O ex-governador Vivaldo Costa está participando do encontro do PR, em Mossoró, neste sábado (08).
Na oportunidade, o Papa-Jerimum avaliou a disputa para o Senado no estado.
Segundo ele, será uma batalha “entre titãs”, referindo-se a Garibaldi Filho (PMDB), José Agripino (DEM) e Wilma de Faria (PSB).
Vivaldo não tem dúvidas de que uma das vagas já é da ex-governadora, o que acirraria a disputa entre Garibaldi e Agripino.
Escrito por Juscelino Franca às 17h53
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sábado, 8 de maio de 2010
DIA DAS MÃES
Mãe! Eu volto a te ver na antiga sala
onde uma noite te deixei sem fala
dizendo adeus como quem vai morrer.
E me viste sumir pela neblina,
porque a sina das mães é esta sina:
amar, cuidar, criar, depois...perder.
Perder o filho é como achar a morte.
Perder o filho quando, grande e forte,
já podia ampará-la e compensá-la.
Mas nesse instante uma mulher bonita,
sorrindo, o rouba; e a velha mãe aflita
ainda se volta para abençoá-la.
Assim parti, e nos abençoaste.
Fui esquecer o bem que me ensinaste,
fui para o mundo me deseducar.
E tu ficaste num silêncio frio,
olhando o leito que eu deixei vazio,
cantando uma cantiga de ninar.
Hoje volto coberto de poeira
e te encontro quietinha na cadeira,
a cabeça pendida sobre o peito.
Quero beijarte a fronte, e não me atrevo.
Quero acordar-te, mas não sei se devo,
Não sinto que me caiba este direito.
O direito de dar-te este desgosto,
de te mostrar nas rugas do meu rosto
toda a miséria que me aconteceu.
E quando vires a expressão horrível
da minha máscara irreconhecível,
minha voz rouca murmurar: "Sou eu".
Eu bebi na taberna dos cretinos,
eu brandi o punhal dos assassinos,
eu andei pelo braço dos canalhas.
Eu fui jogral em todas as comédias,
eu fui vilão em todas as tragédias,
eu fui covarde em todas as batalhas.
Eu te esqueci: as mães são esquecidas.
Vivi a vida, vivi muitas vidas,
e só agora, quando chego ao fim,
traído pela última esperança,
e só agora, quando a dor me alcança
lembro quem nunca se esqueceu de mim.
Não! Eu devo voltar, ser esquecido.
Mas que foi? De repente ouço um ruído;
A cadeira rangeu;é tarde agora!
Minha mãe se levanta abrindo os braços
e, me envolvendo num milhão de abraços,
rendendo graças, diz: "Meu filho", e chora.
E chora e treme como fala e ri,
e parece que Deus entrou aqui,
em vez de o último dos condenados.
E o seu pranto rolando em minha face
quase é como se o Céu me perdoasse,
me limpasse de todos os pecados.
Mãe! Nos teus braços me transfiguro.
Lembro que fui criança, que fui puro.
Sim, tenho mãe! E esta ventura é tanta
que eu compreendo o que significa:
o filho é pobre, mas a mãe é rica!
O filho é homem, mas a mãe é santa.
Santa que eu fiz envelhecer sofrendo,
mas que me beija como agradecendo
toda dor que por mim lhe foi causada.
Dos mundos onde andei nada te trouxe,
mas tu me olhas num olhar tão doce
que, nada tendo, não te falta nada.
Dia das Mães! É o dia da bondade
maior que todo o mal da humanidade
purificada num amor fecundo.
Por mais que o homem seja um ser mesquinho,
enquanto a Mãe cantar junto a um bercinho
cantará a esperança para o mundo!
Postado por Fernando Caldas Fanfa
onde uma noite te deixei sem fala
dizendo adeus como quem vai morrer.
E me viste sumir pela neblina,
porque a sina das mães é esta sina:
amar, cuidar, criar, depois...perder.
Perder o filho é como achar a morte.
Perder o filho quando, grande e forte,
já podia ampará-la e compensá-la.
Mas nesse instante uma mulher bonita,
sorrindo, o rouba; e a velha mãe aflita
ainda se volta para abençoá-la.
Assim parti, e nos abençoaste.
