segunda-feira, 25 de março de 2024

"Tristeza não é chorar. Tristeza é não ter para quem chorar".

(Mia Couto)





 Procura-se um poema de amor para presente


"Procura-se um poema pleno, pródigo, proficiente...
Procura-se, não um poema, mas um pingente,
pedra polida em palavras preciosas de prata,
uma pérola perfeita, pois é para presente.
Presente para uma poetisa - princesa,
proprietária dos meus pensamentos,
do meu passado, do meu presente.
Procura-se um poema perfeito,
com perfume do paraíso,
pronto para presente...
Pode? É possível
Procura-se,
pois..."

(Não recordo o nome do autor)



quarta-feira, 20 de março de 2024

Quero “bordar” no horizonte,

Palavras que deixarão lembranças no futuro.
“Desfio” saudades para transformá-las em “manta”,
Para aquecer o meu “inverno”.
O insubornável “relógio” avisa que devo andar depressa,
Vestir a roupa e um sorriso para viver mais uma noite,
E aguardar a chegada de um novo dia.
“Visto” saudades em lembranças,
E lembranças em caminhos percorridos.
Além do horizonte, “bordarei” palavras,
Que poderão orientar o meu caminho...


Márcia Prado*

*Márcia Prado é assuense residente no Rio de Janeiro. Neta de João Celso Filho, sobrinha de Celso da Silveira, para identificá-la melhor.

Essa fotografia já um pouco gasta pelo tempo, guardo com muito carinho e zelo, de Candido Jonas Batista ("Cândio" como era mais conhecido). Era vaqueiro de meu avô paterno que era pecuarista nos sertões do Assu. Morreu por afogamento para salvar um jumento que se encontrava ilhado. fato este de solidariedade aquele animal, que a UFRN procurou fazer um documentário sobre, mas não veio a se concretizar. Foi vaqueiro também de meu pai. A gente tinha ele como pessoa muito íntima da família. Foi bom pra todos. Por fim, guardo ele na minha memória, com saudade. Era amigo pra todas as horas! Um registro apenas.

Fernando Caldas

Pode ser uma imagem de 1 pessoa e cavalo

terça-feira, 19 de março de 2024

Dentro do peito, carrego

Três corações:

Um coração que ama,  que rir,

Outro que chora...!


(Fernando Caldas)








sexta-feira, 15 de março de 2024

Carta de uma idosa trancada num lar

Tenho 82 anos, 4 filhos, 11 netos, 2 bisnetos e um quarto de 12 metros quadrados.
Já não tenho mais a minha casa, nem as minhas coisas amadas, mas tenho quem me arruma o meu quarto, quem me faça de comer, quem me faça a cama, quem me controla a pressão e me pesa.
Não tenho mais as risadas dos meus netos, não posso mais vê-los crescer, abraçar e brigar; alguns deles visitam-me a cada 15 dias; outros a cada três ou quatro meses; outros, nunca.

Eu não faço mais nuggets ou ovos recheados e nem rolos de carne moída, nem ponto cruz.
Ainda tenho passatempos para fazer e o sudoku que me entretém um pouco ".

′′ Não sei quanto tempo me resta, mas preciso de me acostumar com esta solidão; faço terapia ocupacional e ajudo no que posso quem está pior do que eu, embora não queira me apegar muito: pois eles desaparecem frequentemente.

Dizem que a vida é cada vez mais longa. Por quê?

Quando estou sozinha, posso olhar para as fotos da minha família e para algumas memórias que trouxe de casa.

E isso é tudo.

Espero que as próximas gerações entendam que a família se constrói para ter um amanhã (com os filhos) e que retribuam na mesma medida aos pais com o mesmo tempo que eles nos presentearam para nos educar e criar.

 

Antiga sede do Atheneu, Largo Junqueira Aires, cidade alta. Hoje, prédio fechado sob responsabilidade da UFRN, aguardando um melhor destino.
( Foto p&b de Natal de antigamente , acervo do amigo Esdras Rebouças Nobre / atual:Google)
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segunda-feira, 11 de março de 2024

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.