais.
O governo tentou convencer os deputados a não aprovar a emenda com o argumento de que havia acertado com as centrais a criação de um fórum para debater um substituto do atual fator previdenciário.
O temor do Executivo é que, caso a nova fórmula entre em vigor, a tendência de muitos trabalhadores seria adiar suas aposentadorias para se enquadrar na nova regra, que garantiria um valor maior ao benefício.
Além disso, a área econômica é contra porque, no médio e no longo prazo, o custo do novo modelo é alto, o que desequilibraria as contas da Previdência.
(Com informações do jornal Folha de S.Paulo)
Leia mais em: http://zip.net/bdrgvk
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REVISTA SIUZA CRUZ, RIO DE JANEIRO





