sábado, 8 de agosto de 2015
Poesia que inspira quem passa, quem tarda, quem anoitece.
Que atravessa muitos verões e poucos invernos.
Transcende ao tempo e não deixa marcas em seu voar.
Verdades & plumagens que já são outras,
Quais as águas daquele rio em que um "velho eu" se banhou.
Muitos eus, tantos ais...
Saudades, silêncio.
Impermanência....
Poesia.
Que atravessa muitos verões e poucos invernos.
Transcende ao tempo e não deixa marcas em seu voar.
Verdades & plumagens que já são outras,
Quais as águas daquele rio em que um "velho eu" se banhou.
Muitos eus, tantos ais...
Saudades, silêncio.
Impermanência....
Poesia.
Fernando de Sá Leitão, poeta assuense
Metamorfose - Os Nonatos
Metamorfose -
Os Nonatos
Me deparei
Por coincidem cia, com você na rua.
Como quem perdeu-se no mundo da lua
Depois de centenas de decepções
Feito uma ave
Que saiu do bando, que ficou sem ninho.
Igual uma rosa que virou espinho
Na metamorfose das desilusões
Nossa conversa
Não passou de um oi? como vai você?
Que além da surpresa não tinha porque
Sorrir no presente da dor do passado
Nos vendo juntos
Deu pra perceber que eu mais feliz estou
Você foi um vento de amor que passou
Não deixou nem marcas pra não ser lembrado
Para os meus olhos
Você não tem mais aquela aparência
Rosto bem cuidado, pele com essência.
E o poder nas mãos de me ter aos seus pés
Sua arrogância
Foi pela idade substituída
No diagnóstico feito pela vida
Você em dois anos envelheceu dez
Pouco juízo
Falta de conselhos muitas vaidades
Dispensando tantas oportunidades
Hoje você vive sozinha e carente
Segunda chance
Depois dessa idade é um presente raro
O mundo não poupa, o tempo cobra caro.
Não perdoa juros nem dá prazo a gente.
Por coincidem cia, com você na rua.
Como quem perdeu-se no mundo da lua
Depois de centenas de decepções
Feito uma ave
Que saiu do bando, que ficou sem ninho.
Igual uma rosa que virou espinho
Na metamorfose das desilusões
Nossa conversa
Não passou de um oi? como vai você?
Que além da surpresa não tinha porque
Sorrir no presente da dor do passado
Nos vendo juntos
Deu pra perceber que eu mais feliz estou
Você foi um vento de amor que passou
Não deixou nem marcas pra não ser lembrado
Para os meus olhos
Você não tem mais aquela aparência
Rosto bem cuidado, pele com essência.
E o poder nas mãos de me ter aos seus pés
Sua arrogância
Foi pela idade substituída
No diagnóstico feito pela vida
Você em dois anos envelheceu dez
Pouco juízo
Falta de conselhos muitas vaidades
Dispensando tantas oportunidades
Hoje você vive sozinha e carente
Segunda chance
Depois dessa idade é um presente raro
O mundo não poupa, o tempo cobra caro.
Não perdoa juros nem dá prazo a gente.
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Trem...
Cada chegada
Cada partida
As lagrimas marcam caindo na vida
Vai e vem sempre o trem
Cada partida
As lagrimas marcam caindo na vida
Vai e vem sempre o trem
Ânsia na chegada que traz a esperança
Tristeza na partida que leva a saudade
Vai-se no Trem os cumprimentos
Sentidos dos opostos que vão de Trem
Tristeza na partida que leva a saudade
Vai-se no Trem os cumprimentos
Sentidos dos opostos que vão de Trem
Portas que se abrem
A chegada aos vagões
Lançar-se em partida
Levantar-se em chegada nesta estação
A chegada aos vagões
Lançar-se em partida
Levantar-se em chegada nesta estação
O apito que marca a aproximação
Vem de chegada trazendo a paixão
Vai de partida em busca do horizonte
Ligando os sentimentos de feliz e triste
Vem de chegada trazendo a paixão
Vai de partida em busca do horizonte
Ligando os sentimentos de feliz e triste
As inda e vindas que a vida propõe
Nos trilhos tão certos desliza a composição
As chegadas e partidas
As lembranças vividas em cada paixão
Nos trilhos tão certos desliza a composição
As chegadas e partidas
As lembranças vividas em cada paixão
Hélio Ramos de Oliveira
Da linha do tempo, Face de Jadson Queiroz Alves
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
CULTURA:
ASSUENSES FAZEM PARTE DE
COLETÂNEA LITERÁRIA
COLETÂNEA LITERÁRIA

O evento se dará no pingo do meio dia na Rua Associação Cultural Casa do Cordel - Rua Vigário Bartolomeu, 605 - Cidade Alta - Natal/RN.
