Navegos publica fragmento de livro inédito de Franklin Jorge sobre um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, nascido em Goianinha [1888] e falecido no Assu [1967], cidade que ele considerava um “lugar de expiação”, como um dos círculos infernais descritos por Dante. CALDAS, O POETA QUE VIVEU NO INFERNO *Franklin Jorge Em Assu, todo mundo que se julgava dotado de algum talento tinha inveja das coisas que escrevia Seu Caldas. – Afirma Dona Lindú Amorim, recostada em sua cadeira de balanço, numa sala intima de sua casa, ao lado da antiga agencia do Banco do Brasil, no Centro da cidade. Tem 94 anos, pois nasceu em 1894. Seu Caldas foi apaixonado, em sua mocidade, por Alice Wanderley, Maria Alice Wanderley; poetisa, professora, de expressivos olhos negros; na linguagem literária da época, uma deidade morena. Figura na antologia organizada por Ezequiel Wanderley, em 1922. Seu Caldas chegou a escrever para Alice uns versinhos que se tornaram famosos. Deu o que falar em serõe...