segunda-feira, 12 de agosto de 2019

“Olho-me no espelho
Não me canso de me olhar.
Aquela que procuro se escondeu
Onde? Em que lugar?
E o tempo não perguntou a mim
Se desejo ou não envelhecer assim
Fico me olhando sem entender
O porque das rugas, dos olhos baços,
Os cabelos brancos e dos braços flácidos.
E o tempo não perguntou a mim
Se desejo ou não envelhecer assim.

_______________Maria Eugênia (poetisa assuense de Lavras), em Azul Solitário (1967).

Nenhum comentário:

Todos os sentimentos, todas as ideias, o irrequieto de todos os nossos pensamentos partem sem dúvida de uma desintegração. João Lins Caldas