quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Quem se habilita a identificar esses nobres senhores?
Vereadores da gestão entre 1955 a 1958.

Sentido relógio: Na mesa principal: 1. José Wanderley de Sá Leitão; 2. Francisco Soares de Macedo (Chiquito); 3. Sebastião de Aria (?); 4. Antonio Benevides Filho; (?); 5. (?); 6. (?); 8. Chico Batista; (?) 9. Valdemar Campielo Macedo; 10. Francisco Batista Ximenes; 11. Pedro Borges de Andrade.
Nas laterais: 12. (?) 13. (?).

Atenção pesquisadores, vamos fechar o quadro?


Quem muito apanha, uma hora também aprende a sentar o cacete.

Clarice Lispector
Chuva na Onze

Quando eu morava em Assú
Pequenininha, de berço
Minhas telhas eram de barro
Não tinha forro de gesso


Mudei pra outra casinha
Na mesma situação
Numa rua que amava
E que tenho no coração

Quando caía a chuva
E as gotas engrossavam
Parecia que o orvalho
Pelas brechinhas passava

Mas era a primeira chuva
Que me fazia sofrer
Por causa do "bafo quente"
Pra eu não adoecer

Vinha a segunda chuva
E acabava a agonia
Já podia tomar banho
Pense numa alegria!

A gente corria pro beco
E tinha medo de passar
Lá faziam competição
Pra quem fosse atravessar

E se chovia à noite
 Era um soninho tão bom
A rede bem friazinha
Nas telhas, um lindo som

Quando vejo que vem chuva
As lembranças que dão gosto
São da minha velha infância
Lá na Onze de Agosto.

(Amanda Paolla)

(Do blog. Onze que a poeta se refere é uma das ruas antigas do Centro da cidade de Assu - 11 de Agosto).
Este livro, de Marcos Henrique conta um pouco da vida social, artística e cultura da poética e festeira cidade de Assu desde a década de trinta. As suas figuras fidalgas, o teatro, os grandes bailes elitizados com grandes orquestras internacionais como, por exemplo, Cassino de Servilla, Eder Mandarino, Marimbas Mexican Alma Latina, Violinos Italianos, dentre outras que ainda estão na memória de muitos da terra assuense. Tenho um volume (Sociedade do Assu, ) na minha pequena biblioteca à disposição daqueles que se interessam pela história da minha querida cidade de Assu. A data da publicação do livro, editado pela Sociedade Gráfica do Açu Ltda é data de 1990.

Fernando Caldas
 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Que importa o que possuímos
quando o mais importante é aquilo que somos.
Porque tanta ansiedade para amealhar, juntar, guardar...
O mais importante a guardar é o coração,
pois tudo o que provém dele determina a vida de cada um.
De mãos vazias chegamos, de mãos vazias partimos! 

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Ana Cristina Costa
 
C

GEORGE SOARES SE REÚNE COM MINISTRO DOS TRANSPORTES

Ainda em Brasília, o deputado estadual George Soares (PR) se reuniu, nesta quarta (08), com o Ministro dos Transportes, Maurício Quintella, e com o presidente do PR/RN, João Maia, para tratar das obras de reforma e melhorias na ponte Felipe Guerra, em Assu.

A maior ponte da BR-304 que liga a capital do RN ao Ceará será totalmente reformada e construída as passarelas de pedestres, além de receber iluminação geral.
O ministro confirmou que a obra terá início no próximo mês e com recursos garantidos para sua conclusão. 
"Fiquei muito feliz de receber a notícia do nosso ministro e de poder através do nosso mandato, ter lutado por essa obra tão importante e sonhada. O Vale do Açu ganhará um cartão postal," afirmou George Soares.
Também estavam presentes na reunião, a prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini e o deputado federal, Beto Rosado.

Na cidade de Assu/RN existia até a década de setenta, uma Igreja Católica Apostólica Brasileira, criada no Brasil pelo carioca Dom Carlos Duarte Costa. Aquela igreja admite a pessoa se casar quantas vezes queira A igreja de Assu fora uma das primeiras fundadas no Brasil por Dom Alexandre Martins de Carvalho, natural de Assu. Era instalada à rua Manoel Montenegro e o seu padroeiro era São Francisco de Assis. Para se casar naquela igreja teria que fazer, antes da cerimônia, o pagamento em dinheiro. Pois bem, certa vez chegara naquela templo religioso, um casal do interior pernambucano para se casar com sua mãe que tinha enviuvado recentemente, para espanto do padre Alexandre que disse assim: - "Oh, Deus!Que absurdo, filho se casar com mãe! Não posso fazer este matrimônio por quinhentos cruzeiros!" – O moço não recuou, pelo contrário: - "Dom Alexandre, eu pago mil cruzeiros se o senhor fizer o nosso casamento!" – Dom Alexandre gostou da oferta, soltando essa: - "Filho, se casar com mãe, pode! O que não pode é filho se casar com pai!"

Fernando Caldas

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A CIDADE DE ITAJÁ ESTÁ DE LUTO


  Nossaredação envia moção de pesar e consternação aos familiares de Edmilson Pessoa Lopes, nosso querido amigo pelo seu falecimento. Edmilson foi nosso colega de sala de aula, figura que a turma o referenciava pelo apelido de Goiabão. 
 
Sabemos que a cidade de Itajá em sua totalidade chora a partida deste ilustre filho. 
Fomos surpreendido com a noticia do seu óbito e que Deus reserve para o amigo um acolhimento a altura do seu potencial de inteligência e grandeza do valor humano que era portador.



Minha tataravó paterna. Não me recordo o seu primeiro nome, mas vou pesquisar. Sei que era da família Varela Barca, do Ceara Mirim, importante município potiguar, casada com Major Luiz Lucas Lins Caldas. O Major era o quarto de uma linhagem de quatro sucessivos antepassados, natural da Vila de Sacramento, atual município de Ipanguaçu/RN.

Fernando Caldas
Lagoa Rodrigo de Freitas / RJ - 1931
"Olho daquela janela
Na Epitácio pessoa.
Bairro chamado Lagoa
Rio de Janeiro, GB "

Reparem na paisagem arrebatadora da Lagoa Rodrigo de Freitas, ainda com as águas límpidas, sem prédios e, ao fundo, o morro Dois Irmãos reluzente em um fim de tarde de 1931!
A música "Samba da Lagoa", de Billy Blanco, gravada originalmente pelo Quarteto em Cy, em 1967, falava das belezas da Lagoa, mas também sobre o contraste social que ali se apresentava. Ouça nos comentários uma rara versão da música.
Crédito: Coleção Guilherme Santos/ Acervo MIS".

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Eu a gemer?
Eu feito dor?
Não, meu amor,
Eu só a ver
Meu dissabor.
Mas há quem o chame de meu amor.

(João Lins Caldas)


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UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO