
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020
Aqui estão doenças "que só existem" no Nordeste, pelo menos com esses nomes. Quais delas você já teve?
Aqui estão doenças "que só existem" no Nordeste, pelo menos com esses nomes. Quais delas você já teve?
" ANTÔJO "
" ESPINHELA CAÍDA "
" DOR NOS QUARTOS "
" PÉ DISMINTIDO "
" MOLEIRA MOLE "
" QUEBRANTO "
" TOSSE DE CACHORRO "
" FARNIZIM "
" PASSAMENTO "
" FRIEIRA "
" COBREIRO DE PÉ "
" PEREBA "
" CURUBA "
" REMELA NO ZÓI"
" GASTURA "
" DOR NO PÉ DA BARRIGA "
" DOR DE VIADO "
" BODE "
" BOI "
" IMPINGE "
" PILÔRA "
" PANO BRANCO "
" XANHA "
" BICHEIRA "
" FININHA "
" ALÔJO "
" BICHO DE PÉ "
" EMPACHADO "
" FASTIO "
" DOR NO ESPINHAÇO "
" BUCHO QUEBRADO "
" DENTIQUÊRO "
" CALO SECO "
" UNHA FOFA "
" PÉ INCHADO "
" CORPO REIMOSO "
" MUCUIM "
" BERRUGA "
" SETE COUROS "
" CORPO MUÍDO "
" LANDRA INCHADA"
" DIFRUÇO "
" GÔTO INFLAMADO "
" MÔCO "
" PÁ QUEBRADA "
" CADUQUICE "
" VISTA CANSADA "
" QUARTO ARRIADO "
" PAPÊRA "
" DOENÇA DOS NERVOS "
" OMBRO DISMINTIDO "
" QUEIMA NO ESTROMBO "
" JUÍZO INCRIZIADO "
" FERVIÃO NO CORPO "
" CAMPANHIA CAÍDA "
" ESMORECIMENTO NO CORPO "
" DESENCHAVIDO "
" PITO FROUXO "
" ESCURECIMENTO DE VISTA "
" TISGA "
" INFRAQUICIDA "
" VENTO CAÍDO "
" FRACO DOS NERVOS "
" ESPORÃO DE GALO "
" BICO DE PAPAGAIO "
" DOR NAS COSTAS QUE RESPONDE NA PERNA "
" DOR NAS CRUZ "
" DOR NOS BRUGUMI "
" MAL JEITO NO ESPINHAÇO
" INTALO "
" DOR NAS CADEIRAS "
" RUÇARA "
" DOR NA JUNTA "
" MONDRONGO "
" INQUIZILA "
" PÉ DURMENTE "
" ESQUENTAMENTO"
" CARNE TRIADA "
" NERVO TORTO "
" DOR NO MUCUMBÚ "
" SOLITÁRIA"
" ENTOJO "
" PAPEIRA – TIRISSA "
" LUNDU "
" NÓ NAS TRIPAS – ALGUEIRO "
" ESTOPOR "
" GÔGO – UNHEIRO "
" BOQUEIRA "
" CALOMBO "
" DORMÊNCIA NUMA BANDA DO CORPO "
" ZÔVO GÔRO
" MURRINHA "
" OVO VIRADO "
" CANSAÇO NO CORAÇÃO "
" JUÊI DISMANTELADO "
" ZÓIO NUVIADO – VAZAMENTO "
" ÁGUA NAS JUNTAS "
" RESGUARDO – INTUPIDO "
" MUFUMBA "
" VÊIA QUEBRADA "
" CHABOQUE DO JOELHO ARRANCADO
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100 nomes de doenças engraçadas no Nordestepor Henrique Araujo |
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020
Há dez anos atrás ou dez anos atrás, qual é o certo?
Vivien Chivalski, do Instituto Passadori de Educação Corporativa, explica qual é a expressão correta: "dez anos atrás" ou "há dez anos atrás"
Editado por Camila Pati
" Eu nasci há dez mil anos atrás": música de Raul Seixas imortalizou a expressão (Samuel Aguar/Wikimedia Comons/)
* Respondido por Vivien Chivalski – facilitadora do Instituto Passadori – Educação Corporativa
São Paulo – Uma armadilha na vida corporativa são os excessos – há muitas reuniões, e-mails, relatórios. Tudo que é demais pode ser questionado e isso não é diferente na língua portuguesa.Quando há abusos, o nome técnico – pleonasmo – pouco importa. O fato é que a repetição de termos inúteis, supérfluos, redundantes compromete a coerência da informação e da frase.
A expressão “há dez anos atrás” é um exemplo desse erro. O verbo haver impede a palavra atrás em seguida sempre que estiver relacionado a tempo, à ação que já se passou. Há, portanto, duas formas corretas para a frase: “há dez anos” ou “dez anos atrás”.
Parece fácil, mas o erro é comum e chega a ser um vício repetido no dia a dia e reforçado muitas vezes. Quem não ouviu Gilberto Gil cantar “vamos fugir para outro lugar, baby” ou Raul Seixas declarar “eu nasci há dez mil anos atrás”?
Vamos deixar a liberdade poética para outra discussão. No ambiente corporativo, a consequência é que usamos expressões que não somam sentido à mensagem. São vazias e totalmente desnecessárias, principalmente, quando sabemos que o texto de trabalho precisa ser claro e objetivo.
Aqui estão outros exemplos:
O resultado deverá demorar ainda mais dois dias – as palavras ainda e mais não devem estar juntas, pois passam o mesmo significado. Escolha uma delas.
Precisamos criar novos caminhos – criar o novo é redundância óbvia, pode parecer até brincadeira.
Já não há mais tempo para resolver isso – já e mais têm o mesmo valor na frase, usar as duas é como subir para cima. Escreva “já não há tempo para resolver isso” ou “não há mais tempo para resolver isso”.
Precisamos restaurar as casas antigas da cidade – dispensa comentário – não restauramos o que é novo.
Essas frases podem transmitir desleixo ou falta de revisão. Para não cair nessas ciladas, só posso deixar uma dica: fique atento.
Vivien Chivalski – facilitadora do Instituto Passadori – Educação Corporativa
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020
terça-feira, 4 de fevereiro de 2020
TODOS OS ACONTECIMENTOS DO MUNDO SÃO SENSÍVEIS AOS
MEUS PENSAMENTOS.
O meu
pensamento, para os acontecimentos do mundo,
Em tudo que
dos meus sentidos, os meus sentidos para virem um a um, de todas as raízes do
mundo.
Eu sou o
meu sentido
A expressão
de todos os meus sentidos
A expressão
de todo o meu sentido todo o meu mundo.
Da treva
impenetrável â luz perfuradora de todas as trevas,
Dos campos
devastados ao mundo de cadáveres apodrecidos,
O atasca
pestilento, as feridas de todas as terras,
Os vermes,
como pequenos monstros sonolentos,
E os
grandes monstros, as garras afiadas, agitadas mandíbulas,
Tudo há que
se alastra para o mundo que a arder de que particular ao meu pensamento
As casas
demolidas,
Os corpos
mutilados
As árvores,
para o céu, os galhos ressequidos.
A multidão
a relutar de todos os apedrejados,
O mundo
todo de todos os gemidos,
A cósmica
amargura de todos os condenados,
A dor
profunda de todo os perseguidos,
Ah! que
assim são as chagas profundas de todos os meus sentidos....
Penso dos
meus pensamentos estrangulados,
Dos meus
sentidos devastados,
Das
sombras, para o chão, tudo meu cérebro para enterrado...
As misérias
do chão,
Tudo que
dos infernos na sua miséria,
- Eu
preciso morder, e rasgar, e triturar tudo D’aquele maldito coração...
A sombra
incolor da minha vida,
Tudo em que
fui transformado...
O mundo do
meu céu como um morto perdido...
- E ri dos
seus dentes, e ri dos seus olhos o riso maldito do condenado...
Senhor,
cegai-o; varrei-o, ventos, atirai-o para longe das fronteiras da terra.
E de tudo que
for céu, e tudo que for graça, e de tudo que for amor e que for sentimento.
Deus,
amaldiçoai-o; negai-o, todos vós energias da terra
E todos
para enterrá-lo, todos para sepultá-lo em todos e em tudo todas as forças do
raio...
João Lins Caldas. (Poema inédito).
domingo, 2 de fevereiro de 2020
Um pouco da história de Raul Capitão, o Rei da Scheelita
Amaro Barbosa
janeiro 22, 2020
O senhor Raul Pereira da Silva, mais conhecido por "Raul Capitão", é a figura mais representativa do ciclo da scheelita na região de Lajes do Cabigi à São Tomé.
Raul Capitão iniciou a vida como empregado da Fazenda Amarante, onde viveu por 18 anos. Ao sair, adquiriu nas proximidades a Fazenda Bonfim, onde fixou residência e ganhava a vida como agricultor.
Como sempre circulou a notícia de que nas terras do Bonfim havia minérios, Em uma de suas buscas - para muitos em vão - encontrou uma pedra diferente, a pedra era à scheelita, minério que dá liga ao ferro no ano de 1967. Em pouco tempo uma montanha incalculável de dinheiro caiu no colo de Raul, transformando o antigo agricultor de 55 anos em um dos homens mais ricos do Rio Grande do Norte.
Adquiriu várias propriedades rurais, dentre elas à Fazenda Ingá com mais de 11 mil hectares, onde plantava algodão e criava gado. Tornando-se uma figura legendária na região. Raul Capitão ficou tão rico que concedia entrevistas sentado em sacos de dinheiros.
Com isso botou os filhos que quiseram estudar, em boas escolas e moradia na capital. Três meninas foram internas da Escola Doméstica e uma delas chegou a se formar em Geologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
A fortuna gerada pela scheelita no RN, na época atraiu a revista Realidade, de circulação nacional na década de 60. Raul foi o grande personagem da matéria.
Em sua mineração chegaram a trabalhar mais de 2 mil homens e em suas fazendas havia centenas de trabalhadores. E por seu pioneirismo, por ter marcado a vida econômica e social do Rio Grande do Norte e principalmente na região de Lajes do Cabugi e São Tomé, por ter influenciado a vida de milhares de pessoas, Raul Capitão ainda vive na memória popular.
Ricardo Sobral
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REVISTA SIUZA CRUZ, RIO DE JANEIRO