Todos estão convidados à prestigiarem esse evento que visa valorizar a arte poética do Nordeste do Brasil.

Postado por Ivan Pinheiro Bezerra
ACADEMIA ASSUENSE DE LETRAS:
DISCURSO DE FERNANDO ANTONIO DE SÁ LEITÃO MORAIS NA SESSÃO SOLENE DE INSTALAÇÃO E POSSE
PATRONA: Sílvia Filgueira de Sá Leitão
A assuense Sílvia Filgueira de Sá Leitão é filha de Luís Correia de Sá Leitão e Maria Carolina Soares Filgueira Caldas. Nasceu em 17 de outubro de 1910, na Rua Frei Miguelinho, nº 137, sendo a quarta filha dentre 11 irmãos. Seus genitores, provenientes de famílias tradicionais, pertenciam ao grupo social que, juntamente a outras famílias, liderava movimentos culturais e intelectuais na velha Assú do início do século 20 – a Atenas Norte-rio-grandense.
No seio familiar, os pais zelavam pela sua formação e das demais filhas (Dulce, Corina, Carmen, Letícia, Maria Helena e Consuelo), educadas sob os auspícios dos princípios católicos, do trato social, das prendas domésticas e estímulo às artes.
Não se uniu em matrimônio. Entretanto, as funções do lar e de educadora, assim como as responsabilidades pela formação de outros sujeitos, não deixaram de ser desempenhadas, à medida que se tornou professora primária, educando meninos, meninas, moças e rapazes, e assumindo os cuidados com a sobrinha Maria da Anunciação, órfã materna aos dois anos.
Silvia, ou Silvinha como era conhecida por muitos, estudou no Grupo Escolar Tenente Coronel José Correia, em Assú, tendo acesso ao curso primário completo, isto é, às Escolas Infantil, Elementar e Complementar. Considerada aluna aplicada, se destacava pelas notas alcançadas que lhe rendiam elogios públicos. No jornal A Cidade (1925, p.6), a publicação dos resultados dos exames dos alunos do Grupo Escolar apresentava Silvia como a aluna do primeiro ano do Curso Complementar Misto que obteve os melhores resultados de aprendizagem, aprovada com distinção e média 9,66.
Na condição de aluna do Curso Complementar Primário, em 1925 e 1926 Silvia participou do Grêmio Complementarista do Grupo Escolar, fundado pelo professor Alfredo Simonetti. Em 23 de fevereiro de 1939, um mês após a morte do professor, Silvia, três de suas irmãs e outras colegas organizaram a Polianteia, um impresso em homenagem à memória de Alfredo Simonetti. O significado das ações empreendidas por este mestre é destaque no artigo por elas escrito “Descansa em paz”. Neste período contribuiu com outros escritos para o Grêmio Complementarista. Leitora contumaz, dentre seus autores diletos, estão os poetas Olavo Bilac, Manuel Bandeira, Gonçalves Dias, Cassimiro de Abreu e Cecília Meireles. Era amante da Lapinha – encenação natalina trazida para Assú pelo seu avô Joaquim de Sá Leitão em 1898, defendendo o cordão encarnado.
O envolvimento de Silvia com as letras avança no tempo e na qualidade, ganhando notoriedade, especialmente através de seus famosos cadernos manuscritos, aos quais, Maria Carolina Wanderley Caldas – Sinhazinha Wanderley, muito apreciava.
Os cadernos manuscritos foram cuidadosamente produzidos entre 1941 e 1979 e se constituem coletâneas de contos, modinhas, canções populares, hinos religiosos, poemas e planejamentos escolares e de cursos de formação, que inspirou o ensino de outras professoras. A caligrafia cuidadosamente caprichada denota o esmero, o amor e a entrega pelo ofício da escrita. Parte desses textos foi utilizada em práticas educativas como professora, inicialmente no Grupo Escolar Tenente Coronel José Correia, onde lecionou entre os anos de 1947 e 1960, e em seguida na Escola Estadual Juscelino kubitschek – ambas em Assú – até 20 de outubro de 1981, quando se aposentou, aos 71 anos.
Os textos selecionados por Silvia em seus escritos evidenciam maneiras de como viveu e pensou o mundo, foi educada e educou seus alunos e filhos do coração que a vida lhe deu, com vistas à formação de cidadãos de bem. Destacam-se os valores republicanos e conjunto de atitudes identificadas pela escritora Júlia Almeida (1930) como trabalho, inteligência, caráter, moralidade, magnanimidade de coração e crença na pátria e em Deus. Seus planos de aula constituem valioso registro histórico dos objetivos educativos da época, acrescido da perspectiva da escola não somente como uma extensão do lar, mas inspirada no ambiente familiar, a fim de oferecer uma atmosfera de segurança e afeto, condição propícia para uma boa aprendizagem.
Certa feita, a amiga Sinhazinha Wanderley presenteou-a com um poema intitulado Sílvia de Sá Leitão:
É de boa estatura, a tez morena,
Tem dulçor, seu olhar,
O sorriso é suave, qual se fosse,
Um lírio a desabrochar
De rara inteligência, é esforçada,
Com zelo, com magia...
Tem cadernos de ponto e tem ainda,
De canto e poesia.
Tem uma paciência inesgotável,
Na arte de ensinar,
Vai à aula depois dos seus deveres,
No recinto do lar!
É muito preparada lá no Grupo,
Quinau, ninguém lhe passe!
Foi por merecimento nomeada,
Adjunta de classe.
Depois este lugar foi suprimido,
Pelo Departamento,
Mas ela, não ficou jamais avulsa
Nem mesmo um só momento
É pronta, a concorrer com seu auxílio
A quem a procurar
Ela vai com denodo e com carinho,
As turmas ensinar...
Eu dou-lhe o meu aplauso, o meu abraço,
De todo coração
Saudando a professora competente,
Sílvia de Sá Leitão.
Após galgar 72 degraus da vida, boa parte deles dedicados à educação, faleceu em 5 de setembro de 1982 e seu corpo sepultado no Cemitério São João Batista, em sua amada Assú.
A professora Sílvia Filgueira de Sá Leitão foi uma mulher notável, e através de suas práticas educativas, sinalizou condições vividas e partilhadas na formação social assuense. Evidenciou ideários educativos da sua época com vistas ao futuro, na construção de uma sociedade melhor.
Os seus “cadernos manuscritos” são cartas de amor às futuras gerações, eternizando versos, modinhas, contos... escritos com as tintas da generosidade e do afeto que desafiam a efemeridade do papel amarelado pelo tempo.
Nesta noite especial, onde minha felicidade só tem sentido por ser partilhada com familiares e amigos, ela não é minha, é de todos nós, é da cultura. Salve, Assú!
Muito obrigado.
Fernando Antonio de Sá Leitão Morais
* Algumas informações biográficas extraídas de trabalhos publicados pelas professoras Maria da Conceição Silva e Silvia Helena de Sá Leitão Morais.
Postado por Ivan Pinheiro Bezerra
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
'' C O N T E P L A Ç Ã O ''
Meu olhar se perde contemplativo.
Nesta rara beleza da tela do céu .
Tudo se faz encanto , paz e alegria.
Maravilhosa pintura .
Na aquarela do céu.
A mais belas de todas as poesias.
Que da natureza o Senhor nos deu.
Nesta rara beleza da tela do céu .
Tudo se faz encanto , paz e alegria.
Maravilhosa pintura .
Na aquarela do céu.
A mais belas de todas as poesias.
Que da natureza o Senhor nos deu.
Autoria : Sara Camara
As 12:18 hrs
05/08/2015/
As 12:18 hrs
05/08/2015/
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UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO










