quarta-feira, 7 de maio de 2025

Clique na imagem. Fotografia do arquivo do assuense Nilo Fonseca.

A fotografia fora tirada na calçada dea residência da rua Das Flores, atual prefeito Manoel Montenegro, de dr. Ezequiel Fonseca Filho quando este era intendente nomeado, (hoje prefeito) do Assu. Da direita em primeiro plano: (?), Fernando Tavares - VemVem, Santos Oliveira (Santos do Cartório), (?), Mário Cãmara? Ezequiel Fonseca Filho, Mário Amorim, monsenhor Júlio Alves Bezerra, dentre outros da sociedade assuense, da Guarda Nacional (hoje, Polícia Militar).

Fernando Caldas

 Coisas que a vida ensina depois dos 40 ...


Amor não se implora, não se pede, não se espera... Amor se vive ou não. Ciúme é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você. Animais são anjos disfarçados, mandados a terra por Deus para mostrar ao homem o que é fidelidade. Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz. As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros. Perdoar e esquecer nos torna mais jovem. Água é um santo remédio. Deus inventou o choro para o homem não explodir. Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso. Não existe comida ruim, existe comida mal temperada. A criatividade caminha junto com a falta de grana. Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar. Amigos de verdade nunca te abandonam. O carinho é a melhor arma contra o ódio. As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida. Há poesia em toda a criação divina. Deus é o maior poeta de todos os tempos. A música é a sobremesa da vida. Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente. Filhos são presentes raros. De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças à cerca de suas ações. Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem portas para uma vida melhor. O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos, cura doenças... Não há vida decente sem amor! E é certo, quem ama, é muito amado. E vive a vida mais alegremente...

Artur da Távola

sábado, 3 de maio de 2025

 

De Renato Caldas

Recebo de Renato Caldas, meu velho e querido amigo, um poema que logo mais abaixo transcrevo. Vem num bilhete, valendo como resposta a uma carta

que mandei, escrita num instante de boemia, quando as lembranças do poeta aumentaram um pouco o resultado: mal traçada linhas foram mandadas pelo

fiel “correio” Expedito Silveira. Deixemos que o poeta

Renato fale:

O imortal 


Eu não irei morrer,

Não.

Irei sempre viver,

Como tenho vivido.

Os tecidos que desçam

e apodreçam,

alimentando germes no jazigo.

Não sou matéria.

Sou centelha.

Sou a vida da vida

que há milênios de séculos

na caminhada etérea

da função,

reanimo corpos, dando-lhes expansão

73A centelha é eterna

É infinita.

Tudo vive...

– Nas pedras de uma igreja,

Nos bancos da taberna,

Viceja

e habita

à luz da Vida Eterna!!!

Eu não irei morrer.

Não há consumação

para a vida imortal.

Na minha trajetória sideral,

irei resplandecer

e deixarei meus rastros,

nos cometas e nos astros,

até chegar um dia à perfeição.

Eu?

Eu não irei morrer.

 

 ________________Sete poemas quase inéditos & Outras crônicas não selecionadas - Organizadores Paulo de Tarso Correia de Melo e Gustavo Sobral

sexta-feira, 2 de maio de 2025

Dentro do Sonho


Por ti, velho ideal dos meus sonhares,
Humanos maldizentes me desprezam.
Chamam-me louco e as coisas que eles presam
São outras coisas que não são seus lares.

Que importa a mim o mal desses olhares,
A praga dessas bocas que não rezam?
Cruz ou consolo, os sonhos que me pesam
Serão meus companheiros seculares...

Malgrado as tempestades que conheço,
O meu prazer não revelado e pouco,
As injúrias que eu sofro nessa lida,

És tu o sonho por quem vivo e cresço...
Que eu seja eternamente eterno louco
E nunca deixe de sonhar na vida!

João Lins Caldas 




O lançamento do livro Carnaubais da Minha Infância será lançado amanhã no Espaço da Lore

Tudo pronto e programado para uma grande noite cultural em nossa Carnaubais, acontecerá amanhã (3 de maio) às 20:00 horas no Espaço da Lore, o lançamento do livro Carnaubais da Minha Infância, de autoria do escritor Luizinho Cavalcante. O documento registra as personalidades de todas as classes sociais, que compuseram a nossa existência do Poço da Lavagem, passando por Santa Luzia para chegarmos a atual Carnaubais.
A foto de Capa registra as águas da cheia do rio Açu adentrando na antiga Vila de Carnaubais no ano de 1963, sobre o olhar apreensivo e tenebroso dos seus habitantes. O trabalho registra o nome de mais de 320 conterrâneos que com seus trabalhos, artes, devoções e esperanças contribuíram para o nosso desenvolvimento e existência.
O livro tem a prefácio da jornalista conterrânea Bruna Wanderley, e conta com 119 páginas dividido em oito capítulos.
O evento trás a expectativa de um grande momento cultural, com apresentações artísticas raiz da nossa Carnaubais.

terça-feira, 29 de abril de 2025

Assú: Doceira mantém a mais de 40 anos tradição de fabricar alfenim

"O amante está sempre bêbado com o amor.
Ele é louco, ela é livre.
Ele canta com prazer, ela dança com êxtase.
Presos por nossos próprios pensamentos nós nos preocupamos com tudo.
Mas uma vez que ficamos bêbados nesse amor
Tudo o que será, será!"




Por Florbela Espanca, poetisa portuguesa

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais este e aquele, o outro e a toda gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!


Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disse que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar.

E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que eu saiba me perder... pra me encontrar...





segunda-feira, 28 de abril de 2025

 ESTA NOITE, EM TEUS OLHOS


E te encontrar junto ao mar.
Te olhar assim em sombras,
E não te esquecer jamais,
Pois guardas em teus olhos,
A brancura dos barcos e dos cisnes.
Sofrer, por saber, que, sob pálpebras
Tão serenas, dormem crepúsculos massacrados.
Não, esta noite, em teus olhos
Vejo reduzidos lagos,
Enquanto ao longe, sinto o mar tecer uma lenda,
Sobre o nosso misterioso silêncio.

Por Walflan de Queiroz, poeta potiguar

quinta-feira, 24 de abril de 2025

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.