
segunda-feira, 25 de março de 2019
Numa quarta feira de cinzas de 1972 atracou em Natal através de um acordo de intercâmbio entre o Rio grande do norte e os Estados unidos o navio hospital Hope , sua missão passar mais ou menos 10 meses em Natal para com isso fazer intercâmbio da medicina do tio Sam com os médicos locais , com uma tripulação de 100 médicos e 150 enfermeiros além de 100 leitos , esse navio foi de grande valia para a cidade , inclusive temos alguns natalenses q vieram a nascer a bordo desse belo navio
Acervo : blog BG
att : Ricardo França
att : Ricardo França
ODE A EÇILIO PINHEIRO
Surgiu sem riso a aurora
no dia nove de abril.
Solitária a natureza
clamava no céu do Brasil.
A tudo causou surpresa,
o roseiral com tristeza
Perfume não exalou.
A tortura foi completa
Quando esse imortal poeta
viajou...
A floresta ficou triste, a cigarra não cantou Só a morte gargalhou, o seu golpe ninguém resiste. Padeceu a campina no mar a mimosa ondina, Consternada soluçou. Sentiu o Brasil inteiro, Quando a radio anunciou: Morreu Eçilio pinheiro! Nenhum pássaro gorjeou, ao sol faltou claridade, A lua só de saudade nesta noite não brilhou! Todo universo chorou, a morte do filho amado O vento soprou calado, a manhã nasceu sem graça O prenuncio da desgraça fez do dia a madrugada. Entristeceram os lírios, jasmim, dálias, açucenas Magnólias e verbenas se vestiram de martírio; Estrelas cometa e sírios soluçavam sem conforto Reclamava todo horto com o silencio na fronte, Denegrido o horizonte deplorava! Eçilio morto. E sua triste viola, desprezada, coitadinha! A magoa que lhe assola é maior do que a minha. Ergues seus repentes saídos da boca quente Como a eletricidade; hoje vivem em abandono Reclama chora a seu dono que voou pra eternidade. O céu mudou seu manto as nuvens ficaram pretas Penalizado os planetas chorava a amargurando Cada poeta em seu canto gritava reclamação, Somente a constelação sorria constantemente Por sabe que o eminente foi eleito na amplidão. Este lutador invicto a voz do fraco e do forte Matou o maior poeta do Rio Grande do Norte, Cada alma atribulada pela tristeza causada Aos pais, mães e filhos, que blasfemavam ao mausoléu porém os anjos do céu cantavam em estribilhos. Adeus Eçilio Pinheiro, não te avistarei jamais A carne não resta mais só o teu nome violeiro, Ficarás como o primeiro cantador deste Brasil O teu vulto varonil entrou na voz da historia; Subiste ao reino da gloria no dia nove de abril. Adeus Eçilio Pinheiro, não te avistarei jamais A carne não resta mais só o teu nome companheiro Enlutastes por inteiro do mais fraco ao atleta Tua linguagem correta projetou-se como a luz Converse lá com Jesus ele também foi poeta. Eçilio! como colega não pretendo aborrecer, Mas necessito saber se no além tem bodega? Eu sei você não nega por ser um homem bizarro, Diga se vende cigarro, cachaça, fosforo e fumo Mande dizer no resumo Se tem cachimbo de barro? Conte Eçilio, como vai? Se já glosou com Bocage Viu Mané de Bobagem e conversou com papai? Diga se São Pedro sai a passear com os poetas? Conte a historia completa Esclareça tudo direitinho Conte também amiguinho se a viagem foi direta? Eçilio, aguarde o dia, reserve-me um lugar Preciso me deleitar com você na poesia, Conserve a soberania de qualidade e apreço Mande certo o endereço de você e dos colegas Não permita ir às cegas, eu sabendo não padeço. Você que foi boêmio Menestrel sonhador Mande dizer por favor se ai já se extreme-o Confesse se já ganhou premio por dedilhar violão Narre tudo meu irmão o passado e o presente Explique sinceramente se existe a tal salvação Tua justiça eu renego oh! Morte negra e ingrata. Bem sei que você me mata mas nem morrendo me entrego a magoa que eu carrego fere-me como uma seta, prossiga na sua meta mate o sábio e o vagabundo, mate tudo nesse mundo mas nunca mate um poeta.
(José Coriolano, poeta de Ipanguaçu/RN)
Poema enviado por Franz Bezerra de Oliveira
A floresta ficou triste, a cigarra não cantou Só a morte gargalhou, o seu golpe ninguém resiste. Padeceu a campina no mar a mimosa ondina, Consternada soluçou. Sentiu o Brasil inteiro, Quando a radio anunciou: Morreu Eçilio pinheiro! Nenhum pássaro gorjeou, ao sol faltou claridade, A lua só de saudade nesta noite não brilhou! Todo universo chorou, a morte do filho amado O vento soprou calado, a manhã nasceu sem graça O prenuncio da desgraça fez do dia a madrugada. Entristeceram os lírios, jasmim, dálias, açucenas Magnólias e verbenas se vestiram de martírio; Estrelas cometa e sírios soluçavam sem conforto Reclamava todo horto com o silencio na fronte, Denegrido o horizonte deplorava! Eçilio morto. E sua triste viola, desprezada, coitadinha! A magoa que lhe assola é maior do que a minha. Ergues seus repentes saídos da boca quente Como a eletricidade; hoje vivem em abandono Reclama chora a seu dono que voou pra eternidade. O céu mudou seu manto as nuvens ficaram pretas Penalizado os planetas chorava a amargurando Cada poeta em seu canto gritava reclamação, Somente a constelação sorria constantemente Por sabe que o eminente foi eleito na amplidão. Este lutador invicto a voz do fraco e do forte Matou o maior poeta do Rio Grande do Norte, Cada alma atribulada pela tristeza causada Aos pais, mães e filhos, que blasfemavam ao mausoléu porém os anjos do céu cantavam em estribilhos. Adeus Eçilio Pinheiro, não te avistarei jamais A carne não resta mais só o teu nome violeiro, Ficarás como o primeiro cantador deste Brasil O teu vulto varonil entrou na voz da historia; Subiste ao reino da gloria no dia nove de abril. Adeus Eçilio Pinheiro, não te avistarei jamais A carne não resta mais só o teu nome companheiro Enlutastes por inteiro do mais fraco ao atleta Tua linguagem correta projetou-se como a luz Converse lá com Jesus ele também foi poeta. Eçilio! como colega não pretendo aborrecer, Mas necessito saber se no além tem bodega? Eu sei você não nega por ser um homem bizarro, Diga se vende cigarro, cachaça, fosforo e fumo Mande dizer no resumo Se tem cachimbo de barro? Conte Eçilio, como vai? Se já glosou com Bocage Viu Mané de Bobagem e conversou com papai? Diga se São Pedro sai a passear com os poetas? Conte a historia completa Esclareça tudo direitinho Conte também amiguinho se a viagem foi direta? Eçilio, aguarde o dia, reserve-me um lugar Preciso me deleitar com você na poesia, Conserve a soberania de qualidade e apreço Mande certo o endereço de você e dos colegas Não permita ir às cegas, eu sabendo não padeço. Você que foi boêmio Menestrel sonhador Mande dizer por favor se ai já se extreme-o Confesse se já ganhou premio por dedilhar violão Narre tudo meu irmão o passado e o presente Explique sinceramente se existe a tal salvação Tua justiça eu renego oh! Morte negra e ingrata. Bem sei que você me mata mas nem morrendo me entrego a magoa que eu carrego fere-me como uma seta, prossiga na sua meta mate o sábio e o vagabundo, mate tudo nesse mundo mas nunca mate um poeta.
(José Coriolano, poeta de Ipanguaçu/RN)
Poema enviado por Franz Bezerra de Oliveira
Juvino Barreto.
Jeanne Nesi, in Caminhos de Natal
Juvino César Paes Barreto nasceu no município pernambucano de Aliança, a 2 de fevereiro de 1847, filho do coronel Leandro César Paes Barreto, republicano e insurgente da Revolução Praieira (1848), e Umbelina de Medeiros César.
Aos 10 anos de idade, Juvino ficou órfão de pai e passou a trabalhar como caixeiro viajante, em um estabelecimento de Nazaré (PE). À noite, ele ainda trabalhava em uma pequena oficina de encadernação, instalada em sua própria residência. Em 1869, associou-se ao irmão, Júlio Barreto, estabelecendo-se em Macaíba, neste Estado.
Juvino Barreto casou-se em 28 de janeiro de 1873, com Inês Augusta Paes Barreto, filha de Amaro Barreto. Transferindo-se para o Recife, ali passou a dirigir a firma Júlio & Irmão. Voltou em seguida, passando a residir com o sogro e com um cunhado, Fabrício Maranhão, no Porto de Guarapes, em Macaíba.
Juvino sonhou um dia construir uma fábrica de tecidos em Natal. Tirol proveito das Leis Nºs 732, de 9 de agosto de 1875 e 773, de 9 de dezembro de 1876 e dispôs de 8.000 metros quadrados de terreno, no começo da então Rua da Cruz.
Comprou na Inglaterra as mais modernas máquinas existentes na época, com o compromisso de pagá-las com os lucros obtidos.
Em 24 de maio de 1886, lançou a pedra fundamental do edifício fabril, em cerimônia presidida pelo presidente da província, José Moreira Alves da Silva. A fábrica foi inaugurada em 21 de julho de 1888. Junto à fábrica, Juvino construiu vila, escola, capela e prestou assistência médica completa aos seus operários.
Segundo Câmara Cascudo, Juvino era homem "pequeno, forte, moreno, barba cerrada, sempre de casemira, com um revólver metido entre a calça e o colete, revólver que jamais disparou".
Juvino Barreto era católico fervoroso, caridoso e de grande visão social, tendo sido considerado um modelo ideal de patrão. Foi o fundador da "Libertadora Macaibense", conseguindo um grande número de alforrias de escravos. Foi condecorado com a Imperial Ordem da Rosa, pelos serviços prestados à causa abolicionista. Também foi sócio do Clube do Cupim e Oficial Superior da Guarda Nacional.
Em frente à sua fábrica, Juvino construiu um notável palacete, que hoje abriga o Colégio Salesiano São José, e ali criou seus 14 filhos. A casa foi construída em um imenso sítio que abrangia todo um quarteirão.
Ainda em vida, Juvino doou, conjuntamente com a esposa Inês, a casa com todas as benfeitorias existentes na chác
MEU NOVO LIVRO – SOBREVOO – EPISÓDIOS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NO RIO GRANDE DO NORTE
ROSTAND MEDEIROS 1 COMENTÁRIO

No próximo dia 2 de abril de 2019, em parceria com o SEBRAE, estarei lançando o livro “SOBREVOO – EPISÓDIOS DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL NO RIO GRANDE DO NORTE”, que é parte da “Coleção a participação do Rio Grande do Norte na Segunda Guerra Mundial”.

Além desse meu trabalho, o quinto na minha carreira, eu estarei nesse lançamento ao lado dos amigos Leonardo Dantas e José Correia Torres Neto, que disponibilizarão dois interessantes trabalhos sobre o tema.

Entre as histórias do meu “Sobrevoo”, trago os fatos do trágico acidente aéreo de um hidroavião Catalina, da esquadrilha VP-45, que caiu em solo Riachuelense no dia 10 maio de 1944, mais precisamente nas terras da Fazenda Lagoa Nova, vitimando 10 aviadores da Marinha dos Estados Unidos.

Como autor Dessa obra quero deixar de público os meus mais sinceros agradecimentos ao povo riachuelense. Especialmente a prefeita Mara Cavalcanti, ao Sr. José Lourenço Filho (verdadeira memória viva dessa cidade) e ao amigo Aílton de Freitas Macedo, cuja atenção, o empenho e o gosto que possui pela história de sua terra foram para mim ferramentas preciosas e fundamentais para a concretização desse trabalho.

Por João Celso Neto
Quanto mais sou nordestino
Mais tenho orgulho de ser
Mesmo quando era menino
Já pensava desse jeito,
Com força, bato no peito
QUANTO MAIS SOU NORDESTINO.
Será sempre meu destino
Sem mudar até morrer.
É enorme meu prazer,
Ser açuense é uma graça,
Quanto mais o tempo passa
MAIS TENHO ORGULHO DE SER
(24/3/2019)
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UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO





