terça-feira, 12 de março de 2013

CENÁRIO HUMANO


PIMENTEL – O VENCEDOR

Ivan Pinheiro

Quando nos referimos aos verdejantes carnaubais, de imediato, vem, à nossas mentes, algumas imagens que recordam os tempos áureos da cera de carnaúba. Também lembramos pessoas que se entregaram de corpo e alma para que esta atividade pudesse, por décadas, ser a principal economia da região. Francisco Pimentel Filho é um deles.

Pimentel, como é conhecido, é um homem de vivência regulada e comum. Na sua simplicidade, coberto pelo manto da honestidade, apoiado pela heroica e saudosa companheira Dona Eunice Fonseca Pimentel, conseguiu formar seus 11 filhos. Façanha quase impossível para uma família descendente de agricultores, oriunda da sofrida zona rural de Assu – atualmente Carnaubais.   

Nasci em Lagoa das Bestas, atualmente, comunidade de Bela Vista – Carnaubais, no dia 12 de fevereiro de 1921”. Esta foi a primeira resposta de Pimentel a nossa “entrevista”, quebrando o “gelo” da aconchegante área de sua residência, onde o encontrei sentado,  lendo uma revista.

Contou com saudosismo que no ano de 1927, o jovem Lauro Rodrigues de Góes, estudante de medicina na Bahia, adoeceu e abandonou os estudos, vindo morar em Carnaubais bem próximo da residência do humilde casal Francisco Pimentel Sobrinho e Luiza dos Santos Pimentel, o qual tinha uma prole numerosa. Um deles era Pimentelcom 7 anos de idade. Lauro de Góes tinha uma biblioteca formidável, composta por mais de mil livros. Dona Luiza, pediu para que ele ensinasse seu filho a ler e escrever. Pedido atendido. Depois de oito anos de estudos, o adolescente, Pimentel, transformou-se num verdadeiro doutor das letras, principalmente em português, geografia e matemática.

Daí pra frente sua vida transformou-se em sinônimo de trabalho. Aos 14 anos foi tomar conta do armazém de uma de suas tias em Alto do Rodrigues. Na época, foi considerado um dos maiores dançarinos da região. Afirma que atravessava o rio cheio, em “cavalete”, com a roupa na cabeça para ir às festas dançar e namorar.

Ao completar a maioridade prestou serviço militar no II Batalhão de Carros de Combate – BCC, em Natal, em plena segunda guerra mundial. Foram dois anos de muita tensão. Pimentel era responsável pela bateria antiaérea. Dava guarda ao litoral, principalmente na praia de Ponta Negra. Depois, na patente de Cabo, trabalhou na tesouraria sob o comando do 1º Tenente Abel Cabral tornando-se grandes amigos. Não chegou a ir para a Itália. Ao sair, recebeu diploma de honra ao mérito.

Retornando a sua terra, pelo seu dinamismo, foi convidado para trabalhar na empresa de Minervino Wanderley. Após o falecimento do patrão (Minervino), em 1950, pela sua dedicação e caráter exemplar foi convidado para ser sócio da empresa “Carvalho & Cia”.

Para aperfeiçoar seus conhecimentos, cursou contabilidade pela Escola Técnica do Comércio do Colégio Nossa Senhora das Vitórias – Assu, tendo a 15 de dezembro de 1956, recebido o diploma de contador.

Durante décadas, a empresa “Carvalho & Cia” atuou como financiadora de pequenos agricultores para o corte do carnaubal, comprando as produções e transformando-as em “cera gorda” para depois exportá-las para a América do Norte, através do porto de Fortaleza. As viagens de Assu a capital Alencarina, no inverno, demoravam dois dias. Pimentel lembra: “-... trazíamos, no carro de Zé de Ana dinheiro em sacos. Nunca faltou um centavo, nem nunca fomos assaltados. Bons tempos...”.

