sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O OLHO PENETRANTE DE CALDAS


João Lins Caldas quando jovem

O poeta João Lins Caldas odiava a política, porém conviveu com grandes nomes da política brasileira (nos seus tempos de Rio de Janeiro), e chegou a fazer militância política no Estado de Minas Gerais. Desejava fundar um partido que teria a denominação de Partido Seletivo ou União Seletiva Nacional, ao qual somente poderia fazer parte, intelectuais, "homens de espírito". Caldas defenia o seu partido em dez mandamentos. Ei-los adiante:
1 - De dez em dez anos mudar a capital do pais, para levar a todas as regiões do país, o progresso, 2 - Nenhum Estado da federação poderá ter população a 3 milhões de habitantes, 3 - As dívidas não prescrevem, 4 - Os direitos não caducam, 5 - Os assassinos considerados culpados, seriam condenados também as idenizações das famílias das vítimas, 6 - Pena de morte para os ladrôes do erário (público), 7 - Criação do Ministério da Cultura ou das Artes, 8 - Construção às margens da estrada e no meio da mata, de légua em légua, de poços tubulares, a fim de resolver os problemas da seca no Nordeste, 9 - Voto de categoria, federal, estadual e municipal, 10 - No julgamento julgar vítimas e assassinos.

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COISAS DA POLÍTICA

Padre Zé Luiz candidatou-se a deputado federal, nos idos de setenta e, em Pendência (RN), onde foi páraco, decidiu ir buscar o voto. Chegando naquela terra pendencense, encontrou-se com um velho amigo chamado Cícero que, ao tomar conhecimento da sua candidatura, prometeu-lhe arranjar uns dez votos num certo destrito daquele lugar. Cicero durante a campanha teria doado a um certo senhor chamado Zé, que se comprometeu com ele, Cícero, arranjar os dez votos prometidos a Zé Luiz. Pois bem, aberto as urnas Zé Luiz não obteve nenhum voto na localidade onde seu Zé prometeu aqueles votos. Não deu outra, indgnado com o fracasso do amigo, ao vê-lo na porta do Mercado Pública daquela cidade, não pensou duas vezes: "Compadre Zé, abra a boca que eu quero ver se a dentadura ficou boa. Espere agora filho da puta quatro anos para sorrir outra vez". São coisas da política.

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DE JARBAS, SOBRE AGENOR E DINARTE







Jarbas Passarinho foi governador do Pará nomeado pelo regime militar (1964-1966), senador da República por aquele Estado maranhense por várias vezes, milistro de Estado nos governos Costa e Silva, Garrastazu Médice, João Figuerêdo e Fernando Collor. Intelectual, presidiu o senado Federal entre 1981 a 1983. Jarbas alé de ter si9do colega do senador potiguar de caicó, Dinarte Mariz, era amigo íntimo. Conta-se que ele ao se encontrar em Brasilia com um certo potiguar, teria dito que precisa fazer um reparo na fraze do senador também norte-riograndense, do seridó Agenor Maria que em pronunciamento teria dito certa vez num pronunciamento que "melhor do que o senado só o céu". Para Jarbas Dinarte teria dito melhor: "O senado é melhor do que o céu porque para alcançá-lo não é preciso morrer."
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O POPULAR "BONZINHO"

"Bonzinho" era uma figura (que não girava bem da cabeça) natural de Assu-RN, que bebia, fumava e, às vezes jogava cartas (baralho) quando tinha algum dinheiro. Ele gostava também de observar o jogo dos outros. Certa vez, observando Walter de Sá Leitão jogar numa certa casa de jogo da cidade, foi convidado por ele, Walter, que ao sentir-se encomodado com a sua presença, disse de tal modo: "Bonzinho, vá até a esquina e veja se eu estou lá!" Bonzinho retrucou: "Walter, me dê o cabresto, se você estiver lá eu trago logo!"
Certa vez, embriagado num certo bar de Assu, foi convidado por seu pai chamado Joca Marreiro, para ir dormir em casa. Bonzinho aceitou o convite paterno, mas foi taxativo e solene: "Papai, vá na frente que o mundo tá cheio de gente ruir!"
De outra feita, foi convidado por um certo cacheiro viajante (vendedor de tecidos que fazia a praça de Assu) para ir comprar uma caixa de charuto numa charutaria mais próxima. No que aceitou fazer o mandado, gastou todo o dinheiro com cachaça no primeiro botequim que chegou. O viajante foi embora da cidade e, quando retornou tempos depois, deparou-se com Bonzinho e foi logo perguntando-lhe: "Você é aquela pessoa que mandei comprar uma cacha de charuto?" Bonzinho sem temor, respondeu: "Sou, sim senhor, quer mandar comprar outra?"
É assim o velho Assu de tantas figuras.