Fui esquecer o bem que me ensinaste,
fui para o mundo me deseducar.
E tu ficaste num silêncio frio,
olhando o leito que eu deixei vazio,
cantando uma cantiga de ninar.
Hoje volto coberto de poeira
e te encontro quietinha na cadeira,
a cabeça pendida sobre o peito.
Quero beijarte a fronte, e não me atrevo.
Quero acordar-te, mas não sei se devo,
Não sinto que me caiba este direito.
O direito de dar-te este desgosto,
de te mostrar nas rugas do meu rosto
toda a miséria que me aconteceu.
E quando vires a expressão horrível
da minha máscara irreconhecível,
minha voz rouca murmurar: "Sou eu".
Eu bebi na taberna dos cretinos,
eu brandi o punhal dos assassinos,
eu andei pelo braço dos canalhas.
Eu fui jogral em todas as comédias,
eu fui vilão em todas as tragédias,
eu fui covarde em todas as batalhas.
Eu te esqueci: as mães são esquecidas.
Vivi a vida, vivi muitas vidas,
e só agora, quando chego ao fim,
traído pela última esperança,
e só agora, quando a dor me alcança
lembro quem nunca se esqueceu de mim.
Não! Eu devo voltar, ser esquecido.
Mas que foi? De repente ouço um ruído;
A cadeira rangeu;é tarde agora!
Minha mãe se levanta abrindo os braços
e, me envolvendo num milhão de abraços,
rendendo graças, diz: "Meu filho", e chora.
E chora e treme como fala e ri,
e parece que Deus entrou aqui,
em vez de o último dos condenados.
E o seu pranto rolando em minha face
quase é como se o Céu me perdoasse,
me limpasse de todos os pecados.
Mãe! Nos teus braços me transfiguro.
Lembro que fui criança, que fui puro.
Sim, tenho mãe! E esta ventura é tanta
que eu compreendo o que significa:
o filho é pobre, mas a mãe é rica!
O filho é homem, mas a mãe é santa.
Santa que eu fiz envelhecer sofrendo,
mas que me beija como agradecendo
toda dor que por mim lhe foi causada.
Dos mundos onde andei nada te trouxe,
mas tu me olhas num olhar tão doce
que, nada tendo, não te falta nada.
Dia das Mães! É o dia da bondade
maior que todo o mal da humanidade
purificada num amor fecundo.
Por mais que o homem seja um ser mesquinho,
enquanto a Mãe cantar junto a um bercinho
cantará a esperança para o mundo!
Postado por Fernando Caldas Fanfa
DE SAUDADE
O grande poeta brasileiro potiguar do Açu chamado João Lins Caldas (1888-1967) estando no Rio de Janeiro em 1912 escreveu saudoso de sua mãe que residia em Açu-RN o soneto intitulado de "De Saudade". Vejamos para o nosso deleite:
Lírio do meu amor, celeste lírio
Da graça e da saudade! Que a ventura
Desanuvie as sombra do martírio
Dessa infinita, lânguida tortura.
Sagrado ninho, resplendor da altura
Do céu do meu prazer! És tu o círio
Que me guia na noite do delírio,
Que me acalma na noite da amargura.
Não sei de amor sem teu amor. Amasse
O mundo inteiro e não teria, creio,
Na terra amor que o meu amor pagasse.
Porém, te amando, ó minha mãe, receio
Que o grande amor que para o mais sobrasse
O amor não pague que te vai no seio.
Postado por Fernando Caldas Fanfa
Lírio do meu amor, celeste lírio
Da graça e da saudade! Que a ventura
Desanuvie as sombra do martírio
Dessa infinita, lânguida tortura.
Sagrado ninho, resplendor da altura
Do céu do meu prazer! És tu o círio
Que me guia na noite do delírio,
Que me acalma na noite da amargura.
Não sei de amor sem teu amor. Amasse
O mundo inteiro e não teria, creio,
Na terra amor que o meu amor pagasse.
Porém, te amando, ó minha mãe, receio
Que o grande amor que para o mais sobrasse
O amor não pague que te vai no seio.
Postado por Fernando Caldas Fanfa
QUEM TEM MEDO DOS DIREITOS GAYS?
Alípio de Souza Filho - Professor UFRN
Não é novidade e igualmente não é estranho que conservadores e reacionários se manifestem todas as vezes que transformações sociais e políticas, jamais pensadas por eles, alterem leis, instituições e convenções sociais e morais que acreditavam imutáveis. Atualmente, na sociedade brasileira, torna-se possível verificar a reação conservadora a propósito de importantes modificações em âmbitos diversos, mas talvez nenhuma outra mudança incomode tanto quanto a materializada pelo avanço dos direitos gays e por políticas públicas voltadas a lésbicas, gays e travestis e transexuais implementados pelas diversas esferas do poder público no país.
Não é novidade e igualmente não é estranho que conservadores e reacionários se manifestem todas as vezes que transformações sociais e políticas, jamais pensadas por eles, alterem leis, instituições e convenções sociais e morais que acreditavam imutáveis. Atualmente, na sociedade brasileira, torna-se possível verificar a reação conservadora a propósito de importantes modificações em âmbitos diversos, mas talvez nenhuma outra mudança incomode tanto quanto a materializada pelo avanço dos direitos gays e por políticas públicas voltadas a lésbicas, gays e travestis e transexuais implementados pelas diversas esferas do poder público no país.
A irritação conservadora leva a que os cães de guarda da moral rabugenta (fonte de opressões, discriminações e violências praticadas contra muitos) ataquem governantes, parlamentares, militantes, cientistas e intelectuais por suas decisões, iniciativas e posicionamentos críticos em defesa de grandes parcelas da sociedade que permanecem discriminadas e excluídas: entre outros, negros, homossexuais, travestis, transexuais, indígenas e mulheres.
No tocante especificamente à questão gay, temos uma verdadeira cruzada moral dos conservadores contra diversas iniciativas importantes do governo federal, em programas de ministérios, secretarias, contra iniciativas de governos estaduais, de deputados e senadores que, entre outros programas e projetos de lei, criaram o Brasil Sem Homofobia, medidas administrativas que reconhecem os direitos gays ou propõem, em projetos de legislação, o estatuto de casamento para as uniões homossexuais ou a tipificação do crime de homofobia. Visando instalar o pânico moral, os conservadores, em seu fundamentalismo, pretendendo subordinar o Estado, o Direito e a Lei a crenças religiosas e convicções morais particulares, atacam essas iniciativas, qualificando-as de “escândalo”, “decadência”, “tentativas de institucionalização de aberrações sexuais”, “legitimação de condutas indecentes”, entre outras pérolas do discurso ideológico-conservador, que, de tão atrasado, faz rir. Ora, se há que se falar de decadência, que esta seja entendida como a reação conservadora a transformações que colocarão o Brasil ao lado das nações civilizadas do mundo que já instituíram os direitos gays: Espanha, França, Alemanha, Suécia, Holanda, entre outros. A sociedade brasileira não pode, por decadência de seus conservadores rabugentos, ficar ao lado de nações como Malauí, Uganda e Irã que praticam atrocidades contra homossexuais, delas como prisão e pena de morte, por pretendida defesa da moral, da decência e de valores religiosos. E por qual razão há que se admitir valores religiosos (sempre particulares, são diversas as crenças religiosas, e, na sociedade, há os que nenhuma religião professam!) para definições da lei, do direito e para conceitos e práticas da sexualidade? Por que cargas d’água terá o indivíduo (qualquer ele) que ver seus direitos (em todos os âmbitos) subtraídos em razão de crença religiosa alheia?
Por fim, desesperados, reconhecendo que não haverá retrocesso, os conservadores alardeiam sua histeria, proclamando que gays, lésbicas e travestis, com apoio de governos, políticos e intelectuais, instituirão cenas “aberrantes” de carinhos gays em público e ainda levarão à prisão todos aqueles que ousarem hostilizá-los por isso. Que querem os conservadores: o direito de insultar, agredir, discriminar, violentar (como sempre fizeram até aqui!) gays, lésbicas, travestis e transexuais, impedindo-os de exercerem livremente seus desejos e afetos, publicamente, como podem fazer aqueles a quem certa moral dominante chama de heterossexuais e entrega a estes todos os direitos? Não!, fiquem certos, senhores conservadores, daqui por diante, não será mais assim: leis e novas mentalidades, no Brasil e em diversas partes do mundo, impedirão a discriminação homofóbica e assegurarão liberdades e direitos devidos aos homossexuais, travestis e transexuais!
