sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Globo cogita afastar Camila Pitanga de “Velho Chico”

Camila Pitanga


Em choque com a morte de Domingos Montagner, Camila Pitanga pode ser afastada de vez da novela “Velho Chico” da TV Globo. A direção da emissora considera que a atriz não tem condições de voltar a trabalhar no folhetim após presenciar o amigo ser arrastado pela correnteza do Rio São Francisco, na última quinta-feira (15), durante um mergulho.
Segundo informações divulgadas por Sônia Abrão no programa “A Tarde É Sua”, da RedeTV!, nesta sexta-feira (16), a decisão será tomada em uma reunião da alta cúpula do canal com a equipe da trama no próximo sábado (17).
 
Caso o afastamento da protagonista do projeto seja confirmado, uma das saídas já estudadas seria escalar os atores que interpretaram Santo e Tereza na primeira fase da trama – Júlia Dalavia e Renato Góes – para seguirem o roteiro previsto.
 
De acordo com Marcelo Serrado, o elenco da novela voltará ao local da tragédia para gravar as cenas finais da obra, após o velório de Domingos. “Estamos todos devastados, em cacos, tentando reunir o que temos para terminar este trabalho de forma digna, em homenagem ao Domingos”, contou ao jornal “O Globo”.


Blog do BG: http://blogdobg.com.br/#ixzz4KSu8YW8R



Índios que gravaram com Domingos Montagner prestam homenagem

A morte do intérprete de Santo na vida real comoveu os indígenas que gravaram com ele na ficção: "Virou um protetor do Rio São Francisco"

 
Os índios que gravaram com Domingos Montagner se emocionaram com a morte do ator. / Foto: TV Globo/Reprodução
Os índios que gravaram com Domingos Montagner se emocionaram com a morte do ator.
Foto: TV Globo/Reprodução

JC Online

                               
As homenagens a Domingos Montagner no Encontro com Fátima Bernardes, da Rede Globo, na manhã desta sexta-feira (16) veio de várias formas. Uma das mais tocantes foi um texto escrito pelos índios da tribo Kaftéia, que gravaram com o ator o processo de ressurreição do personagem Santo na novela Velho Chico.
Fátima Bernardes leu, então, o comunicado dos indígenas, que estavam de luto na aldeia e fizeram um ritual pela alma do Domingos assim que souberam da morte do ator.

"Ele agora é um protetor"

Durante esse ritual, um senhor disse: "Porque estão querendo trazer a alma dele de volta? Ele nasceu de novo hoje. Ele se tornou um novo protetor do Rio São Francisco, que estava tão esquecido. Porque esse rio não pode morrer. A novela contou todos os mistérios do rio, e esse, foi mais um deles. Mas ele se tornou um ser de luz, pois a água não tira a vida, a água dá a vida. Fiquem felizes pela alma dele, pois quando ele entrou no rio, ele se despediu do corpo e alma. Nasceu em um mundo melhor. Algum dia, os brancos irão entender isso. Então temos que fazer um ritual para que os brancos entendam e sejam fortes, pois ele está bem. Ele agora é um protetor do Rio São Francisco", encerrou, deixando os convidados do programa emocionados.
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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Pesquisa BG/Consult aponta vitória de Carlos Eduardo no 1º turno com 52%

Se as eleições fossem hoje, o prefeito Carlos Eduardo Alves estaria reeleito no primeiro turno, segundo a pesquisa do Blog do BG em parceria com o instituto Consult, mas como ainda restam alguns dias de campanha, a corrida eleitoral rumo à Prefeitura do Natal segue indefinida.
De acordo com a pesquisa estimulada, que é aquela em que o entrevistador mostra os nomes dos candidatos aos entrevistados, Carlos... Eduardo aparece com 52% das intenções de voto. Em segundo a candidata Márcia Maia com 8%. Em terceiro o candidato Fernando Mineiro (7,5%). Seguido por Kelps Lima (6,5%) e pelo professor Robério Paulino (5,5%). Os demais candidatos não somaram um ponto percentual. O número de indecisos é de 8,2% e o total de votos brancos e nulos corresponde a 12,1%.
 

Espontânea
 

De forma espontânea, em que o entrevistado fala o primeiro nome que lhes vem à cabeça, sem acesso a qualquer lista com nomes, o prefeito Carlos Eduardo lidera com 38,3% das intenções de voto. Em segundo aparecem empatados Márcia Maia e Fernando Mineiro com 4,3% das intenções de voto. O candidato Kelps Lima vem logo em seguida com 3,3%, seguido pelo professor Robério Paulino com 2,6% das intenções de voto. O total de indecisos é de 31,5% e o de brancos e nulos é de 14,9%. A lista completa com todos os nomes que foram citados está logo mais abaixo.

 A pesquisa Blog do BG e Consult foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob o número 08156/2016. Ela foi calculada com margem de erro de apenas 2,8%, uma das menores já registradas em Natal, e com grau de confiabilidade de 95%. A coleta dos dados aconteceu entre os dias 6 e 9 de setembro com 1200 entrevistas, a maior quantidade de entrevistas já realizada esse ano.
 

Postado por Robson Pires
(Do blog de Aluízio Lacerda)

 
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                                                          Imagem abaixo, deste blog.

DE ANTIGAS ELEIÇÕES

Tipo popularismo, Zé Carlota foi comerciante na cidade de Assu. Nas eleições de 1982 (antes da implantação da urna eletrônica, o eleitor votava numa cédula de papel, escrevia o número, o nome ou um X no quadrado onde constava o nome do candidato e depositava na urna de lona. Era um clima de guerra no ato da apuração dos votos que era feito pelos mesários e escrutinadores com a presença do Juiz, além dos fiscais de cada partido e até mesmo fiscalizado pelos... candidatos. Mesmo assim, corria o risco de fraude). Pois bem, terminado o pleito (a apuração começava no dia seguinte), Zé Carlota presente, atento, fiscalizando, observou que na secção que teria votado ele e sua mulher não obteve nenhum voto. Indignado esbravejou, para risos dos circundantes: - “Que minha mulher não votou comigo eu acredito. Mas eu, duvido!” - Carlota foi, certamente, mais uma vítima do mapismo eleitoral que então se praticava.

(Fernando Caldas – Vereador de Natal – 25125)

 
SINTA-SE EM CASA

Deste livrinho, data de 1996, charge de Edmar Viana (foto abaixo, capa já envelhecida pelo tempo), feito de estórias pitorescas, conto que certo prefeito do interior potiguar inaugurava obras de sua administração. Uma delas, a Cadeia Pública. O então governador Dinarte Mariz se encontrava presente. Pois bem, na hora da sua fala, o prefeito saiu-se com essa: - "Governador, a cadeia está inaugurada. sinta-se em sua casa." - Sorte do velho Dinarte que o discurso era de improviso...

(Fernando Caldas - Vereador de Natal - 25125)
 
Vagueio nas páginas rasgadas
de um velho livro,
perdidas, esquecidas....
Nas letras por mim escritas
na história de mim mesma.


Cristna Costa
 

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

POETISA ALDINETE SALES FAZ HOMENEGEM RIMADA COMO DESPEDIDA DO PROFESSOR GILMAR RODRIGUES




A poetisa carnaubaense Aldinete Sales,  produziu da fornalha da sua inteligência uma referência rimada para homenagear seu professor Gilmar Rodrigues, falecido hoje em Assú.

Hoje o céu se encheu de muitas cores.
Para abrir o portão celestial.
A caminho da rua de cristal.
Conhecendo de Deus seus esplendores.
Foi na terra o melhor dos professores.
Um poeta, advogado e locutor.
No esporte fez tudo com amor
Hoje Deus te escolheu para habitar
E no livro da vida tem Gilmar
Meu querido e eterno professor.
Aldinete Sales

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

CORTEZ PEREIRA SOBRE A SECA NO NORDESTE BRASILEIRO

Título do blog.

José Cortez Pereira de Araújo, governador do Rio Grande do Norte (1970-1974)

-Nossa pobreza não decorre das secas, nem da escassez de terras férteis, muito menos do clima. Ela se origina nas múltiplas atividades econômicas que formam nossa agricultura, inadequada às condições e circunstâncias do Nordeste. Nossas atividades agrícolas são contrárias à natureza, são anti-ecológicas, as chuvas irregulares, a alta temperatura, o excesso de luz tudo aqui cultiva culturas arbóreas, perenes e nós fazemos, no Nordeste, exatamente o contrário.
 
-O Seridó é a maior demonstração do acerto contido na expressão que tenho repetido várias vezes: nós não temos fatores adversos e sim atividades adversárias dos fatores.
 
Não há, em todo o Nordeste, uma região mais árida do que o Seridó (vértice de aridez 3.3), nem mais quente (até 60°nos afloramentos da rocha), nem com maior luminosidade (quase 3.000 horas/sol/ano), cujos solos sejam tão rasos, secos e erodidos e, no entanto, o nível de vida povo é muito superior ao das populações do fértil e chuvoso Maranhão.
 
-Tudo começou, como começam sempre a história de todas as gentes, pelas atividades primárias, pelo que se faz o homem sobre a terra. Foi a atividade compatível com a natureza que ajudou o homem melhorar a sua vida.O Seridó começou com os currais, as fazendas de gado, as barragens submersas, as vazantes nos leitos dos rios, os açudes médios e pequenos. Guimarães Duque escreveu que era o seridoense quem sabia melhor aproveitar a pouca e irregular água que caía Nordeste. E foi assim que a pecuária se tornou suporte econômico e alimentar com carne, leite e queijo o homem do seridó.

-O clima tornou saudável a pecuária do Seridó e a imaginação do homem criou os meios para se conviver coma seca.
 
A outra grande atividade econômica da região não precisou, siquer, de ajuda, porque ela já era a própria natureza, no xerofilismo do algodão mocó. Cultura arbórea, perene, o nosso algodão casava com o clima seco para melhorara sua fibra longa. O solo semi-àrido era sua condição ótima para vegetar e produzir. Plantasse o algodão seridó nas terras férteis dos vales úmidos, que a rejeição o faria amarelar, amofinar, com saudade da terra seca, da quentura infernal do meio-dia e das noites sem orvalhos.
 
-Nos sertões do Nordeste, em nenhum outro lugar, elevou-se tanto o nível social dopovo, quando no Seridó. Um dos sintomas dessa realidade foi a liderança da Região em relação ao Estado, desde o primeiro Presidente da Província Tomás de Araújo Pereira. Para se sentir a força dessa influência, basta lembrar os nomes de Brito Guerra, José Bernardo, Juvenal Lamartine, Pe. João Maria, Dinarte Mariz e Monsenhor Walfredo Gurgel.
 
-O nível social alcançado explica a projeção dos seus homens e ambos os fenômenos são explicados pelo desenvolvimento econômico da Região. Esse desenvolvimento econômico só foi possível porque as duas históricas atividades primárias, harmonisavam-se com a natureza, apoiavam-se nela.
 
-Agora, outro aspecto interessante do assunto: o binômio algodão X boi se complementa, se integra e, assim, potencializam-se recíprocamente. Os campos de algodão, depois da colheita, viram cercados de solta e a praga remanescente é destruída pelo gado, que muito deixa  nos roçados. Tem mais, a cultura do algodão produziu, também, a torta, ou simplesmente o caroço que era o rico alimento proteico dos meses secos e dos anos mais secos.
 
O Seridó era uma harmonia de trabalho produtivo!
 
