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Na linguagem empolada de Luiz Edson
Fachin, "impende" dizer que ele — sem "menoscabo" à sua figura de homem íntegro — falhou clamorosamente na missão de conduzir a histórica sessão de terça-feira, 15, no STF.
Fachin havia prometido à sociedade brasileira que o STF atuaria com "firmeza e serenidade" para decidir sobre o caso de um ministro apanhado em falcatruas pela Polícia Federal. Firmeza não teve.
Nenhuma. Fazendo jus ao apelido interno de "Frachin", deixou a sessão chegar tropegamente ao fim sem decidir nada e sem sequer apresentar uma previsão de quando o fara.
Serenidade, porém, sobrou. Deixou-se esculachar pela galhofa de Gilmar Mendes e pela picardia de Flávio Dino, sem reagir à altura do cargo que ocupa e da gravidade da sessão que presidia. Também se mostrou inerte e apalermado frente a manobras protelatórias dos dois desabusados. Ambos comandaram um espetáculo de insolência e avacalhação contra as tímidas tentativas do presidente de fazer com que os trabalhos chegassem aonde todos os brasileiros honestos desejavam: a autorização para que a Polícia Federal investigue Alexandre de Moraes por condutas que o Código Penal tipifica como advocacia administrativa (uso de cargo público em proveito privado), corrupção passiva e, o mais grave para um ministro da Suprema Corte, obstrução da Justiça.
Em resumo: na sessão acompanhada pelo mundo inteiro e especialmente por investidores que só colocam seu dinheiro em países com segurança jurídica e compliance, o Brasil e o STF enviaram um alerta vermelho. Aqui, a corrupção é tolerada. E esta mensagem tem a digital de Fachin. Sua já discutível capacidade de liderança saiu machucada - ou "zurzida", conforme o esquisito idioma fachinês.

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