Por fim, desesperados, reconhecendo que não haverá retrocesso, os conservadores alardeiam sua histeria, proclamando que gays, lésbicas e travestis, com apoio de governos, políticos e intelectuais, instituirão cenas “aberrantes” de carinhos gays em público e ainda levarão à prisão todos aqueles que ousarem hostilizá-los por isso. Que querem os conservadores: o direito de insultar, agredir, discriminar, violentar (como sempre fizeram até aqui!) gays, lésbicas, travestis e transexuais, impedindo-os de exercerem livremente seus desejos e afetos, publicamente, como podem fazer aqueles a quem certa moral dominante chama de heterossexuais e entrega a estes todos os direitos? Não!, fiquem certos, senhores conservadores, daqui por diante, não será mais assim: leis e novas mentalidades, no Brasil e em diversas partes do mundo, impedirão a discriminação homofóbica e assegurarão liberdades e direitos devidos aos homossexuais, travestis e transexuais!
Tribuna do Norte, 8 de maio de 2010
INMVESTIMENTOS NA ÁREA DE MORADIA COMPREENDERÃO TODO O MUNICÍPIO, DIZ PREFEITO
INVESTIMENTOS NA ÁREA DE MORADIA COMPREENDERÃO TODO O MUNICÍPIO, DIZ PREFEITO

Ao presidir na manhã de hoje (07) as cerimônias de entrega oficial de 20 unidades residenciais nas comunidades rurais de Janduís e Simão o prefeito Ivan Lopes Júnior reiterou o compromisso de seu governo com o setor de habitação popular. “A entrega destes imóveis mostra de forma inequívoca o comprometimento de nossa administração com todo o município”, exclamou o prefeito municipal. Nas duas localidades rurais houve a emissão dos Títulos de Propriedade dos imóveis doados pela prefeitura às famílias contempladas.

A agenda do prefeito nas duas comunidades foi acompanhada por diversos secretários municipais e os vereadores Odelmo de Moura Rodrigues, Francisco Xavier de Medeiros Filho, João Batista de Brito e Heliomar Cortês Alves. Segundo informação do secretário de Obras, Isaías Peres da Fonseca, o investimento foi parte do volume de recursos – quase R$ 1,6 milhão – conseguido através da dotação emergencial proveniente da União, via Ministério da Integração Nacional, para o enfrentamento das conseqüências do inverno passado, precisamente votado para a construção de casas.
Especificamente nas comunidades de Janduís e Simão o valor global do investimento foi superior a R$ 248 mil. Em seu pronunciamento nas duas povoações o prefeito Ivan Júnior registrou que o empreendimento deve-se não somente à ação do poder público municipal como a parceria com o governo federal. “O governo do presidente Lula tem se constituído num importante parceiro do município e uma série de obras estão sendo entregues à população”, reiterou. Ele lamentou que idêntica parceria não tenha sido possível até aqui ser construída com o Governo do Estado. “Infelizmente, apesar dos apelos que fizemos, o Estado não tem sido sensível”, manifestou.
Parlamentares enaltecem responsabilidade e compromisso da gestão
Um dos parlamentares a se expressar na mesma oportunidade, o presidente da câmara, Odelmo Rodrigues, reforçou “o compromisso que tem sido demonstrado pelo prefeito Ivan Júnior com as comunidades e o povo em geral do município do Assú se observa com a entrega de obras públicas”. Outro vereador, Francisco Xavier, ressaltou que “o prefeito Ivan Júnior está respondendo à confiança do povo com realizações que estão atendendo praticamente todos os recantos do município”. A programação de inauguração de casas populares vivenciará uma próxima etapa ainda este mês, com a entrega de 20 unidades residenciais na localidade rural de Santa Clara.

