sábado, 2 de março de 2019
sexta-feira, 1 de março de 2019
GRUTA DOS PINGOS
Localiza-se a cerca de 14 quilômetros do centro da cidade do Assu na comunidade Pingos. É uma caverna com aproximadamente 22 metros de largura por 08 metros de altura. Possui duas cavidades: uma que dá condição de penetrar, por aproximadamente 50 metros (sem a ajuda de equipamentos), onde se pode observar a passagem de um pequeno riacho. A outra é a que dá nome a gruta, ou seja, o teto pinga incessantemente de seca a inverno.
A área é de difícil acesso. As visitas necessitam de guias, em virtude da existência de despenhadeiros próximos a entrada. Existem ainda abelhas, morcegos, diversos tipos de insetos e animais de pequenos portes que necessitam de preservação para assegurarem o ecossistema da gruta e da compacta mata de caatinga.
Postado por Ivan Pinheiro Bezerra
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
CARNAVAL
Gritos se agitam fora... E' a mascarada
- Uma sombra, outra sombra se insinua
Momo de guiso e os arlequins na rua...
E tudo rola pela desfilada...
Dizer tudo é não dizer de nada...
E' a verdade mais negra, esta mão crua
E' tudo ver por uma só calçada,
Tudo nos raios de uma mesma lua...
Ouço fora e lá dentro... Que se olha
Há, gigantesco, no perfil que avulta
Um portentoso vulto que encandeia...
Traço por traço, o coração retalha...
... E enquanto o gênio como um sol trabalha
A multidão lá fora cambaleia...
João Lins Caldas
(Do jornal O Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, 1924):
Gritos se agitam fora... E' a mascarada
- Uma sombra, outra sombra se insinua
Momo de guiso e os arlequins na rua...
E tudo rola pela desfilada...
Dizer tudo é não dizer de nada...
E' a verdade mais negra, esta mão crua
E' tudo ver por uma só calçada,
Tudo nos raios de uma mesma lua...
Ouço fora e lá dentro... Que se olha
Há, gigantesco, no perfil que avulta
Um portentoso vulto que encandeia...
Traço por traço, o coração retalha...
... E enquanto o gênio como um sol trabalha
A multidão lá fora cambaleia...
João Lins Caldas
(Do jornal O Correio da Manhã, do Rio de Janeiro, 1924):
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
Mote
*Eu criei um baú no meu passado*
*Pra trazer as lembranças pro presente.*
*Glosas*
As vezes eu recorro à memória
Rebuscando as coisas que eu vivi
E hoje nessa busca eu sorri
Deparei-com uma bela história
Eu nela recordei a bela Glória
Um amor quando eu era adolescente
Essa lembrança me deixou contente
E fiquei a sonhar meio acordado
*Eu criei um baú no meu passado*
*Pra trazer as lembranças pro presente.*
2.
Nesse mesmo passado eu encontrei
As sombrinhas* do parque da “infânça”
Onde Glória e eu, quase criança
Embalados no alto a beijei
Desse amor, muito pouco aproveitei
Ela era uma moça descente
E eu um garoto inexperiente
Tive medo de ser muito ousado
*Eu criei um baú no meu passado*
*Pra trazer as lembranças pro presente.*
3.
Pauferrenses que são de minha idade
Lembram bem do parque de diversão
Das canoas, sombrinha, onde o povão
Na maior praça da nossa cidade
Disputavam com grande vaidade
Pra mostrar que era mais competente
Empurrando a cadeira da frente
Daquele a quem estava agarrado
*Eu criei um baú no meu passado*
*Pra trazer as lembranças pro presente.
Rebuscando as coisas que eu vivi
E hoje nessa busca eu sorri
Deparei-com uma bela história
Eu nela recordei a bela Glória
Um amor quando eu era adolescente
Essa lembrança me deixou contente
E fiquei a sonhar meio acordado
*Eu criei um baú no meu passado*
*Pra trazer as lembranças pro presente.*
2.
Nesse mesmo passado eu encontrei
As sombrinhas* do parque da “infânça”
Onde Glória e eu, quase criança
Embalados no alto a beijei
Desse amor, muito pouco aproveitei
Ela era uma moça descente
E eu um garoto inexperiente
Tive medo de ser muito ousado
*Eu criei um baú no meu passado*
*Pra trazer as lembranças pro presente.*
3.
Pauferrenses que são de minha idade
Lembram bem do parque de diversão
Das canoas, sombrinha, onde o povão
Na maior praça da nossa cidade
Disputavam com grande vaidade
Pra mostrar que era mais competente
Empurrando a cadeira da frente
Daquele a quem estava agarrado
*Eu criei um baú no meu passado*
*Pra trazer as lembranças pro presente.
Natal (RN), 18 de fevereiro de 2019.
Dedé de Dedeca.
Nada vale mais que a vida
E a felicidade não tem preço
E nem procure uma saída
Nem invente outro endereço.
E a felicidade não tem preço
E nem procure uma saída
Nem invente outro endereço.
Não tente enganar o coração
Tentar criar outros valores
Querer viver uma outra razão
Negar na vida seus amores.
Tentar criar outros valores
Querer viver uma outra razão
Negar na vida seus amores.
Não ser todo por inteiro
Acreditar no derradeiro
E se troca tudo em vão.
Acreditar no derradeiro
E se troca tudo em vão.
Quando se ama por dinheiro
Se renuncia amor verdadeiro
E não faz feliz o coração.
Se renuncia amor verdadeiro
E não faz feliz o coração.
(Wíliame Caldas, poeta de Ipanguaçu-RN
25/10/2018)
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019
As expressões do Carnaval e suas origens em exposição
Roupas e máscaras de símbolos do Carnaval estão na mostra "Aptidão para a Alegria: Vem de Berço", em cartaz na Fundação Joaquim Nabuco, no Derby
Por: Paulo Trigueiro em 10/02/19

Caboclo de lançaFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco
O Mateus é um personagem que surgiu com o fim da escravidão no Brasil. “Ele aparece zombando de quem os escravizava. Na prática, ele é como um produtor cultural de hoje em dia, porque sua função era ir na frente dos maracatus aos locais de apresentação. Ele via se aquela cidade receberia bem o maracatu. Dependendo do que percebesse, o maracatu seguiria por outro caminho”, explica o historiador Severino Vicente. Mateus aparece sempre com sua companheira, Catirina, e a burrinha. Também é muito importante na brincadeira do Cavalo Marinho, outra festa originária da Zona da Mata Norte.
CALUNGA
A professora de História da UFPE Bartira Ferraz explica que as bonecas que aparecem no Carnaval carregadas por mãos dançantes de mulheres em apresentações de maracatu são as calungas. “É um termo usado em quimbundo para ‘pessoa ilustre’ e, na língua quioco, para dizer ‘mar’, como nos cânticos de macumba e candomblés cariocas e baianos. No dicionário de Luís da Câmara Cascudo, Calunga significa boneca, figura humana ou animal feita de pano, de madeira, de osso ou de metal. A Calunga pode ser considerada como um elemento totêmico no dizer de Mário de Andrade e é usada em rituais e cortejos representando entidades.”
O Mateus é um personagem que surgiu com o fim da escravidão no Brasil. “Ele aparece zombando de quem os escravizava. Na prática, ele é como um produtor cultural de hoje em dia, porque sua função era ir na frente dos maracatus aos locais de apresentação. Ele via se aquela cidade receberia bem o maracatu. Dependendo do que percebesse, o maracatu seguiria por outro caminho”, explica o historiador Severino Vicente. Mateus aparece sempre com sua companheira, Catirina, e a burrinha. Também é muito importante na brincadeira do Cavalo Marinho, outra festa originária da Zona da Mata Norte.
CALUNGA
A professora de História da UFPE Bartira Ferraz explica que as bonecas que aparecem no Carnaval carregadas por mãos dançantes de mulheres em apresentações de maracatu são as calungas. “É um termo usado em quimbundo para ‘pessoa ilustre’ e, na língua quioco, para dizer ‘mar’, como nos cânticos de macumba e candomblés cariocas e baianos. No dicionário de Luís da Câmara Cascudo, Calunga significa boneca, figura humana ou animal feita de pano, de madeira, de osso ou de metal. A Calunga pode ser considerada como um elemento totêmico no dizer de Mário de Andrade e é usada em rituais e cortejos representando entidades.”

Caretas - Crédito: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco
CARETAS
Os caretas surgiram de uma única pessoa. Um homem que, com um chicote, abria o
espaço para as procissões em Triunfo. “Inicialmente, o careta era próprio dos tempos de
Páscoa”, contou Severino Vicente, que foi até o local conhecer e estudar o brinquedo.
Segundo ele, grupos anônimos utilizando as máscaras passaram a repetir o
omportamento desse brincante originário. “Até hoje permanecem anônimos. São
pessoas da comunidade, dos bairros próximos, mas não mostram os rostos nem falam
quem são. O que mais impressiona é a habilidade de manuseio que eles têm com os
chicotes pelas ladeiras de Triunfo.”
LA URSA
La Ursa é pernambucana. Mas não totalmente. “Não haver ursos de verdade em
Pernambuco já é uma dica de que a brincadeira é um resquício de folguedos europeus”,
conta o doutor em História pela UFPE Severino Vicente. Mais precisamente das
brincadeiras de ursos e caçadores, que, inclusive ainda hoje existe no Brasil.
“A La Ursa é uma forma de pedir dinheiro durante o período carnavalesco, ao mesmo
tempo em que diverte as pessoas. E essa brincadeira, tendo origem a partir daquela,
europeia, é daqui do estado. Tenho visto com muita frequência acontecer na praia, mas
não acontece só lá.” Qualquer rua pode ser palco para uma La Ursa.
FANTASIAS
As fantasias, incluindo as máscaras, têm origem no Carnaval de Veneza, na Itália. “A
ideia foi trazida ao Brasil e, aqui, como tudo que chega, foi reorganizada à maneira da
população local. As pessoas expunham suas fantasias nas ruas, como uma exibição.
Mas também há a ideia de viver uma personalidade diferente quando a gente se fantasia”,
conta Vicente.
Tela do pintor Bajado
Tela do pintor Bajado - Crédito: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco
Os caretas surgiram de uma única pessoa. Um homem que, com um chicote, abria o
espaço para as procissões em Triunfo. “Inicialmente, o careta era próprio dos tempos de
Páscoa”, contou Severino Vicente, que foi até o local conhecer e estudar o brinquedo.
Segundo ele, grupos anônimos utilizando as máscaras passaram a repetir o
omportamento desse brincante originário. “Até hoje permanecem anônimos. São
pessoas da comunidade, dos bairros próximos, mas não mostram os rostos nem falam
quem são. O que mais impressiona é a habilidade de manuseio que eles têm com os
chicotes pelas ladeiras de Triunfo.”
LA URSA
La Ursa é pernambucana. Mas não totalmente. “Não haver ursos de verdade em
Pernambuco já é uma dica de que a brincadeira é um resquício de folguedos europeus”,
conta o doutor em História pela UFPE Severino Vicente. Mais precisamente das
brincadeiras de ursos e caçadores, que, inclusive ainda hoje existe no Brasil.
“A La Ursa é uma forma de pedir dinheiro durante o período carnavalesco, ao mesmo
tempo em que diverte as pessoas. E essa brincadeira, tendo origem a partir daquela,
europeia, é daqui do estado. Tenho visto com muita frequência acontecer na praia, mas
não acontece só lá.” Qualquer rua pode ser palco para uma La Ursa.
FANTASIAS
As fantasias, incluindo as máscaras, têm origem no Carnaval de Veneza, na Itália. “A
ideia foi trazida ao Brasil e, aqui, como tudo que chega, foi reorganizada à maneira da
população local. As pessoas expunham suas fantasias nas ruas, como uma exibição.
Mas também há a ideia de viver uma personalidade diferente quando a gente se fantasia”,
conta Vicente.
Tela do pintor Bajado
Tela do pintor Bajado - Crédito: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Tela do pintor Bajado - Crédito: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco
BAJADO
Quatro quadros de Bajados estão expostos. Todos voltados ao carnaval, um dos temas
mais recorrentes da obra do pintor maraialense. Bajado tem relação estreita com a folia.
De acordo com pesquisa de Regina Coeli Vieira, da Fundaj, ele retratou os clubes
carnavalescos de Olinda, Pernambuco, Pitombeira dos Quatro Cantos, Elefante,
O Homem da Meia-Noite, Cariri, Vassourinhas, assim como o frevo rasgado na
Ribeira, Largo do Amparo, Varadouro, Praça do Carmo. “Sua tendência artística era
a liberdade de estética, comum na arte moderna, e suas obras retratavam tanto os
folguedos carnavalescos, como também reverenciavam personalidades ilustres da
sociedade pernambucana.”
Quatro quadros de Bajados estão expostos. Todos voltados ao carnaval, um dos temas
mais recorrentes da obra do pintor maraialense. Bajado tem relação estreita com a folia.
De acordo com pesquisa de Regina Coeli Vieira, da Fundaj, ele retratou os clubes
carnavalescos de Olinda, Pernambuco, Pitombeira dos Quatro Cantos, Elefante,
O Homem da Meia-Noite, Cariri, Vassourinhas, assim como o frevo rasgado na
Ribeira, Largo do Amparo, Varadouro, Praça do Carmo. “Sua tendência artística era
a liberdade de estética, comum na arte moderna, e suas obras retratavam tanto os
folguedos carnavalescos, como também reverenciavam personalidades ilustres da
sociedade pernambucana.”
https://www.folhape.com.br
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UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO





