
terça-feira, 6 de dezembro de 2022
domingo, 4 de dezembro de 2022
RENATO CALDAS CHEIO DE GRAÇA
Certo dia, Renato Caldas, de manhã cedinho se encontrava na praça Getúlio Vargas, da cidade de Assu quando é surpreendido por certo cidadão embriagado: "Seu" Renato, eu sou macho de família de gente braba do Piató (distrito do município
assuense), que não abre pra homem nenhum! Diga aí uma pessoa da minha
família ‘arrochada’ que o senhor conhece?" Renato sem nem pestanejar, respondeu: "Sua mãe!”
Renato ao chegar à cidade de Rio de Janeiro, logo procurou um hotel. O proprietário daquela hospedaria logo advertiu: “Moço, fique logo sabendo que aqui só tem um banheiro.”
Renato pegou a chave e, logo que deixou sua bagagem no quarto saiu para
comprar um pinico (aparelho usado em substituição ao vaso sanitário).
No primeiro comércio que chegou encontrou a mercadoria que desejava
comprar. Chamou o balconista e com o dedo indicador apontou para o aparelho, dizendo pro vendedor de tal modo: "Eu quero comprar aquele 'pinico' que está alí pendurado." “O nome daquilo ali não é pinico, não. É Nordestino! Disse o balconista" “Pois eu quero. Disse Renato que, ao pagar e receber aquele objeto, soltou essa: "Amigo. Hoje à noite eu vou encher este ‘nordestino’ de carioca!”.
Renato nos idos
de trinta, numa certa viagem de trem que fizera, salvo engano, de
Angicos, interior potiguar, com destino à cidade do Natal, fumava
compulsivamente. Naquele transporte, sentado de frente para ele,
certa jovem que se encontrava grávida, com as pernas abertas e em dia de parir. Se dirigiu a Renato com a
seguinte advertência: "O senhor tá fumando muito. Dá pra apagar o cigarro! Não é por mim, não! É por conta desse inocente!" Disse aquela mulher alisando a barriga. Renato afagou a genitália e respondeu da mesma forma: "A senhora dá pra fechar as pernas. Não é por mim, não. É por conta desse inocente."
Renato, na
época da construção da Ponte Felipe Guerra, sobre o rio Piranhas/Açu .
(Renato trabalhava DNOCS, órgão responsável por aquela construção. Pois
bem, certa pessoa que morava a margem daquele rio convidou Renato para o
seu casamento. Lá pras tantas, um dos convivas pediu a Renato que fizesse uma saudação aos noivos. Dito e feito. Renato ao
terminar a sua saudação aos noivos, saiu-se com essa: “Tomara que o noivo não encontre um solo explorado!”
Fernando Caldas
Como nascem as doenças...
- Engole o choro!
- Engole sapo!
- Cala a boca!
- Cala o peito...
Fala a ponta dos dedos batendo na mesa...
Falam os pés inquietos na cama...
Fala a dor de cabeça.
Fala a gastrite, o refluxo, a ansiedade.
Fala o nó na garganta atravessado.
Fala a angústia, fala a ruga na testa.
Fala a insônia, o sono demasiado..
Você se cala, mas o falatório interno começa.
As pessoas adoecem porque cultivam e guardam as coisas não digeridas dentro de seus corações...
Expressar-se tranquiliza a dor!
Dor não é pra sentir pra sempre...
Dor é vírgula! Então faz uma carta, um poema, um livro.
Canta uma música.
Pega as sapatilhas, sapateia.
Faz piada, faz texto, faz quadro, faz encontro com amigos, nem que seja virtual...
Faz corrida no parque.
Fala pro seu analista, fala para Deus... Se pinta de artista!
Conversa sozinho, papeia com seu cachorro, solta um grito pro céu, mas não se cale!!! Pois “se você engolir tudo que sente, no final, você se afoga!”
Medite ,leia ,estude ,ore mais não interiorize!
CORAÇÃO NÃO É GAVETA!
O corpo fala!
Ruth Borges
Da Linha do Tempo/Facebook de CC.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2022
ARREBOLO
Parodiando Renato Caldas
Ao jovem Nilton Navarro, com um abraço do autor.
Mulata me arresponda,
Me arresponda num arranco
Porqui é qui tu te arrebola
quando vê um home branco?
Fica toda arrebolando,
Arebolando...
Pensa tarvez qui os branco
Vão ficá te desejano?
Se eu fosse oturidade,
Oturidade de tamanco
Eu botava na cadeia
Teu arrebolo...te sou franco.
Adispois dele tá preso
Numa cadeia sem jinela
Eu dizia: agora Mulata
Arrebola por Zé-Gamela.
(Este poema é da autoria de Zé-Gamela, cordelista, artista circense e de rádio que fez sucesso no Brasil nas décadas de 40 a 60. A paródia acima faz parte do livro: Caçoadas - versos e disparates de Zé Gamela, editado pela Tipografia Galhardo, em Natal, agosto de 1954.)
Ao jovem Nilton Navarro, com um abraço do autor.
Mulata me arresponda,
Me arresponda num arranco
Porqui é qui tu te arrebola
quando vê um home branco?
Fica toda arrebolando,
Arebolando...
Pensa tarvez qui os branco
Vão ficá te desejano?
Se eu fosse oturidade,
Oturidade de tamanco
Eu botava na cadeia
Teu arrebolo...te sou franco.
Adispois dele tá preso
Numa cadeia sem jinela
Eu dizia: agora Mulata
Arrebola por Zé-Gamela.
(Este poema é da autoria de Zé-Gamela, cordelista, artista circense e de rádio que fez sucesso no Brasil nas décadas de 40 a 60. A paródia acima faz parte do livro: Caçoadas - versos e disparates de Zé Gamela, editado pela Tipografia Galhardo, em Natal, agosto de 1954.)
Postado por
franciscomartinsescritor
A PRESENÇA DE POTIGUARES NA REVISTA DE ANTROPOFAGIA
Quem
é do mundo da Literatura Brasileira já ouviu ou ouvirá alguém falar sobre “A
Revista de Antropofagia”, um periódico de curta duração, que circulou no Brasil
nos anos de 1928 e 1929. Os Idealizadores foram Oswald de Andrade e Raul Bopp.
É um marco na história literária brasileira e deve ser conhecida, afinal, o Rio
Grande do Norte também está lá. Isso mesmo! Demos nossa contribuição.
Na edição nº 9, Janeiro de 1929, página 5, é publicada “Canção do Retirante”. Era o Brasil tomando conhecimento da porteira de Jorge Fernandes que se abria para deixar entrar o Modernismo no Rio Grande do Norte. Alguns desses trabalhos acima citados não estão presentes no livro: "Jorge Fernandes - o viajante do tempo modernista - obra completa", organizada por Maria Lúcia de Amorim Garcia.
Otacílio Alecrim, escreve na edição nº 12, que circulou no dia 26 de junho de 1929. O seu artigo tem como título: "Miss Macunaima". Otacílio Alecrim nasceu em Macaíba e assim, como Jayme Adour também se transferiu para o Sudeste. Com esta pequena pesquisa, deixo aqui a minha contribuição, neste ano em que comemoramos 100 anos do Modernismo. Para ter acesso a todos os números da Revista de Antropofagia é só clicar aqui: Biblioteca Brasiliana
Noventa e quatro anos passados, o estado do Rio Grande do Norte ainda se firmando na sua construção literária, audaciosamente exportava textos para a cidade de São Paulo, onde chegavam ao escritório da “Revista de Antropofagia”, localizado à Rua Benjamin Constant.
Em Maio de 1928, quando é lançada a revista, já somos agraciados na página 4, com um comentário generoso sobre o “Livro de Poemas” de Jorge Fernandes, que havia sido editado no ano anterior.Na edição nº 2, Junho de 1928, eis que Jorge Fernandes tem poesia publicada logo na primeira página: “O Estrangeiro”. E se por aqui Jorge Fernandes continuava batalhando por um lugar ao sol, lá em São Paulo, a Revista de Antropofagia continuava dando espaço ao poeta, desta vez na edição de nº 7, Novembro - 1928, página 5, publicando a prosa poética: “A Tardinha em viagem no Seridó”Na edição nº 9, Janeiro de 1929, página 5, é publicada “Canção do Retirante”. Era o Brasil tomando conhecimento da porteira de Jorge Fernandes que se abria para deixar entrar o Modernismo no Rio Grande do Norte. Alguns desses trabalhos acima citados não estão presentes no livro: "Jorge Fernandes - o viajante do tempo modernista - obra completa", organizada por Maria Lúcia de Amorim Garcia.
Câmara
Cascudo também deu sua contribuição ao periódico. A primeira é em Agosto de
1928, revista nº 4, página 3, onde ele
escreve: “Cidade do Natal do Rio Grande do Norte”. Na página seguinte, o
Diretor da Revista, Antonio de Alcântara Machado ( A. De A.M) comenta um livro
de Cascudo sobre López do Paraguay
(1927). Na revista nº 10 - Fevereiro de
1929 – Câmara Cascudo se apresenta como poeta, em “Banzo”, na primeira página.
Depois
de Jorge Fernandes e Câmara Cascudo, a Revista de Antropofagia também
registra a participação de dois outros potiguares: Jayme Adour e
Otacílio Alecrim. O primeiro escreveu um artigo com o título "História
do Brasil em dez tomos", na edição nº 4, de 7 de abril de 1929 e no mês
seguinte, maio, foi o Diretor do Mês da revista. Jayme Adour nasceu em
Ceará-Mirim e muito jovem se transferiu para a região Sudeste.
Otacílio Alecrim, escreve na edição nº 12, que circulou no dia 26 de junho de 1929. O seu artigo tem como título: "Miss Macunaima". Otacílio Alecrim nasceu em Macaíba e assim, como Jayme Adour também se transferiu para o Sudeste. Com esta pequena pesquisa, deixo aqui a minha contribuição, neste ano em que comemoramos 100 anos do Modernismo. Para ter acesso a todos os números da Revista de Antropofagia é só clicar aqui: Biblioteca Brasiliana
30 de Novembro de 2022
Francisco Martins
Pesquisador
Do Blog: https://franciscomartinsescritor.blogspot.com
A 30 de Novembro de 1935 morre em Lisboa, com 47 anos de idade, Fernando Pessoa (1888-1935), poeta, filósofo e escritor português. Enquanto poeta, escreveu sob múltiplos heterónimos, como Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Alberto Caeiro. É considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura universal.
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Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.