Acendeu um cigarro. Observei seus olhos brilhando enquanto recordava o passado.  Dei-me por satisfeito... A idade não permite muito esforço, principalmente quando toca o emocional.  Apertei-lhe a mão. Agradeci e saí.

Após o falecimento de Dona Eunice, sua esposa, os filhos conseguiram convencê-lo a morar em Natal... Melhor assistência médica, maior proximidade da maioria dos filhos e netos... Não foi fácil deixar a Terra dos Carnaubais– berço de toda sua prole.

Pimentel, pela naturalidade e desprendimento com que se empenhou em prol do desenvolvimento econômico da região do Assu, pela sua inteligência, caráter ilibado, pelo exemplo de dignidade e respeito, enquanto esposo, pai, amigo e, acima de tudo, cidadão, merece o título de VENCEDOR.

segunda-feira, 11 de março de 2013


ATIVIDADE PARLAMENTAR

DEPUTADO GEORGE SOARES PEDE APOIO DO BISPO D. MARIANO PARA REALIZAÇÕES DE PROJETOS

O deputado estadual George Soares (PR) participou na tarde de ontem, 10, da visita do bispo Dom Mariano Manzana ao município do Assu. O bispo permanecerá na Terra de Irmã Lindalva no período de 10 a 17 de março, onde visitará todas as capelas da cidade.

Na oportunidade, o parlamentar parabenizou padre Flávio pelo trabalho desenvolvido frente à paróquia, além de ressaltar que a visita do bispo era a prova do carinho dele com Assu e região.

“A mais de 40 anos que nossa paróquia não recebia uma visita dessa. Aproveitei a oportunidade para pedir apoio ao Bispo para darmos inicio a construção do santuário de Irmã Lindalva e ao projeto que cria a Agencia de Desenvolvimento do Vale. O apoio da paróquia é fundamental para a realização destes projetos”, comentou. 
Assessoria Parlamentar Deputado Estadual George Soares

VISITA PASTORAL

Começa neste domingo o Itinerário da Visita Pastoral do bispo em Assu Dom Mariano Manzana




Tem início hoje na paróquia de São João Batista, em Assu, a programação oficial da Visita Pastoral que trará à cidade o bispo da Diocese, dom Mariano Manzana. O bispo permanecerá no município no período de 10 a 17 de março em curso. E, durante todo este tempo, visitará todas as capelas urbanas e rurais que se encontram dentro da área de jurisdição administrativa da mencionada paróquia. A recepção ao bispo acontecerá neste próximo domingo, dia 10 de março, às cinco da tarde. A acolhida ao sacerdote ocorrerá na capela São Tarcísio, bairro Dom Elizeu. Em seguida todos se deslocarão em caminhada até o anfiteatro Prefeito Arcelino Costa Leitão, na Praça São João, palco da primeira celebração litúrgica sob a condução do bispo.

domingo, 10 de março de 2013


a mulher e tudo!!!cuide!!
NASCE MARIA BONITA, A PRIMEIRA MULHER CANGACEIRA

No dia 8 de março de 1911 nascia, na atual cidade de Paulo Afonso, na Bahia, Maria Gomes de Oliveira, mais conhecida como Maria Bonita. Ela entrou para a história como a primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros e também foi a mulher de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, conhecido como o "Rei do Cangaço". A relação durou oito anos, e o casal teve uma filha, Expedita Ferreira Nunes, que foi criada por um casal de amigos vaqueiros. Depois disso, Maria Bonita engravidou outras vezes, mas sofreu abortos ou os bebês morreram ainda pequenos.

Maria Bonita morreu no dia 28 de julho de 1938, no sertão de Sergipe, após ser degolada pela polícia. O mesmo aconteceu com Lampião e outros nove cangaceiros. (Fonte: History Channel com #assessoria)

















ASCE MARIA BONITA, A PRIMEIRA MULHER CANGACEIRA

No dia 8 de março de 1911 nascia, na atual cidade de Paulo Afonso, na Bahia, Maria Gomes de Oliveira, mais conhecida como Maria Bonita. Ela entrou para a história como a primeira mulher a participar de um grupo de cangaceiros e também foi a mulher de Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, conhecido como o "Rei do Cangaço". A relação durou oito anos, e o casal teve uma filha, Expedita Ferreira Nunes, que foi criada por um casal de amigos vaqueiros. Depois disso, Maria Bonita engravidou outras vezes, mas sofreu abortos ou os bebês morreram ainda pequenos.

Maria Bonita morreu no dia 28 de julho de 1938, no sertão de Sergipe, após ser degolada pela polícia. O mesmo aconteceu com Lampião e outros nove cangaceiros. (Fonte: History Channel com #assessoria)
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De: Permita-se. Foto de palavras & sentimentos.
Ame, apaixone-se, erre, erre quantas vezes forem necessárias.. Sorria, brinque. chore, beije, morra de amor, sinta, sonhe, cante, grite, viva... O fim nem sempre é o final, a vida nem sempre é 
real, a roda nem sempre é gigante, o passado nem sempre passou, o presente nem sempre ficou, o hoje nem sempre é agora. O tempo... o tempo não pára ! Se for para esquentar, que seja com o sol, se for para enganar que seja o estomago, se for para chorar que se chore de alegria, se for para mentir que seja a idade, se for para roubar que se roube um beijo, se for para perder, que seja o medo, se for para cair, que seja na gandaia, se existir guerra, que seja de travesseiros, se existir fome, que seja de amor, se for para ser feliz que seja o tempo todoooo .. 
Não sei se estou perto ou longe demais, se peguei o rumo certo ou errado. Sei apenas que sigo em frente, vivendo dias iguais de forma diferente. Já não caminho mais sozinho, levo comigo cada recordação, cada vivência, cada lição. E, mesmo que tudo não ande da forma que eu gostaria, saber que já não sou o mesmo de ontem me faz perceber que valeu a pena ...
( autor desconhecido )



















Ame, apaixone-se, erre, erre quantas vezes forem necessárias.. Sorria, brinque. chore, beije, morra de amor, sinta, sonhe, cante, grite, viva... O fim nem sempre é o final, a vida nem sempre é
real, a roda nem sempre é gigante, o passado nem sempre passou, o presente nem sempre ficou, o hoje nem sempre é agora. O tempo... o tempo não pára ! Se for para esquentar, que seja com o sol, se for para enganar que seja o estomago, se for para chorar que se chore de alegria, se for para mentir que seja a idade, se for para roubar que se roube um beijo, se for para perder, que seja o medo, se for para cair, que seja na gandaia, se existir guerra, que seja de travesseiros, se existir fome, que seja de amor, se for para ser feliz que seja o tempo todoooo ..
Não sei se estou perto ou longe demais, se peguei o rumo certo ou errado. Sei apenas que sigo em frente, vivendo dias iguais de forma diferente. Já não caminho mais sozinho, levo comigo cada recordação, cada vivência, cada lição. E, mesmo que tudo não ande da forma que eu gostaria, saber que já não sou o mesmo de ontem me faz perceber que valeu a pena ...
( autor desconhecido )

"Tenta te orientar pelo calendário das flores, esquece por um momento os números, a semana, o dia do teu nascimento. Se conseguires ser leve, aproveite, enche tuas malas de sonhos e toma carona no vento."
Fernando Campanella

Jornal "O Brado Conservador". Assú, 23 de setembro de 1881.

Quem dá notícias do escravo "Antônio", que fugiu da fazenda Sant'Anna, freguesia de Macau?

De: Varzea do Açu


Foto: O mais antigo desenho de uma carnaúba. Feito por Georg Marcgrave entre 1639 e 1643.

De: Várzea do Açu, foto de Benedito de Souza Melo.
O mais antigo desenho de uma carnaúba. Feito por Georg Marcgrave entre 1639 e 1643

Transforme o quarto da sua filha adolescente num verdadeiro sonho! Uma boa opção para aproveitar espaço e criar móveis multi funcionais, como armários embaixo e estantes na parte superior da cama. Boa diversão! (Imagem: Pinterest)

sábado, 9 de março de 2013


Convencimento ou positividade?

Sou a vontade que molda o barro
A força que empurra o carro
A mão que escreve o poema
O sonho que vale a pena
E sou a mão que puxa o carro
E a força que amassa o barro
E o sonho que se transforma em poema
E a alegria que vence a pena…
E o desejo e a vontade
E o milagre
Cedo que não se faz tarde!
Se o mundo acabar amanhã
Serei imortalidade!

(Simples-mente)
[Emílio Miranda]











Convencimento ou positividade?
Sou a vontade que molda o barro
A força que empurra o carro
A mão que escreve o poema
O sonho que vale a pena
E sou a mão que puxa o carro
E a força que amassa o barro
E o sonho que se transforma em poema
E a alegria que vence a pena…
E o desejo e a vontade
E o milagre
Cedo que não se faz tarde!
Se o mundo acabar amanhã
Serei imortalidade!

(Simples-mente)
[Emílio Miranda]

Quem deseja ver o arco-íris precisa aprender a gostar da chuva.
Quem deseja ver o arco-íris precisa aprender a gostar da chuva.

"Nada recebido do Governo é gratuito"


João Dionisio Amoêdo-Presidente do partido NOVO


Formado por um grupo de executivos e profissionais liberais, o Partido NOVO, está surgindo com a ideia de ser uma legenda sem políticos, para que possa então assim, levar práticas da iniciativa privada para a vida pública. Para saber mais do que pensa esse novo “jogador” da política nacional, convidamos o presidente do novo partido, o economista carioca João Dionisio Amoêdo, o seu principal porta-voz. O executivo, foi vice-presidente do Unibanco, hoje integra os conselhos de administração do Itaú BBA e da João Fortes Engenharia, além de ser sócio da Casa das Garças, centro de estudos que reúne economistas do ninho tucano, como Edmar Bacha, André Lara Resende e Armínio Fraga Neto considerado por muitos adversários, o pupilo do especulador húngaro-americano George Soros. Não podemos esquecer também que Fraga, foi presidente do Banco Central no Governo de Fernando Henrique Cardoso. O vice-presidente do partido será Marcelo Lessa Brandão, ex-executivo do grupo BFFC, que controla marcas como Bob’s, KFC e Pizza Hut. “Podíamos ter criado uma ONG (Organização não Governamental), mas achamos que um partido teria capacidade de ação muito maior. Existem muitos partidos por aí, mas nenhum deles defende a eficiência e a redução de impostos como principal bandeira. A eficiência é a nossa principal plataforma. Os candidatos do Partido Novo terão metas de gestão e serão cobrados para cumpri-las. Estamos acostumados a ouvir bons discursos e boas propostas, mas com execuções normalmente ruins. Escolhemos um caminho diferente, que apesar de longo, julgamos mais correto. Pretendemos implantar uma marca de eficiência na gestão pública e fazer do NOVO realmente, uma nova opção municipal e, posteriormente estadual e federal.”, anuncia sempre Amoêdo em seus discursos. Ele afirma nunca ter se filiado a uma legenda, principalmente pela forma como a política é realizada em nosso país. Ao portal Panorama Mercantil, ele revela a sua visão sobre assuntos como o Bolsa Família, além de dizer que a frustração do insucesso com o Partido Novo, irá incomodá-lo bem menos, do que a frustração de não tentar implementar esse projeto. Acompanhe agora a entrevista e tire as suas próprias conclusões.

