segunda-feira, 8 de maio de 2017
quarta-feira, 3 de maio de 2017
Por reformas, Temer negocia manter imposto sindical e aposentadoria integral de servidores públicos
Congresso em Foco
Governo permitiria cobrança obrigatório do tributo por mais
cinco anos como objetivo de garantir apoio nas votação das reformas trabalhista
e previdenciária. Servidores admitidos até 2003 ficariam fora da idade mínima
exigida para aposentadoria integral
O governo está disposto a ceder às entidades que representam
as carreiras de Estado e aos sindicatos de categorias de trabalhadores do setor
privado para conseguir aprovar as reformas na Previdência e nas leis
trabalhistas que tramitam no Congresso. Para garantir os votos dos deputados
ligados às centrais de trabalhadores, os líderes governistas na Câmara negociam
a manutenção do Imposto Sindical por mais cinco anos.
Em troca dos votos dos parlamentares eleitos com o apoio das
corporações do setor público, o governo estuda a manutenção da aposentadoria
integral para quem ingressou no serviço público antes de 2003 sem o cumprimento
da idade mínima.
A prorrogação da cobrança do Imposto Sindical por cinco anos
foi proposta aos líderes governistas pelo deputado Paulo Pereira da Silva (SP),
fundador da Força Sindical e principal dirigente do Solidariedade. Com 14
deputados, a legenda é contra, tanto à reforma trabalhista, já aprovada na
Câmara, quanto às mudanças nas regras da Previdência. A Força Sindical lidera
categorias importantes como a os metalúrgicos de São Paulo.
Fator Paulinho
Por influência de Paulinho da Força, os parlamentares do
Solidariedade poderiam votar a favor da reforma previdenciária na Câmara se os
senadores mantiverem o Imposto Sindical por cinco anos. O tributo foi extinto
no projeto de reforma trabalhista aprovado pelos deputados há duas semanas e em
discussão pelos senadores que poder alterar o texto antes de virar lei.
Formado pelo equivalente a um dia de serviço de cada
trabalhador dos setores público e privado, o tributo serve para financiar a
estrutura sindical, inclusive dos empresários, como confederações patronais e
centrais operárias. Em 2016 o Imposto Sindical arrecadado foi de R$ 3,5 bilhões. O dinheiro é distribuído a
entidades patronais e sindicais em valores proporcionais ao tamanho de cada
setor patronal ou de trabalhadores.
Para convencer a bancada do Solidariedade a votar a favor da
reforma previdenciária, o deputado Paulinho da Força (SP) sugeriu ao presidente
Michel Temer que a idade mínima para as aposentadorias de homens seja de 62
anos e de mulheres 58 anos. O relator da emenda na Câmara, Arthur Maia
(PPS-BA), definiu no seu texto idade mínima de 65 anos para homens e 55 anos
para mulheres das cidades. Para trabalhadores rurais a idade mínima prevista é
de cinco anos menos para quem requerer o benefício nos próximos 10 anos.
Servidores
Os líderes governistas na Câmara, o ministro de Relações
Institucionais do governo, Antônio Imbassahy, e o relator Artur Maia negociam
com entidades que representam servidores públicos das carreiras de Estado a
manutenção do direito à aposentadoria integral para quem foi admitido até 2003,
mesmo antes da idade mínima de 65 anos (homens) e 60 anos (mulheres). No caso
dos policiais, o relator Arthur Maia manteve a mesma idade mínima atual de 55
anos.
As aposentadorias integrais para quem entrou no serviço
público antes de 2003 está prevista na legislação. Mas a emenda de reforma
previdenciária prevê que o servidor dos três poderes trabalhe até atingir a
idade mínima de 65 anos (homens) ou 60 anos (mulheres) para ter direito ao
benefício igual ao último salário da ativa. O governo e seus líderes no
Congresso acreditam que com estas modificações deputados e senadores que hoje
resistem às mudanças propostas possam votar a favor das alterações nas outras
regras para as aposentadorias.
Por Leonel Rocha
terça-feira, 2 de maio de 2017
A palavra mais bonita: Lealdade ... ofereça-a!
A palavra mais egoísta: Eu ... evite-a!
A palavra mais satisfatória: Nós ... use-a!
A palavra mais venenosa: inveja ... destrua-a!
A palavra mais usada: Amor... valorize-o!
A palavra mais prazerosa: Sorriso ... mantenha-o!
As palavras que mais prejudicam: Mentiras ... ignore-as!
A palavra mais difícil: Humildade ... seja-o!
A palavra que mais destrói: Mágoa ... perdoe!
A palavra mais poderosa: Conhecimento ... busque-o!
As palavras mais essenciais: Confiança em Deus...Acredite.
Ricardo Domingues
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As palavras mais essenciais: Confiança em Deus...Acredite.
Ricardo Domingues
Em quais pontos a reforma da Previdência mexe com servidores. E em quais deixa tudo como está
BSPF -
Texto em discussão na Câmara define idade mínima obrigatória
para funcionários públicos e pode impor transição dura para quem assumiu cargo
antes de 2003. Policiais e professores conseguiram manter regimes especiais e
militares ficaram de fora.
Quando anunciou sua intenção em reformar a Previdência, em
julho de 2016, o presidente Michel Temer cogitava criar um regime único de
aposentadorias, que englobasse os servidores públicos e os trabalhadores do
regime geral, vinculados ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
A iniciativa chamou a
atenção de quem defendia um tratamento equilibrado do governo em relação aos
dois universos: quem trabalha no setor público e quem trabalha para a
iniciativa privada. À época, o Palácio do Planalto havia acabado de apoiar a
aprovação de reajustes para diversas categorias do funcionalismo, ao custo de
R$ 69 bilhões até 2018, em plena recessão e alta do desemprego — e uma semana depois de defender o congelamento
dos gastos públicos por 20 anos.
A proposta de emenda
à Constituição para reformar a Previdência foi enviada em dezembro de 2016 à
Câmara com algumas regras na direção de unificar a aposentadoria dos servidores
com os dos trabalhadores vinculados ao INSS. A principal delas é o
estabelecimento de uma mesma idade mínima obrigatória de aposentadoria para os
dois sistemas — na versão atual do texto, de 65 anos para homens e 62 anos para
mulheres.
Ao longo de cinco meses de tramitação, algumas mudanças
propostas sobre o regime de aposentadoria dos servidores foram suavizadas e
outras, endurecidas. O texto deve ser votado em uma comissão especial da Câmara
até o dia 3 de maio. Depois segue para o plenário da Casa, e ainda precisará
ser votado pelo Senado.
Veja em que aspectos
o texto da reforma da Previdência em discussão na Câmara mexe nas
aposentadorias dos servidores e em quais ele não altera as regras.
Regra dura para servidores mais antigos
Servidores que ingressaram no serviço público antes de 2003
tinham direito a dois benefícios na hora de se aposentar: integralidade
(benefício igual ao valor do último salário) e paridade (benefício reajustado
nos mesmos percentuais dos aumentos salariais concedidos ao pessoal da ativa).
O relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (PPS-BA), propõe que
esses servidores sejam obrigados a se aposentar pela idade mínima de 65 anos
para homens e 62 para mulheres caso queiram manter o direito à integralidade e
à paridade. A implementação da regra seria imediata, sem período de transição.
A pressão dos servidores contrários a essa medida é grande e há chances de ela
ser excluída do texto.
Aumento da idade mínima para todos
Hoje, servidores podem se aposentar por tempo de
contribuição (aos 60 anos de idade e 35 de contribuição para homens e 55 anos
de idade e 30 de contribuição para mulheres), se tiverem no mínimo 10 anos de
serviço público. Eles também podem se aposentar por idade, com 65 anos para
homens e 60 para mulheres, com no mínimo 10 anos de serviço público. A proposta
em discussão acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição e exige a
idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres que desejam se aposentar
— as mesmas idades que serão exigidas no regime geral do INSS.
Limites a quem acumula aposentadoria e pensão
Hoje é permitido o
acúmulo de pensão com aposentadorias. Uma aposentada servidora, por exemplo,
que tenha sido casada com um servidor público já falecido, acumula sua
aposentadoria e a pensão relativa ao seu marido. Se o texto for aprovado, o
acúmulo será permitido somente até o valor de dois salários mínimos — R$ 1.874,
em valores atuais.
Policiais conseguiram reduzir idade mínima
No atual sistema, não
há idade mínima exigida para um policial se aposentar. Homens têm direito ao
benefício pelo valor integral após 30 anos de contribuição e 20 anos de
atividade e as mulheres, 25 anos de contribuição e 15 anos de atividade. O
texto fixa a idade mínima de 55 anos para se aposentar. A versão inicial da
reforma pretendia equiparar a idade mínima dos policiais aos dos demais
servidores e trabalhadores — nos termos atuais, 65 anos para homens e 62 para
mulheres —, mas o relator concordou em suavizar a exigência.
Professores terão idade mínima de 60 anos
Professores da educação básica têm hoje direito a aposentadoria especial, por idade ou por tempo de contribuição. Na aposentadoria por idade, homens podem requisitá-la aos 55 anos e as mulheres, aos 50. Na por tempo de contribuição, homens podem fazê-lo após 30 anos de atividade e as mulheres, 25. O texto acaba com a modalidade por tempo de contribuição e estabelece a idade mínima de 60 anos para se aposentar, com pelo menos 25 anos de contribuição, para ambos os sexos. Essa regra vale tanto para os professores do setor público como para os do setor privado.
Professores da educação básica têm hoje direito a aposentadoria especial, por idade ou por tempo de contribuição. Na aposentadoria por idade, homens podem requisitá-la aos 55 anos e as mulheres, aos 50. Na por tempo de contribuição, homens podem fazê-lo após 30 anos de atividade e as mulheres, 25. O texto acaba com a modalidade por tempo de contribuição e estabelece a idade mínima de 60 anos para se aposentar, com pelo menos 25 anos de contribuição, para ambos os sexos. Essa regra vale tanto para os professores do setor público como para os do setor privado.
Servidores estaduais e municipais serão afetados depois
As regras do texto da
reforma da Previdência não afetarão imediatamente os servidores estaduais e os
servidores municipais filiados a regimes públicos de aposentadoria, o que
compreende cerca de 5 milhões de pessoas. Em algumas cidades, os servidores são
vinculados ao INSS — são cerca de 1,5 milhão nesse regime. A proposta em
discussão na Câmara estabelece que os Estados e municípios terão seis meses,
após o início da vigência da emenda constitucional — se aprovada —, para
reformar seus respectivos regimes de Previdência. Os Estados e municípios que
não reformarem seus sistemas públicos de Previdência no prazo de seis meses
serão automaticamente submetidos às regras do texto aprovado pelo Congresso.
Militares não entraram na reforma
A Previdência dos
militares das Forças Armadas (Exército, Marinha e Aeronáutica) faz parte do
regime próprio dos servidores da União, mas tem outras regras. Diferentemente
dos trabalhadores vinculados ao INSS e dos servidores públicos civis, os
militares não têm parte do seu salário recolhido para o sistema de Previdência.
A União paga integralmente a aposentadoria de quem trabalhou no Exército, na
Marinha e na Aeronáutica, como se fosse uma despesa de pessoal. Eles contribuem
somente para garantir parte do pagamento de pensões a que seus familiares têm
direito. Os militares começam a receber aposentadoria quando entram para a
reserva, após 30 anos de contribuição. Não há idade mínima. Inicialmente, o
governo cogitou incluir os militares na reforma, mas recuou após pressão das
Forças Armadas e do ministro da Defesa, Raul Jungmann. Agora, a promessa do
Palácio do Planalto é enviar uma proposta com novas regras para as
aposentadorias dos militares após a aprovação da reforma da Previdência.
Mais equilíbrio, com alguns privilégios mantidos
O economista Pedro
Nery, consultor legislativo do Senado e especialista em Previdência, afirmou ao
Nexo que o texto da reforma da Previdência tem alguns pontos que trazem maior
equilíbrio entre o sistema de aposentadoria dos servidores e o do INSS. Um
deles é o aumento da idade mínima exigida para servidores se aposentarem,
equiparando-a com a do regime geral. “Hoje vivemos uma situação paradoxal em
que uma servidora pode se aposentar bem antes que sua empregada”, diz. Ele
elogia a iniciativa do relator da reforma da Previdência de exigir que os
servidores que ingressaram no poder público até 2003 tenham que se aposentar
pela idade mínima de 65 anos para homens e 62 para mulheres caso queiram manter
o direito ao benefício integral e à paridade. Contudo, Nery afirma que a
reforma erra ao não atingir os servidores que já se aposentaram com o que ele chama
de “privilégios” e ganham, hoje, benefícios incompatíveis com o valor que
contribuíram para o sistema.
“Permanece um pensamento conservador em relação a quem ‘já
chegou a outra margem do rio’: o aumento da contribuição dos inativos e o fim
da paridade não estão no radar, e afetariam um grupo que foi pesadamente
subsidiado pelo contribuinte, além de ajudarem na crise dos Estados” Pedro Nery
Economista e consultor legislativo do Senado.
Desigualdade entre os regimes
Desigualdade entre os regimes
Diversos indicadores apontam assimetrias entre os sistemas
de aposentadoria dos servidores públicos e o do INSS. Os pesquisadores Marcelo
Medeiros e Pedro Ferreira de Souza, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada), órgão vinculado ao governo federal , realizaram um estudo sobre a concentração
de renda nos regimes de aposentadoria, com dados de 2008 e 2009, para elaborar
um índice de Gini — que mede a desigualdade de renda — em cada um deles. Esse
índice vai de 0 a 1 — quando mais próximo de 1, mais desigual. Na época, o
índice de Gini geral da renda do trabalho do país era de 0,563. Segundo cálculo
dos pesquisadores, reportado pelo jornal “Valor”, o índice de Gini no sistema
do INSS era de 0,474 — ou seja, menos desigual que o índice geral do país,
atuando como redutor da concentração de renda.
Já o índice do sistema de previdência dos servidores da
União era de 0,822 — reforçava, e muito, a desigualdade do país ao dar
aposentadorias de valor muito alto para alguns e benefícios reduzidos para
muitos outros. O valor do déficit por benefício — na prática, quanto a União
tem de “pagar” para cobrir o rombo — também varia muito entre os sistemas. Em
2015, o regime geral, do INSS, registrou déficit de R$ 85,8 bilhões, para 28,3
milhões de benefícios (aposentadorias e pensões).
Para cada benefício,
a União teve que adicionar R$ 3 mil no ano para fechar a conta. No sistema dos
servidores públicos da União, o déficit no mesmo ano foi de R$ 35,5 bilhões,
para 683 mil benefícios. Ou seja, a União pagou R$ 52 mil extras para cada
benefício no ano, com o objetivo de fechar a conta do sistema. A situação é
pior no regime dos militares. O buraco foi de R$ 88 mil por benefício em 2015 —
resultado do déficit de R$ 32,5 bilhões no ano para 370 mil aposentadorias e
pensões.
segunda-feira, 1 de maio de 2017
O SAL NO RIO GRANDE DO NORTE
Rostand Medeiros Deixe um comentário

A primeira referência que se tem sobre sal no Rio Grande do Norte, encontra-se registrado no documento que Jerônimo d’Albuquerque escreveu a seus filhos Antônio e Matias em 20 de agosto de 1605, onde fala de salinas formadas espontaneamente a aproximadamente 40 léguas ao norte, o que corresponde hoje as salinas de Macau. Desse fato, voltamos a ter notícias quando consultamos o “Alto de repartição das terras” feito em Natal em fevereiro de 1614, onde está escrito que Jerônimo de Albuquerque dera aos filhos Antônio e Matias, em 20 de agosto de 1605, umas salinas que estariam a quarenta léguas para o norte (aproximadamente 240 km), mas que nunca foram cultivadas nem feitas benfeitorias.

Outro registro que encontramos nos velhos livros de história fala que em janeiro de 1644, alguns Tapuias, de volta do Outeiro da Cruz (Maranhão), onde tinham estado em combate, entraram nas salinas de Mossoró e degolaram alguns trabalhadores que ali se encontravam.
Em 1808 os salineiros da região foram beneficiados, quando o rei de Portugal, D. João VI, impossibilitado de receber carregamentos de sal de Portugal, assinou a carta régia que liberava de quaisquer imposições a extração do sal favorecendo, sobremaneira, o comércio interno.

Em 1886 é criado um imposto protecionista para tributar o sal estrangeiro. Dessa forma, o sal produzido no Rio Grande do Norte passa a ser competitivo, e isso impulsiona decisivamente o desenvolvimento da nossa indústria salineira.
No período de 1941/45, houve uma retração na extração do sal, motivada pela diminuição da navegação de cabotagem durante a Segunda Guerra Mundial. Apesar disso, o sal continuou sendo o principal produto comercializado por Mossoró e região, sofrendo oscilações que não comprometeram o mercado de forma mais acentuada.
Os municípios do Rio Grande do Norte produtores de sal são os seguintes: Galinhos, Guamaré, Macau, Areia Branca, Grossos e Mossoró.


Fonte do texto – http://salnautico.com.br/historia.php
Fotos – Coleção do proprietário do Blog Tok de História
MORREU PIMENTEL – UMA RESERVA MORAL DO ASSU
Faleceu
no domingo, dia 30 de abril de 2017, em Natal, Francisco Pimentel Filho
– uma das reservas morais do Assu. Foi um cidadão que, por décadas, se
entregou de corpo e alma para que a atividade do extrativismo da cera de
carnaúba pudesse ser a principal economia da região.
Seu
Pimentel, como era conhecido, foi um homem de vivência regulada e
comum. Na sua simplicidade, coberto pelo manto da honestidade sempre
apoiado pela saudosa esposa Dona Eunice Fonseca Pimentel, conseguiu
formar seus 11 filhos. Um vencedor!
Nasceu
em Assu, na comunidade de Lagoa das Bestas (atualmente comunidade de
Bela Vista – Carnaubais), no dia 12 de fevereiro de 1921.
Adorava ler. Dominava com facilidade a língua portuguesa, geografia e matemática.
Sua
vida era sinônimo de trabalho. Ao completar a maioridade prestou
serviço militar no II Batalhão de Carros de Combate – BCC, em Natal, em
plena segunda guerra mundial.
Retornando
ao Assu trabalhou na empresa de Minervino Wanderley. Após o falecimento
do patrão (Minervino), em 1950, pela sua dedicação e caráter exemplar
foi convidado para ser sócio da empresa Carvalho & Cia.
Enquanto isso cursou contabilidade no Colégio Nossa Senhora das Vitórias, tendo em 1956 recebido o diploma de contador.
Durante décadas, a empresa Carvalho & Cia
atuou como financiadora de pequenos agricultores para o corte do
carnaubal, comprando as produções e transformando-as em “cera gorda”
para depois exportá-las para a América do Norte.
Após
o falecimento de Dona Eunice, os filhos conseguiram convencê-lo a morar
em Natal... não foi fácil deixar a Terra dos Carnaubais – berço de toda
sua prole.
Pimentel
pela naturalidade com que se empenhou em prol do desenvolvimento
econômico da região do Assu, pela sua inteligência, caráter ilibado,
exemplo de dignidade e respeito, enquanto esposo, pai, amigo e, acima de
tudo, modelo de cidadão, era uma das reservas morais do Assu.
O
sepultamento se dará às 16 horas desta segunda-feira, 01 de maio – dia
do trabalhador, no cemitério público Vicente de Paula - Novo Horizonte -
Assu.
PASTORIL
Rostand Medeiros Deixe um comentário

Texto – Valdemar Valente
O Pastoril integra o ciclo das festas
natalinas do Nordeste, particularmente, em Pernambuco, Paraíba, Rio
Grande do Norte e Alagoas. É um dos quatro principais espetáculos
populares nordestinos, sendo os outros o Bumba-meu-boi, Mamulengo e
Fandango.De tais espetáculos, participa o povo ativamente, com suas estimulantes interferências não se comportando apenas como passivo espectador, a exemplo do que acontece com os espetáculos eruditos. Muitas destas interferências, servindo de deixa para inteligentes e engraçadas improvisações, imprimindo ao espetáculo formas diferentes e inesperadas de movimento e animação.
A comunicação entre palco – geralmente um coreto – e platéia – esta, quase sempre ocupando grandes espaços abertos – entre personagens e espectadores, não se faz somente sob influência que a peça, por seu enredo e por sua interpretação, possa exercer sobre a assistência. Nem simplesmente – aqui admitindo teatro erudito bem educado – através dos aplausos convencionais, quase sempre sob forma de palmas. Palmas que às vezes revelam apenas educação ou incentivo.
No Pastoril, os espectadores, representados pelo povo, a comunicação com os personagens faz-se franca e informalmente, não só com palmas, mas com vaias e assobios, com dedos rasgando as bocas, piadas e ditos, apelidos e descomposturas.

Nos começos, o auto natalino, que deve ter surgido na terceira década do século XIII, em Grecio, sua primeira apresentação teatral não passava do drama hierático do nascimento de Jesus, com bailados e cantos especiais, evocando a cena da Natividade.
Com o correr do tempo, os autos baseados na temática natalina se separam em duas direções: uns, seguindo a linha hierática, receberam o nome de Presépios ou Lapinha, outros, de Pastoris.
Em Pernambuco, o primeiro Presépio surgiu nos fins do século XVI, em cerimônia realizada, no Convento de São Francisco, em Olinda.Com as pastorinhas cantando loas, tomou o Presépio não só forma animada, mas dramática, ao lado da pura representação estática de gente e de bichos.
A dramatização do tema, agindo em função didática, permitiu fácil compreensão do episódio na Natividade. A cena para da, evocativa do nascimento de Jesus, movimenta-se, ganha vida, sai do seu mutismo, com a incorporação de recursos, não apenas visuais, também sonoros.

O Pastoril, embora não deixasse de evocar a Natividade, caracteriza-se pelo ar profano. Por certa licenciosidade e até pelo exagero pornográfico, como aconteceu nos Pastoris antigos do Recife.
As pastoras, na forma profana do auto natalino, eram geralmente mulheres de reputação duvidosa, sendo mesmo conhecidas prostitutas, usando roupas escandalosas para a época, caracterizadas pelos decotes arrojados, pondo à mostra os seios, e os vestidos curtíssimos, muito acima dos joelhos.
Do Pastoril faz parte uma figura curiosa: O Velho. Cabia ao Velho, com suas largas calças, seus paletós alambasados, seus folgadíssimos colarinhos, seus ditos, suas piadas, suas anedotas, suas canções obsenas, animar o espetáculo, mexendo com as pastoras, que formavam dois grupos, chamados de cordões: o cordão encarnado e o cordão azul. Também tirava o Velho pilhérias com os espectadores, inclusive, recebendo dinheiro para dar os famosos “bailes”, – descomposturas – em pessoas indicadas como alvo. “Bailes”, que, muitas vezes, terminavam, terminavam, nos pastoris antigos dos arrabaldes do Recife, em charivari, ao qual não faltava a presença de punhais e pistolas.
O Velho também se encarregava de comandar os “leilões”, ofertando rosas e cravos, que recebiam lances cada vez maiores, em benefícios das pastoras, que tinham seus afeiçoados e torcedores. Nos Presépios atuais, como nos Pastoris, encontram-se ainda os dois cordões. O Encarnado, no qual figuram a Mestra, a 1ª do Encarnado e a 2ª do Encarnado, e o Azul, com a Contra-Mestra, a 1ª do Azul e a 2ª do Azul.
Entre os dois cordões, como elemento neutro, moderando a exaltação dos torcedores e simpatizantes, baila a Diana, com seu vestido metade encarnado, metade azul.
Foram famosos no Recife, até começos da década de 30, os pastoris do Velho Bahu, que funcionava aos sábados, ora na Torre, ora na ilha do Leite, também, os dos velhos Catotas, Canela-de-Aço e Herotides.
Hoje, os pastoris desapareceram do Recife. Só nos arrabaldes mais distantes ou em algumas cidades do interior, eles são vistos. Mesmo assim, sem as características que marcavam os velhos pastoris do Recife, não deixando, no entanto, de cantar as jornadas do começo e do fim: a do Boa Noite e da despedida. O que vemos hoje são presépios ou lapinhas.
Presépio tradicional do Recife, exibindo-se em grande sítio do Zumbi, era dos irmãos Valença, infelizmente há vários anos sem funcionar.
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