sábado, 7 de janeiro de 2017
ELIAS MOREIRA, UMA FIGURA EXEMPLAR
Meu amigo Elias Moreira ou simplesmente "Lico" na intimidade. Um paraibano que chegou em Assu, se não me falha a memória, no início da década de cinquenta, terra que escolheu para viver, trabalhar no ramo de sapataria (nos anos sessenta e setenta era a mais chique da cidade), constituir família e fazer amizades. Ingressou na política chegando a conquistar o cargo de vice-prefeito chapa de João Batista Montenegro,nas eleições de 1968, além de vereador por três legislaturas pelo PSD, ARENA e MDB, atual PMDB Eu era seu admirador, pela sua simpatia e decência que lhe era peculiar. creia-me que tomei um susto ao saber da partida dele, Lico, para o outro lado. Um dia, sei lá quando, nos encontraremos pelos caminhos da eternidade. Descanse em paz e durma amigo Lico, o sono dos justos. O grão para ser fecundo teria que morrer. É da Bíblia. Aos seus familiares, deixo aqui registrado o meu pesar e o abraço solidário.
Fernando Caldas

Meu amigo Elias Moreira ou simplesmente "Lico" na intimidade. Um paraibano que chegou em Assu, se não me falha a memória, no início da década de cinquenta, terra que escolheu para viver, trabalhar no ramo de sapataria (nos anos sessenta e setenta era a mais chique da cidade), constituir família e fazer amizades. Ingressou na política chegando a conquistar o cargo de vice-prefeito chapa de João Batista Montenegro,nas eleições de 1968, além de vereador por três legislaturas pelo PSD, ARENA e MDB, atual PMDB Eu era seu admirador, pela sua simpatia e decência que lhe era peculiar. creia-me que tomei um susto ao saber da partida dele, Lico, para o outro lado. Um dia, sei lá quando, nos encontraremos pelos caminhos da eternidade. Descanse em paz e durma amigo Lico, o sono dos justos. O grão para ser fecundo teria que morrer. É da Bíblia. Aos seus familiares, deixo aqui registrado o meu pesar e o abraço solidário.
Fernando Caldas

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
BEIJO DE VIDA
Num beijo, calaste a ausência
De dias claros, alegres, juvenis...
Num beijo fizeste a ciência
De um romântico de sentidos febris...
Num beijo venceste o tédio
De um´alma sozinha e doente...
Num beijo ganhaste o assédio
De um poeta por vezes carente.
Num beijo, lançaste-me ao mar
Que em gotas se fez dilúvio...
Num beijo, me deste o luar
E a volúpia do Vesúvio...
Num beijo, fizeste-me homem,
Adulto, criança e mulher...
Num beijo, me deste a alegria
Que não se acha em noite qualquer...
"Num beijo, deste-me a dúvida...
Num outro. me darás a vida..."
(Alan Dantas Freire é um dos bons poetas dos 'novos' do Assu. Tem poemas que, sem dúvida, pode ser colocado numa antologia dos poetas potiguares. É o autor do referido poema).
Num beijo, calaste a ausência
De dias claros, alegres, juvenis...
Num beijo fizeste a ciência
De um romântico de sentidos febris...
Num beijo venceste o tédio
De um´alma sozinha e doente...
Num beijo ganhaste o assédio
De um poeta por vezes carente.
Num beijo, lançaste-me ao mar
Que em gotas se fez dilúvio...
Num beijo, me deste o luar
E a volúpia do Vesúvio...
Num beijo, fizeste-me homem,
Adulto, criança e mulher...
Num beijo, me deste a alegria
Que não se acha em noite qualquer...
"Num beijo, deste-me a dúvida...
Num outro. me darás a vida..."
(Alan Dantas Freire é um dos bons poetas dos 'novos' do Assu. Tem poemas que, sem dúvida, pode ser colocado numa antologia dos poetas potiguares. É o autor do referido poema).
quarta-feira, 4 de janeiro de 2017
ESTÓRIAS DE VIOLEIROS
O afamado cantador de viola, cordelista ChicoTraíra, figura que eu tive o privilegio de ter convivido na cidade de Assu, tinha um programa na Rádio Rural, de Natal, Salvo engano, na década de setenta. Cantando com outro célebre violeiro chamado Zé Cardoso, Traíra desafiou Cardoso de tal modo:
Você aqui se pabula
Porque tá na sua terra,
Mas se for ao meu Açu
Lá você não me faz guerra.
Cardoso pegou na deixa, respondendo a Traíra (nome de peixe de água doce muito comum nos rios, açudes e lagoas), com a seguinte sextilha:
Se eu for na sua terra
No poço eu dou um mergulho,
Rebolo a minha tarrafa,
Pego você no embrulho,
Tiro o fato, escamo e asso
Pra acabar o seu orgulho.
Chico Traíra e Patativa (sem ser do Assaré), fizeram sucesso em Natal, alias, em todo o Nordeste, com muita audiência através da Rádio Rural daquela capital potiguar. Pois bem, certo dia Zé Cardoso realizava uma cantoria com Domingos Tomaz (outro violeiro bastante conhecido), na casa de um amigo, em Natal. Foi quando chegaram Traíra e Patativa (nome de pássaro de canto melódico e suave). Domingos então saudou seus colegas, dizendo assim, no final de uma sextilha:
Veio a nossa cantoria
Uma dupla inteligente.
Zé Cardoso, bom no repente e na viola, saiu-se com a estrofe transcrita abaixo:
Traíra é bom no repente,
Patativa é na Viola.
Mas indo na minha terra
Vão sofrer a minha escola:
Traíra vem pro anzol,
Patativa pra gaiola.
Patativa e Chico Traíra viajando em cima da carroceria de um caminhão, de Natal com destino a cidade de Macau, interior potiguar, disse pro amigo Chico, a seguinte frase: "Traíra, eu acho que a nossa viagem não vai ser muito sublime." - Em razão da trepidante estrada esburacada. Chico não se deu por calada, versejando no melhor de sua criatividade poética:
Se o amigo não está
Achando a viagem boa
Você é pássaro, eu sou peixe
Eu mergulho e você voa
Você volta para o ninho
E eu volto à minha lagoa.
De outra feita, na cidade de Areia Branca (RN) cantando com outro poeta violeiro chamado Manoel Calixto, cantoria realizada na casa de um amigo, Traíra fora desafiado por Calixto, com a seguinte sextilha:
Aviso ao dono da casa
Que não vá fazer asneira
Tenha cuidado em Traíra
Que ele tem uma coceira
Se não quiser que ela pegue
De manhã queime a cadeira.
Chico retrucou:
Você é que tem coceira
Dessas que rebenta a calça
Está tomando por dia
Dezoito banhos de salsa
Quando a coceira se dana
Num dia acaba uma calça.
Certa vez, Câmara Cascudo recebia homenagem da UFRN. O mestre Chico Traíra, presente aquela solenidade, puxou da viola e deixou o seu recado, num repente:
Eis o doutor Cascudinho.
Que valoroso tesouro!
Lá no sertão também tem,
Cascudo, aranha e besouro.
Os de lá não valem nada.
Mas este aqui vale ouro.
(Por Fernando Caldas)
terça-feira, 3 de janeiro de 2017
Nos teus braços aconchego-me
Sinto o teu calor
Meu coração flutua
No teu amor.
...Viajo no teu esplendor
Leve, sinto
Tua aurea de luz
Minha respiração é profunda.
Protegida nos teus braços
É momento de sonho, acordo
Sem proteção
Meu coração chora.
Na solidão
Sinto falta dos teus braços
Dos teus abraços
Do teu perfume.
Do teu olhar doce
Da tua alma, choro
Choro,
Perdida no tempo.
Minha alma condena-me
Tristeza,
Queria estar
Nos teus braços.
Por Cristina Costa
Sinto o teu calor
Meu coração flutua
No teu amor.
...Viajo no teu esplendor
Leve, sinto
Tua aurea de luz
Minha respiração é profunda.
Protegida nos teus braços
É momento de sonho, acordo
Sem proteção
Meu coração chora.
Na solidão
Sinto falta dos teus braços
Dos teus abraços
Do teu perfume.
Do teu olhar doce
Da tua alma, choro
Choro,
Perdida no tempo.
Minha alma condena-me
Tristeza,
Queria estar
Nos teus braços.
Por Cristina Costa
segunda-feira, 2 de janeiro de 2017
ABELARDO EMPOSSADO PELA SEXTA VEZ EM ALTO DO RODRIGUES
O prefeito Abelardo Rodrigues Filho empossado na madrugada de 1º de janeiro, com a quadra de esportes Omar Rodrigues, repleta de aliados que foram prestigiar o evento.
Abelardo na sua idade (68), ostenta o troféu de hexacampeão no certame nacional de políticos eleitos para o mesmo cargo.
Ser prefeito 6 vezes, não é tarefa fácil, só conquista uma façanha com esta magnitude quem tem credibilidade aprovada pelos seus munícipes.
O blog não esteve presente ao evento, todavia, enviamos nossos parabéns ao amigo, que independente da gestão assumida permanece no rol das minhas amizades.
Lideranças, familiares e amigos prestigiando o ato de posse.
Postado por Aluizio Lacerda às 07:17
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