segunda-feira, 18 de julho de 2022

 

A crônica do Adeus para Edvan Segundo Lopes ( Meuval)
Quero aqui expressar nosso sentimento de pesar pelo falecimento do amigo contemporâneo da Casa do Estudante Edvan Segundo Lopes, ex prefeito de Lajes , ex Sec. Estadual de Educação do RN, meu amigo MEUVAL.
Edvan era um dos peladeiros de todas as tardes na guadra de esportes José Benévolo da Casa do Estudante e por várias vezes me levou para a cidade de Lajes para jogar pela equipe local que disputava o matutão de futebol de campo entre os anos de 1971e 72.
Neste período fixamos amizade com muitos lajenses: José Bezerra (Maranhão) Cocó, Edson (Orelha) Babá, Chico Ivo e os craques locais Rouxinol e Júnior Loba!
Quero nesta simples crônica do adeus ao amigo "Meuval" - apresentar aos seus familiares, nossas condolências fúnebres e lamentar o infortúnio, deste letal infarto fulminante que prematuramente ceifou sua vida!
 
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sexta-feira, 15 de julho de 2022

Marcos Calaça


15/07: DIA DA TAPIOCA
 
Essa gostosa iguaria
Os indígenas inventaram,
Saborosa com café
Nordestinos aprovaram,
A gostosa tapioca
Da goma de mandioca
Sertanejos adotaram.
Tapioca recheada
Bocado de componente,
Tem sabor pra todo gosto
Com paladar diferente,
Amo a tradicional
A gustação natural
Do torrão da minha gente.
Lembro uma tapioqueira
Na minha Pedavelino,
Ela chamava Geni
Comprava quando menino,
Toda tarde a tradição
Lá na rua da Estação
Um gostinho campesino.
 
Marcos Calaça é poeta potiguar e confrade da Academia Norte-rio-grandense de Literatura de Cordel (ANLIC RN).
 
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quinta-feira, 14 de julho de 2022

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O FINADO MANOEL

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O lendário Valdetário Carneiro também teve seu dia mais descontraído quando acabou contribuindo para os Causos de Caraúbas.
 
Ia ele na sua pick up possante na zona rural de Apodi, quando já próximo da cidade, um senhor, meio alquebrado pelos anos, acenou pedindo carona. Valdetário prontamente atendeu o pedido, abriu a porta e facilitou a entrada do passageiro. Já aboletado e no conforto do ar condicionado o senhor começou a puxar conversa:
 
“ O senhor vai pro Apodí?” “Vou sim”, respondeu Valdetário. “Vou tratar de negócios no Banco”. Aí o carona por gratidão resolveu dar uma de conselheiro: “ O senhor tenha cuidado. Se vai tirar dinheiro no Banco e andando nesse carrão, aqui por essas bandas, há muita gente perigosa por aí. Tem um tal de Valdetário Carneiro de muita fama na região que pode ser um grande risco, principalmente pra quem é de fora.”
 
Valdetário riu da situação e até agradeceu: “Obrigado, eu vou ficar atento”. Em seguida devolveu a pergunta: “E o senhor não tem medo de estar sozinho nessa beira de estrada? E se de repente lhe aparece o tal do Valdetário Carneiro?” . “Ele que venha” completou o carona com aquela valentia de quem se sente em confortável distância do perigo. E ainda acrescentou “ Um homem nasceu pra outro”.
 
Chegados ao destino, o carona já ia descendo quando resolveu fazer mais uma pergunta em meio aos agradecimentos: “Obrigado por tudo senhor. Vá com Deus. Mas como é mesmo o seu nome?” Com toda naturalidade Valdetário respondeu: “Eu sou Valdetário Carneiro. E o senhor , como se chama?”
Branco como um capucho de algodão, suando por todos os poros, com as pernas trêmulas e a voz embargada, o carona mal conseguiu balbuciar: “Eu sou o finado Manoel”.
 
                                      

segunda-feira, 11 de julho de 2022

Choro as dores de quem não pode
e não consegue conter esta revolta.
Sufoco os gritos na garganta
e sinto as palavras a fragmentarem-se dentro de mim.
A transformarem-se
talvez noutra matéria, talvez mais livres.
Como águias a planarem,
sem terem limitações, sem idade.
Como se o mundo de repente
se tornasse mais leve e mais justo, como se deixassem de ter corpo e, de repente,
tivessem todas as possibilidades do céu.
Ilusões que levam à revolta.
E clamo, não um clamor sem sentido
mas de dor que corrói como ácido.
Mais como um apelo à consciência
de quem poder me ouvir.
Não se pode conviver nem compactuar com esta insensatez.
Com esta anarquia , de mentes tardias e vazias
que não têm memória.
Assim atiro frases em volta,
cega de angústia e de revolta.
 
Cristina Costa, poetisa portuguesa
 
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De uma poeta amargurado:
 
Na vida não fui feliz
Só vivi desilusão
Nunca tive uma paixão
Assim o destino quis
Cortesã ou meretriz
De mim nunca foi afim
Vivi minha vida assim
Sem prazer e sem candura
Deus quando fez a ventura
Só não se lembrou de mim...
 
Fábio Gomes

sexta-feira, 8 de julho de 2022

João Lins Caldas na Revista Fon-Fon, Rio de Janeiro, 1924. Soneto intitulado Degraus adiante...



 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.