quarta-feira, 3 de janeiro de 2024
terça-feira, 2 de janeiro de 2024
Coronel David Dantas de Faria e a Fazenda Panom
Públicado no O Jornal de Hoje, de 23 de agosto de 2011
Coronel David Dantas de Faria e a Fazenda Panom
João Felipe da Trindade (jfhipotenusa@gmail.com)
Professor de Matemática da UFRN e membro do INRG
Em 15 de setembro de 1751, David
Dantas de Faria recebia carta patente de tenente-coronel do Regimento de
Cavalaria da Ribeira do Assu, de que era comandante o coronel Antonio da Rocha
Bezerra, vaga pela mudança de Felis Barbosa Tinoco dessa dita Ribeira para a
Ribeira do Apodi. Além de ser um dos homens nobres e das principais pessoas
dessa Ribeira, e abastado de bens, tinha servido a Sua Majestade, na Capitania
do Rio Grande, como capitão e sargento-mor de Infantaria das Ordenanças.
Em 1756, David Dantas de Faria
fazia requerimento ao rei D. José, pedindo confirmação de carta patente do
posto de Coronel de Cavalaria do Regimento da Ribeira do Assu, passada pelo
capitão-mor Pedro de Albuquerque de Mello. Em 1759, ainda Coronel, fez carta ao
rei D. José informando que o novo capitão-mor do Rio Grande, João Coitinho de
Bragança, ao passar mostra ao Regimento de Cavalaria da Ribeira do Assu, estava
obrigando todos os oficiais a referendarem as suas patentes, cobrando variados
valores por cada uma delas. A velha propina!
Em 1823, por seu bastante procurador,
o Capitão João Martins Ferreira (meu tetravô, aquele lá da Ilha de Manoel
Gonçalves), o Coronel Joaquim Pereira Vianna, da Praça de Pernambuco, Engenho
do Moreno, em virtude da demarcação de seu sítio e fazenda, chamada Panom, na
margem do Poente do Rio dos Cavalos, com três léguas de comprimento e uma légua
de largura, solicitava a presença dos confinantes para que não restassem
dúvidas com relação à dita demarcação. Essas terras confinavam, ao Poente com
Data do próprio Joaquim, que obteve por herança, nas Caatingas e Riacho do
Umbuzeiro; ao Norte, com terras do Sítio Arraial, dos herdeiros netos da
falecida D. Maria do O' de Faria, viúva dp Coronel Jerônimo Cabral de Macedo, a
saber: José Correa de Araújo Furtado, e seus cunhados Pedro Soares de Macedo,
Jerônimo, Izabel, e João, órfãos maiores de quatorze anos e tutelados
daquele, Gabriel Soares Raposo da Câmara e seus cunhados, Mathias Antonio,
Antonio Mathias, Francisco Antonio e Jerônimo; confinava ainda com terras do
Sítio Furabocas do Capitão Lourenço de Araújo Correa; e da Calheira (Caeira) de
D. Brites Pás Barreto, viúva do falecido José Varella Barca, e seus filhos o
Capitão Manoel Varella Barca, e outros, ou netos que tinham parte na dita terra
Calheira.
Joaquim Pereira Vianna, em sua
procuração, constituindo seus procuradores, o capitão João Martins Ferreira,
José Antonio da Fonseca e o capitão Francisco Dantas Cavalcante, afirmou que
era herdeiro, testamenteiro e inventariante dos bens do seu falecido sogro, o
coronel Thimóteo Pereira Bastos. Nesse processo de demarcação da Fazenda Panom,
constava cópia de uma escritura de venda da Fazenda Panom, sintetizada a
seguir.
Em 31 de outubro de 1774, na Vila de
Santo Antonio de Recife, Pernambuco, na casa de morada do sargento-mor Manoel
Gomes dos Santos, foi passada a escritura de venda da Fazenda Panom. Como
vendedores estavam Theotonio Dantas da Gama por si e como procurador de suas
irmãs, D. Quitéria d'Antas e Dona Agostinha (Angela) Pereira Dantas, e de sua
tia Rosa Antas de Farias, e o tenente-coronel José da Costa de Carvalho como
procurador de Francisco de Brito e sua mulher Dona Genebra Bernarda d' Antas de
Farias, morador, o dito tenente-coronel, na Ribeira do Assu, e o vendedor
Theotonio d'Antas da Gama, no Porto, e ora assistente na Ribeira do Assu. Como
comprador o sargento-mor Manoel Gomes dos Santos, morador na dita Vila de Santo
Antonio do Recife. Os vendedores eram herdeiros do defunto Coronel David Dantas
de Faria (ao longo da escritura e dos registros da Igreja, às vezes aparecia
como sobrenome Farias.
