segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

ABELARDO EMPOSSADO PELA SEXTA VEZ EM ALTO DO RODRIGUES

O prefeito Abelardo Rodrigues Filho empossado na madrugada de 1º de janeiro, com a quadra de esportes Omar Rodrigues, repleta de aliados que foram prestigiar o evento. 
Abelardo na sua idade (68), ostenta o troféu de hexacampeão no certame nacional de políticos eleitos para o mesmo cargo.
Ser prefeito 6 vezes, não é tarefa fácil, só conquista uma façanha com esta magnitude quem tem credibilidade aprovada pelos seus munícipes. 
O blog não esteve presente ao evento, todavia, enviamos nossos parabéns ao amigo, que independente da gestão assumida permanece no rol das minhas amizades.
Lideranças, familiares e amigos prestigiando o ato de posse.

DR. GUSTAVO E SANDRA ASSUMEM REAFIRMANDO COMPROMISSO COM ADMINISTRAÇÃO HUMANIZADA E JUSTA



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O ser humano em primeiro lugar. Este é o princípio basilar da nova administração pública municipal do Assú, segundo as palavras do prefeito Gustavo Soares, PR, em seu discurso de posse, na tarde/noite de domingo, dia 1º de janeiro, na Câmara de Vereadores da cidade. Diante de um plenário lotado, o prefeito e a vice, Sandra Alves, PMDB, foram oficialmente empossados pela nova mesa diretora do Legislativo, eleita alguns instantes antes, sob a presidência do vereador João Walace, PR.
Em sua fala, o prefeito Gustavo Soares reiterou que a gestão terá como principal prioridade a implementação de ações que possam garantir a melhoria da qualidade de vida do cidadão/cidadã assuense em todo o município. Reforçou que está determinado a proporcionar à população um governo igualitário e com justiça social, sem distinções e em que todas as pessoas sejam merecedoras de tratamento digno e respeitoso.
Após o ato formal no Parlamento municipal, o prefeito seguiu a pé com destino ao prédio-sede da Prefeitura, na Praça Pedro Velho, centro da cidade, acompanhado pela vice Sandra, o deputado estadual George Soares, auxiliares, vereadores, demais lideranças e uma multidão de populares. Lá, aconteceu a cerimônia solene de transmissão de poder e a entrega das chaves do Executivo, ato no qual a gestão finalizada em 31 de dezembro de 2016 foi representada pelo ex-vice-prefeito Eurimar Nóbrega.
Ao se pronunciar aos presentes, o prefeito Gustavo Soares destacou o propósito de construir uma gestão eficiente, moderna e que dê resultados efetivos para que o Assú possa crescer e evoluir com desenvolvimento sustentável. Salientou que o povo mais simples e humilde do município será o foco maior do governo municipal, colocando mais uma vez o bem-estar das pessoas no primeiro degrau das metas e preocupações, ressaltando que, tanto é assim, que este é o conceito básico do slogan da administração: “Gente cuidando de gente”.
Fotos: Marcos Costa
Coligação Unidos Pela Mudança

domingo, 1 de janeiro de 2017

COM MESA DA CÂMARA ELEITA E MAIORIA CONFORTÁVEL PARA GOVERNAR; DR. THIAGO E MARINEIDE TOMAM POSSE EM GRANDE ESTILO

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Com a eleição da mesa diretora da câmara por 7 votos a 2, tendo como presidente a vereadora Neném de Nilson (PR), Vice presidente – Charliane Gregório (PSDB),1ª secretaria – Yolanda Florentino (SDD) e 2ª secretario – Josenildo Fonseca (PT), a posse do Dr. Thiago Meira e Marineide de Dinarte ocorreu conforme o previsto na madrugada de hoje no Ginásio Poliesportivo de Carnaubais.
Fotos: blog de Aluizio Lacerda
José Regis de Souza
REGIStrando
Última foto (recente) de 2016 no CHOPPASSU, um bar, casa de show e restaurante a la carte,na cidade de Assu, a nível de Natal, capital potiguar, de pais de primeiro mundo também. Parabéns ao seu proprietário que, por sinal, é meu amigo. Na fotografia, dois amigos e conterrâneos telúricos assim como eu: Francisco Das Chagas Pinheiro (renomado dentista em Natal) e Antônio Albano (empresário de sucesso no ramo de panificação na terra assuense). Um feliz 2017 para todos.

Fernando Caldas

sábado, 31 de dezembro de 2016

Aos Olhos Dele
Não acredito em nada. As minhas crenças
Voaram como voa a pomba mansa,
Pelo azul do ar. E assim fugiram o 
As minhas doces crenças de criança.
Fiquei então sem fé; e a toda gente
Eu digo sempre, embora magoada:
Não acredito em Deus e a Virgem Santa
É uma ilusão apenas e mais nada!
Mas avisto os teus olhos, meu amor,
Duma luz suavíssima de dor...
E grito então ao ver esses dois céus:
Eu creio, sim, eu creio na Virgem Santa
Que criou esse brilho que m'encanta!
Eu creio, sim, creio, eu creio em Deus!
Florbela Espanca, in "A Mensageira das Violetas"

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Fiz moradia
no teu apreço
No teu sorriso
eu amoleço
Em teu olhar
me reconheço
Amar você
é um recomeço
Se estás sumida
me entristeço
E quando queres
eu apareço.

Cartão postal com vista de parte da rua Ferreira Chaves na primeira década do século XX.
Aqui a rua Ferreira Chaves, que até 22 de março de 1899 chamava-se rua Formosa, era ainda constituída por construção simples como essas que aparecem nessa fotografia de 1906.
A mudança do nome representou uma homenagem feita ao então presidente do Estado do Rio Grande do Norte, Joaquim Ferreira Chaves. Esse foi o nosso primeiro governador eleito, no regime republicano, pelo voto popular e direto.
Sem nada que identifique aqui a rua Ferreira Chaves de 110 anos atrás, é quase impossível saber em que ponto a foto foi tomada.
É quase certo do fotógrafo ter se posicionado na esquina com a avenida Sachet(atual Duque de Caxias) e olhando para a rua Almino Afonso.
Outro detalhe que pode se notar aqui é a ausência de qualquer tipo de iluminação pública nessa rua.
Apesar de Natal já possuir iluminação a Gás Acetileno desde 29 de junho de 1905, esse trecho não estava no projeto das ruas que primeiro ganharam o banho de luz.
Fotógrafo: Não informado
Ano: 1906

Natal já esteve sob regime comunista por 4 dias

O povo de Natal topou a revolução de pura farra. Saquearam um depósito militar e passaram a andar fantasiados de soldado. O transporte coletivo virou gratuito. Que dia!
Era 23 de Novembro de 1935 e o dia corrida tranquilo na pequena cidade de Natal de cerca de 40 mil habitantes. Um dia bem diferente dos anteriores, que foram marcados por vários incidentes de rua como assaltos a bondes.
Natal estava prestes a ter o maior levante militar de sua história, que ocorreria no Batalhão do Exército. Logo mais em breve a capital potiguar iria cair nas mãos de rebeldes, que destituíram os governantes locais dos seus cargos.

Eis que no quartel militar do 21º Batalhão de Caçadores (21º BC) chega uma informação chave

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O 21º Batalhão de Caçadores
A de que o general Manuel Rabello, comandante da 7ª Região Militar do Recife, havia autorizado o licenciamento de alguns cabos, soldados e tenentes que estavam com tempo vencido na carreira militar, e a expulsão de outros, acusados de envolvimento em incidentes de rua ocorridos dias antes em Natal, incluindo assaltos a bondes.
Este documento causou um movimento que estava sendo articulado há alguns dias entre lideranças militares e sindicatos locais junto com membros do PCB estadual. O objetivo era apoiar a revolução nacional que estava sendo preparada pela Aliança Nacional Libertadora (ANL), no Rio de Janeiro.
“Havia uma preparação para o levante sob a direção do Partido Comunista, que atuava no 21º Batalhão de Caçadores e em vários sindicatos locais. Eles apenas aguardavam as orientações do comitê central”, explica Homero de Oliveira Costa, professor de ciências políticas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e estudioso da insurreição de Natal.
Além disso, Homero lembra que a cidade já vivia momentos de tensão política desde o ano anterior: “O Rio Grande do Norte teve uma das mais tumultuadas eleições do país, com diversos conflitos de ruas, assassinatos, prisões e repressão. Isso criou uma situação muito tensa no Estado, e em Natal em particular”, completa.

