quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Xingou no Facebook por seu candidato? Cuidado, seu chefe pode estar e olho

Claudia Varella
27/09/2018 04h00
Colaboração para o UOL, em São Paulo
Ideologias, partidos políticos e candidatos. Até que ponto é inofensivo para a sua imagem profissional defendê-los ou atacá-los em redes sociais? Em época de eleição, as redes sociais, como Facebook e Instagram, viraram palco de batalha entre simpatizantes deste ou daquele candidato a presidente do país ou ao governo do estado, com troca de ofensas e uso de memes para enaltecer ou criticar um ou outro.
Fica, então, a pergunta: como agir para defender o seu candidato sem perder uma vaga de trabalho ou ainda colocar seu emprego em risco? Que prejuízos esse ou aquele posicionamento que você faz pode trazer para sua vida profissional?
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Para Andrea Deis, 45, coach de desenvolvimento de carreira, formada em gestão empresarial pela FGV (Fundação Getulio Vargas), as redes sociais são a vitrine de uma pessoa. “Antes de postar qualquer coisa, você deve fazer o seguinte questionamento: o que as pessoas precisam saber de mim? As redes sociais, no fundo, mostram um pouco quem você é”, afirmou.
Segundo ela, no mundo corporativo, as empresas olham as redes sociais dos profissionais que concorrem a uma vaga na companhia para entender como eles pensam e agem. “As empresas usam o LinkedIn para fazer uma análise profissional do candidato à vaga e depois vão para as redes sociais para olhar o seu comportamento. Redes sociais são determinantes hoje no processo de seleção”, declarou.
Marcia Vazquez, 60, gestora de capital humano na Thomas Case & Associados, consultoria que atua na gestão de carreiras e RH, disse que, desde o processo de recrutamento e seleção, as empresas buscam conhecer nas redes sociais os candidatos à vaga.
“Tudo é vasculhado pela empresa, desde suas redes sociais até comentários postados, por exemplo, em matérias de sites. As empresas vão juntando esse tipo de exposição para entender o perfil comportamental daquele funcionário ou profissional candidato à vaga”, afirmou.
Segundo o advogado André Damiani, 43, sócio fundador do escritório Damiani Sociedade de Advogados, o programa de compliance das empresas (códigos de ética e conduta) já prevê em suas políticas internas proibições de publicações ou divulgações de conteúdo nas redes sociais que possam representar ofensa a outras pessoas ou que possam impactar negativamente a imagem da companhia.
São vedadas pelas empresas, disse Damiani, manifestações que depreciem colaboradores ou alimentem preconceito em relação a sexo, raça, opção sexual e religião, por exemplo. “As penalidades para aqueles que descumprirem as normas internas ou externas da empresa vão da advertência até a demissão por justa causa, a depender do caso”, declarou.
Confira dicas de como se portar nas redes sociais nestas eleições, de acordo com as consultoras:

1) Discuta ideias, e não pessoas

Se você quiser, de fato, usar as redes sociais para fazer debate político, sobre este ou aquele candidato, discuta ideais, segundo Andrea. “Promova debates de ideias, que são, de fato, o que interessa para o país. Quem fala de pessoas está fazendo fofoca e pode até estar, mesmo sem saber, difundindo informações falsas sobre elas. No debate, valorize o propósito, que é um país melhor”, afirmou.

2) Não ofenda as pessoas

Mesmo num debate político, quando os ânimos podem estar exaltados, nunca ataque as pessoas com ofensas. “Nunca agrida as pessoas que estão discutindo com você. Foque sempre no debate das ideias”, declarou Andrea.
Para Marcia, a pessoa precisa ter sabedoria “para saber falar”. “Temos o direito de pensar e falar, mas é preciso tomar cuidado sempre, para não ofender, não magoar nem discriminar alguém”, declarou.

3) Respeite para ser respeitado

Você é daqueles que gosta de expor suas opiniões, mas não quer ouvir a dos outros? “Está errado”, disse Andréa. “As pessoas inteligentes devem saber falar e ouvir. O respeito está acima de tudo. Se você quer ser ouvido, tem de saber ouvir. Exponha seus pontos de vista, mas também deixe o outro expor os dele”, declarou.
Para Marcia, as empresas precisam de profissionais com perfis conciliadores. “São aquelas pessoas que sabem ouvir, interpretar e conciliar as partes numa atitude construtiva. O importante é trazer conteúdo para o debate e fazer pensar, pois é na união das diversas contribuições que a gente aprende.”

4) Jamais faça comentários racistas ou preconceituosos

Andrea disse que comentários racistas ou preconceituosos são passíveis de crime. “Por isso, pense antes de escrever qualquer comentário que possa discriminar ou ofender alguém. Não julgue as pessoas nas redes sociais. É preciso sempre medir as palavras”, afirmou.
Marcia, da Thomas Case & Associados, disse que, mesmo conhecendo os valores da empresa na qual trabalham, funcionários "sem limites" estão passíveis de advertências e até de demissão, em casos em que proferem ofensas ou discriminam alguém nas redes sociais. “São atitudes que não condizem com os valores daquela empresa. Como as empresas estão sempre de olho, tudo isso está sendo avaliado”, disse.

5) Não seja extremista

Segundo Andrea, pessoas que têm nas redes sociais opiniões extremistas, como desejar a morte de alguém, e atitudes agressivas, como xingar candidatos e seus simpatizantes ou incitar atos violentos, não são bem vistas pelas empresas.
“As empresas entendem que os candidatos à vaga que têm esse perfil nas redes sociais são individualistas e escutam pouco. Por isso, o seu custo para a empresa é alto, pois, até que esse tipo de funcionário se adapte e comece a dar retorno financeiro, leva tempo”, afirmou.

6) Cuidado até em grupos privados

Marcia disse que, mesmo em grupos privados nas redes sociais, é preciso ter cuidado. “Estamos num momento em que precisamos ficar atentos a tudo que falamos, escrevemos, curtimos ou compartilhamos. Mesmo em grupos fechados nas redes sociais, as pessoas podem disseminar suas ideias para fora do grupo, interpretando de maneira diferente o que você falou”, afirmou.

Imagem da empresa x liberdade de expressão

As empresas, no geral, respeitam o direito constitucional de manifestação do indivíduo, mas também incentivam seus funcionários a se pautarem pela moderação dos discursos individuais, segundo Márcia.
Para ela, os funcionários são parte da marca da empresa. “O código de conduta das empresas normalmente fala em cuidar desta marca. Isso significa, portanto, cuidar de nossas comunicações e comportamentos. Tudo pode ser dito desde que de maneira assertiva e focada, respeitosa conosco e com os demais. Nós somos a marca da empresa em que trabalhamos.”
Márcia disse que a empresa pode monitorar o colaborador nas redes sociais e “fazê-lo entender que ele é parte fundamental para a imagem e reputação da companhia”.
Segundo o advogado Damiani, a liberdade de informação e de manifestação do pensamento “não é sinônimo de impunidade” no que se refere a eventuais ofensas contra a honra, a imagem e a dignidade da pessoa.
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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Eu voto numa gazela
Num pedaço de imbira
Numa espinha de traíra
Na tampa de uma panela
Eu voto numa suvela
Num pedaço de carvão
Voto num pano de chão
Numa cadela com xanha
Voto na mãe de pantanha
Mas num poste, voto não!
Voto num galo goguento
Apoio até João badalo
Voto na tampa de um ralo
Num cachorro bem sarnento
Voto em qualquer lazarento
Na zuada de um trovão
Eu voto num gavião
Mas não voto num fantoche
Dou meu voto ate num broche
Mas num poste, voto não!
Eu voto num carroceiro
Numa velha maltrapilha
Mas não elejo quadrilha
Pra roubar nosso dinheiro
Não dou voto a cachaceiro
Que vive numa prisão
Eu voto até num furão
Voto num arroto xôco
Voto na bucha de um côco
Mas num poste, voto não!
Por ser um bom eleitor
Voto numa muriçoca
Voto numa franga choca
Na carroça de um trator
Num avião sem motor
Numa casca de limão
Voto na irmã do cão
Numa quenga depravada
Voto num cabo de enxada
Mas num poste, voto não!
Pra mudar este pais
Eu voto até numa muda
Não voto em cobra barbuda
Que tem nome de Luiz
Voto numa meretriz
Dou meu voto a safadão
Mas gigolô de ladrão
Nessa terra eu não aceito
Dou meu voto num confeito
Mas num (POSTE) voto não!
Autor e poeta (Ramim Alejado /Sta Cruz-RN)
Pelo telefone


Ignoro quem tu és,
de onde vens,
aonde irás;
amo-te pelo enigma pertinaz
que em ti me atrai e me intimida,
por essa música mendaz
de tua voz
que alvoroçou minha audição
e me vem desviando a vida
de seu destino de solidão.
 
Ignoro quem tu és,
de onde vens,
aonde irás...
Fala-me sempre,
mente mais;
não te posso exprimir o pavor que me invade,
as aflições que me consomem,
ao meditar na triste realidade
de que deve ser feita
essa tua alma de homem.
Ignoro quem tu és,
de onde vens,
aonde irás,
audaz
desconhecido;
tua palavra mente ao meu ouvido,
mas não mente essa voz que me treslouca!
— Ela é o amor que me chama por tua boca,
num apelo tristonho,
de saudade;
é a exortação do sonho
à minha rara sensibilidade.
Ignoro quem tu és,
de onde vens,
aonde irás:
amo a ilusão que tua voz me traz.
a falsidade em que procuro crer.
 
Fala-me sempre, mente mais,
que de mim só mereces tanto apreço,
ó nebuloso, porque desconheço
as humanas misérias de teu ser!
Mas nesta solidão a que me imponho,
quando quedo em silêncio
a te aguardar a voz,
como se torna teu enigma atroz,
que ânsia de estrangular este formoso sonho,
de transpor os espaços,
de bem te conhecer,
de me atirar depressa,
inteira,
nos teus braços,
de te possuir só para te esquecer!...

(Gilka Machado)
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terça-feira, 25 de setembro de 2018

Oh, morte negra e ingrata
Tua justiça eu renego
Eu sei que você me mata
Mas nem morrendo me entrego
A mágoa que carrego
Fere-me como uma seta
Prossiga na meta
Mate tudo nesse mundo
Mas nunca mate um POETA.

José Cproplano Ribeiro, poeta de Ipaguaçu.
Pode ser João da Bodega,
Raimundo ou Zé dos Estrondos,
Antônio dos Maribondos,
E o véi do saco que pega.
Até mesmo a Cabra Cega,
Jeca Tatu ou Cascão,
O cavalinho do cão,
Cicrano junto a Beltrano,
Voto até em Seu Fulano
Qualquer um, mas nele não.
Eu voto em Roque Santeiro,
No famoso Mazaropi,
Nas respostas de Artropi,
Numa colher de pedreiro.
Num mocotó de carneiro,
Na folha de cançanção,
Na fumaça de um pirão,
Num cabelo de bigode
Voto em suvaco de bode,
Na mulesta e nele não.
Rés tegue ele não!

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

"De repente, o silêncio no peito
Mas, o grito na garganta...
De dúvida e desespero... não era verdade!
Essa coisa assim, esse medo, sem ter jeito
Esse grito forte, essa dor tanta
Essa dor da certeza, que já é saudade.
Tudo acontece tão de repente
Parece que tudo não passa de um sonho
Um pesadelo, que a gente quer acordar
Tasso da Silveira um homem contente
Que em versos agora componho
Meu grito, não posso calar.
Muitas vezes eu me pergunto, sem resposta
Para onde vai toda essa força que a gente tem
Quando perdemos alguém que a gente gosta...
É que a realidade da vida se apresenta
Quando alguém parte sem explicação, sem volta.
Mas, a vida é mais forte que a morte.
Pois a morte que pra gente é certa
É apenas o começo de uma nova vida
Que não terá fim, será eterna..".
Wiliame Caldas..27/09/2018...

Notícia que agente não gosta de dar/ Nota de falecimento

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Comunicamos com profundo pesar  o falecimento do amigo Tasso da Silveira.
levamos nossos votos de pesar a toda família.

Ex-secretário de saúde, poeta, comerciante, torcedor fanático do Fluminense, Tarso era uma figura emblemática em Ipanguaçu.

Sua pequena loja próximo ao Banco do Brasil era movimentada diariamente, sua presença nos cortejos fúnebres no município e sentimento de pesar aos familiares era marca registrada de sua humildade. Sábio e comunicativo, ele discursou ontem a frase de Dix-Huit Rosado durante um evento político na cidade. 

Menos de 24h de sua empolgação, de sua vontade e envolvimento pela política, um desfecho triste retira seu corpo desta vida.

É difícil de entender cada capítulo neste mundo, mas seu legado e a admiração que conquistou, permanecerá presente sobre o território dos 15 mil habitantes que conheceram esse homem.

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sábado, 22 de setembro de 2018

Baseada no best-seller homônimo de Augusto Cury, O Vendedor de Sonhos ganha versão teatral, adaptada pelo próprio escritor! Será no dia 19 de outubro, aqui no Teatro Riachuelo Natal. Ingressos em Uhuu.

 REVISTA SIUZA CRUZ, RIO DE JANEIRO