Um outro fato econômico que ocorreu no velho Seridó, eu acho sensacional. Em nenhum outro lugar do Brasil, com a mesma intensidade, aconteceu coisa parecida. Foi como que um planejamento “espontâneo”, nascudo da intuição, que  desenvolveu a atividade agrícola na complementação industrial, com a industria rudimentar situada na própria areada produção da matéria prima. Refiro-me aos descaroçadores de algodão, às tradicionais “bulandeiros” que se situavam nos sítios e nas fazendas, criando , naquele tempo, a agro-industria-rural, que os mais modernos planejadores do Terceiro Mundo apontam, hoje, como a grande solução de quase todos os nossos problemas.
 
-A agro-indústria –rural integra os dois grandes setores de produção e transformação econômicas, com a grande vantagem de, situando-se no campo, permitir o natural êxodo agrícola, evitando o êxodo rural. Só assim, supera-se o grande, o imenso problema do alto custo social das cidades “inchadas”. Pois bem, tudo isso já existiu no Seridó do passado. Certa vez,  em encontro de políticos importantes e até Ministros, eu destaquei esta originalidade genial, quando um deputado federal do Seridó, sem entender o sentido da coisa, condenou o fenômeno sob a crítica de que o meu pai teria sido – como foi – um desses agro-industriais...
 
- Este pedaço do Brasil chamado Seridó, precisa um estudo sociológico profundo para se tentar conhecer as raízes da sua vida, do seu comportamento e reações. Contam que o primeiro, ou um dos primeiros açudes do Nordeste teria sido  feito em Caicó. Um preto patriarca, responsável pelo grande feito, pedira ao missionário alemão que pregava missões na “Vila do Príncipe” para abençoar a novidade, o açude. Quando o frade viu que se tratava de contrariar a vontade de Deus que fizera os rios para devolver ao mar as águas que sobravam da terra, amaldiçoou o velho Terencio (que se suicidou) e sua família, até a 3ª geração. Agora, a grande lição: desde então Caicó não deixou mais de fazer açudes e nenhum outro município do Nordeste tem mais açudes do que lá.
-O Seridó tem projeção no Brasil, na época da guerra, pelo grande produção de tugstenio  e outros minérios. Do sub-solo da Região tiram-se muitas matérias primas com as quais é feito o desenvolvimento dos países avançados: capacitores eletrônicos, turbinas de aviões a jato, naves espaciais, reatores nucleares, etc.
 
-Agora mesmo é o ouro e o ferro que reaparecem na nossa pauta de produção, mostrando a riqueza diversificada do Seridó.
 
- Uma vez, pelo menos, eu não fui bem entendido, quando responsabilizo o governo como o grande “vilão” na história sem lógica da pobresa do Nordeste. Digo que seca não é a nossa terra, mas a inteligência dos que nos governam. Isto desde a era colonial, quando os portugueses nos ensinaram a cultivar o que faziam na Europa e que não podia dar certo aqui, no Nordeste, que não tem nada parecido com Europa. E o pior,  de lá para cá, os que nos governam não foram sensíveis a fazer uma reformulação de nossas atividades econômicas e, mais grave ainda, não souberam siquer conservar o que se fazia acertadamente, aqui. Exemplo: o algodão mocó. O “bicudo”, apenas deu o tiro de misericórdia. O velho algodão mocó começou a morrer quando o crédito oficial (o Governo) chegou por aqui, aplicando suas normas feitas para o algodão anual de S. Paulo e Paraná.

O financiamento teria de ser pago no mesmo ano e o seridoense, para escapar, plantava entre as fileiras do algodão arbóreo o outro algodão anual, o “rasga letra”, que daria condição de pagamento anual, mas que foi hibridando, misturando-se geneticamente, até fazer desaparecer o patrimônio fantástico do velho algodão mocó.
 
*José Cortez Pereira de Araújo foi político, professor e ex-governador do Rio Grande do Norte (1970-1974)

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO