terça-feira, 8 de novembro de 2016

A FAMÍLIA QUE PRODUZ A PRÓPRIA COMIDA EM 370 METROS QUADRADOS (2700 KG DE COMIDA)



A FAMÍLIA QUE PRODUZ A PRÓPRIA COMIDA EM 370 METROS QUADRADOS (2700 KG DE COMIDA)

Hoje em dia, chegar até o final do mês não é fácil por causa do aumento dos custos, da dificuldade de encontrar um emprego e dos salários muito baixos no caso uma pessoa ache uma ocupação. No entanto, a técnica usada poresta família de Los Angeles pode ser um exemplo perfeito de como podemos conseguir sobreviver produzindo o próprio alimento sozinhos e cultivando-o utilizando as mais modernas técnicas.
Nos arredores da capital da Califórnia, nos Estados Unidos, vive a família Dervaes. É uma família que possui um jardim com uma superfície de cerca de 370 metros quadrados. As dimensões são normais, nada de exagerado, mas mesmo com pouco você pode conseguir realizar muita coisa. A cada ano, esta família consegue com seu pedaço de terreno obter uma alta quantidade de comida, o suficiente para se sustentar. Na verdade, são mais de 2000 os vegetais que são cultivados no terreno dos Dervaes. Além disso, podemos especificar uma quantidade elevada de fruta de estação e ovos nascidos graças ás galinhas que pertencem à criação da pensão.

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Números muito interessantes para um grupo de pessoas que podem viver com muito pouco e não precisam de nada mais. A produção dos Dervaes é realmente admirável e alcança números incríveis. Os campos produzem alimentos também, para outras pessoas que pretendem comprá-lo, garantindo uma renda familiar de quase 90.000 reais por ano. Uma técnica que, ao que parece, traz benefícios para a família mas também para os outros.
No super-jardim dos Dervaes há de tudo. A partir de vegetais até as frutas, de ovos de galinha biologicos até as flores comestíveis e o mel. Há algo para todos os gostos e para cada tipo de exigência, com uma longa série deprodutos biológicos e compatíveis com o meio ambiente. Mais de 400 variedades de produtos estão presentes no grande jardim, com preços de venda que são perfeitos se consideramos o seu inquestionável valor, capaz de satisfazer até os paladares mais exigentes.

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Devemos também mencionar a capacidade da família californiana de minimizar o consumo ambiental e as despesas. Na verdade, os membros da família instalaram vários painéis solares para fazer funcionar as máquinas agrícolas , com energia renovável sempre limpa. A poluição é quase eliminada e os Dervaes não causam nenhum impacto na atmosfera, agindo em nome da limpeza e do respeito pelo ecossistema.
Os produtos são cultivados de acordo com a estação e sua venda é estritamente reservada para os restaurantes na área, resultando em excelentes ganhos do ponto de vista puramente econômico. Com o excesso de dinheiro, a família pode adquirir bens não produzidos internamente. É suficiente ter experiência, boa vontade e determinação para realizar uma pequena empresa de alimentos através do cultivo das próprias terras.

fonte:http://www.astoupeiras.com/
via-http://dicass.org/?p=7395%2F

De: www.portalanaroca.com.br




A RESPOSTA DA DONZELA

Casar? eu caso, mas tem umas condições
Tu que é homem corajoso, vaqueiro caatingueiro,
Vive em tudo que é apartação,
Se agarra com barbatão,
Quebra mato, acama cipó.
Faz mil estripulias montado no alazão.
Tu, que se diz conhecedor das coisas deste sertão,
Que já viu anos a fio o inverno não chegar,
Que sabe dizer as horas oiando o sol se bulir, o gangão relinchar.
Eu pergunto:
-Tu sabe o que é amar?
Não me arresponda agora! Deixe eu prosear.
Amar é ter o encanto do boi mandingueiro
É viver acezuado pras coisas do coração
É também ter no alforje, muito mais do que pão.
É encurralar o egoísmo ,rebater olhar reimoso, cabremar judiação.
Amar é tresmalhar de tudo que não presta e pode nos separar.
Essas são as condições. Nosso trato no papel.
Moço, nós nem sequer namoremo! Né verdade?
Mas, se tu entendeu tudo direitim, se monte no alazão,
Pule cerca, suba serra, galope a felicidade, se apeie no meu olhar,
Quero ser tua marrã, nos teus braços enramar.
Ser cancela que se abre para fazer desejos teus.
E no chão do coração, nenhuma cerca vai ter.
Vou plantar o meu jardim – muçambê vai florescer.


(Mané Beradeiro – Parnamirim-RN, 7 de novembro 2016)

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Morre o jornalista Leonardo Sodré, o Cronista do Beco da Lama

Foto tirada pelo amigo Eduardo Alexandre, em setembro de 2016
Foto tirada pelo amigo Eduardo Alexandre, em setembro de 2016
O jornalista potiguar Leonardo Sodré morreu neste domingo (6). Sodré lutava contra um câncer de pulmão, com metástase no cérebro e foi internado ainda ontem no HUOL, mas não resistiu. O velório acontece no Centro de Velório Morada da paz na São José. A missa será amanhã às 9h e enterro as 11h no Morada da Paz em Emaús.
 
Nascido em Campina Grande/PB, mas natalense por adoção (veio morar na cidade com 30 dias de vida), Leonardo Sodré começou a atuar no jornalismo em 1979. “Foi na Tribuna dos Ministérios, um jornal combativo, editado em Brasília, que já tinha o perfil de jornal de sindicatos quando eles ainda nem existiam”, diz.
 
Durante a trajetória profissional, passou por várias redações e atuou em diversas editorias, cobrindo desde o mercado automotivo (“Fui correspondente da revista 4x4 por vários anos”) até os bastidores da política (“Um dos meus orgulhos profissionais foi participar da cobertura da morte de Tancredo Neves”).  Após um período voltado para o trabalho em assessorias de imprensa, Sodré retornou às redações em 2005/06, quando assumiu a editoria geral do jornal O Mossoroense. 
 
Crônicas do Beco da Lama foi o primeiro livro de Sodré. Ele já participou de antologias, como Cantões, Cocadas – Grande Ponto Djalma Maranhão, organizada por Eduardo Alexandre, Dom Nivaldo – Um Semeador de Alegrias (biografia), de Diógenes da Cunha Lima, e ilustrou o livro Beco Estreito, de Hugo Macedo. 
 
Fonte: http://www.portaldaabelhinha.com.br
 
 

sábado, 5 de novembro de 2016


"Antigas imagens em Cartões Postais".
Da linha do tempo/facebook de  André Madureira
Cartão postal com vista de parte da rua Ulisses Caldas e do recém inaugurado Palácio Felipe Camarão.
Em 1910 o fotógrafo João Galvão instalou em Mossoró seu estúdio fotográfico de nome o "Photo Chic".
Quatro anos depois ele transfere residência para Natal e, na capital, continua sua arte com o mesmo título de seu antigo atelier.
Por volta de 1920 João Galvão, fazendo várias "vistas" da cidade, monta assim sua primeira série de fotografias de Natal editadas para cartão postal.
Essa aqui é uma delas.


Fotógrafo: João de Miranda Galvão
Ano: Por volta de 1922

Recorte de jornal. Da Linha do Tempo/Facebook de Jadson Queiroz.

12 fatos curiosos sobre a chegada do rádio ao Rio Grande do Norte

De: https://curiozzzo.com

by Henrique Araujo

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Essa história até quem não entende nada de rádio vai gostar.

Tudo começou em 1939 quando Natal tinha uma população com cerca de 50 mil habitantes

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Rua do Comércio, Ribeira, Natal – início dos anos 40
Naquele ano a cidade tinha apenas amplificadores de som (as chamadas divulgadoras), que estavam espalhados pelas ruas e praças da cidade transmitindo músicas, dramas e notícias para a população.

Na cidade existia apenas uma “emissora” chamada Agência Pernambucana

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Bondes no cruzamento da avenida Duque de Caxias com Tavares de Lyra entre 1941 e 1942. Foto: Revista Life
Da qual a sede se localizava na Avenida Tavares de Lira no bairro da Ribeira. Esta rádio pertencia à Luís Romão de Almeida, e tinha uns 22 alto-falantes espalhados pelas cidade.

Além da programação comum, havia jornais falados, com notícias da Segunda Guerra em que Natal participou apoiando os EUA

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Presidente Roosevelt dos EUA visitando a base aérea militar americana em Parnamirim na época da 2ª Guerra Mundial
As notícias davam conta da movimentação provocada pelas operações militares ligadas à grande guerra.

Já nos anos 40 a Rádio Educadora de Natal (“REN”) foi fundada por um homem chamado Carlos Farache

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Foto: Radio RCA (1942) superheterodino, 5 válvulas, 3 faixas de ondas médias e curtas, alto-falante de 5′ e caixa de baquelite.
E em Dezembro de 1940 foi instalada sua torre para melhorar as transmissões, porém somente em 30 de Novembro do ano seguinte é que a rádio foi levada ao ar, com o prefixo ZYB-5.
O radialista Genar Wanderley foi quem primeiro ocupou o microfone, lendo Ave Maria escrita por Luís da Câmara Cascudo em solenidade de inauguração.

Mas depois a REN se tornou Rádio Poti

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Fonte: Suplemento Nós do RN. A República, Setembro de 2005.
Este foi o nome definitivo da emissora a partir de sua incorporação aos Diários Associados em 16 de Fevereiro de 1944.
A mudança aconteceu porque todas as emissoras associadas à REN representavam tabas indígenas características do Estado onde estavam localizadas. Tupi, Tamandaré, Farroupilha, Tamoio, Poti, etc. seus diretores eram conhecidos como “caciques”, e o “cacique” da Rádio Poti era o próprio Genar Wanderley.

A partir daí a rádio virou berço profissional de muita gente

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Doutor Januário Cicco – Vice-presidente da primeira emissora do RN – Rádio Educadora (REN)
Quase todos os profissionais que trabalhavam em Rádio na década de 40 e 50 no Rio Grande do Norte saíram de lá.

Nomes consagrados nacionalmente ficaram conhecidos por causa dos programas de auditório da Rádio Poti

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Aguinaldo Rayol no elenco da Rádio Poty AM (Natal)
Como é o caso do mito Agnaldo Rayol.

Aliás os programas de auditório eram muitos disputados pela “juventude” da época e faziam um enorme sucesso

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Programa de auditório na Radio Nacional durante os anos 50
Programas como Domingo Alegre, criado pelo próprio diretor da emissora, Vesperado dos Brotinhos, comandado por Luís de Cordeiro. A Estrela Canta, por Glorinha de Oliveira, Alegria na Taba, por Vanildo Nunes, Sabatina da Alegria, por Ruy Ricardo, e Turbilhão de novidades, por Edmilson Andrade.

Mas a grande audiência era mesmo das radionovelas

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Elenco da radionovela Rosa de Sangue (1943) que foi um sucesso brasileiro
Algumas eram feitas ao vivo contando com a participação de vários atores norte-rio-grandenses.
“Todos eram muito unidos chorávamos de verdade, quando o papel necessitava de emoção, quando não, fingiam. Era um por todos e todos por um. Atualmente as pessoas do meio artístico não são mais unidas, se puderem puxar o tapete uma das outras, elas puxam” – afirmava a radialista Glorinha de Oliveira.