VEREADOR FILHO DA PUTA

1 - Ezequiel Fonseca Filho (dr. Ezequiel), foi intendente, prefeito do Assu e deputado estadual, presidente da Assembléia Legislativa do Rio Grande do Norte. Quando chefe político da terra assuense, numa certa eleição convidou "Michico" (um afamado alfaiate naquele lugar nos anos trinta, quarenta e cinquenta) para se candidatar a vereador. Michico somente aceitou disputar a vereança, com muita insistência de Chico Pinheiro, correligionário de Ezequiel, chegando a primeiro suplente. Em virtude da vacância do cargo de um dos edis daquela casa legislativa assuense, Michico assumiu a titularidade. Chico Pinheiro tomou conhecimento do ocorrido e foi até a residência daquele vereador recém-empossado e, ao chegar na sua morada, saiu-se com essa: "Michico, meus parabéns, todo filho da puta pode ser vereadoar!"
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domingo, 1 de fevereiro de 2009

POESIA SOBRE O RIO PIRANHAS/ASSU


O RIO

Vem de longe, potente, magestoso,
Inunda o leito branco das areias;
Seus possantes canais as suas veias
Serpejam num marulho rumoroso.

Suas margens de um todo grandioso,
De arvoredos robustos, todas cheias,
Parasitas formando lindas teias,
No tronco da oiticica, alto, rugoso.

Os cavaletes, balsas e canoas
Velejando, defendem-se das croas,
Indo aporta à entrada do Cipó.

Carnaúbas na várzea, enfileiradas,
Parecem contemplar, extasiadas,
O rio, a despejar no Piató.

Sinhazinha Wanderley
(poeta assuense).


LUIZ XAVIER, UM BOÊMIO GLOSADOR

Luiz Francisco Xavier, é tipo alto, nem gordo e nem magro. É bom poeta glosador, foi bom de garfo e de copo. No Assu, viveu quase toda a sua vida. Ele foi funcionário do Banco do Brasil, daquela terra assuense e de outras cidades do Rio Grande do Norte. Atualmente reside na cidade de Natal. É portador de diabete que o levou (em razão da sua estravagância) quase a cegueira. É de sua autoria a glosa (lembrando uma canção da cantora assuense Núbia Lafaiete) que diz assim:

Disse núbia que na vida
Da mulher quando casada,
Para não lhe faltar nada
Não é só casa e comida.
Tem que ser compreendida
E eu entendo o que ela diz.
Ela quer pau pro verniz...
Também gosta de verdura,
Com certeza é pomba dura
Que faz a mulher feliz.

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RÁDIODIFUSÃO NO ASSU

A história da rádiodifusão no Assu, é preciso saber que não começa pelos fundadores da Rádio Princesa do Vale, não! Foram precursores de radiodifusão por ondas eletromagnéticas no Assu, o advogado João Marcolino de Vasconcelos e o técnico em eletrônica José Edzés de Paiva. A emissora funcionava em (no início da década de sessenta), caráter clandestino, nas dependências da Sede dos Escoteiros. José Nazareno Fernandes, conhecido como Dedé de Lou, era o apresentador e locutor principal, e o nome daquela rádio pirata, chamava-se Rádio Princesa do Vale. Uma griffe que a futorologia e o idealismo de três jovens viria a se consagrar ao longo do tempo. Para registrar ainda, aquela emissora chegou a irradiar uma partida de futebol (de pessoas maduras), ralizado naquela época, no Estádio Senador João Câmara, da cidade de Assu.

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PRAÇA DA CARNAUBINHA


Praça Prefeito Francisco Amorim, conhecida como Praça da Carnaubinha. Hoje totalmente reformada. A fotografia é do poeta fotografo assuense Jean Lopes.

UM POUCO MAIS DE RENATO CALDAS

Da esquerda para direita: o poeta Rento Caldas, dona Mariná Fonseca e o ex-deputado Nelson Montenegro.
1 - Certa vez, Renato Caldas se dirigiu ao Grande Hotel, em Natal, do major e deputado Theodorico Bezerra. Ao oferecer vender um exemplar do seu já afamado livro Fulô do Mato a aquele hoteleiro e parlamentar, surpreendeu-se com a deselegante e ofensiva frase: "Vá trabalhar vagabundo!" Sobre esse fato dizia não guardar ressentimento. Pois bem, como não deixava de versejava sobre aquilo que acontecia ao seu entorno, escreveu a sextilha transcrita adiante:

Eu conheci Theodorico,
Quando lavava penico
No hotel da velha Danona.
Hoje é rico, é potentado.
É major, é deputado...
Oh sorte velha sacana!
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sábado, 31 de janeiro de 2009

ASSU DE ANTIGAMENTE

Parte da praça Getúlio Vargas, início da década de oitenta. O prédio da esquina, parede-e-meia com a casa da escritora Maria Eugênia, era um pequeno sobrado, de propriedade da Paróquia de São João Batista. Naquela edificação funcionou nos idos de sessenta, o centro de telefonia paroquial, além de ter sido nos anos setenta, sede da Casa dos Estudantes (casa de diversões) e a Divulgadora Assuense, fundada por Herval Tavares. Foi demolido no governo do prefeito Ronaldo Soares, para alargar quela travessa denominada travessa Fernando Tavares, desde 1975, uma homenagem do prefeito Walter de Sá Leitão (1972-75). Ainda hoje é reconhecida pelos mais antigos, como "Beco do Padre".

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UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO