sexta-feira, 10 de agosto de 2018

A 'FÁBRICA' DE CARRINHOS E O ÔNIBUS DA MINHA INFÂNCIA

Quando criança, na antiga Rua Velha, Chiquinho de Maroca tinha uma 'fábrica' de carrinhos de madeira. Ele aproveitava tábuas e aspas dos medicamentos que vinham nas caixas de madeira para a farmácia de Zelito Calaça.
Francisco também aproveitava as latas vazias de óleo para confeccionar esse brinquedo tão popular entre os meninos da nossa época. O carrinho tinha portas, janelas, pneus de madeira cobertos com borracha, além de fecho de mola. Era um sucesso.
Com dez anos de idade, papai presenteou-me um ônibus de madeira e foi uma alegria imensa. Com o tempo, fiz um laço de amizade com esse transporte coletivo, como se fosse um ônibus de verdade.
Todas as tardes tinha que refazer a estrada para brincar até anoitecer, ao lado da minha casa, pois as pessoas passavam e apagavam a trilha feita no dia anterior.
É claro que existiam 'cidades' com estradas e ruas que brincávamos numa felicidade eterna.
Com minha pequena idade desfrutei a alegria de muitas viagens dirigindo os sonhos da imaginação numa infância feliz.
Marcos Calaça, cronista saudosista.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Admiro gente rica... Rica de gentileza, de afeto, de sentimentos, de reciprocidade, de carinho, de determinação e humildade. Gosto de gente que sorri com os olhos, que abraça com as palavras e nos acolhe com os sentimentos. Gente rica de boas sementes se esbalda com os melhores frutos, tem sempre algo bom a ensinar e a aprender. Gente bonita de coração tem tanta beleza por dentro que chega a transbordar por fora e passa a ter luz própria. Gente rica de tudo isso vive bem, é feliz e trilha seu caminho com fé bonita.

(Yla Fernandes)

Do Facebook.

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QUEIJEIRA VALE DO AÇU




"Queijaria vale do Assu. Uma Org. Joao Gregório Junior e Fátima Gorete e Filhos".


Jean Lopes premiado no concurso fotográfico da Canon




O fotógrafo assuense Jean Lopes acaba de vencer o Concurso Olhares Inspiradores Canon. Promovido pela Canon do Brasil o concurso foi desenvolvido para inspirar na captura de uma história em uma imagem e premiar talentos brasileiros na fotografia.

Esta etapa do concurso ocorrida de 02 de julho a 01 de agosto, teve 3.800 fotos concorrendo no tema cotidiano e o fotógrafo Jean Lopes venceu com um trabalho fotográfico feito em 2006 na comunidade rural de Pataxó, município de Ipanguaçu (RN). Vencedor de várias premiações nacionais e internacionais, essa é a quarta vez que a foto "Pataxó" é premiada. Com esse mesmo trabalho, Jean já tinha vencido o Concurso Leica-Fotografe 2006 - na ocasião, o concurso fotográfico mais disputado da América Latina; o Concurso Fotográfico Cidade de Santa Maria/RS de 2008 e obtido uma terceira colocação no Prêmio João Primo de Fotografia em 2007.

Jean Lopes é fotografo há 25 anos e ao longo de sua carreira conquistou mais de sessenta prêmios no Brasil e no exterior, incluindo o Prêmio Petrobras de Jornalismo, o POY Latam -Pictures of the Year Latim America e o Latinoamericano de Fotografia Documental. Suas fotos já foram expostas em São Paulo, Rio de Janeiro, Argentina, Áustria, México, dentre outros. Já ministrou também oficinas de fotografia em Recife, Natal, Mossoró e Assu.

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AD Comunicação Integrada (84) 99919 4360
Diretor Alderi Dantas - Jornalista

quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Depois de mais de trinta anos o encontro com o conterrâneo e sanfoneiro Zé Rafael, np programa "O Nordeste, a sanfona e a viola' do radialista e produtor cultural Geomar Dantas.
Eu estive no forró
Na Parada Obrigatória,
Encontrei Zé Rafael
Na sanfona tem história,
É de Pedro Avelino
E de grande trajetória.
E viva Zé Rafael
Ele é do nosso torrão,
Antigo sanfoneiro
De São Pedro nosso chão,
Homem de grande valor
Gente simples, nosso irmão.
Marcos Calaça é poeta, cordelista e defensor da cultura.
A imagem pode conter: 2 pessoas, incluindo Marcos Calaça, pessoas tocando instrumentos musicais, sapatos e atividades ao ar livre

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Esta vida

Por Guilherme de Almeida

Um sábio me dizia: esta existência,
não vale a angústia de viver. A ciência,
se fôssemos eternos, num transporte
de desespero inventaria a morte.
Uma célula orgânica aparece
no infinito do tempo. E vibra e cresce
e se desdobra e estala num segundo.
Homem, eis o que somos neste mundo.

Assim falou-me o sábio e eu comecei a ver
dentro da própria morte, o encanto de morrer.

Um monge me dizia: ó mocidade,
és relâmpago ao pé da eternidade!
Pensa: o tempo anda sempre e não repousa; 
esta vida não vale grande coisa.
Uma mulher que chora, um berço a um canto;
o riso, às vezes, quase sempre, um pranto.
Depois o mundo, a luta que intimida,
quadro círios acesos : eis a vida

Isto me disse o monge e eu continuei a ver
dentro da própria morte, o encanto de morrer.

Um pobre me dizia: para o pobre
a vida, é o pão e o andrajo vil que o cobre.
Deus, eu não creio nesta fantasia.
Deus me deu fome e sede a cada dia
mas nunca me deu pão, nem me deu água.
Deu-me a vergonha, a infâmia, a mágoa
de andar de porta em porta, esfarrapado.
Deu-me esta vida: um pão envenenado.

Assim falou-me o pobre e eu continuei a ver,
dentro da própria morte, o encanto de morrer.

Uma mulher me disse: vem comigo!
Fecha os olhos e sonha, meu amigo.
Sonha um lar, uma doce companheira
que queiras muito e que também te queira.
No telhado, um penacho de fumaça.
Cortinas muito brancas na vidraça
Um canário que canta na gaiola.
Que linda a vida lá por dentro rola!

Pela primeira vez eu comecei a ver,
dentro da própria vida, o encanto de viver.


Guilherme de Almeida

                                          Do blog: https://carnaubaisparatodos.blogspot.com/
A vida cumpre os seus ciclos. Nenhuma dor é para sempre! Depois de cada inverno a primavera volta! 


Helena Tannure

 REVISTA SIUZA CRUZ, RIO DE JANEIRO