Panorama Mercantil-Muita gente diz que o Partido NOVO chega para ser diferente. Como ser diferente numa política onde o jogo do toma lá dá cá é a tona?
João Dionisio Amoêdo-Temos hoje um ciclo vicioso no cenário politico nacional. As pessoas se sentem mal representadas e têm uma péssima avaliação sobre as práticas atuais. O resultado é o afastamento e a pouca participação. Logo, a maioria dos que se envolvem na política o fazem para defender interesses próprios. A não resistência e a ausência de cobrança gera a repetição e, o pior, a perpetuidade deste ciclo. Ficamos sujeitos a poucos grupos que dividem o poder e negociam favores entre si conforme os seus interesses. Reverter este quadro é um processo necessário. O que o NOVO pretende fazer é criar um partido baseado em valores e conceitos, sem defender os interesses de um grupo específico, e conscientizar os cidadãos que somente com a sua participação ativa, os políticos se transformarão em verdadeiros representantes dos eleitores, o que seria o esperado numa sociedade democrática. O político deve representar e prestar contas ao eleitor, e não aos grupos de pressão. Um conceito fundamental para o NOVO: O indivíduo deve ser o agente de mudanças e é o único criador de riquezas.

Panorama-Por quê a ideia de num primeiro momento não ter membros no partido vindos da vida pública?
Amoêdo-Por três motivos: incentivar o preenchimento das posições por novos políticos; minimizar os vícios e as práticas da atual política; e evitar a caracterização do partido como de uma agremiação pertencente a uma única liderança ou a um grupo específico. Isso não significa dizer que não poderemos ter políticos no NOVO. Eles serão bem vindos desde que compartilhem dos mesmos valores e objetivos e coloquem projetos pessoais em segundo plano.

Panorama-A bandeira principal do partido é atuar na melhoria da gestão pública. Sabemos que geralmente a iniciativa privada gosta de enxugar o número de pessoas para conseguir esse objetivo, mas como fazer isso em uma máquina que está totalmente engessada e cheia de pessoas?
Amoêdo-A iniciativa privada não gosta, necessariamente, de enxugar o número de pessoas. O que ela busca é otimizar os custos para oferecer um produto de melhor qualidade e preço competitivo ao seu cliente. É somente com esta lógica que ela consegue enfrentar a concorrência e sobreviver. Esta, infelizmente, não é a mesma dinâmica presente no serviço público. O NOVO trabalha com dois objetivos principais. No curto prazo queremos melhorar a qualidade da gestão. Para isso, é fundamental a implantação de regras que privilegiem a meritocracia e a cobrança de resultados. Acreditamos que dentro deste ambiente a depuração acontecerá normalmente. Já temos o exemplo deste roteiro em algumas administrações públicas atuais. Numa visão de longo prazo, o principal desafio do NOVO é reduzir o escopo de atuação do Estado para diminuírmos o desperdício, a corrupção e construírmos uma sociedade mais próspera.

Panorama-O NOVO quer ser um partido de ideias e não um partido de pessoas. Muitas vezes ou quase sempre, os líderes dos partidos se tornam mais importantes e até maiores que os mesmos. Como o Novo fará para tentar não entrar nesse vício tão comum na política do nosso país?
Amoêdo-Lideranças são bem vindas e importantes dentro de qualquer organização, e o seu exemplo de atuação é que irá nortear o grupo. O problema é quando estas lideranças passam a defender projetos pessoais. Este é o caminho que queremos evitar no NOVO. Acreditamos que algumas ações possam minimizar este risco. São elas: basear o partido em valores e objetivos e não em líderes carismáticos, e promover a constante renovação dos seus quadros.

Panorama-Os membros do partido em sua grande maioria, são pessoas que de alguma forma são vindas do setor privado como executivos, profissionais liberais e empresários. Qual a estratégia do partido para falar com as pessoas das classes menos favorecidas, já que muitos estudiosos dizem que é nesse público que as eleições são ganhas na verdade?
Amoêdo-Acreditamos que as pessoas, independente da classe social, têm bom senso e raciocínio lógico. O NOVO dirá o que julga correto e não necessariamente o que as pessoas gostariam de ouvir. O que procuraremos mostrar de forma transparente e didática é que o indivíduo é o melhor gestor dos seus recursos; que a iniciativa privada – refém da concorrência e do consumidor – provê os melhores serviços a custos mais baixos e que nada do que recebemos do governo é gratuito.

Panorama-Em uma entrevista, você afirmou que o novo poderia ser um partido de centro-direita. Como sabemos em muitos casos, quem diz que é de direita, sempre é tachado como reacionário para ficar na palavra mais leve. Não tem medo que isso possa acontecer com a legenda?
Amoêdo-Não gostamos desta classificação, não por termos medo de nos posicionarmos, mas simplesmente porque ela não reflete, adequadamente, os princípios e objetivos do NOVO. Defendemos uma sociedade que seja baseada nos seguintes valores: visão de longo prazo, aplicação rigorosa da leis, meritocracia, livre mercado e liberdades individuais preservadas. O único temor que temos com a formação do NOVO é de que ele cresça sem transmitir a mensagem que desejamos. O insucesso por adotarmos o caminho que julgamos correto não nos assusta.

Panorama-O que enxerga de bom e de ruim no Governo da presidenta Dilma Rousseff?
Amoêdo-O bom são as intenções, o ruim os resultados. Infelizmente por uma questão ideológica, a presidente acredita em um planejamento central do governo e em um Estado intervencionista. As decisões tomadas acabam por contrariar a lógica do livre mercado e pioram os problemas existentes ou geram soluções de curto prazo com altos custos no longo prazo.

Panorama-Uma das propostas do NOVO é que o Estado deve ter uma atuação menor na sociedade. Acreditamos então que vocês são contra os planos de assistência governamental, como o Bolsa Família por exemplo?
Amoêdo-De fato acreditamos que a redução do Estado é um caminho a ser seguido. Queremos diminuir os impostos e devolver o dinheiro e consequentemente o poder ao cidadão. Esta proposta não é defendida por nenhum dos partidos existentes. A disputa é sempre por quem irá administrar os quase 40% do PIB resultante da enorme carga tributária. No cenário defendido pelo NOVO teríamos menos corrupção, menos burocracia, menor custo de campanhas eleitorais, menos ineficiência, maior incentivo a um espírito empreendedor e maior criação de riqueza. Somos favoráveis a um plano que retire as pessoas da marginalidade e as incorpore ao mercado. Gostamos, portanto, da ideia de um plano de combate a miséria, mas discordamos da forma como o Bolsa Família trata o problema, pois este mantém as pessoas dependentes do Estado de forma permanente. No nosso conceito o indivíduo que deixa de ser miserável é aquele que, com alguma qualificação, consegue trabalhar, receber uma remuneração e sobreviver sem depender de nenhuma outra ajuda externa. Dentro desta lógica o plano contra miséria deveria: melhorar a educação básica, simplificar a legislação trabalhista, incentivar o empreendedorismo e combater a inflação. O Bolsa Família deveria ser apenas um componente deste plano, utilizado para situações emergenciais. O indicador de sucesso desta política deveria ser uma relação inversa da quantidade de pessoas que recebem o benefício e não uma relação direta, como acontece hoje.

Panorama-O partido bate quase sempre que a política não é profissão. Quais os planos do NOVO para que por exemplo, um membro não fique tanto tempo em um cargo público fazendo disso uma carreira?
Amoêdo-Este é um dos nossos desafios: buscar pessoas que já exerçam uma atividade ou profissão e que portanto não dependam da permanência na política para sobreviver. Não nos parece razoável que a participação política seja uma forma para que alguém mude o seu patamar de renda ou consumo. Isto deve ser proporcional a sua qualificação profissional. O estatuto do NOVO veda mais de uma reeleição para o mesmo cargo.

Panorama-Em um vídeo, vocês afirmaram que o eleitor deve ser um cliente e o Governo uma empresa. Como fazer para que esse cliente [eleitor] não leve essa empresa [Governo] sempre para o “Procon”, já que o seu serviço na maioria das vezes não está nada satisfatório?
Amoêdo-Esta é a grande diferença entre o funcionamento do Governo e o da iniciativa privada. Na iniciativa privada as trocas são voluntárias, ou seja, só pagamos por algo quando estamos satisfeitos pelos serviços que recebemos. No Governo não temos esta opção. Pagamos os impostos que nos são cobrados independente da qualidade dos serviços e da sua utilização. A forma de minimizarmos este problema é reduzirmos a atuação do Estado. Com uma presença menor do Estado, cobraremos menos impostos, devolveremos o dinheiro aos cidadãos e os deixaremos, efetivamente, na posição de clientes para fazerem as escolhas que desejarem. Infelizmente o caminho que vem sendo adotado no Brasil é o contrário. Temos cada vez mais um Estado intervencionista, inchado, burocrático e cobrando altos tributos. O resultado são serviços públicos ruins pois não há concorrência, e um ambiente mais propício a corrupção.

Panorama-Você é a favor do financiamento público de campanhas?
Amoêdo-Não. Sou contra. Não me agrada a ideia de retirarmos mais dinheiro dos cidadãos, via impostos, transferindo-o para o Poder Público que estaria encarregado de estabelecer as regras para distribuição desta verba. Este conceito vai na direção oposta ao que defendemos, ou seja, os recursos ficando o máximo possível nas mãos do cidadão, que fará as melhores escolhas. O argumento de que na prática já existe financiamento público na medida em que as doações privadas são apenas “empréstimos” que serão repagos de alguma forma com recursos públicos não me parece aceitável. Não vamos corrigir um erro com a adoção de outro.

Panorama-Hoje ser político para grande parte da população é ser ladrão, como mudar isso?
Amoêdo-Primeiro através do cumprimento rigoroso da leis, um dos nossos principais valores. Segundo, conscientizando as pessoas que a vida em sociedade pressupõe a existência da política e dos políticos, e que a responsabilidade é nossa, como eleitores e formadores de opinião, se pessoas desonestas ou sem qualificação estão sendo eleitas. Este provavelmente é um dos principais desafios do NOVO neste estágio.

Panorama-Conselheiro o Itaú-BBA, da João Fortes Engenharia e sócio da Casa das Garças, ou seja você é um homem bem-sucedido. Não fica receoso em deixar essa suposta “tranquilidade” para se expor em um território [política] tão perigoso e muitas vezes cruel ?
Amoêdo-Esta tranquilidade no meu entender é relativa. Acredito que atitudes erradas têm consequências ruins, ainda que levem algum tempo. Temos exemplos disto em casa, no nosso trabalho e no nosso país. O que muda em cada um destes ambientes é o intervalo de tempo entre as ações e os resultados. Não acredito que uma participação política tão reduzida e um modelo que concentre o poder nas mãos do Estado traga bons resultados no futuro. Ao constatar esta realidade, e acreditando na responsabilidade que temos com as futuras gerações é inevitável não tomar uma atitude. A frustração do insucesso irá me incomodar bem menos do que a frustração de não tentar.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Discurso da deputada federal Sandra Rosado pelo Dia 8 de Março


Vivemos, no nosso País, um momento de alta significação histórica, mas paradoxal, no que se refere à participação das mulheres na sociedade. Se, por um lado, o mais elevado cargo público da República é ocupado por uma mulher, por decisão soberana da população, é fato inegável que ainda estamos muito longe de conquistar uma efetiva igualdade entre os gêneros no Brasil.

Prova disso é a baixa representação feminina em todos os cargos eletivos, nas três esferas da federação. Mesmo sendo maioria na população, as mulheres ocupam menos de 10% das cadeiras desta Casa, com 47 eleitas em 2010, e nenhuma representante na atual Mesa Diretora. No Senado Federal, a proporção, embora seja um pouco maior, também não reflete o peso e a importância das mulheres na vida nacional: das 81 cadeiras apenas 8 são ocupadas por mulheres e somente uma compõe a Mesa Diretora do Senado.

Há quinze anos, foi promulgada lei que instituía a cota mínima de 30% para as candidaturas femininas, mas, ainda assim, nas últimas eleições, somente 13,3% do total de vagas para vereadores foram preenchidas por mulheres, que também conquistaram apenas 11,8% das prefeituras.

Esta desproporção acontece porque, infelizmente, ainda é prática comum o registro de candidatas apenas para compor a lista, sem condições de ganhar as eleições. Para que a lei de cotas torne-se efetiva, é necessário investimento na formação política das mulheres, bem como apoio financeiro para sustentar as campanhas femininas.

A baixa representação política das mulheres é apenas uma das facetas da cultura patriarcal que impera no País. A discriminação da mulher no mercado de trabalho e a violência sexista são dois dos efeitos mais visíveis desta cultura, que insiste em tratar as mulheres como cidadãos de segunda classe, a despeito de toda a mobilização liderada pelas próprias mulheres com o intuito de conquistar uma posição de equidade em relação aos homens na nossa sociedade.

As mulheres brasileiras já detêm a maioria das matrículas no ensino médio, dominam a graduação e obtêm o maior número de bolsas de mestrado e de doutorado. Isso acontece porque trabalham, estudam e muitas vezes cuidam da casa e dos filhos sozinhas. Ainda assim, recebem, em média, salário trinta por cento menor do que o dos homens e com frequência são preteridas para cargos de comando somente em função do gênero.

Não há dúvidas de que a disparidade salarial e a desvalorização do trabalho doméstico são formas surdas e dissimuladas de violência, que devem ser denunciadas e punidas. Ainda mais revoltante, porém, é a violência física contra as mulheres, que se manifesta de forma particularmente brutal nas agressões sofridas no interior dos próprios lares, em geral praticadas por maridos e companheiros.

Não podemos continuar ignorando a enorme dívida da sociedade brasileira em relação às suas mulheres. Além da violência doméstica, elas são vítimas de crimes como a exploração sexual e o tráfico de mulheres, pouco investigados e quase nunca punidos; têm a integridade física ameaçada pela falta de atendimento especializado à saúde; sofrem os efeitos de ter sua mão de obra desvalorizada, colocando-as, muitas vezes, em uma situação de impotência e submissão em relação a pais, maridos e companheiros.

É urgente e imprescindível, pois, que promovamos o empoderamento político e econômico das mulheres. Está nas nossas mãos, nas mãos dos nobres Colegas Deputados e Deputadas, a aprovação de propostas que efetivamente melhorem a vida das brasileiras, muitas das quais há anos em tramitação nesta Casa.

Entre estas propostas, destaco a PEC 590/06, que assegura a representação proporcional de cada gênero na composição das Mesas e das comissões da Câmara e do Senado; o PL 6653/09, que obriga o tratamento igualitário entre homens e mulheres no mercado de trabalho no tocante ao processo seletivo, formação e promoção; e a PEC 30/07, que amplia o período de licença-maternidade de 120 para 180 dias.

As mulheres brasileiras demonstram todos os dias, com sua competência, seriedade e determinação, tanto na vida pública quanto na vida privada, que estão plenamente preparadas para assumir o lugar que lhes é de direito em todos os setores da vida nacional.

Quando isso ocorrer, haverá um ganho inestimável para a toda a sociedade. Só quando houver harmonia, respeito e solidariedade entre os gêneros, seremos um País justo. Temos o dever de legar às futuras gerações uma Nação em que homens e mulheres, juntos, participem da construção do Brasil próspero, justo e verdadeiramente democrático com que sonhamos.
Obrigada.
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AS APRESENTAÇÕES DO POETA ASSUENSE RENATO CALDAS EM NATAL E ARACAJU By   Rostand Medeiros 7 de agosto de 1937 O poeta Renato Caldas nasceu n...