quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Antiga firma de compra e venda, exportação e importação de cera de carnaúba, algodão peles e couros. De propriedade de Fernando Tavares (Vem-vem). Avô paterno do editor deste blog.


terça-feira, 5 de novembro de 2019

A minha querida cidade de Assu, um dos município brasileiros da maior importância com destaque na poesia, agora se torna mais conhecida ainda através do craque Gabriel Veron que orgulha a terra assuense com o seu futebol. Sucesso Gabriel Veron - o "Raio" como está sendo chamado. Veja o artigo publicado em "Tribuna do Norte", de Natal. (Fernando Caldas).

TRIBUNADONORTE.COM.BR
Assu foi lembrando em rede nacional e porque não dizer internacional. Após fazer um golaço na vitória do Brasil sobre Angola, por 2 a 0, na fase d







O falso é às vezes a verdade de cabeça pra baixo.

Freud

De: Olhando as estrelas (http://simplesana4.zip.net/).

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

"MESA DE BAR"

O titulo acima além de ser titulo de um poema do poeta assuense Renato Caldas, é também titulo de um livro que ele desejava publicar. Pois bem. Certo dia, estando aquele bardo tomando 'umas e outras'', recebeu de uma senhora, o seguinte mote: "Mesa de Bar". Ali mesmo o bardo Renato que já sentia a perda da visão escreveu numa feliz inspiração, o poema adiante::

Tenho mais de setenta anos, nesta idade
Dona morte me ronda com certeza,
Seja meu companheiro nesta mesa
Ah! Vamos recordar, sentir saudade.
Mesmo no escuro vejo a claridade
Das garrafas, qual lindo refletores
Iluminando os velhos dissabores
Eu preciso por fim a esta desgraça
Que no efeito divino da cachaça
As lembranças fenecem como flores.
Nenhuma descrição de foto disponível.

domingo, 3 de novembro de 2019

A lua cheia é o O maiúsculo na solidão da noite; e a minguante é o C maiúsculo no quadro negro da noite.
Orilo Dantas, poeta potiguar de Acari, criado em Ouro Branco/RN.


'PINGA' DA BOA

Renato Caldas estando em Natal recebeu de seu amigo e admirador Berckman Dantas um barril de cachaça denominada Olho D'Água (aguardente de cana destilada, produzida no Município de São José de Mipibu por Agro Industrial Berckman S/A.  Pois bem.. Bebeu, gostou, embriagou-se e, dia seguinte escreveu um bilhete rimado e remeteu para o amigo Berckman como forma de agradecimento, dizendo assim:

Isso sim, que é cachaça
Que tem mais gosto, mais graça
E dá mais inspiração;
Uma 'cana' diferente
Que a gente bebendo sente
Sabor de recordação.


Resultado de imagem para rotulo da cachaça olho dágua
ROSA

Rosa era preta. A lânguida mocinha
A pobre Rosa, a filha de africanos.
De braços lisos, e minguados anos,
Todas as tardes ao ribeiro vinha...

Era na primavera uma andorinha.
Desconhecendo a língua dos profanos,
Desconhecendo os temporais enganos...
Era a faceira, a lânguida mocinha.

Amou, porém. Um dia indo ao ribeiro
(Passava um moço branco cavaleiro)
Seu pobre coração falou baixinho...

Vozes de amor seu coração falava...
E quando longe o cavaleiro errava
Lembrava a moça um rouxinol sem brilho...

João Lins Caldas

Olho D'água, Assu, 1912



sábado, 2 de novembro de 2019

PESCADORES NO RIO POTENGI 
Rio Potengi na comunidade do Guarapés - RN
bairro da zona oeste da cidade do Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

CHICO E CHICA


Por Renato Caldas, poeta potiguar do Assu

Sinha môça, eu conto um fato
De chico ôio de gato
E chica Passarinheira:
Ele, vendia missanga,
Pó de arroz e burundanga;
Era mascate de feira.
Chiquinha, uma roceira
Disposta e trabaiadeira...
Pegava os pásso e vendia.
Porém, tinha um priquito
Muito mansinho e bonito
Qui ela, vendê num queria.

Chico, toda menhanzinha,
Ia a casa de Chiquinha
Já cum mardósa intenção...
Na cunversa qui travaram,
Os óios, se encontraram:...
Tibungo, no coração.

Chico môço da cidade
Cunversa de verdade,
Dotô em tufularia,
Foi devagá se chegando,
Passando a mão alisando
E o priquitinho cedía
O bicho se arrupiava...
Ela, calada deixava,
Gostava daquele trato.
Nisso o amô pôz a canga!
Pôi-se a brincar cum a missanga
De Chico Oio de Gato.
Um brincando, outro alizando
E a missanga amariando
Nisso, um gritinho se ôviu.
Num é qui o priquito-rico,
Teve fome e abriu o bico...
Bufo - a missanga engoliu.

Chico mudô de caminho!
O verde priquitinho
Bateu asas e avuô...
E Chica Passarinheira,
Tá sôrta na buraqueira...
Inté o nome mudô.

(Postado por Fernando Caldas)
A imagem pode conter: atividades ao ar livre

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO