sábado, 20 de fevereiro de 2010

SABUGO HIGIÊNICO

Alfredo Mesquita como deputado estadual era conhecido pelo seu temperamento impetuoso e autoritário. e uma feita, discursando na Assembléia, tecia aqtaque ao então governador Dinarte Mariz. Não gostava muito de ser aparteaado por seus colegas, pois, seguno dizia, "quebrava o ritmo do seu raciocínio". Poré,, a certa altura, recebeu um aparte de um colega da UDN que procurou defender o governo. Ao fim do aparte, virou-se para a bancada da UDN e sentenciou: "um aparte bosta como esse, só podia partir de um deputado como Fulano de Tal, sabugo, higiênico de todos os governos do Rio Grande do Norte". O riso foi geal. E nem por isso o deputado, que era seu amigo, se sentiu ofendido, pois conhecia seu temperamento.

Valério Mesquita
(Do livro "Macaíba de seu Mesquita, 2. edição)

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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

EM CARNE

Ai! quando um dia eu te cingir, cativa
De meus afetos, desmaiada e nua,
Tu rolarás como uma chama viva,
Quando eu morder-te a fina carne crua...

Tu'alma branca, que em ilusões flutua,
Que à amargura e ao desprazer se priva,
Gás dessa chama que o meu peito atua
Irá rolando loucamente, esquiva...

E sobre a nave desse leito branco,
Bem enlaçados, num aperto franco,
Os nossos corpos rolarão, querida.

Então verei do teu olhar fogoso:
A viva chama que alimenta o gozo,
A viva chama que alimenta a vida.


João Lins Caldas
(Sacramento, 31.8.1907)

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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

ME DÁ UM DINHEIRO AÍ

No município do Assu, na década de cinquenta, sessenta e setenta, disputava a liderança do Vale do Assu os deputados estaduais chamados Olavo e Edgard Montenegro. Olavo tinha fama de gastador e Edgard de 'pão duro" , no  dizer popular. O muito exigente, vendia o voto por um prato de comida no dia da eleição (ficavam encurralados), por um sapato, uma camisa, uma calça, dentadura e outros bichos. Pois bem, numa certa eleição o combativo deputado Olavo disputava a reeleição, bem como Edgard. Os organizadores da campanha deste último saíram pelo comércio da cidade, para conseguir algum dinheiro e, consequentemente, ajudar a sua reeleição a assembléia legislativa estadual. O primeiro a ser abordado fora o compadre e amigo de Edgard chamado Manoel de Camilo também tido na cidade como 'pão duro'. Aqueles organizadores disseram a ele, Manoel, que Edgard logo após a eleição devolveria a quantia que ele pudesse arranjar. Dito e feito. Camilo arranjou uma quantia significante e, passaram as eleições, um mês, dois, e nada de Manoel ter o retorno da quantia emprestada. Veio o mês de fevereiro, carnaval no Clube Municipal (altos da prefeitura) Edgard dançava com os amigos cada um com a mão no ombro de cada um, dançando circulando pelo salão. Foi então quando a orquestra começou a tocar o frevo canção que diz assim: "Ei você aí, me dá um dinheiro aí me dá um dinheiro aí". Manoel de Camilo aproveitando a oportunidade cobrou ao velho compadre (inocente com o referido empréstimo) batendo forte em seu ombro acompanhando o rítimo daquela música dizendo em voz alta ao pé do ouvido de Edgard de tal modo: "Ei compadre aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí". É que em carnaval de tudo acontece!

Em tempo: Essa estória não tem o sentido de denegrir a imagem de Edgard Montenegro, absolutamente. O povo do Assu conhece da sua integridade absoluta. Tenho por ele, além dos laços de parentescos que nos une, uma grande admiração e respeito. O sentido dessa estória é apenas humorístico.

Fernando Caldas



VELHOS CARNAVAIS DE CLUBE DO ASSU

CARNAVALEU - CARNAUBAIS

Meu conterrâneo, amigo (ex-colega de assembléia legislativa) professor Aluízio Lacerda e o prefeito de Carnaubais Luizinho Cavalcante prestigiando o carnaval da tera carnaubense as margens do Piranhas.Fotografias do Blog de Juscelino Franca e Aluízio Lacerda.

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  A BELA E INTERESSANTE “DEUSA DO ASSÚ” Imagem 24/04/2026 TOK DE HISTÓRIA Rostand Medeiros – https://pt.wikipedia.org/wiki/Rostand_Medeiros...