Morreu Alba Leitão. Hoje. Desaparece com ela uma época. Alba Leitão personificou o glamour, em Assu, por muitos anos. Ela foi a imagem dos bailes elegantes e das grandes festas, quando se apresentava com vestidos especiais, calçava luvas, colocava sapatos altos e resplandecia pelo bom gosto. Gestos e voz se harmonizavam. Eram os anos finais da década de 1950. A década de 1960. Os anos dourados das orquestras que enchiam o ar com o som dos metais, ou o ritmo dado pelas maracas, pois as grandes orquestras seguiam o estilo americano ou mexicano. Esse era o ambiente em que Alba se movia e impregnava de elegância. Para compor a personagem vem a frase que lhe atribuía a qualidade de árbitro da moda, na cidade. Se Alba vestiu é porque está na moda, era o sussurro à sua passagem. Mas não era uma moda simplesmente vinda da costureira fina e dos tecido...