domingo, 8 de outubro de 2023

 Natal não há tal

Recepção e Hall de entrada do Hotel Internacional dos Reis Magos, inaugurado em 1965 e demolido em 2020, através de uma decisão judicial. Fonte: O Hotel Internacional dos Reis Magos e sua importância histórica, simbólica e arquitetônica. Edja Trigueiro e alli. Natal: UFRN, 2014.





Natal não há tal

João Gothardo Dantas Emerenciano

0 natalense Francisco das Chagas Marinho (1952-2014) sendo entrevistado como jogador do Cosmos. Foi levado por Pelé para dar aos torcedores um ídolo brasileiro mais "americanizado". Marinho Chagas veio à luz no primeiro quarto da casa de número 920 da Rua Benjamin Constant, no bairro do Alecrim, o mais popular de Natal. Fonte: A Bruxa e as vidas de Marinho Chagas, de Luan Xavier. Natal:Editora Tribo, 2014.





sábado, 7 de outubro de 2023

 

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Sai do meu casulo.
Estou a tentar recuperar coisas que deixei pra trás,
historias que não vivi, passeios que não fiz, sonhos que não realizei.
Estou a tentar redescobrir-me.
Valorizando os que realmente me amaram e me amam,
apagando da memoria os que apenas me usaram,
e os que nunca se lembram de mim.
Posso contar uma história de vida ou de amor, de muitas maneiras.
Posso começar de uma forma casual e ir entrelaçando os detalhes à medida que as emoções vão surgindo.
Posso colorir essa historia com alguma segurança,
um momento ou dois mais marcantes, pôr uma dose de tristeza,
uma entrada inesperada de coincidências, um não sei quê de fantasias.
Tudo para que no final o enredo tenha um toque suave e lírico.
Posso contar essa história de vida,
mas terminantemente hoje, eu prefiro vivê-la!
Ainda que para isso tenha deixar de ter os pés assentes no chão.
Ainda que tenha de reaprender a caminhar, cair e levantar, um passo de cada vez, porque não se caminha com os dois pés assentes no chão ao mesmo tempo.
Caminhar é o equilíbrio entre o chão
e o céu.
São falsos os conselhos que nos dizem para manter os pés assentes na segurança do chão.
Não que sejam maldosos, mas são ignorantes
do ato de caminhar, e por isso, falsos.
A maioria das pessoas arrastam os pés pela vida
para não saírem da segurança do solo.
Elas apenas deixam rastos, ao lado de outros rastos
que já partiram, que existiram, sem nunca terem vivido.
Rastos...a minha vida não pode ser isso!
Quero levantar os meus pés da segurança do solo,
quero elevar-me.
Prefiro cair de cara ao chão, do que continuar a arrastar os pés pela vida!
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Pode ser uma imagem de 1 pessoa, criança e crepúsculo
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Natal não há tal

João Gothardo Dantas Emerenciano

 MUSEU MIRANTE NA PONTE DE FERRO DE IGAPÓ - " O projeto, fruto do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) em 2003 do arquiteto Júnior Ubarana, previa o "Museu Mirante do Potengi", com cafeteria e cybercafé no final da ponte de ferro, que fica no meio do rio. O monumento teria três andares e comportaria um deck, museu, auditório e praça de alimentação. Ao longo da ponte, bancos e mirantes seriam instalados. Para completar, a locomotiva Catita, que fez a viagem inaugural da ponte em 1916, seria restaurada e utilizada para passeios desde a estação da Ribeira até o museu. De lá, o passeio continuaria de barco, saindo do píer do museu por mais de 20 pontos turísticos nas margens do Potengi". Fonte: "Uma Natal que nunca saiu do papel" - Tribuna do Norte, 19.09.2021.


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quinta-feira, 5 de outubro de 2023

1º Hambúrguer do Brasil pode ter sido feito em Natal nos anos 1940; entenda

 



Posted on 04.10.2023

No último Dia Mundial do Hambúrguer, em 28 de maio, comemorou-se os 70 anos da chegada do típico prato norte-americano ao Brasil, uma marca histórica que começa a ser contada a partir do surgimento da rede Bob’s no país, instalada no Rio de Janeiro.

Apesar disso, há quem jure que soldados norte-americanos já consumiam hambúrguer em Natal, no Rio Grande do Norte, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Em 1942, os Estados Unidos construíram na capital potiguar a Base Aérea de Natal, a maior base militar norte-americana fora do país, conhecida como “Parnamirim Field”.

A Base Aérea de Natal é celebrada como o “trampolim da vitória” dos Aliados, por ter sido justamente um ponto de passagem para as aeronaves norte-americanas que decolavam diariamente para combater na Europa e na África.

Paulo Gallindo, natural de Natal, e dono da hamburgueria BurgerCue, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, resolveu dedicar-se a solucionar esse impasse com relação à chegada do hambúrguer no país. Para ele, essa também era uma maneira de ganhar autoridade sobre o assunto ao chegar à capital paulista.

“Fiz várias pesquisas na internet e vi grandes redes anunciando, em 2022, o que seria a história dos 70 anos do hambúrguer no Brasil. Fui para Nova York, passei uma semana lá, fui à biblioteca e procurei por jornais antigos. Encontrei uma matéria de 1943, que relatava soldados norte-americanos conquistando as brasileiras com jitterbugging [estilo de dança popular nos anos 1940] e hambúrgueres”, contou o empresário à CNN.

O texto, publicado na edição de 20 de abril de 1943 no jornal The New York Times, conta como os soldados faziam para conquistar os corações das mulheres potiguares.

O governador do Rio Grande do Norte na ocasião, Raphael Fernandes, que visitava os EUA, afirmou à reportagem que “barracas de hambúrguer se espalharam como cogumelos entre os soldados norte-americanos estacionados no Brasil”.

Fernandes foi mais longe e confidenciou ao jornal que se havia passado a tomar café como os norte-americanos, com creme e açúcar a qualquer hora do dia.

Paulo Gallindo emoldurou o texto do The New York Times na parede do BurgerCue em Pinheiros, na capital paulista/ Reprodução/Paulo Gallindo

A presença de milhares de militares em solo brasileiro não moldou apenas a culinária local (e, possivelmente, nacional), mas também introduziu algumas gírias no vocabulário potiguar, como o “boy” – verbete informal para se referir a outra pessoa, muito similar ao “mano” utilizado em São Paulo.

*Com informações da Agência Brasil


terça-feira, 3 de outubro de 2023

Antiga propaganda do Banco Nacional de Minas Gerais. Revista Cruzeiro. 1969. Era o guarda chuva, o símbolo daquela casa bancária. Propaganda esta da agencia JMM Publicidade (Rio de Janeiro) do potiguar assuense João Moacir de Medeiros.



 
Moreninha quando vejo
Essa roupa na janela
Acorda em mim o desejo
Lembrando você sem ela.

Renato Caldas

 

domingo, 24 de setembro de 2023

 CHICO E CHICA


Por Renato Caldas
 
Sinha môça, eu conto um fato
De chico ôio de gato
E chica Passarinheira:
Ele, vendia missanga,
Pó de arroz e burundanga;
Era mascate de feira.
Chiquinha, uma roceira
Disposta e trabaiadeira...
Pegava os pásso e vendia.
Porém, tinha um priquito
Muito mansinho e bonito
Qui ela, vendê num queria.

Chico, toda menhanzinha,
Ia a casa de Chiquinha
Já cum mardósa intenção...
Na cunversa qui travaram,
Os óios, se encontraram:...
Tibungo, no coração.

Chico môço da cidade
Cunversa de verdade,
Dotô em tufularia,
Foi devagá se chegando,
Passando a mão alisando
E o priquitinho cedía
O bicho se arrupiava...
Ela, calada deixava,
Gostava daquele trato.
Nisso o amô pôz a canga!
Pôi-se a brincar cum a missanga
De Chico Oio de Gato.
Um brincando, outro alizando
E a missanga amariando
Nisso, um gritinho se ôviu.
Num é qui o priquito-rico,
Teve fome e abriu o bico...
Bufo - a missanga engoliu.

Chico mudô de caminho!
O verde priquitinho
Bateu asas e avuô...
E Chica Passarinheira,
Tá sôrta na buraqueira...
Inté o nome mudô.

sexta-feira, 22 de setembro de 2023

 


 Lenda dos beijos


Dizem que os beijos na mão
Falam de amor e respeito
Nos olhos dizem paixão
Se dados com certo jeito
Nos cabelos incerteza
Ciúmes queixa e dor
Na testa dizem pureza
Se dados com certo ardor
Nos braços é liberdade
E no queixo é fingimento
Em vez se dados de má vontade
Em vez de gozo é tormento
Na boca volúpia imensa
São beijos cheios de dor
São beijos de muita crença
São beijos de muito amor.

NL



Ars Poetica

"...queixava-se de sentir 'uma dor vaga no cérebro', uma dor física, dizia ele, sempre que se encontrava entre pessoas que conversavam apenas sobre banalidades."

(PIOTR KROPOTKIN - In: "Em Torno de Uma Vida)

Arte / Vincent van Gogh

Pode ser uma ilustração
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