A oração indígena do silêncio:
Instalação de antenas é um dos gargalos apontados. Semurb diz que licenças saem com rapidez
A oração indígena do silêncio:
Publicado: 00:00:00 - 26/09/2021 Atualizado: 16:38:26 - 25/09/2021
Diogenes da Cunha Lima
[Escritor, advogado e presidente da ANL]
Nenhuma região do país é tão pródiga na inventividade como o Nordeste. A arte do repente identifica a nossa região. É o exercício da poética popular, do sertão ao litoral, com versos de fazer inveja a poetas eruditos.
O repente nordestino é duelo verbal de cantadores com o acompanhamento de
viola, rabeca ou pandeiro (embolada). Em todas as suas formas, participa do
rico Patrimônio Imaterial do Brasil. É o diálogo do improviso e da liberdade
vocabular.
Muito se discute sobre a sua origem. Como sempre, Câmara Cascudo vai mais
longe. Para ele é o desafio oriundo do canto amebeu, grego, do tempo de Homero.
É canto alternado, obrigando resposta às perguntas do companheiro.
Muitos poetas cantadores tornaram-se célebres. Pinto do Monteiro (sempre
considerado o mestre da cantoria), um dia, recebeu Lourival Batista, crescente
em versos quentes. Glosaram os dias da semana com o humor produzido por
trocadilho. Pinto: “No lugar que Pinto canta/não vejo quem o confunda. / Que o
rio da poesia/o meu pensamento inunda. /Terça, quarta, quinta e sexta, /sábado,
domingo e segunda”. Lourival respondeu: ”Sábado, domingo e segunda, /quarta e
quinta. / Na sexta não me faltando/a tela, pincel e tinta/pinto pintando o que
eu pinto. /Eu pinto o que o Pinto pinta”.
Ninguém sabe dizer melhor das coisas da região do que o poeta mossoroense
Antônio Francisco. É sempre expressiva a sua linguagem para fazer pensar. Brevíssimo
exemplo: Falando sobre a fome, ele começa: “Engoli três vezes nada...”.
Fabião das Queimadas, escravo que tangia bem o verso e a rabeca, foi provocado
para falar sobre a paga dos seus vinténs arrecadados. Que seria um poeta? Ele
explicou: “Canta longe um passarinho/do outro lado do rio, /uns cantam porque
têm fome, /outros cantam por ter frio. /Uns cantam de papo cheio, /outros de
papo vazio”.
Não era cantador, mas poeta popular, popularíssimo. Aliás, Renato Caldas foi um
lírico, improvisador, bem-humorado. Pediram-lhe que fizesse saudação ao
escritor e pintor Newton Navarro. Versejou: “Adão foi feito de barro/mas você
Newton Navarro foi feito de inspiração. / Dos passarinhos, das cores/da noite
feita de amores/do luar do meu sertão”. Certa vez, o poeta tomou café em uma
residência na cidade de Angicos e ao guardar suas coisas, distraidamente,
incluiu uma colherinha. Já na sua cidade, em Assu, verificou o equívoco e
voltou. Desculpou-se dizendo: “Eis aqui, dona Chiquinha, /devolvo sua colher. /
De coisa que não é minha/eu só aceito mulher”.
Na função de conselheiro do Iphan, esforçar-me-ei para que o Repente Nordestino
seja reconhecido como Patrimônio Imaterial Brasileiro.
Fonte: http://www.tribunadonorte.com.br
Publicado: 00:00:00 - 05/11/2021 Atualizado: 22:51:45 - 04/11/2021
Instalação de antenas é um dos gargalos apontados. Semurb diz que licenças saem com rapidez
Publicado: 00:00:00 - 31/10/2018
mundo livro 1
mundo livro 2
Já Maria Suely da Costa (UEPB) e Wellington Medeiros (UERN), no texto “Poema-carta: sob um contrato do gênero”, afirmam que a carta foi “Usada por longo período da história humana como fonte, não apenas, de documentação, mas como recurso usual de comunicação”. Nos 08 capítulos, há ainda artigos sobre Zila Mamede e suas cartas a Drummond, sobre o poeta açuense João Lins Caldas e sobre o ainda obscuro acariense José Gonçalves Pires de Medeiros. São notícias de um mundo no qual as pessoas se entendiam, mesmo à distância. Hoje, por vezes, nem frente a frente o diálogo se faz possível.
http://www.tribunadonorte.com.brnte:
Publicado: 13:22:00 - 05/11/2021
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem um novo instrumento para a realização de fiscalizações no Rio Grande do Norte. É o luxímetro, equipamento que mede o índice de transparência das películas nos vidros dos carros, que começou a ser utilizado no início desta semana.



A frota de aviões “porta-bandeira” da Azul Linhas Aéreas ganhará mais um integrante em breve, conforme fotos feitas nesta terça-feira, 2 de novembro, em Hamburgo, na Alemanha.
Ao sair do hangar de pintura da fábrica da Airbus pela primeira vez, o novo avião pintado com as cores da bandeira do Brasil foi registrado pelo fotógrafo local XFWSPOT, conforme as imagens que você vê nesta matéria.
Por enquanto utilizando a matrícula provisória de testes D-AZAR, o jato é o Airbus A321neo que possui número de fabricação 10542. Após ser entregue à Azul, voará sob a matrícula brasileira PR-YJE. Atualmente, a companhia possui quatro exemplares deste modelo, de matrículas PR-YJA, -YJB, -YJC e -YJD.
A frota de aviões “porta-bandeira” da Azul Linhas Aéreas ganhará mais um integrante em breve, conforme fotos feitas nesta terça-feira, 2 de novembro, em Hamburgo, na Alemanha.
Ao sair do hangar de pintura da fábrica da Airbus pela primeira vez, o novo avião pintado com as cores da bandeira do Brasil foi registrado pelo fotógrafo local XFWSPOT, conforme as imagens que você vê nesta matéria.
Por enquanto utilizando a matrícula provisória de testes D-AZAR, o jato é o Airbus A321neo que possui número de fabricação 10542. Após ser entregue à Azul, voará sob a matrícula brasileira PR-YJE. Atualmente, a companhia possui quatro exemplares deste modelo, de matrículas PR-YJA, -YJB, -YJC e -YJD.
Quando vier ao Brasil, este novo avião de pintura especial, que foi batizado de “Bandeira Azul”, vai se juntar aos outros três que já ostentam as cores da bandeira nacional:
– o Cessna C208B Grand Caravan de matrícula PT-MEJ, batizado de “Azul Brasil”;
– o Embraer E195 de matrícula PR-AYV, também batizado de “Azul Brasil”; e
– o Airbus A330-200 de matrícula PR-AIV, batizado de “Nação Azul”.
No Dia da Bandeira, Azul divulga lindas fotos de seus aviões mais brasileiros
REVISTA SIUZA CRUZ, RIO DE JANEIRO