quarta-feira, 7 de maio de 2025
Coisas que a vida ensina depois dos 40 ...
Amor não se implora, não se pede, não se espera... Amor se vive ou não. Ciúme é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você. Animais são anjos disfarçados, mandados a terra por Deus para mostrar ao homem o que é fidelidade. Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz. As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros. Perdoar e esquecer nos torna mais jovem. Água é um santo remédio. Deus inventou o choro para o homem não explodir. Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso. Não existe comida ruim, existe comida mal temperada. A criatividade caminha junto com a falta de grana. Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar. Amigos de verdade nunca te abandonam. O carinho é a melhor arma contra o ódio. As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida. Há poesia em toda a criação divina. Deus é o maior poeta de todos os tempos. A música é a sobremesa da vida. Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente. Filhos são presentes raros. De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças à cerca de suas ações. Obrigada, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que abrem portas para uma vida melhor. O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos, cura doenças... Não há vida decente sem amor! E é certo, quem ama, é muito amado. E vive a vida mais alegremente...
Artur da Távola
sábado, 3 de maio de 2025
De Renato Caldas
Recebo de Renato Caldas, meu velho e querido amigo, um poema que logo mais abaixo transcrevo. Vem num bilhete, valendo como resposta a uma carta
que mandei, escrita num instante de
boemia, quando as lembranças do poeta aumentaram um pouco o resultado: mal
traçada linhas foram mandadas pelo
fiel “correio” Expedito Silveira.
Deixemos que o poeta
Renato fale:
O imortal
Eu não irei morrer,
Não.
Irei sempre viver,
Como tenho vivido.
Os tecidos que desçam
e apodreçam,
alimentando germes no jazigo.
Não sou matéria.
Sou centelha.
Sou a vida da vida
que há milênios de séculos
na caminhada etérea
da função,
reanimo corpos, dando-lhes expansão
73A centelha é eterna
É infinita.
Tudo vive...
– Nas pedras de uma igreja,
Nos bancos da taberna,
Viceja
e habita
à luz da Vida Eterna!!!
Eu não irei morrer.
Não há consumação
para a vida imortal.
Na minha trajetória sideral,
irei resplandecer
e deixarei meus rastros,
nos cometas e nos astros,
até chegar um dia à perfeição.
Eu?
Eu não irei morrer.
________________Sete poemas quase inéditos & Outras crônicas não selecionadas - Organizadores Paulo de Tarso Correia de Melo e Gustavo Sobral
sexta-feira, 2 de maio de 2025
Dentro do Sonho
Por ti, velho ideal dos meus sonhares,
Humanos maldizentes me desprezam.
Chamam-me louco e as coisas que eles presam
São outras coisas que não são seus lares.
Que importa a mim o mal desses olhares,
A praga dessas bocas que não rezam?
Cruz ou consolo, os sonhos que me pesam
Serão meus companheiros seculares...
Malgrado as tempestades que conheço,
O meu prazer não revelado e pouco,
As injúrias que eu sofro nessa lida,
És tu o sonho por quem vivo e cresço...
Que eu seja eternamente eterno louco
E nunca deixe de sonhar na vida!
João Lins Caldas
O lançamento do livro Carnaubais da Minha Infância será lançado amanhã no Espaço da Lore
terça-feira, 29 de abril de 2025
Por Florbela Espanca, poetisa portuguesa
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais este e aquele, o outro e a toda gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disse que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar.
E se um dia hei de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que eu saiba me perder... pra me encontrar...
segunda-feira, 28 de abril de 2025
ESTA NOITE, EM TEUS OLHOS
E te encontrar junto ao mar.
Te olhar assim em sombras,
E não te esquecer jamais,
Pois guardas em teus olhos,
A brancura dos barcos e dos cisnes.
Sofrer, por saber, que, sob pálpebras
Tão serenas, dormem crepúsculos massacrados.
Não, esta noite, em teus olhos
Vejo reduzidos lagos,
Enquanto ao longe, sinto o mar tecer uma lenda,
Sobre o nosso misterioso silêncio.
Por Walflan de Queiroz, poeta potiguar
Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.




