segunda-feira, 30 de maio de 2022

A origem do nome Machadão e seu homenageado

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A Arena das Dunas virou o principal ponto de referência de Natal, onde você consegue ver a quilômetros de distância. Antigamente, o estádio recebia outro nome: Machadão. Além disso, o local era conhecido pelas jogatinas do ABC e América, além de outros eventos esportivos, como a abertura dos Jogos Escolares do Rio Grande do Norte (Jerns) e a realização de shows.

Mas, afinal, quem foi o Machadão? Senta e venha ler, porque lá vem história.

A origem do Castelão

Seu nome inicialmente era Estádio Humberto de Alencar Castelo Branco e conhecido simplesmente como Castelão. Sim, era uma homenagem ao presidente Castelo Branco, o primeiro da Ditadura Militar. O estádio foi construído no final dos anos 60 e inaugurado em 29 de novembro de 1972. Ficou quase 20 anos com este nome.

Mudança de nome

Somente em 1989 teve seu nome alterado para Estádio João Cláudio de Vasconcelos Machado, em homenagem ao João Machado. O objetivo era desassociar o nome de figuras da Ditadura Militar com espaços públicos. O estádio Machadão (juntamente com o ginásio Machadinho) foi demolido entre 21 de outubro de 2011 e 25 de novembro do mesmo ano. No seu lugar foi construída a Arena das Dunas, com vistas à realização da Copa do Mundo que aconteceu nas terras brasileiras.

Quem é João Machado

O João Machado era jornalista, mas também frequentador assíduo da boêmia potiguar. Era fácil vê-lo no Bar e Confeitaria Cisne, Confeitaria Delícia, Acácia Bar, Granada Bar, Tenda do Cigano e Bar Dia e Noite, confraternizando com os amigos, dentre os quais Albimar Marinho, Newton Navarro, Berilo Wanderley, Liliu, Zé Areia e, ás vezes, Veríssimo de Melo, José Melquíades, Câmara Cascudo e Sylvio Pedroza, entre outros.

Ele também ajudou bastante no esporte potiguar, no qual dirigiu a FND- Federação Norte-rio-grandense de Desportos ao longo de treze anos e ainda mais presidiu o conselho Deliberativo do Sport Clube de Natal, na rua Chile.

Sobrinho da Viúva Machado

O jornalista foi criado pelo tio paterno Manuel Duarte Machado, empresário renomado de Natal, e sua esposa, a Amélia Duarte, no qual futuramente seria conhecida na cidade por Viúva Machado . Além disso, os tios lhe deram a maior educação e encaminharam o filho de criação para Cambridge, na Inglaterra, onde se formou em contabilidade. Na sua turnê europeia, viajou para Itália, França, Suíça, Alemanha e Suécia. Mas, voltou ao Brasil para estudar contabilidade.

Em 1935 iniciou o curso de Direito no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde também, como poliglota, trabalhou como relações públicas do IBC-Instituto Brasileiro do Café, recebendo autoridades internacionais. Incursionando pelo jornalismo, teve a oportunidade de trabalhar com os renomados José Cândido de Carvalho e Teófilo de Andrade. Transferiu-se para a seção regional do IBC, em Natal, posteriormente fixando-se na Superintendência de Rendas Estaduais.

Faleceu em Natal, no dia 20 de fevereiro de 1976.

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Lamentamos profundamente pelas vítimas das chuvas no dia de ontem, 28/05, em Pernambuco e rogamos a Nosso Senhor que conforte o coração de seus familiares.
Hoje, Ministros sobrevoaram os locais atingindos, estiveram presentes com suas equipes e concederam coletiva em Recife (PE). Amanhã, 30/05, o Presidente Jair Messias Bolsonaro sobrevoará Recife para acompanhar de perto a situação e anunciar novas ações para a região.
Importante: os municípios que foram atingindos devem procurar o Governo Federal para solicitar os recursos. Desde as primeiras horas, o Governo Federal tem disponibilizado toda a ajuda disponível aos municípios.
Sob ordem do nosso Presidente da República, ninguém fica para trás!
 
 Pode ser uma imagem de 1 pessoa, em pé e texto que diz "GOVERNO BOLSONARO DISPÕE DE CERCA DE R$1 BILHAO PARA ATENDER DO POVO RASILEIN CIDADES MOVIMENTO DEPROCRES AFETADAS PELAS CHUVAS EM PERNAMBUCO MOVIMENTO DO POVO BRASILEIRO MPB NINGUÉM ficará para trás"

Alimentos que devem ser consumidos e evitados pelo diabético - Cleia Loy...

sábado, 28 de maio de 2022

E a tarde
A tarde é triste
Como à noite
É triste à tarde
E à noite

 

Quero te ofertar a flor
Dos beijos que plantei em tua boca.
Tem o perfume suave do amor
E a ternura de almas se encontrando.
Quando vires a flor entreaberta,
Lembra - te, querido amor,
Das lágrimas que a regaram.
E sentirás, quando beija-la,
Um amargo sabor de sal
Que as pétalas trêmulas captaram.
 
Maria Eugênia, poetisa do Assu
 
 Pode ser uma imagem de 1 pessoa e rosa

sexta-feira, 27 de maio de 2022

Revista Souza Cruz', importante periódico cultural com foco na literatura, circulou no Rio de Janeiro entre 1916-35. Tinha Lima Barreto, Olavo Bilac, Gilka Machado e João Lins Caldas (poeta potiguar do Assu), entre outros, como uns dos seus colaboradores. Pesquisando antigos periódicos, encontro dezenas de colaborações de Caldas: poemas, sonetos e contos, na citada revista como podemos conferir na imagem postada abaixo.

Fernando Caldas


 

 

 

A frieza é mais quente, o quente esfria
O que estava errado, agora é certo
Tudo que estava longe, ficou perto
QUANDO DÁ PRA SENTIR A POESIA
O dia vira noite, a noite dia
Por do sol sabe o que é o amanhecer
Não precisa ninguém me convencer
Nem querer vir pisar no meu cangote
Dependendo de que se trata o mote
 
NÃO PRECISA O POETA APARECER
O poeta que é bom não teve escola
Teve Deus como único professor
Não carece de nome de doutor
Nem de nenhuma paga como esmola
Não copia, faz plágio e nem faz cola
Nem precisa de nota pra vencer
Pilota um avião sem ter brevê
É liberto sem carta de alforria
QUANDO DÁ PRA SENTIR A POESIA
NÃO PRECISA O POETA APARECER

Fabio Gomes

Mote:  Paulo de Leda

 

VELHA INFANCIA

 Nenhuma descrição de foto disponível.

 Pode ser uma imagem de texto que diz "Eu comprei a casa do lado será q tem algum perigo"

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.