sexta-feira, 22 de maio de 2020
UM REGISTRO PESSOAL

Rua da Conceição, uma das primeiras ruas da Cidade
Alta, bairro de centro, de Natal. Tive eu, o privilégio de ter morado na
segunda casa da direita para esquerda, se não me falha a memória, número 113,
quando em Natal cheguei para estudar o colegial no Atheneu, em 1974. Naquela
casa, no meu tempo, funcionava um pensionato. Muitos de meus conterrâneos
passaram por lá. A casa fica de frente ao Instituto Histórico e Geográfico do
Rio Grande do Norte. Na fotografia podemos conferir a esquerda, a casa onde
morou Café Filho - casa de esquina - único Norte Rio-grandense, natalense a
assumir a presidência da República, em 1954, em razão da morte de Getúlio
Vargas. Hoje, funciona um museu que leva o seu nome. Saudades daqueles velhos
tempos de estudante.
Afinal, tive eu, o privilégio de ter morado numa das mais importantes ruas da capital potiguar. Fica o registro e dou fé.
Afinal, tive eu, o privilégio de ter morado numa das mais importantes ruas da capital potiguar. Fica o registro e dou fé.

18/05: HOJE É DIA INTERNACIONAL DOS MUSEUS.
O museu tem um grande valor cultural para preservar a memória de um povo, de uma cidade.
Além de resgatar peças raras e valiosas, contribui com fatos históricos.
É importante para projetos pedagógicos. Visite um museu.
Além de resgatar peças raras e valiosas, contribui com fatos históricos.
É importante para projetos pedagógicos. Visite um museu.
Cheguei em Campina Grande
Fiz uma visitação,
Fiquei emocionado
Fui ao Museu do Algodão,
Ouro Branco era riqueza
Povo feliz com certeza,
Matuto do meu torrão.
Fiz uma visitação,
Fiquei emocionado
Fui ao Museu do Algodão,
Ouro Branco era riqueza
Povo feliz com certeza,
Matuto do meu torrão.
Poeta Marcos Calaça, no Museu do Algodão, Campina Grande PB.
quinta-feira, 21 de maio de 2020
A VINGANÇA
Fabrício Neto
A vingança
é a destruição
do espírito.
Ela magoa,
injuría e tortura,
em provocações
íntimas,
para poder se manter
sempre acessa,
no coração torpe
que a agasalha.
Em seu caminhar
de desespero e mentira.
De embuste calunia e
difamação.
Ela despreza por maldade,
insulta, por crueldade,
apavora, pela ameaça e
fere, pelo prazer.
Amedronta, destrói.
Não conquista,
assassina.
Ela confunde
a própria razão e,
em sua fúria,
conduz a loucura.
Ela envenena
a beleza do viver.
Propícia a melancolia,
a tristeza e a solidão.
É, em si mesma,
a própria destruição.
quarta-feira, 20 de maio de 2020
ALGODÃO: ANTIGA RIQUEZA DO MEU TORRÃO
O NOSSO OURO BRANCO
O NOSSO OURO BRANCO
-O algodão era o ouro branco do sertão, a galinha dos ovos de ouro do homem do campo;
-Os ‘apanhadores’ de algodão saíam bem cedinho com o bisaco e o cabaço com água;
-A unidade de medida era a arroba, 15 quilos;
-Alguns produtores, entre centenas, como Mulatinho, Chico Câmara, José Carneiro, Ranulfo Costa, Chico Rufino, Teodoro Ernesto, Antônio Félix, Segundo Veríssimo e outros, vendiam o algodão nas duas usinas locais ou na usina de São Miguel (Fernando Pedroza RN), aos galegos ingleses.
-O comércio era grande, muitos agricultores tinham imensos armazéns no centro da cidade para armazenar essa riqueza.
-Circulava muito dinheiro e o município tinha quase 14 mil habitantes.
-E hoje, o algodão esquecido no seio da caatinga, a sua presença é apenas o testemunho que faz brotar na lembrança a sentença de um tempo que não volta mais.
-Os ‘apanhadores’ de algodão saíam bem cedinho com o bisaco e o cabaço com água;
-A unidade de medida era a arroba, 15 quilos;
-Alguns produtores, entre centenas, como Mulatinho, Chico Câmara, José Carneiro, Ranulfo Costa, Chico Rufino, Teodoro Ernesto, Antônio Félix, Segundo Veríssimo e outros, vendiam o algodão nas duas usinas locais ou na usina de São Miguel (Fernando Pedroza RN), aos galegos ingleses.
-O comércio era grande, muitos agricultores tinham imensos armazéns no centro da cidade para armazenar essa riqueza.
-Circulava muito dinheiro e o município tinha quase 14 mil habitantes.
-E hoje, o algodão esquecido no seio da caatinga, a sua presença é apenas o testemunho que faz brotar na lembrança a sentença de um tempo que não volta mais.
Marcos Calaça é professor, poeta matuto e cordelista.
FOTO: Caminhão do senhor Chico Rufino carregado de algodão
Década de 70. Motorista: Chico Honorato, o primeiro da esquerda.
Década de 70. Motorista: Chico Honorato, o primeiro da esquerda.
"A Boite Hippie Drive In"
A Boite Hippie Drive In representou nos anos 60/70 uma revolução no ambiente de curtição em Natal. O Hippie era localizado na então longínqua “Estrada de Ponta Negra” (atual Av. Roberto Freire), nas imediações do atual “Sea Way”. De quinta a domingo havia festa. A condução musical no dancing era feita pelas melhores bandas de rock da cidade, além dos Infernais, lá tocaram: Os Gênios, Alerta Cinco, Os Primos, Os Vândalos, Os Terríveis, The Jetsons, Os Milionários e Impacto Cinco. A classe universitária emergente predominava no ambiente, mas a faixa etária era diversificada. (Texto e fotos compactados do livro "Natal do Século XX")
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