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Nessa vida já dei muita mancada Por cachaça, já fiz muita baderna Dava o passo maior que minha perna E o meu ímpeto sempre acabava em nada Vi toda a minha fama acabada Parei por um instante e pensei Não foi isso da vida o que almejei Vou agir de forma mais cautelar APRENDI COM O TEMPO, A ESPERAR POIS QUANDO TIVE PRESSA, EU ERREI Fabio Gomes

Imagens impressionantes de um acidente em Assu

Alba Fonseca de Sá Leitão

Morreu Alba Leitão. Hoje. Desaparece   com ela uma época. Alba Leitão personificou o glamour, em Assu, por muitos anos.   Ela foi a imagem dos bailes elegantes e das grandes festas, quando se apresentava com vestidos especiais, calçava luvas, colocava sapatos altos   e resplandecia   pelo bom gosto.   Gestos e voz se harmonizavam.   Eram os anos finais da década de 1950. A década de 1960. Os anos dourados das orquestras que enchiam o ar com o som dos metais, ou   o   ritmo dado pelas maracas, pois as grandes orquestras   seguiam o estilo americano ou mexicano. Esse era o ambiente em que Alba se movia e impregnava de elegância. Para compor a   personagem   vem a frase   que lhe atribuía a qualidade de árbitro da moda, na cidade.  Se Alba   vestiu é porque está na moda, era o sussurro à sua passagem.   Mas    não era uma moda   simplesmente   vinda da costureira fina e dos tecido...
Aqui está como é a vida: toda essa água a caminho do mar... Caldas
IMPOSSÍVEL Tudo findo. Deixaste-me e seguiste O primeiro que veio ao teu caminho; Não pensaste sequer que fiquei triste, Preso à desgraça de viver sozinho! Dois longos anos! ... Nunca mais me viste! ... Foram-se as aves, desmanchou-se o ninho! ... Hoje, me escreves: "Meu viver consiste Na mistura de lágrimas e vinho!" E me imploras: "Perdoa-me e consente Que eu vá viver contigo novamente, Pois só contigo poderei ter paz!" Eu te perdôo... mas o empecilio é este; Eu amava aquela alma que perdeste... Alma que nunca reconquistarás! ... (Rogaciano Leite) Fortaleza, Dezembro de 1948.