A agenda do prefeito nas duas comunidades foi acompanhada por diversos secretários municipais e os vereadores Odelmo de Moura Rodrigues, Francisco Xavier de Medeiros Filho, João Batista de Brito e Heliomar Cortês Alves. Segundo informação do secretário de Obras, Isaías Peres da Fonseca, o investimento foi parte do volume de recursos – quase R$ 1,6 milhão – conseguido através da dotação emergencial proveniente da União, via Ministério da Integração Nacional, para o enfrentamento das conseqüências do inverno passado, precisamente votado para a construção de casas.
Especificamente nas comunidades de Janduís e Simão o valor global do investimento foi superior a R$ 248 mil. Em seu pronunciamento nas duas povoações o prefeito Ivan Júnior registrou que o empreendimento deve-se não somente à ação do poder público municipal como a parceria com o governo federal. “O governo do presidente Lula tem se constituído num importante parceiro do município e uma série de obras estão sendo entregues à população”, reiterou. Ele lamentou que idêntica parceria não tenha sido possível até aqui ser construída com o Governo do Estado. “Infelizmente, apesar dos apelos que fizemos, o Estado não tem sido sensível”, manifestou.
Parlamentares enaltecem responsabilidade e compromisso da gestão
Um dos parlamentares a se expressar na mesma oportunidade, o presidente da câmara, Odelmo Rodrigues, reforçou “o compromisso que tem sido demonstrado pelo prefeito Ivan Júnior com as comunidades e o povo em geral do município do Assú se observa com a entrega de obras públicas”. Outro vereador, Francisco Xavier, ressaltou que “o prefeito Ivan Júnior está respondendo à confiança do povo com realizações que estão atendendo praticamente todos os recantos do município”. A programação de inauguração de casas populares vivenciará uma próxima etapa ainda este mês, com a entrega de 20 unidades residenciais na localidade rural de Santa Clara.
Lúcio Flávio
Secretaria de Comunicação Social
Prefeitura Municipal do Assú
(84) 9106-1440
comunicacao@prefeituradoassu.com.br
sexta-feira, 7 de maio de 2010
AMOR DE MÃE
Por Clênio Caldas
Mais um dia das Mães se aproxima e com ele a oportunidade de lembrarmos-nos de valorizar aquela que nos trouxe ao mundo. Mesmo quem não desfrute da alegria de ter sua genitora ao lado, tem na memória, certamente, maravilhosos momentos de recordação ao lado de sua mamãe. Quando deu os seus primeiros passos, pronunciou suas palavras balbuciantes de tenra criança, chorou por algo que sentiu no íntimo, sempre ao lado estava sua mãe extremosa e querida.
Com pesar, notamos que muitos filhos não respeitam seus pais, são desobedientes, estúpidos até mesmo grosseiros e fazem os seus pais se entristecerem. Um dia haverão de sentir falta deles e aí será tarde demais.
Deus concedeu a paternidade e a maternidade para serem levadas a sério e cabe também aos pais a responsabilidade pela educação e formação de seus filhos, a começar de um lar bem estruturado e equilibrado. Lugar de paz, de harmonia, de quietude, de entendimento, e sadia camaradagem e amizade.
A Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada, possui inúmeras citações em que reforça esses conselhos e advertências. Se lares hoje se ressentem de momentos de serenidade e tranquilidade, muito provavelmente vem negligenciando os padrões estipulados por Deus para a consolidação de uma família.
Esperamos que no decorrer deste final de semana haja muitos motivos para que sua família goze de momentos de saudável companheirismo, gozo e descontração, homenageando com justiça a “Rainha do Lar”, a mamãe querida. Se não a tiver ao seu lado, pelo menos tenha na lembrança e a honre pelo que ela lhe fez durante toda a vida em que esteve ao seu lado. E dê muitas graças a Deus pelo presente que ela representa ou representou em sua existência.
Desejo-lhe um proveitoso e feliz final de semana junto aos seus queridos familiares.
O abraço deste amigo de hoje e de sempre
Clênio
COLUNA SOCIAL
Escritor Modesto Neto (PDT), Ex-candidato a Vice-Prefeito de Açu Arnobio Abreu Jr. (PMDB), Ex-candidato a Prefeito de Carnaubais, Ponciano Rodrigues (PDT), e o pré-candidato a deputado estadual Juscelino França (PHS).
CORREIO POPULAR - MODESTO BATISTA[ (0) Comente ] [ envie esta mensagem ] [ link ]
Transcrito do Correio Popular por Fernando Caldas Fanfa - Pré-candidato a deputado federal - PPS.