E depois da Rádio Poti…

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Ex governador Dinarte Mariz (RN)
Surgiram a Rádio Nordeste, fundada em 1954 pelo ex-Governador Dinarte Mariz, a Rádio Cabugi, fundada em dezembro do mesmo ano pelo Senador Giorgino Avelino, e, posteriormente, vieram às emissoras, Difusora de Mossoró, de educação Rural de Natal, Mossoró e Caíco, Rádio Trairi.

E foi a Rádio Cabugi que teve a primeira locutora mulher do Rio Grande do Norte

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Foto ilustração
Chamada Gilvanise Moreira.

E o que dizer desta outra locutora mulher que para poder trabalhar naquela época inventou um nome falso?

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Numa sociedade machista como a que concretizou o Brasil, até bem pouco tempo a mulher sempre foi mantida em segundo plano. Na “família ideal” ela era submissa ao homem, e os deveres que a cercavam eram muitos, mas direitos essenciais como o de trabalhar fora do lar eram praticamente nenhum.
Foi o caso da Eunice Campos, que em depoimento gravado no dia 15 de novembro de 2000, afirma que, ao ser convidada para trabalhar na Rádio Poti, no início dos anos cinqüenta, passou a usar o pseudônimo de Sandra Maria para que seu pai não descobrisse e a proibisse de trabalhar.
“Quando ingressei na rádio, o preconceito era muito grande, o meu pai só veio saber uns seis meses depois”, dizia Eunice. Que história pra filme essa!
Se você gostou não deixe de ver: 17 curiosidades sobre a vida boêmia de Natal no início dos anos 40
Fonte: texto de José Eduardo Vilar Cunha reproduzido por Manoel de Oliveira Cavalcanti Neto via Natal de Ontem

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

EM NATAL, GRUPO QUINTAS FOTOGRÁFICAS FAZ EXPOSIÇÃO NA UFRN

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Engenho de Ilha Bela, em Ceará-Mirim (Foto: Ricardo Morais)
“Em Cores” fica em exposição de 3 a 30 de novembro no Auditório Central. Ao todo, 20 fotógrafos apresentam 80 imagens de passeios e expedições.
Do G1 RN / Fonte – http://g1.globo.com/rn/rio-grande-do-norte/noticia/2016/10/em-natal-grupo-quintas-fotograficas-faz-exposicao-na-ufrn.html
O campus central da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Natal, recebe durante os dias 3 e 30 de novembro, na biblioteca Zila Mamede, a exposição fotográfica ‘Em Cores’. O trabalho foi produzido por 20 integrantes do grupo Quintas Fotográficas, que reúne fotógrafos profissionais e amadores de todo o estado. A UFRN fica no bairro de Lagoa Nova, na Zona Sul da cidade.
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Igreja Matriz de Ceará-Mirim (Foto: Carla Belke)
Segundo a fotógrafa Carla Belke, componente do grupo, cada expositor preparou quatro fotos, totalizando 80 imagens registradas durante passeios e expedições que são feitas sempre às quintas-feiras. “Nos inspiramos em um projeto desenvolvido por um membro do grupo que é psicólogo e desenvolve um trabalho baseado na terapia de cores”, explicou. “Além da exposição, também haverá muita poesia. Um dos integrantes também é poeta e vai apresentar um trabalho muito especial”, acrescentou.
Serviço
‘Em Cores’ fica aberta ao público de 3 a 30 de novembro, sempre de 8h às 18h, na Biblioteca Central Zila Mamede, na UFRN. A abertura da exposição acontece na quinta-feira, dia 3, às 16h30. Entrada franca. As imagens que estarão em exposição foram feitas em Ceará-Mirim (Ricardo Morais), Monte das Gameleiras (Alicsson Morais), Goianinha (Gladys Fonseca), Maxaranguape (Juliana Garrido) e Galinhos (Antônio Carlos Alencar).

Ana Cristina Costa

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"Nós nunca nos habituamos ao murmúrio do silêncio,
à leviandade de um julgamento,
ao inconfundível sabor amargo do desencanto. "

( São Gonçalves )

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO