quarta-feira, 6 de julho de 2016
terça-feira, 5 de julho de 2016
]Certa vez, o poeta Renato Caldas dançava num baile realizado nos arredores da cidade de Assu. Já embriagado, apertava a moça cada vez mais que a dança ia se prolongando. Aquela jovem não suportando mais os apertos daquele poeta boêmio, advertiu de tal modo:
- "Renato. Eu ainda sou moça!"
- "Porque quer, minha filha!" - Retrucou o mulherengo vate assuense.
segunda-feira, 4 de julho de 2016
INSPIRADO EM RECORDAÇÕES, ARTISTA POTIGUAR RETRATA COTIDIANO DO SERTANEJO
ROSTAND MEDEIROS 2 COMENTÁRIOS

‘Não podemos negar nossas origens’, diz o curraisnovense Assis Costa.
Para pintar, ele lembra das brincadeiras de criança e dos banhos de açude.
Para pintar, ele lembra das brincadeiras de criança e dos banhos de açude.
Nascido na cidade de Currais Novos, no Seridó potiguar, o artista plástico Assis Costa retrata o cotidiano do sertanejo através das próprias recordações. Prestes a fazer 40 anos, o pintor ainda lembra da sensação única de construir os próprios brinquedos, tomar banho de açude e subir em árvores.

O gosto pela arte começou cedo. “Quando eu era criança, comecei a experimentar e usar tintas, além de desenhar. Fiz um curso e, com 14 anos, comecei a vender minhas telas”, disse. Hoje, ele vive da venda das obras.
Com mais de 15 exposições durante a carreira, Assis tem uma preferida. Em 2012, fez uma mostra chamada ‘Seridós’. Ao portal G1, ele disse que foi uma maneira marcante de expor a cidade para quem não conhecia. “Quero ressaltar meu respeito pela cultura potiguar. O que eu vejo é que a religião é muito forte no interior, principalmente a católica. A fé, a paisagem e o povo sertanejo são minhas maiores inspirações”.

Os trabalhos sobre o Seridó continuam. “Minha memória reflete em tudo que produzo. Uma das minhas telas mostra como era quando um circo chegava a cidade. Era extraordinário. Toda a população assistia os espetáculos. E é esse o sentimento que procuro demonstrar”, relembrou.
Assis também lembra de situações engraçadas que serviram de inspiração. “Eu estava tomando vinho na casa de um amigo e ele me disse ‘rapaz, você está bebendo muito e daqui a pouco você não vai saber com o que está pintando’, e eu comecei a experimentar o vinho como tinta. E deu certo! Resultou em uma exposição chamada Dom Quixote de Las Manchas de Vinho”, emendou.

Não há dúvidas sobre o futuro. “Sempre fui artista e vou continuar sendo. Apesar de morar no interior, pretendo mostrar minhas obras para pessoas do Brasil inteiro, quem sabe até de outros países. Não podemos negar nossas origens. E é por isso que retrato minha cidade com tanto carinho”, afirmou Assis.

Lenda dos beijos
Dizem que os beijos na mão
Falam de amor e respeito
Nos olhos dizem paixão
Se dados com certo jeito
Nos cabelos incerteza
Ciúmes queixa e dor
Na testa dizem pureza
Se dados com certo ardor
Nos braços é liberdade
E no queixo é fingimento
Em vez se dados de má vontade
Em vez de gozo é tormento
Na boca volúpia imensa
São beijos cheios de dor
São beijos de muita crença
São beijos de muito amor.
Falam de amor e respeito
Nos olhos dizem paixão
Se dados com certo jeito
Nos cabelos incerteza
Ciúmes queixa e dor
Na testa dizem pureza
Se dados com certo ardor
Nos braços é liberdade
E no queixo é fingimento
Em vez se dados de má vontade
Em vez de gozo é tormento
Na boca volúpia imensa
São beijos cheios de dor
São beijos de muita crença
São beijos de muito amor.
NL
sábado, 2 de julho de 2016
DE ONDE SURGIU ESTA PONTE NO MEIO DA RIBEIRA?
Acontece que em meados do século XX Natal era uma cidade que tinha menos de 12 mil habitantes, quase não possuía áreas urbanizadas, e esta era uma delas. Então oRio Potenji criava lá um pântano tão grande que impedia das pessoas se deslocarem. Era difícil até para o comércio e para o desenvolvimento da cidade.
Foi então que Figueiredo Junior, ‘presidente da província’ na época, numa tentativa de amenizar a situação, decidiu fazer a primeira intervenção concreta no espaço, construindo um muro às margens do rio, e um aterro para preservá-lo da força das água. Isso permitiu uma melhor comunicação entre a Cidade Alta e a Ribeira.

Somente em 1904 o Governador Augusto Tavares de Lyra concretizou estas reformas, e o novo nome do logradouro, antes denominado Praça da República (1901), passou a se chamar Praça Augusto Severo.
A nova Praça Augusto Severo tinha recebido durante a grande seca do início do século XX, mais de 15 mil retirantes, o que fez a população da cidade dobrar. Os “barracões” montados na praça haviam deixado lembranças aterradoras: saques, epidemias, mortes, violências, deportações, desespero e fome.
Então, os retirantes foram contratados para ajudar na urbanização do espaço. Os natalenses fizeram doações de plantas como palmeiras imperiais, fícus benjamim e oitizeiros para ornarem os jardins. Assim as obras recomeçaram, e lá foram construídas galerias de escoamento, calçamento das ruas ao redor e até uma fonte.

Esta ponte portanto é o único elemento sobrevivente desta praça épica que já foi jardim botânico e que depois de um tempo foi reduzida para a construção do terminal rodoviário da Ribeira.
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Fonte: Brechando
Maior empresa exportadora de frutas do estado do CE se instala no Vale do Açu
Os primeiros testes com o melão já estão sendo feitos e foram considerados excelentes pelos técnicos da empresa
A maior exportadora de frutas do estado do CE, empresa Itaueira, acaba de se instalar em solo potiguar, nas terras que pertenciam à empresa Del Monte, em Ipanguaçu, região do Vale do Açu. Depois de muitos anos perdendo empresas de fruticultura para outros estados, começa no RN o caminho inverso. O secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Pesca, Guilherme Saldanha, visitou as instalações da indústria na última quarta-feira (29), adianta informação da assessoria de imprensa da pasta, na capital potiguar. Inicialmente serão plantados 400 hectares de frutas, o que significa uma geração de 600 empregos diretos só neste ano e o plantio começa na primeira semana de agosto.
“Estamos recebendo a maior exportadora de frutas do Ceará para aproveitar nosso grande potencial hídrico, mesmo nesse período de seca. É uma vitória para o RN em tempos de recessão econômica”, destaca o secretário.
De acordo com o proprietário Tom Prado, que recebeu Guilherme Saldanha na sede da empresa, somente este ano serão exportados cerca de US$ 7 milhões por meio de 550 contêineres de frutas via Porto de Natal. Os primeiros testes com o melão já estão sendo feitos e foram considerados excelentes pelos técnicos da empresa. A Itaueira está investindo cerca de R$ 8 milhões somente este ano para retomar a produção agrícola da fazenda.
http://www.radioprincesadovale.com/
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REVISTA SIUZA CRUZ, RIO DE JANEIRO