IBERÊ DEVE OFICALIZAR FERNANDO MINEIRO NA LIDERANÇA DO GOVERNO NA AL ATÉ A PRÓXIMA SEMANA
Charge: Blog do Brito
Já está definido: o deputado Fernando Mineiro(PT) será mesmo o líder do Governo Iberê Ferreira na Assembléia Legislativa.Mineiro espera somente o anúncio oficial de Iberê, que deve ocorrer até o início da próxima semana.
Mesmo sem ter sido oficializado ainda como líder governista, Mineiro é quem está defendendo o Governo Iberê dos ataques da oposição.
Durante as três sessões ordinárias da Assembléia nesta semana – terça, quarta e quinta – nenhum outro deputado governista saiu em defesa do Governo Iberê.
Foi Mineiro quem rebateu todas as críticas da oposição e mostrou o sotaque de líder governista.
Postado por Oliveira Wanderley
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domingo, 2 de maio de 2010
ANOS DOURADOS - PRAIS DO MEIO E DOS ARTISTAS



Os anos dourados da Praia dos Artistas começam na década de 70, quando a grande frequencia da galera que fazia teatro, artes plásticas e música começou a frequentar aquele pequeno trecho de areia. Por causa exatamente desses frequentadores é que o local terminou conhecido como Praia dos Artistas. A partir das onze horas da manhã, o pedaço começava a se encher de gente.
No barzinho que ficava embaixo do Salva-Vidas, o Caravela, ficavam os surfistas e os campeonatos de surfe também eram famosos, apresentados ao microfone com muita gíria e loucura.
À noite, nos dividíamos entre o Castanhola e o Asfarn, bares onde comíamos isca de peixe com molho rosé e sempre havia confusão na hora de pagar a conta. No Asfarn, havia uma cadelinha chamada Nuvem, adotada como mascote pela turma.
Na eleição de 1976 – se não me engano – nos juntamos todos num mutirão para eleger Sérgio Dieb nosso vereador, o que fizemos, e era uma graça ver Serginho usando paletó e gravata, dizendo "Vossa Excelência podes crer..."
Eram dias e noites de muita criação. Poesia, literatura, teatro, música, cada um naquilo que sabia fazer. Tudo isso ao som de Belchior ("Eu sou apenas um rapaz..."), Fagner ("Ave noturna"), Ellis Regina ("Como nossos pais"), João Bosco ("Transversal do tempo"), Gonzaguinha ("Doidivanas"), Milton Nascimento ("Paula e Bebeto") e Chico Buarque ("Meus caros amigos"). Bebíamos qualquer coisa que contivesse álcool e os nossos vestidos eram bordados de lantejoulas. Os rapazes (com exceção dos que faziam política) usavam camisas floridas e cabelos enormes e passávamos a noite de bar em bar. Às vezes, a violência da ditadura descia o seu punho selvagem sobre nós, e os tiras entravam nos bares, ameaçavam todo mundo, derramavam no chão o conteúdo de nossas bolsas. Mas na maioria das noites tudo era curtição na República Independente da Praia dos Artistas onde amanhecíamos o dia e muitas vezes subíamos direto para a Faculdade, onde tentávamos assistir às aulas, mortinhos de sono.
Daquele núcleo de gente maluca surgiu a Banda Gália, que revolucionou o Carnaval de rua na cidade e que também fez história, em época posterior.
Mas o movimento da vida é esse mesmo, e como diz João Bosco na música memorável não podemos ficar "parados dentro dum táxi, numa transversal do tempo". Mudamos, evoluímos, crescemos, ficamos mais velhos e hoje somos empresários, profissionais liberais, políticos e, é claro, artistas. Alguns já se foram: Sergio Dieb, Chico Miséria, André de Mello Lima, Malu Aguiar...
Não podemos mais viver aquela época, que pertence ao passado. O que dá tristeza é ver aquele belo pedaço de praia, que foi palco de um momento de intensa efervescência cultural para a cidade entregue ao abandono e ao descaso. No nome da praia – Artistas – está a sua vocação e seu destino. Talvez com um centro de Artes e um pequeno espaço para shows e espetáculos de teatro – um teatro de bolso, com uns 100 lugares – a Praia dos Artistas poderia ser conduzida de volta ao seu clima original. Fica o recado para os donos do poder e do dinheiro que, quando querem, podem e pagam.
Extraído do texto de Clotilde Tavares
"VIAJANDO O SERTÃO (II)"
"Até Santa Cruz rodamos sobre areia úmida e quase silenciosa. Oscar Guedes, inspetor do serviço de plantas têxteis, arriscava idéias sobre campos experimentais. O outro companheiro era Alcides Franco, chefe de serviço, um técnico de renome, com cursos especiais nos Estados Unidos e Inglaterra , saudoso da vida universitária e contando story deliciosas. Anfiloquio, junto ao motorista, só falava para desmentir quem o julgava cochilando." [companheiros de viagem]
"Serro Corá é uma surpresa. Povoado claro, com instalações elétricas, escola, capela, comércio, residências amplas e com um ar leve e frio que lembra Teresópoles, encantou-nos."
"O Ford dança no piso irregular. São Romão passa vagaroso como uma amostra de trabalho raciocinado e tranqüilo. A usina domina a eminência. Parece uma vila operária, azafamada e trepidante."
"Duma colina, bruscamente, aparece Angicos, um Angicos duplicado, espalhando uma casario numa área infinitamente maior que há dez anos passados. Prédios novos, estradas (...), caminhões pesados de algodão dizem índices de produção radicada.
O interventor visita o Grupo Escolar. Eu fico olhando as calçadas cheias de povo que afirma a impossibilidade de transpor o rio Assú, trasbordante e seu aliado, o Paraú, de barreira a barreira."
[Percurso – Santa Cruz – Cabeço Branco – Serro Corá – São Romão – Angicos.]
"Duas canoas oscilam como pêndulos no dorso trêmulo daquela água viva. Anfiloquio pergunta se tenho seguro de vida. Respondo que tenho a vida segura na confiança de Deus. (...) Apesar de contar algumas coragens, para que não confessar, estou com medo. Medo de molhar-me que, algumas vezes, é pior que morrer."
Assina desta forma:
L. da C. C.
Ao lado da segunda crônica de Câmara Cascudo da série "Viajando o Sertão", o jornal publica uma reportagem intitulada "A excursão do Interventor ao Interior do Estado".
"Partindo de Natal no dia 16 de maio (...), o interventor Federal [Mário Camara], que se fazia acompanhar dos drs. Anfiloquio Camara, diretor geral do departamento de Educação, Antônio Soares Júnior, Prefeito de Mossoró, Alcides Franco, chefe da segunda seção técnica do Serviço de Plantas Têxteis, Oscar Guedes, inspetor do mesmo Serviço e Camara Cascudo, chegou a Santa Cruz."
A reportagem descreve a trajetória do interventor Federal pelas cidades do interior do Rio Grande do Norte, as homenagens prestadas a ele, almoços, jantares, as recepções e condecorações. É interessante contrastar essa versão oficial da viagem com as crônicas escritas por Cascudo. Tanto a crônica quanto a reportagem relatam a viagem para o Sertão, mas com perspectivas diferenciadas; são olhares que se direcionam para paisagens distintas.
Na minha opinião, importam menos a Cascudo, e isto, fica claro em seu relato, as homenagens, o caráter político da ida ao Sertão e mais a preocupação em descrever o cotidiano das cidades, a gente simples e anônima.
Cascudo transita tanto no espaço oficial, âmbito da política e da notoriedade (cargos importantes, amizades influentes etc.), quanto no espaço anônimo onde reside o popular (conversas, estórias, casos, etc.).
Cascudo aparece na versão oficial discursando:
"Concedida a palavra, o Dr. Dario de Andrade pediu que o Dr. Câmara Cascudo, filho do município [Paraú] , falasse. (...), falou o Dr. Câmara Cascudo aceitando o título de saudar a velha terra de seus pais e avós. Falou sobre a função das escolas e a saudade de seus dias de menino decorridos naquela terra, sob a benção carinhosa daquela bondade que novamente o recebia e agasalhava. A grande assistência aplaudiu longamente o orador.(...)"
