quarta-feira, 10 de agosto de 2022
terça-feira, 9 de agosto de 2022
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SAUDADE
De quem é esta saudade
que meus silêncios invade,
que de tão longe me vem?
De quem é esta saudade,
de quem?
Aquelas mãos só carícias,
Aqueles olhos de apelo,
aqueles lábios-desejo...
E estes dedos engelhados,
e este olhar de vã procura,
e esta boca sem um beijo...
De quem é esta saudade
que sinto quando me vejo?
sábado, 6 de agosto de 2022
No registro civil de Aluízio Alves constava como avô paterno, Manoel Alves Martins, e como avó materna, Josefina Emília, esta irmã daquele. Quando o pai deles foi assassinado em 1871, lá no Rosário, eles aparecem como filhos órfãos, no inventário. Manoel Alves Martins era o mais novo dos 9 irmãos, nessa data, com apena 4 anos. Eles tiveram como tutor o tio Manoel José Martins, morador de Cacimbas do Viana, na localidade hoje conhecida por Porto do Mangue.

Casarão
na fazenda Dois Riacho no município de Catolé do Rocha PB. Cosntruido
em 1885 pelo Coronel Valdivino Lobos Ferreira Maia. Daqui ele mandava em
todo o sertão paraibano com grande poder e riqueza. Essa casa foi a
sede da maior e mais rica fazenda de gado do sertão paraibano. Em 1922
um bando de cangaseiros comandado pelo Sinhó Pereira e também fez parte
Lampião e dois dos seus irmãos. Que fizeram um dos mais valioso roubo da
história do cangaço. Eles saíram daqui levando sacos de moedas de ouros
e joias, facas e talheres de ouros. E os cavalos todos enfeitados de
colares no pescoço e pulseiras de ouro nas patas.
quinta-feira, 4 de agosto de 2022
Recife de Antigamente

Em
1916 o então chamado Horto Florestal de Dois Irmãos foi fundado nas
terras do Engenho Dois Irmãos, pertencente aos irmãos Antônio e Tomás
Lins Caldas. Desse parentesco veio a origem do nome, que também batizou o
bairro. O engenho foi um dos primeiros fundados no Brasil, no ano de
1577. Só em 14 de janeiro de 1939 transformou-se no então Jardim
Zoobotânico de Dois Irmãos, cujo primeiro diretor foi o professor e
ecólogo João de Vasconcelos Sobrinho. (Fonte: http://www.portaisgoverno.pe.gov.br/.../parque.../historico)
Foto: Ivan Granville, 1939, enviada por sua neta Danniele Granville
segunda-feira, 1 de agosto de 2022
Lembrando João Lins Caldas.
Hoje, 1/8/22, se vivo fosse, o lírico João Lins Caldas completaria 134 anos de idade. Nasceu em Goianinha, de família do Assu, ambos importantes municípios da terra potiguar. Caldas não alcançou a glória conforme desejava. Sonhava ganhar um Prêmio Nobel de Literatura. Tinha ele “o temor de não compartilhar com a humanidade a sua produção intelectual. O resultado de uma vida inteira dedicada ao manuseio e amor as letras. Resultado esse que já temia não ver repassado ao mundo literário."
Escreveu o bardo Caldas, na grandeza do seu poetar:
Não creiam ser na vida a morte o que eu mais temo.
A dor não me intimida, o mal não me apavora.
Eu só temo no fim, é o fim daquela aurora
Que fez grande Camões e que é meu bem supremo.
Pela morte eu não tremo e pela vida eu tremo.
Mas, a vida, que é mãe e do pesar senhora.
O sonho que me deu pesadamente escora
Com o gosto de querer da glória o sonho extremo.
Esse sonho me doma, esse sonho me arrasta:
Por ele adoro a vida esse profundo inferno
Por ele odeio a morte, essa miséria casta.
Braços dados com a vida , eu de de seguir-lhe o norte.
Braços dados com a vida, eu de segui-la eterno
Com os olhos para a vida e os braços para a morte.
Pena que João Lins Caldas não conseguiu publicar-se trilíngue: português, inglês e francês conforme desejava, seus mais de dez livros que tinha, ficaram apenas nos manuscritos, pois se tivesse publicado todo aquele seu trabalho, teria certamente conseguido a consagração.
(Fernando Caldas)
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Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.