segunda-feira, 1 de janeiro de 2024
Olavo Lacerda Montenegro, o múltiplo desbravador
domingo, 31 de dezembro de 2023
A REVISTA SOUZA CRUZ, periódico fundado no Rio de Janeiro com foco na cultura e que circulou no Brasil entre 1916 e 1935, tinha como seus colaboradores poetas, escritores como Augusto Dos Anjos, Lima Barreto, Olavo Bilac e o poeta potiguar chamado João Lins Caldas. Numa das edições de 1916, vamos encontrar um belo poema seu intitulado 'Sombra acima'. Vejamos abaixo:
Fonte da imagem: Biblioteca Nacional.domingo, 24 de dezembro de 2023
O que é resiliência? Entenda o significado e se há como desenvolvê-la
Priscila Carvalho
Do VivaBem, em São Paulo
13/08/2020 04h00
Resiliência tem sido uma palavra muito usada de uns anos para cá —possivelmente você já a ouviu em discursos sobre inteligência emocional ou sobre ambientes de trabalho. Até porque está cheio de gente escrevendo sobre isso nas redes sociais, fazendo tatuagens ou lendo livros sobre. A constante busca pela paz interior e até equilíbrio é o que tem provocado um interesse por esse sentimento.
A resiliência é a capacidade de um organismo de retornar ao estado anterior depois da exposição a alguma situação de estresse. E isso pode ocorrer em diversas situações: no trabalho, na escola, no relacionamento com amigos, família ou parceiros.
Relacionadas
Como desenvolver inteligência emocional e evitar 'explosões' no dia a dia. A culpa é sempre do outro? Talvez seja hora de assumir sua responsabilidade e atitudes que você deve evitar ao lidar com pessoas deprimidas
Mas não pense que ser resiliente é uma dádiva ou que para isso a pessoa precisa ter superpoderes. Todo mundo tem um pouco de resiliência em si, senão já teria explodido ou "surtado" em alguma situação do dia a dia.
Entendendo a resiliência
Este é um conceito que a psicologia usa para entender como a pessoa sofre quando acontece algo, seja um trauma ou mesmo situações rotineiras, e para perceber como ela consegue voltar o estágio emocional anterior.
E isso pode ser construído ao longo da vida, trabalhando a vivência e concepções de autoconhecimento. Vale lembrar que a que a resiliência não é uma virtude, e sim uma habilidade. Serve para as pessoas conhecerem seus próprios limites, enxergando e entendendo como situações de estresse e nervosismo podem contribuir para o seu crescimento.
Por ser uma habilidade, é algo que vamos desenvolvendo
$escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-foto','/2020/inteligencia-emocional-ajuda-com-varias-situacoes-do-dia-a-dia-veja-como-1597262541572.vm')Quando se é mais resiliente, fica mais fácil encarar adversidades do dia a dia. E por mais que pareça que existem pessoas que já nasceram resilientes, há maneiras de desenvolver essa habilidade.
Pessoas que passaram por situações de vulnerabilidade ao longo da infância, por exemplo, têm uma dificuldade maior em desenvolver resiliência. No entanto, é possível praticar e aprimorar ao longo da vida, usando o autoconhecimento.
Não há um método certeiro ou passo a passo, no entanto, para conseguir se tornar mais resiliente. Isso ocorre naturalmente quando a pessoa está buscando uma autocompreensão, um olhar para si e tentando enxergar o que acontece com ela em cada momento de adversidade. Fazendo isso, é possível lidar melhor com situações de estresse e se tornar resiliente.
A psicoterapia pode ajudar e é válido buscar um especialista se você sente que eventos estressantes desestabilizam você de uma forma que atrapalha seu dia a dia.
Inteligência emocional é a mesma coisa que resiliência?
Não. Inteligência emocional é um aspecto da resiliência. As pessoas possuem diversas habilidades cognitivas que favorecem a resiliência e a inteligência emocional é só um aspecto dentre vários que a pessoa precisa ter para alcançá-la.
Assim como a inteligência emocional, ser resiliente requer prática, exercício e um ensino diário em relação às atitudes individuais e do coletivo. Por isso a prática é constante e autoaprendizado também.
Fontes: Stanley Rodrigues - Psicólogo da BP - A Beneficência Portuguesa de São Paulo; Priscilla Godoy, psicóloga e neuropsicóloga do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.
sábado, 23 de dezembro de 2023
ABRAÇOS
sexta-feira, 22 de dezembro de 2023
TE AMO
Te amo de uma maneira inexplicável,
de uma forma inconfessável,
de um modo contraditório.
Te amo, com meus estados de ânimo que são muitos
e mudar de humor continuadamente
pelo que você já sabe
o tempo,
a vida,
a morte.
Te amo, com o mundo que não entendo
com as pessoas que não compreendem
com a ambivalência de minha alma
com a incoerência dos meus atos
com a fatalidade do destino
com a conspiração do desejo
com a ambiguidade dos fatos
ainda quando digo que não te amo, te amo
até quando te engano, não te engano
no fundo levo a cabo um plano
para amar-te melhor
Pablo Neruda.
Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.



