Wagner Di Oliveira, artista plástico. Assu/RN

por Henrique Araujo
O Colégio Imaculada Conceição (CIC) entre os anos 40 e 2010 ficava localizado na Avenida Deodoro, centro de Natal. Ele foi a primeira instituição privada na capital e foi também onde estudei do maternal ao Fundamental; e as lembranças dali são de chorar de tanta saudade.
Sua história começa em 1895, isso mesmo, mais de 120 anos atrás, quando Quatro Irmãs Dorotéias, originárias da Itália, chegaram à cidade, a pedido do Bispo Diocesano Dom Adauto de Mirando Henrique, com o intuito de abrir uma Casa de Educação feminina. Então receberam do governador Alberto Maranhão um prédio na avenida Rio Branco para iniciarem a instalação da casa.

O CIC então foi fundado no dia 22 de fevereiro de 1902, com a realização de uma missa onde foram abertas as matrículas. As aulas tiveram inicio no dia 01 de março num sucesso tão grande que logo se viu a necessidade de ampliação das instalações.
Com o objetivo de adquirir um novo lugar para o colégio, as irmãs Dorotéias venderam o atual e compraram o Sítio Cucuí, localizado na então distante avenida Deodoro, pertencente à um empresário.

Eis que, finalmente, no dia 24 de junho de 1906, as alunas, suas famílias, as irmãs de Santa Dorotéia e a população em geral, fizeram uma nova inauguração, em uma procissão onde se cantavam louvores à Imaculada Conceição.
O prédio então foi demolido em 1937 para construção de um espaço que pudesse albergar o crescente número de estudantes. A construção foi realizada pouco a pouco até ser concluída em 1942 com uma bela arquitetura, se tornando o famoso colégio que conhecíamos até 2012. Foi neste ano em que ele foi fechado devido às altas dívidas e a drástica diminuição de alunos.

Em 2015 as instalações do CIC foram compradas por uma outra instituição privada, que manteve a estrutura original da primeira escola e fornece aulas de ensino básico e superior. A extinção do colégio foi motivo de vários protestos emocionados por parte de ex-alunos, familiares e demais envolvidos com a escola na época.
Se você gostou não pode deixar de ver: 7 colégios de Natal antigamente
Com informações de História e Genealogia ,Vento Nordeste e Brechando.com.
De: https://curiozzzo.com
ÂNSIA AMARGA
Por João Lins Caldas
Venha à tortura, a mácula tortura
Sonhada dos profetas torturados...
Que venha a dor dos grandes desgraçados
Para a noite sem fim desta amargura.
Tu que na vida foste a crença pura,
Mudada agora para meus decaídos,
Não me queiras da dor os feios brados,
Que não vale saber-me a dor mais pura.
Choro e comigo chora o meu proscrito
Coração... d'ele vem todo o meu grito,
Toda a tortura e dor e soledade...
Dele é que vem esta saudade bruta,
Esta medonha, esta infinita luta,
Esta infinita e lânguida saudade.
Rio de Janeiro, 1916. Soneto publicado em Almanaque de Pernambuco, para 1916.
UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO