Issac Ribeiro - repórter
Depressão, esquizofrenia, transtorno bipolar, alzheimer e outros distúrbios psíquicos possuem, cada qual, padrões próprios e específicos. Mas não só isso. Cada patologia dessas tem uma imagem própria, uma espécie de fotografia que a diferencia uma das outras. Quer dizer então ser possível fazer um retrato da mente? Pelo menos é o que a Cintilografia de Perfusão Cerebral proporciona. O exame foi desenvolvido pelo médico chileno, naturalizado norte-americano, Ismael Mena, na Universidade da Califórnia (EUA) e introduzido no Brasil pelo médico potiguar Roberto Jales, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.
Arquivo TN
Natal é pioneira no Brasil na realização da Cintilografia de Perfusão Cerebral, procedimento criado na Califórnia, que distingue doenças psíquicas
O procedimento vem atraindo a Natal pacientes de várias cidades brasileiras, como Curitiba, São Paulo, Fortaleza, de acordo com Roberto Jales, que atende uma média de seis pacientes por semana em sua clínica.
A cintilografia cerebral auxilia psiquiatras e psicólogos a obterem um diagnóstico mais preciso, bem como tomar decisões mais acertadas sobre tratamento e sua eficácia. A opinião sobre a aparente patologia pode variar de um profissional para outro. O que pode ser esquizofrenia para um, pode-se tratar de um transtorno bipolar para outro, ou ainda uma depressão. É aí que entra a Medicina Nuclear e seus exames.
saiba mais
Roberto Jales explica que todo exame de Medicina Nuclear revela, antes de tudo, a função, a fisiologia, a vida. No caso da cintilografia cerebral, é injetada uma substância radioativa no paciente, associada a um fármaco, que aponta a patologia através de cores específicas em determinadas áreas do cérebro amarelo para normalidade, vermelho para transtorno bipolar, azul para esquizofrenia.
O médico Ismael Mena iniciou os estudos para a criação da cintilografia cerebral em 1980. Foram selecionados 300 pacientes sabidamente esquizofrênicos, 300 bipolares e 300 com outros tipos de distúrbios. Os resultados apontaram padrões de imagens para cada doença, sendo catalogados em um grande banco de dados.
Neste estudo pioneiro, nós temos o privilégio de ter esse banco de dados. Eu injeto aqui em Natal uma substância absolutamente igual a que Ismael Mena injeta lá. O exame é idêntico, sem nenhuma diferença. Aí, a gente manda as imagens para ele, que vê em qual é o grupo que se enquadra, trabalhamos, discutimos e formalizamos um laudo, comenta Roberto Jales.
Cintilografia cerebral
o que é
Cintilografia cerebral é um exame realizado a partir da administração de uma substância radioativa no sangue que reage com os neurônios e cria padrões de imagens coloridas, analisadas na tela, especificando patologias específicas da mente.
o que gera
Maior precisão no diagnóstico de doenças psiquiátricas, além de ajudar a tomar decisões mais acertadas sobre tratamento.
Fonte: Tribuna do Norte





![Por que 1º de abril é o dia da mentira?
A brincadeira surgiu na França, no reinado de Carlos IX (1560-1574). Desde o começo do século XVI, o ano- novo era comemorado em 25 de março, com a chegada da primavera. As festas, que incluíam troca de presentes e animados bailes noite adentro, duravam uma semana, terminando em 1º de abril. Em 1562, porém, o papa Gregório XIII (1502-1585) instituiu um novo calendário para todo o mundo cristão - o chamado calendário gregoriano - em que o ano-novo caía em 1º de janeiro. O rei francês só seguiu o decreto papal dois anos depois, em 1564, e, mesmo assim, os franceses que resistiram à mudança, ou a ignoraram ou a esqueceram, mantiveram a comemoração na antiga data. Alguns gozadores começaram a ridicularizar esse apego enviando aos conservadores adeptos do calendário anterior - apelidados de "bobos de abril" - presentes estranhos e convites para festas inexistentes. Com o tempo, a galhofa firmou-se em todo o país, de onde, cerca de 200 anos depois, migrou para a Inglaterra e daí para o mundo.
No Brasil, o primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou A Mentira, um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1828, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.
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