03/06/1934
"Serro Corá é uma surpresa. Povoado claro, com instalações elétricas, escola, capela, comércio, residências amplas e com um ar leve e frio que lembra Teresópoles, encantou-nos."
"O Ford dança no piso irregular. São Romão passa vagaroso como uma amostra de trabalho raciocinado e tranqüilo. A usina domina a eminência. Parece uma vila operária, azafamada e trepidante."
"Duma colina, bruscamente, aparece Angicos, um Angicos duplicado, espalhando uma casario numa área infinitamente maior que há dez anos passados. Prédios novos, estradas (...), caminhões pesados de algodão dizem índices de produção radicada.
O interventor visita o Grupo Escolar. Eu fico olhando as calçadas cheias de povo que afirma a impossibilidade de transpor o rio Assú, trasbordante e seu aliado, o Paraú, de barreira a barreira."
[Percurso – Santa Cruz – Cabeço Branco – Serro Corá – São Romão – Angicos.]
"Duas canoas oscilam como pêndulos no dorso trêmulo daquela água viva. Anfiloquio pergunta se tenho seguro de vida. Respondo que tenho a vida segura na confiança de Deus. (...) Apesar de contar algumas coragens, para que não confessar, estou com medo. Medo de molhar-me que, algumas vezes, é pior que morrer."
Assina desta forma:
L. da C. C.
Ao lado da segunda crônica de Câmara Cascudo da série "Viajando o Sertão", o jornal publica uma reportagem intitulada "A excursão do Interventor ao Interior do Estado".
"Partindo de Natal no dia 16 de maio (...), o interventor Federal [Mário Camara], que se fazia acompanhar dos drs. Anfiloquio Camara, diretor geral do departamento de Educação, Antônio Soares Júnior, Prefeito de Mossoró, Alcides Franco, chefe da segunda seção técnica do Serviço de Plantas Têxteis, Oscar Guedes, inspetor do mesmo Serviço e Camara Cascudo, chegou a Santa Cruz."
A reportagem descreve a trajetória do interventor Federal pelas cidades do interior do Rio Grande do Norte, as homenagens prestadas a ele, almoços, jantares, as recepções e condecorações. É interessante contrastar essa versão oficial da viagem com as crônicas escritas por Cascudo. Tanto a crônica quanto a reportagem relatam a viagem para o Sertão, mas com perspectivas diferenciadas; são olhares que se direcionam para paisagens distintas.
Na minha opinião, importam menos a Cascudo, e isto, fica claro em seu relato, as homenagens, o caráter político da ida ao Sertão e mais a preocupação em descrever o cotidiano das cidades, a gente simples e anônima.
Cascudo transita tanto no espaço oficial, âmbito da política e da notoriedade (cargos importantes, amizades influentes etc.), quanto no espaço anônimo onde reside o popular (conversas, estórias, casos, etc.).
Cascudo aparece na versão oficial discursando:
"Concedida a palavra, o Dr. Dario de Andrade pediu que o Dr. Câmara Cascudo, filho do município [Paraú] , falasse. (...), falou o Dr. Câmara Cascudo aceitando o título de saudar a velha terra de seus pais e avós. Falou sobre a função das escolas e a saudade de seus dias de menino decorridos naquela terra, sob a benção carinhosa daquela bondade que novamente o recebia e agasalhava. A grande assistência aplaudiu longamente o orador.(...)"
03/06/1934
PREFEITO DE ASSU, IVAN JUNIOR ANUNCIA QUE SEGUNDO VOTO DO SENADO É DE AGRIPINO
Domingo amanheceu gordo para o senador José Agripino. Numa reunião agora há pouco na casa da governadorável Rosalba Ciarlini, o prefeito de Assu, Ivan Júnior, definiu seu segundo voto para o Senado: será do senador José Agripino. Ivan foi ao apartamento da Rosa, em Natal, onde estavam Agripino e o deputado-vice Robinson Faria. O primeiro voto de Ivan Júnior já estava definido para o senador Garibaldi Filho. Anteontem Ivan Júnior saiu de Assu para encontrar com a ex-governadora Wilma de Faria, exatamente para tratar sobre segundo voto para o Senado.
Do Blog de Thaisa Galvão
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