quinta-feira, 16 de julho de 2020

AGNELO ALVES UM VOCACIONADO JORNALISTA E GRANDE POLITICO DO RN


Hoje estaria completando 88 anos de idade se vivo fosse - Agnelo Alves nasceu em 16 de julho de 1932 e faleceu em 15 junho de 2015. Foi jornalista vocacionado fazendo história no Jornal Tribuna do Norte, tendo se autodefinido pelo pseudônimo de Neco com grande destaque de comentários da vida politica do RN. Foi um grande politico potiguar: prefeito de Natal, Parnamirim, senador da república e deputado estadual. 

Deixou um legado de trabalho bem expressivo e sendo irmão do ex-governador Aluizio Alves, teve outro irmão deputado estadual, vice governador e senador Garibaldi Alves.  

Fazia parte do naipe familiar de enorme prestigio na politica do RN - tio do carismático Garibaldi Alves Filho, ex- deputado federal e ex-ministro Henrique Alves, sendo seu herdeiro direto o ex-prefeito da capital Carlos Eduardo Alves. Atualmente apenas o deputado federal Walter Alves seu sobrinho ostenta representatividade na alta câmara do País.

Agnelo deixou no municipio de Parnamirim um espólio eleitoral de grande potencialidade, a ponto da candidatura que encarnar o apoio do seu nome in memoriam ser favorecido e ter chance de sair do pleito vitorioso.

Vivê nu mato é mió,
Vivê sozinho nu rancho
Penerando a luz do só.

(desconheço o autor)

quarta-feira, 15 de julho de 2020

ORIGEM DA FAZENDA SÃO FRANCISCO

Essa fazenda foi fundada por Alexandre Francisco Pereira Pinto, o Capitão Antas. Um homem católico, temente a Deus, é tanto que colocou os nomes da fazenda e de todos os filhos nomes de Santos. Foi de São José dos Angicos para o distrito de Gaspar Lopes, hoje Pedro Avelino, por volta do ano de 1860. Casou-se com Maria dos Milagres, com quem teve dois filhos. Com o falecimento da primeira esposa, teve um segundo matrimônio com Maria Batista da Trindade, outra angicana, sendo pai de cinco filhos. Era um desbravador visionário, vinha sempre à capital fazer negócios e aproveitava para contratar uma professora para transmitir conhecimentos, ensinando o BÊ A BÁ e as quatro operações da aritmética a seus filhos e netos. Construiu a casa grande no pé da Serra Aguda, separada por um açude, que servia de suporte hídrico para fazenda. Essa casa é conjugada, vindo a nela morar o Capitão e seu filho Pedro, casado também com a angicana Cecília Genuína Antas, minha avó, a qual pariu vinte e um filhos e era uma verdadeira santa.

O Capitão faleceu no dia 16 de junho de 1923 na fazenda São Francisco, aos cuidados de Ana do Carmo, sua única filha solteira.
Minhas homenagens ao Capitão Antas, esse homem de fibra.

Autor: Geraldo José Antas
Engenheiro Civil e Agropecuarista
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Sandi Grace
ha perdido a sua boneca favorita. Ela e Kafka procuraram a boneca sem sucesso.
Kafka disse-lhe para se encontrar com ele lá no dia seguinte e eles voltavam para a procurar.
No dia seguinte, quando ainda não encontraram a boneca, Kafka deu à menina uma letra ′′ escrita ′′ pela boneca dizendo ′′ por favor não chores. Fiz uma viagem para ver o mundo. Vou escrever-te sobre as minhas aventuras."
Assim começou uma história que continuou até o fim da vida de Kafka.
Durante as suas reuniões, Kafka leu as letras da boneca cuidadosamente escritas com aventuras e conversas que a menina achou adorável.
Finalmente, Kafka trouxe de volta a boneca (ela comprou uma) que tinha regressado a Berlim.
′′ Não se parece nada com a minha boneca," disse a rapariga.
Kafka entregou-lhe outra carta em que a boneca escreveu: ′′ as minhas viagens mudaram-me." a menina abraçou a nova boneca e trouxe-a feliz para casa.
Um ano depois Kafka morreu.
Muitos anos depois, a menina adulta encontrou uma carta dentro da boneca. Na pequena carta assinada por Kafka, estava escrita:
′′ Tudo o que amas provavelmente será perdido, mas no final, o amor voltará de outra forma."

terça-feira, 14 de julho de 2020

Nessa vida já dei muita mancada
Por cachaça, já fiz muita baderna
Dava o passo maior que minha perna
E o meu ímpeto sempre acabava em nada
Vi toda a minha fama acabada
Parei por um instante e pensei
Não foi isso da vida o que almejei
Vou agir de forma mais cautelar
APRENDI COM O TEMPO, A ESPERAR
POIS QUANDO TIVE PRESSA, EU ERREI

sábado, 11 de julho de 2020

Alba Fonseca de Sá Leitão



Morreu Alba Leitão. Hoje. Desaparece  com ela uma época.