Mas aconteceu um erro de comunicação

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Luís Carlos Prestes – Bundesarchiv; BArch
Os acontecimentos daquele Sábado foram acontecendo de tal maneira que não houve tempo nem de avisar a ANL, cujos líderes (incluindo Prestes) aguardavam o melhor momento para eclodir a revolução em nível nacional. Em função das expulsões ordenadas pelo comando militar no Recife, o PCB estadual e os integrantes do Batalhão decidiu dar início ao motim naquele mesmo dia.

Aí o caldo entornou

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Por volta das 19:30 um grupo de militares rebeldes, liderados pelo sargento Quintino Clementino de Barros, rendeu os oficiais de plantão no Batalhão e, com fuzis apontados para a cabeça dos soldados, ordenaram que estava todo mundo preso por ordem do capitão Luís Carlos Prestes.
Sem apresentar resistência, revolucionários liderados por Quintino e apoiados por grupos civis organizados [como o sindicato dos estivadores, muito forte na cidade], tomaram o quartel e ocuparam locais estratégicos da cidade, tais como: o palácio do governo, a Vila Cincinato – residência oficial do governador -, a central elétrica de Natal, a estação ferroviária e as centrais telefônica e telegráfica da cidade.
Informado sobre a confusão, o governador e demais autoridades civis e militares fugiram e se esconderam na casa de aliados. No quartel da Força Pública, cuja sede ficava próxima ao batalhão rebelado, ensaiou-se uma resistência legalista com policiais fiéis ao governo, vencida pelos militares rebeldes, no momento mais organizados e bem armados.

O dia amanheceu e Natal estava completamente dominada

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Cais da Tavares de Lira, no bairro da Ribeira, em Natal. Uma provinciana capital do Nordeste do Brasil.
Na residência do governador, sede dos rebelados, formou-se uma junta provisória de governo, autodenominada Comitê Popular Revolucionário, que era formada pelo sapateiro José Praxedes (secretário de Abastecimento); sargento Quintino Barros (Defesa); Lauro Lago (Interior e Justiça); estudante João Galvão (Viação); e José Macedo (Finanças), este último funcionário dos Correios.
Foi então que o Comitê Revolucionário saiu da teoria e começou a tomar medidas práticas. A primeira foi um decreto com a destituição do governador do cargo, e a dissolução da Assembleia Legislativa “por não consultar mais os interesses do povo”. As tarifas de bondes foram extintas e o transporte coletivo tornou-se gratuito.
Na segunda-feira, o comércio e os bancos não abriram. À tarde, foram ordenados saques dos cofres da agência do Banco do Brasil e Recebedoria de Rendas. O dinheiro foi confiscado em nome do governo revolucionário e parte dele distribuído à população, que foi ao delírio com a novidade, e não tinham muita noção do que estava acontecendo na cidade.

E a festa popular começou

“A população confraternizava com os rebeldes. Era mais uma festa popular ou um carnaval exaltado, do que uma revolução”, explica o historiador Hélio Silva em seu livro 1935 – A Revolta Vermelha. “Casas comerciais foram despojadas de víveres, roupas e utensílios domésticos que aquela gente não podia comprar. Houve populares que, pela primeira vez, comeram presunto”, diz o historiador.
Um dos líderes do movimento, João Galvão, relatou posteriormente o que aconteceu naqueles dias: “O povo de Natal topou a revolução de pura farra. Saquearam o depósito de material do 21º BC e todos passaram a andar fantasiados de soldado. Minha primeira providência como ‘ministro’ foi decretar que o transporte coletivo seria gratuito. O povo se esbaldou de andar de bonde sem pagar.
Para se comunicar com a população, um avião foi confiscado no aeroporto e sobrevoou a cidade despejando milhares de folhetos. No curto período em que se mantiveram no poder, os revolucionários também distribuíram o primeiro e único número do jornal A Liberdade, impresso nas oficinas da Imprensa Oficial do Estado. Nele, foi publicado o expediente do novo governo e um manifesto.

As medidas práticas dos comunistas

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Ainda segundo o professor Homero Costa, os revolucionários fariam muito mais ações práticas na cidade, não fosse o pouco tempo em que permaneceram no poder. “Houve boatos de que na Vila Cincinato estavam distribuindo alimentos à população, o que levou muita gente a se deslocar para lá, mas não era verdade”, diz Costa.
Mesmo assim, algumas algumas medidas foram tomadas naquele começo de semana, como salvo-condutos para circulação nas ruas e ordens para que o comércio e os bancos funcionassem normalmente, o que não aconteceu.
“Os comerciantes foram orientados a negociar como de costume, sem estocarem alimentos para elevar os preços. Caso isso ocorresse, os estoques seriam confiscados pelo governo”, diz Elias Feitosa, professor de história do Brasil do Cursinho da Poli, lembrando que alguns gêneros alimentícios, como o pão, também tiveram o preço reduzido.

O levante não foi só em Natal

Vista panorâmica do Centro de São José de Mipibu na primeira metade do século passado.
Vista panorâmica do Centro de São José de Mipibu na primeira metade do século passado.
Legenda: “Foi bala muita”  Fachada do Quartel da Salgadeira, atingido por disparos efetuados pelos comunistas.
O movimento foi parar no interior do Rio Grande do Norte. “Foram formadas três ‘colunas guerrilheiras’ que ocuparam 17 dos 41 municípios do estado, destituindo prefeitos e nomeando outros”, diz Homero Costa.
Pequenas localidades, como São José de Mipibu, Ceará Mirim e Baixa Verde (atual município de João Câmara) foram ocupados sem resistência e os prefeitos substituídos por simpatizantes da ANL. Agências bancárias e do governo (as coletorias de renda) foram saqueadas e o dinheiro enviado para a capital.

E então, acabou

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Resultado do ataque comunista ao Quartel da Salgadeira, no Centro de Natal.
Ao chegar a terça-feira, ocorreu a movimentação de tropas do Exército da Paraíba e de Pernambuco rumo a Natal, foi quando o “novo governo” começou a perder força.
Em uma localidade chamada Serra do Doutor, um dos grupos da ANL foi preso por tropas leais a Getúlio Vargas. Informados de que tropas federais entrariam em Natal e com a possibilidade de bombardeamento aéreo, os líderes do “governo revolucionário” fugiram cada um por si.
Um deles, Praxedes, viveu foragido durante anos. Os demais foram capturados e enviados para o Rio de Janeiro com outros presos políticos, como o escritor Graciliano Ramos.
O mesmo aconteceu nas cidades do interior. Com a fuga, os militares enviados pelo governo federal não tiveram dificuldades de controlar a situação. O governador Rafael Fernandes foi reconduzido ao cargo e, a partir de quarta-feira, dia 27 de novembro, a vida voltou ao normal na cidade que, durante cerca de 90 horas, abrigou, como escreveu Hélio Silva, “o primeiro, único e fugaz governo soviete na história do Brasil.”
No mesmo dia em que o “governo comunista” era encerrado no Rio Grande do Norte, o movimento tenentista deflagrava, no Rio de Janeiro, uma insurreição para derrubar o presidente Getúlio Vargas e instaurar um regime comunista no Brasil. Liderado por Luís Carlos Prestes, o levante ficou conhecido como Intentona Comunista, ou Revolta Vermelha.
O levante em Natal serviu como justificativa para que Getúlio Vargas instaurasse o Estado Novo, em 1937.
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Fonte: Marcos Lopes via TOK de História

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Certa coisa que já fiz
Com uma jovem em segredo,
Revelar, até faz medo
Eu não digo, ela não diz
É que eu quis e ela quis
Só podia acontecer,
Mas, o bom é não dizer
Com que isso aconteceu...
Ela não diz e nem eu
Quem é que pode saber?

Luizinho Caldas, poeta glosador assuense

Imagem: http://dosesdeprosaseversos.blogspot.com.br/

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