Baronesa de Serra Branca Belizária Lins Wanderley de Carvalho e Silva.
Decreto que agraciou Felipe Néry de Carvalho e Silva Barão de Serra Branca.
Baronesa de Serra Branca Belizária Lins Wanderley de Carvalho e Silva.
Decreto que agraciou Felipe Néry de Carvalho e Silva Barão de Serra Branca. blogdofernandocaldas.blogspot.com
O grande bardo potiguar João Lins Caldas, era extremamente contrário ao casamento. Certa vez, recebera uma carta de seu único irmão chamado José Lins Caldas, que lhe pedira a sua opinião para se casar. E aquele vate solitário, solteiro convicto, respondeu conforme transcrito adiante:
Concentracão pública da campanha política de Walter Leitão e José André - Zezinho, em 1972, pela Aliança Renovadora Nacional - ARENA, contra Sebastião Alves e Elias Moreira - Lico, pelo Movimento Democrático Brasileiro - MDB, para prefeito do Assu. Em cima do carro de som (Rural), a escritora Maria Eugênia Montenegro (discursando) e, próximo a porta daquele veúculo), podemos ver o estudante José de Deus Alves dos Santos - Zé de Deus, hoje advogado. Era uma concetracão, salvo engano, das mulheres assuenses, em frente a prefeitura municipal. Walter e Zezinho, contavam com o apoio político do deputado Edgard Montenegro, e Sebastião e Lico, com o apoio do deputado Olavo Montenegro. Edgard e Olavo eram ferrenhos adversários na política local e Esrtadual. Fica, portanto, mais um registro sobre as campanhas políticas do passado, da terra de São João Batista.
José André de Souza ou Zezinho André, como era mais conhecido, era uma figura admirável. Eu morei próximo a sua casa (da rua Senador João Câmara), que eu passei a frequentar ainda menino, lá pelos idos dos anos sessenta e começo de setenta, como amigo de toda sua família, principalmente dos seus filhos Reges e Rogério. Depõe Nestor Lima que "em fins 1775 para 1776, a Freguesia de São João Batista "tinha quarenta léguas de comprimento por vinte de largura e o seu padroeiro já era o glorioso São João Batista." Elevou-se a município com a denomição de Vila Nova da Princesa, conforme Ordem Régia de 22 de julho de 1776. Foram, portanto, 57 anos de vila que tinha o seu próprio patrimônio, como terrenos e fazendas.
Celso da Silveira depõe que "O patrimônio de São João Batista, foi feito de três vezes: A primeira em 1712, por Sebastião de Souza Jorge, que deu o terreno estritamente necessário a construção da Matriz e da Paróquia; a segunda, em 12 de outubro de 1774, por dona Clara de Macêdo, que doou 75 braças menos dois palmos. A terceira, finalmente, pela mesma dona Clara de Macêdo, que doou a maior parte dos terrenos ao patrimônio no dia 6 de outubro de 1777." Está assim transcrito no livro "Breve Notícia Sobre a Província do Rio Grande do Norte", de Ferreira Nobre.
Criou-se então a Câmara Municipal, primeira organização de um governo local, em 1786, e instalada a 11 de agosto de 1788, sobre a presidência do Juiz Ouvidor e Corregedor da Paraíba, Antônio Phillipe de Andrade Brederodes. Foram membros daquela câmara (que tinha poder de administração), da recém criada Vila Nova da Princesa, os senhores Francisco da Silva Bastos, Francisco Dantas Barcelar, João Mendes Monteiro e Antônio Correia de Araújo Furtado.
De Freguesia de São João Batista da Ribeira do Açu, Julgado de São João Batista da Ribeira do Açu, Povoação de São João Batista da Ribeira do Açu, Vila Nova do Príncipe, Vila Nova da Princesa (também chamava-se aquela região de Vila do Açu) passou a ter foros de cidade, através da Lei º 124, originária do projeto de 30 de setembro que, em 16 de outubro de 1845, aprovado e sancionado pelo presidente Casimiro José de Morais Sarmento, com a denominação de Assú.
E Assú foi a segunda cidade, bem como um dos centros mais antigos da Província do Rio Grande, já com tradição de inteligência e heroísmo. Teve até Capitão General, patente que nem a própria capitania nuca teve. Foi autor da lei que deu foras de cidade de Assú, o assuense deputado provincial João Carlos Wanderley (1811-1899), que também presidiu aquela província, na qualidade de 1º vice-presidente, durante alguns meses dos anos de 1847,48, 49 e 50.
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A ponte sobre o Rio Piranhas/Assu, denominada Felipe Guerra (ele foi bacharel em direito, desembargador, deputado constituinte, secretário de educação e ainda é nome de um município potiguar, na Chapada do Apodi). Aquela ponte começou a ser construída em 1948 e a sua conclusão se deu em 1952. Naquela época era o prefeito do município do Assu, Edgard Borges Montenegro. A sua extenção é de 555 metros. Ainda hoje é a maior ponte de concreto armado do Nordeste. Foi construída pelo técnico em carpintaria Francisco Gaag, de nacionalidade austríaca, naturalizado brasileiro. Gaag, a quem reverencio com saudades, foi o mesmo técnico que reconstruiu a parede do Açude Pataxó, em Ipanguaçu, quando esteve para ser arrombada, salvo engano, em 1966. Por sinal, naquela época, Seu Gaag, hospedava-se na casa de meu pai (em Assu) Edmilson Caldas que também trabalhou na construção daquela ponte. Ele, Seu Gaag, comentava que teria também participado da construção do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro). Finalmente, aquela ponte hoje faz a divisa entre entre os municípios de Assu, Itajá e Ipanguaçu. E Gaag, faleceu em Natal (onde morava), na década de setenta.Se cada um cultivar afeto, beleza e lealdade em seu ambiente, por pequeno que seja, isso há de espalhar claridade no mundo Lya Luft