Alba Leitão personificou o glamour, em Assu, por muitos anos.  Ela foi a imagem dos bailes elegantes e das grandes festas, quando se apresentava com vestidos especiais, calçava luvas, colocava sapatos altos  e resplandecia  pelo bom gosto.  Gestos e voz se harmonizavam.  Eram os anos finais da década de 1950. A década de 1960. Os anos dourados das orquestras que enchiam o ar com o som dos metais, ou  o  ritmo dado pelas maracas, pois as grandes orquestras  seguiam o estilo americano ou mexicano. Esse era o ambiente em que Alba se movia e impregnava de elegância.

Para compor a  personagem  vem a frase  que lhe atribuía a qualidade de árbitro da moda, na cidade. 

Se Alba  vestiu é porque está na moda, era o sussurro à sua passagem.  Mas   não era uma moda  simplesmente  vinda da costureira fina e dos tecidos nobres  ou como decorrência da   reprodução dos  trajes  da revista “O Cruzeiro” ou dos figurinos  importados. A moda de Alba era feita de  bom gosto e, por isso, conferia  destaque e se afirmava sem retoques, por inteiro como um retrato completo e perfeito.  Tudo era exato, nem a mais nem a menos. A fulguração era suave, pois não era de bom tom a estridência.

Não  me recordo de qualquer vestido  que Alba usou para descrever aqui. Dos adornos do que poderia ser chamado de vaidade, lembro apenas os brincos de pérola presos à orelha, grandes pérolas, clássicas. O que descrevo, esse pouco mundano ou material,  é próprio da elegância, em que  o  importante é o  gesto, a postura, a voz, um conjunto que identifica a pessoa e lhe cria uma marca pessoal, inimitável. Um certo  jeito de dizer. Uma certa forma de se comportar.  Um conjunto que  registra o estar no mundo, ocupando o lugar que é seu  e é único.

Afinal o poeta Paulo Valery afirmou  que – “Elegância é a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado sutil de se deixar distinguir.”

Dessa forma feita de harmonia e sutileza, Alba compôs  o retrato das festas  que, como dizia dona Sinhazinha, o Assu já teve. De finesse e harmonia. O grandioso palco da época foi o Clube Municipal. E o som de Orquestras como a de Ed Mandarino que animaram festas nos anos 1960 e sempre retornam à saudade daquela época.

Hoje Alba partiu. Ao encontro de José de Sá Leitão. Ao encontro dos familiares que a precederam. 

Foi para a casa do Pai Eterno. Ficaram  seus filhos, Raissa e Caio César, que, em meio às lágrimas da despedida, devem encontrar o conforto da gratidão nos anos de vida de Alba. Para os assuenses,  faço o registro que homenageia e relembra  toda uma época que recendia a rosas e  modula  as lembranças  com os  afetos. Uma luz  que presente nas histórias  que são contadas  sobre Assu.

Perpetua Wanderley,  10/07/2020

(Fotografia do blog).



quinta-feira, 9 de julho de 2020

IMPOSSÍVEL
Tudo findo. Deixaste-me e seguiste
O primeiro que veio ao teu caminho;
Não pensaste sequer que fiquei triste,
Preso à desgraça de viver sozinho!
Dois longos anos! ... Nunca mais me viste! ...
Foram-se as aves, desmanchou-se o ninho! ...
Hoje, me escreves: "Meu viver consiste
Na mistura de lágrimas e vinho!"
E me imploras: "Perdoa-me e consente
Que eu vá viver contigo novamente,
Pois só contigo poderei ter paz!"
Eu te perdôo... mas o empecilio é este;
Eu amava aquela alma que perdeste...
Alma que nunca reconquistarás! ...
(Rogaciano Leite)
Fortaleza, Dezembro de 1948.

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO