Por Eugênio Fonseca Pimentel, historiador, pesquisador, geólogo potiguar do Açu
.1 - HISTÓRICO DA REOCUPAÇÃO DO VALE DO AÇU – RN (1ª parte - Em andamento).
Os verdadeiros donos da terra
As glebas de terras que hoje compõem os municípios do Vale do Açu, no início da colonização do Brasil, eram habitadas por índios da tribo Janduís, nome derivado do grande chefe Janduí, que de um modo natural e por tradição, também, se estendeu à tribo.
Os índios Janduís eram nômades e pertenciam à grande nação dos Tapuias, também, chamada de Cariri. O nome Cariri ou Kiriri, segundo o etnógrafo Luis da Câmara Cascudo1, provinha de um apelido dado pelos indígenas da tribo Potiguar vizinha pertencente à grande nação Tupi e significava calado, silencioso e taciturno. Quando falavam, articulavam mal as palavras, sendo, por isso chamado de Gentios da Língua Travada ou genericamente de Bárbaros.
A palavra Tapuia segundo explica o jesuíta Simão de Vasconcelos1 no livro do pesquisador Abdias Moura2 não corresponde a uma designação dada a si próprio pelos índios refugiados no sertão. Trata-se de uma expressão pejorativa, a eles atribuída pelos que viviam no litoral e falavam a língua tupi. O historiador Varnhagen3 haveria de insistir na inexistência de uma nação tapuia. Escreve, todavia, que esta palavra quer dizer contrario e os indígenas a aplicavam até aos franceses, contrario dos nossos, chamando-lhes de tapuy-tinga, isto é tapuia branco.
O nome Janduí ou Nhandui quer dizer na língua tupi ema pequena. Corresponde a uma ave de pequeno porte, de pernas longas e corredeira, muito comum nos largos campos cheio de lagoas e olhos d’água do atual estado do Rio Grande do Norte.
Viviam na ribeira do Açu e outras regiões do interior do nordeste setentrional do Brasil, em plena harmonia com o meio ambiente, só retirando da natureza aquilo necessário para a sua sobrevivência. Alimentava-se da caça, da pesca e da coleta de frutos, raízes, ervas e mel silvestre. Cultivavam a lavoura de subsistência, onde plantavam principalmente o milho, o jerimum e a mandioca.
O grande chefe Janduí, segundo antigos cronistas europeus viveu nesta região por mais de cem anos. Ele, juntamente com seu irmão Caracará, e três de seus filhos, o Canindé, Oquenaçu, Taya Açu e o cruel Jerereca foram importantes ícones da civilização indígena brasileira, na época da colonização do Brasil e Guerra dos Bárbaros ou Guerra do Açu, de uma maneira não correta conhecida nacionalmente como Confederação dos Cariris.
O historiador potiguar Olavo de Medeiros Filho com base em relatos de cronistas flamengos, da região de Flandres, norte da Europa, discorda da concepção de que a tribo Janduís pertencia à nação Cariri. Defende que os índios tapuias Janduís pertenceram à nação dos Tairurús (Janduís e Aparentados) na qual habitavam principalmente as ribeiras do Açu e Mossoró. Advoga, inclusive que na Guerra dos Bárbaros ou Levante dos Gentios Tapuias, que na época recebeu por parte de escritores mais românticos, a denominação de Confederação dos Cariris, que os índios Cariris, em grande número, foram inclusive utilizados como combatentes, na repressão ao levante dos Gentios Tapuias, em que tinha predominância do elemento Tairurús, cuja tribo mais famosa e temida do Brasil colonial era a tribo dos Janduís.
Contudo, o que é de consenso entre os diversos historiadores da civilização indígena do Brasil, seja os mais antigos, seja os historiadores contemporâneos é que os índios da tribo Janduís habitavam o território em que hoje corresponde a bacia hidrográfica do rio Açu. Tal fato pode ser confirmado inclusive por experientes cientistas europeus que por aqui estiveram.
Jorge Marcgrave, famoso naturalista e astrônomo alemão, que veio ao Brasil em 1638 em missão científica a convite do conde holandês Mauricio de Nassau, com a colaboração de Guilherme Piso produziram a importante obra Historia Natural do Brasil, Amsterdã 1648, na qual teceu considerações importantes sobre os costumes e habitat dos Janduís. Confeccionou o mais antigo desenho da nossa carnaubeira, palmeira nativa, genuinamente brasileira e abundante nos municípios do Vale do Açu. Neste importante documento histórico e geográfico Marcgrave escreveu este aspecto curioso e interessante a respeito desta decente e histórica região brasileira:
“Este rio também chamado de Otshunogh, penetra, no continente , em direção ao Austro numa distância de mais de 100 milhas. A uma distancia de mais de vinte e cinco milhas do litoral, acha-se o grande lago Bajatagh, com grande quantidade de peixes. À esquerda deste, em direção ao nascente, acha-se outro chamado de Igtug, pelos indígenas, mas ninguém penetra nele, por causa dos peixes que mordem e são muito inimigos dos homem. A este fica adjacente ao vale Kuniangeya, tendo comprimento de 20 milhas e a largura de duas. Atravessa-o rio Otshunogh, abundante de peixes: aí se encontra grande abundancia de animais silvestre.”
Correlacionando com a geografia da região podemos concluir que o vale Kuniangeya mencionada pelo cronista flamengo corresponde ao atual Vale do Açu. O rio Otshunogh é o rio Açu ou Piranhas-Açu. O grande lago Bajatagh é a lagoa do Piató no município do Assu. O outro lago Igtu é a Lagoa Ponta Grande no município de Ipanguaçu no Rio Grande do Norte. Os peixes que mordem e são inimigos do homem é a espécie Piranha que com certeza influenciou na denominação do grande rio Piranhas ou Açu.
Postado por FERNANDO CALDAS - DEPUTADO ESTADUAL 23456
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
PERFIL DE VALÉRIO MESQUITA
Querido(a)s amigo(a)s:
Falar de Valério é uma empreitada difícil, não porque ele seja complexo, mas porque é multifacetado.
Homem versátil, esbanja talento e competência em tudo que faz. Atualmente, é Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Mas já foi Prefeito de Macaíba, Deputado Estadual em muitas legislaturas, Presidente da Fundação José Augusto. Integra os quadros da Academia Norte-Riograndense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, da União Brasileira de Escritores. É advogado e ex-aluno Marista, condições que nos fixaram no tempo como amigos.
Sei que alguns poucos poderão julgar exageradas as minhas exortações em favor do amigo, mas são justas e merecidas. Os perfis que elaboro não pretendem ser imparciais, porque as minhas opiniões sobre os perfilados não mantêm a equidistância ensaística, nem a avaliação crítica isenta. São relatos emocionais que se mantêm fiéis à minha valoração pessoal, à minha ótica pessoal.
Assim entendido, espero que vocês possam ter acesso à personalidade desse extraordinário norte-rio-grandense e valorosíssimo amigo.
Gostaria de receber comentários e opiniões sobre o perfilado, por ciência própria ou do que foi dado a conhecer nesta crônica.
Um bom fim de semana.
Abraços fraternos
Pedro Simões
Postado por FERNANDO CALDAS DEPUTADO ESTADUAL 23456
Falar de Valério é uma empreitada difícil, não porque ele seja complexo, mas porque é multifacetado.
Homem versátil, esbanja talento e competência em tudo que faz. Atualmente, é Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Mas já foi Prefeito de Macaíba, Deputado Estadual em muitas legislaturas, Presidente da Fundação José Augusto. Integra os quadros da Academia Norte-Riograndense de Letras, do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, da União Brasileira de Escritores. É advogado e ex-aluno Marista, condições que nos fixaram no tempo como amigos.
Sei que alguns poucos poderão julgar exageradas as minhas exortações em favor do amigo, mas são justas e merecidas. Os perfis que elaboro não pretendem ser imparciais, porque as minhas opiniões sobre os perfilados não mantêm a equidistância ensaística, nem a avaliação crítica isenta. São relatos emocionais que se mantêm fiéis à minha valoração pessoal, à minha ótica pessoal.
Assim entendido, espero que vocês possam ter acesso à personalidade desse extraordinário norte-rio-grandense e valorosíssimo amigo.
Gostaria de receber comentários e opiniões sobre o perfilado, por ciência própria ou do que foi dado a conhecer nesta crônica.
Um bom fim de semana.
Abraços fraternos
Pedro Simões
Postado por FERNANDO CALDAS DEPUTADO ESTADUAL 23456
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
AGRONEGÓCIOS
Sistema Faern/Senar na Festa do Bode 2010
O evento, que é destaque no cenário regional, faz parte do calendário de eventos de Mossoró
O presidente do Sistema Faern/Senar, José Álvares Vieira, juntamente com o Gerente de Aprendizagem Rural do Senar, Ubirajara de Araújo, participam nesta quinta-feira (05), da abertura da 12ª edição da Festa do Bode, na cidade de Mossoró, na região Oeste do estado.
O evento é promovido pela Prefeitura de Mossoró em parceria com o Governo do Estado, Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), a Associação dos Criadores de Caprinos de Mossoró (Asscom) e a Associação Nacional dos Criadores de Caprinos (Ancoc).
Durante os três dias da Festa do Bode, os organizadores esperam atrair um público diversificado, desde o visitante comum a criadores interessados em ampliar seus rebanhos.
Seminários
Os seminários tecnológicos realizados pela prefeitura, em parceria com a Ufersa e associações de criadores, repassará aos participantes informações sobre melhoria genética dos rebanhos, novos métodos de criação, inseminação artificial, entre outras orientações.
“A Festa do Bode é um evento consolidado para o agronegócio potiguar. Uma oportunidade de se fazer bons contatos e ampliar a técnica de nossos produtores rurais”, disse o presidente do Sistema Faern/Senar, José Vieira.
A Festa do Bode 2010 terá ainda cursos técnicos, festival de gastronomia, leilão de equinos e shows artístico-culturais, valorizando, sobretudo, o artista da terra.
Força do agronegócio
O evento, que é destaque no cenário regional, faz parte do calendário de eventos de Mossoró e integra o roteiro de feiras de animais da região Nordeste. “Essas feiras agropecuárias são uma mostra da força dos produtores do estado. Uma força que impulsiona muito a economia do Rio Grande do Norte. E uma força que deseja a parceria dos governantes para continuar crescendo e gerando emprego e renda”, finalizou Vieira.
Paulo Correia
Eco Imprensa
Leonardo Sodré
9986-2453
João Maria Medeiros
9144-6632
www.ecoimprensanatal.blogspot.com
ecoimprensamarketing@gmail.com
Postado por FERNANDO CALDAS - DEPUTADO ESTADUAL 23456
O evento, que é destaque no cenário regional, faz parte do calendário de eventos de Mossoró
O presidente do Sistema Faern/Senar, José Álvares Vieira, juntamente com o Gerente de Aprendizagem Rural do Senar, Ubirajara de Araújo, participam nesta quinta-feira (05), da abertura da 12ª edição da Festa do Bode, na cidade de Mossoró, na região Oeste do estado.
O evento é promovido pela Prefeitura de Mossoró em parceria com o Governo do Estado, Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa), a Associação dos Criadores de Caprinos de Mossoró (Asscom) e a Associação Nacional dos Criadores de Caprinos (Ancoc).
Durante os três dias da Festa do Bode, os organizadores esperam atrair um público diversificado, desde o visitante comum a criadores interessados em ampliar seus rebanhos.
Seminários
Os seminários tecnológicos realizados pela prefeitura, em parceria com a Ufersa e associações de criadores, repassará aos participantes informações sobre melhoria genética dos rebanhos, novos métodos de criação, inseminação artificial, entre outras orientações.
“A Festa do Bode é um evento consolidado para o agronegócio potiguar. Uma oportunidade de se fazer bons contatos e ampliar a técnica de nossos produtores rurais”, disse o presidente do Sistema Faern/Senar, José Vieira.
A Festa do Bode 2010 terá ainda cursos técnicos, festival de gastronomia, leilão de equinos e shows artístico-culturais, valorizando, sobretudo, o artista da terra.
Força do agronegócio
O evento, que é destaque no cenário regional, faz parte do calendário de eventos de Mossoró e integra o roteiro de feiras de animais da região Nordeste. “Essas feiras agropecuárias são uma mostra da força dos produtores do estado. Uma força que impulsiona muito a economia do Rio Grande do Norte. E uma força que deseja a parceria dos governantes para continuar crescendo e gerando emprego e renda”, finalizou Vieira.
Paulo Correia
Eco Imprensa
Leonardo Sodré
9986-2453
João Maria Medeiros
9144-6632
www.ecoimprensanatal.blogspot.com
ecoimprensamarketing@gmail.com
Postado por FERNANDO CALDAS - DEPUTADO ESTADUAL 23456
domingo, 1 de agosto de 2010
UM RIO FEDERAL
Zelito Coringa (*)
Ele nasce na serra do Bongá divisa da Paraíba com o Ceará, percorre grande parte do torrão paraibano, sendo conhecido por Piranhas-Açu. Porém, quando atravessa o Estado Potiguar, passa a ser chamado simplesmente de Rio Açu. Após a construção da "Barragem Armando Ribeiro Gonçalves" - Inaugurada oficialmente em 1984, tornou-se totalmente perene. Ouviu-se de olhos apitombados as promessas fabulosas do desenvolvimento que chegaria a esta região riquissima. Dado pelo corte da fita inaugural das autoridades e estudiosos proféticos da época. Sob o controle das sangrias haveria financiamentos: Eletrificação com baixos custos, implementos agrícolas, capacitação e direito a muita pabulagem nas pontas de calçadas do puxaquismo, e até amedrontamentos de baleias destruidoras de altares. Fui menino que pinotava de barreira à barreira no leito do rio Olho D'água, mergulhava feito piaba tonta, este um de seus afluentes. Naquela meninice não imaginava que as águas ficassem presas por comportas gigantes e acabasse a diversão dos pobres inocentes como eu. O vírus causador da sua morte lenta, pode ser batizado pelo povo de apoderamento do que é nosso, que migra de terra em terra, principalmente se o solo for rico em nutrientes e as leis ambientais forem dissimuladas. Configura-se nocivo aos que forem defensores desta causa. Num tempo não muito distante atribuiam-se toda a maldade aos justiceiros, bandoleiros e aos cidadãos conscientes. Agora parece tudo invisível aos olhos de muitas autoridades. Não há mais Manoel Torquato com seu sindicato do Garranho, Lampião com o seu bando de saquedores, nem fanatismo, tabus e pudores, nem a ilusão ou razão de nem um idealismo. Tudo é questão de sobrevivência e solidariedade aos que já quebraram seus potes de água ao beberem seus agrotóxicos. E quem daqui pra frente pagará a conta do consumo potável das irrigações gigantes? Será que é somente a população ao escovar os dentes na pia? De quem é o dever de cuidar das nossas fontes? O presidente, o governador, o prefeito, o vereador do povo, o deputado doido, o senador afoito, e os mais defensores do povo? E os meninotes do presente que lavam suas motos e carros no leito do rio, mijando o álcool do último porre? - Não digam que é inverdade, nem atirem a primeira pedra. Isso tudo quem disse foi um cabra metido a doido das bandas dos carnaubais, e eu na escutação da conversa esqueci de gravar seu nome. Façamos valer um novo gesto educativo, reafirmando que somos varzeanos da mesma nascente.
O autor é músico e poeta, natural da Cidade de Carnaubais-RN.
Postado por Gilberto Freire de Melo
Ele nasce na serra do Bongá divisa da Paraíba com o Ceará, percorre grande parte do torrão paraibano, sendo conhecido por Piranhas-Açu. Porém, quando atravessa o Estado Potiguar, passa a ser chamado simplesmente de Rio Açu. Após a construção da "Barragem Armando Ribeiro Gonçalves" - Inaugurada oficialmente em 1984, tornou-se totalmente perene. Ouviu-se de olhos apitombados as promessas fabulosas do desenvolvimento que chegaria a esta região riquissima. Dado pelo corte da fita inaugural das autoridades e estudiosos proféticos da época. Sob o controle das sangrias haveria financiamentos: Eletrificação com baixos custos, implementos agrícolas, capacitação e direito a muita pabulagem nas pontas de calçadas do puxaquismo, e até amedrontamentos de baleias destruidoras de altares. Fui menino que pinotava de barreira à barreira no leito do rio Olho D'água, mergulhava feito piaba tonta, este um de seus afluentes. Naquela meninice não imaginava que as águas ficassem presas por comportas gigantes e acabasse a diversão dos pobres inocentes como eu. O vírus causador da sua morte lenta, pode ser batizado pelo povo de apoderamento do que é nosso, que migra de terra em terra, principalmente se o solo for rico em nutrientes e as leis ambientais forem dissimuladas. Configura-se nocivo aos que forem defensores desta causa. Num tempo não muito distante atribuiam-se toda a maldade aos justiceiros, bandoleiros e aos cidadãos conscientes. Agora parece tudo invisível aos olhos de muitas autoridades. Não há mais Manoel Torquato com seu sindicato do Garranho, Lampião com o seu bando de saquedores, nem fanatismo, tabus e pudores, nem a ilusão ou razão de nem um idealismo. Tudo é questão de sobrevivência e solidariedade aos que já quebraram seus potes de água ao beberem seus agrotóxicos. E quem daqui pra frente pagará a conta do consumo potável das irrigações gigantes? Será que é somente a população ao escovar os dentes na pia? De quem é o dever de cuidar das nossas fontes? O presidente, o governador, o prefeito, o vereador do povo, o deputado doido, o senador afoito, e os mais defensores do povo? E os meninotes do presente que lavam suas motos e carros no leito do rio, mijando o álcool do último porre? - Não digam que é inverdade, nem atirem a primeira pedra. Isso tudo quem disse foi um cabra metido a doido das bandas dos carnaubais, e eu na escutação da conversa esqueci de gravar seu nome. Façamos valer um novo gesto educativo, reafirmando que somos varzeanos da mesma nascente.
O autor é músico e poeta, natural da Cidade de Carnaubais-RN.
Postado por Gilberto Freire de Melo
PRINCIPAIS ATRAÇÕES DE ASSU
Prédio da Igreja Matriz: É o mais imponente da cidade. Não é um templo rico, mas nem por isso deixa de inspirar confiança e fé no assuense e em milhares de pessoas que todos os anos, durante o mês de junho, chegam para visitar parentes e comemorar o nascimento do Santo Padroeiro, São João Batista.
Barragem Armando Ribeiro Gonçalves: A Barragem do Assu, como também é conhecida na Região, tem capacidade de armazenamento de 2 bilhões e 400 milhões de metros cúbicos de água. Banha parte dos territórios dos municípios de Assu, Itajá, São Rafael e Jucurutu. O melhor acesso é por Itajá. Às margens da Barragem, no Município de Itajá, existe um pequeno povoado habitado por pescadores, onde encontram-se casas rústicas, ao lado de verdadeiras mansões e também dois balneários e um restaurante. A gastronomia local é variada, porém o prato principal é o peixe, especialmente o tucunaré frito e cozido. Do lado oeste, já no Município de Assu, está localizado o sangradouro, algumas ilhas e duas pequenas comunidades, onde estão construídas algumas casas de camping que são verdadeiros paraísos.
Rio Assu: Razão maior da existência do Município, possuindo 405 km de extensão. Nasce na Serra da Borborema, na cidade de Bonito de Santa Fé (Estado da Paraíba), com a denominação de Rio Piancó. À sua margem esquerda no Município existem diversas barracas de comercialização de bebidas e comidas, local onde se concentra o maior número de foliões no carnaval, conhecido popularmente por Carnaval do Rio Assu.
Açude do Mendubim: Está localizado no Rio Paraú, afluente à margem esquerda do Rio Piranhas ou Assu. Localiza-se a 11km do centro da cidade. O Açude do Mendubim possui uma das mais belas vistas da Região, sobretudo quando está sangrando.
Lagoa do Piató: Considerada o maior reservatório de água do Estado, com capacidade para armazenar 96 bilhões de metros cúbicos de água. Possui uma extensão de 18 km de comprimento por 2,5 de largura. O seu entorno é propício para a realização de trilhas ecológicas e para a prática de espeleologia nas cavernas existentes às margens da lagoa. No anel da Lagoa de Piató, pode-se visitar diversos baobás, árvore rara no Brasil e de extraordinária beleza. Esses atrativos fazem da Lagoa de Piató uma das maiores referências turísticas da Região.
Gruta dos Pingos: Localiza-se aproximadamente a 14 km do centro do Assu, na localidade denominada de Pingos. Esta caverna tem aproximadamente 22 m de largura por 8 m de altura. Do teto da gruta, pingam gotas de água incessantemente durante todas as estações do ano. Visitar a gruta é uma aventura repleta de emoções.
Casarios Antigos: Resquícios das primeiras edificações da cidade de Assu, onde foram instalados o primeiro hotel, a farmácia, os primeiros salões de festas, a primeira agência dos correios e telégrafos, a casa paroquial, a Casa da Baronesa, o mercado, a primeira panificadora, entre outros.
Postado por Jota Maria
FERNANDO CALDAS - DEPUTADO ESTADUAL 23456
Barragem Armando Ribeiro Gonçalves: A Barragem do Assu, como também é conhecida na Região, tem capacidade de armazenamento de 2 bilhões e 400 milhões de metros cúbicos de água. Banha parte dos territórios dos municípios de Assu, Itajá, São Rafael e Jucurutu. O melhor acesso é por Itajá. Às margens da Barragem, no Município de Itajá, existe um pequeno povoado habitado por pescadores, onde encontram-se casas rústicas, ao lado de verdadeiras mansões e também dois balneários e um restaurante. A gastronomia local é variada, porém o prato principal é o peixe, especialmente o tucunaré frito e cozido. Do lado oeste, já no Município de Assu, está localizado o sangradouro, algumas ilhas e duas pequenas comunidades, onde estão construídas algumas casas de camping que são verdadeiros paraísos.
Rio Assu: Razão maior da existência do Município, possuindo 405 km de extensão. Nasce na Serra da Borborema, na cidade de Bonito de Santa Fé (Estado da Paraíba), com a denominação de Rio Piancó. À sua margem esquerda no Município existem diversas barracas de comercialização de bebidas e comidas, local onde se concentra o maior número de foliões no carnaval, conhecido popularmente por Carnaval do Rio Assu.
Açude do Mendubim: Está localizado no Rio Paraú, afluente à margem esquerda do Rio Piranhas ou Assu. Localiza-se a 11km do centro da cidade. O Açude do Mendubim possui uma das mais belas vistas da Região, sobretudo quando está sangrando.
Lagoa do Piató: Considerada o maior reservatório de água do Estado, com capacidade para armazenar 96 bilhões de metros cúbicos de água. Possui uma extensão de 18 km de comprimento por 2,5 de largura. O seu entorno é propício para a realização de trilhas ecológicas e para a prática de espeleologia nas cavernas existentes às margens da lagoa. No anel da Lagoa de Piató, pode-se visitar diversos baobás, árvore rara no Brasil e de extraordinária beleza. Esses atrativos fazem da Lagoa de Piató uma das maiores referências turísticas da Região.
Gruta dos Pingos: Localiza-se aproximadamente a 14 km do centro do Assu, na localidade denominada de Pingos. Esta caverna tem aproximadamente 22 m de largura por 8 m de altura. Do teto da gruta, pingam gotas de água incessantemente durante todas as estações do ano. Visitar a gruta é uma aventura repleta de emoções.
Casarios Antigos: Resquícios das primeiras edificações da cidade de Assu, onde foram instalados o primeiro hotel, a farmácia, os primeiros salões de festas, a primeira agência dos correios e telégrafos, a casa paroquial, a Casa da Baronesa, o mercado, a primeira panificadora, entre outros.
Postado por Jota Maria
FERNANDO CALDAS - DEPUTADO ESTADUAL 23456
AS POTENCIALIDADES DO RN
O que o Rio Grande do Norte teve, tem e pode continuar tendo de riquezas. Elas estão espalhadas por todo o Estado.
No livro “Evolução Econômica do Rio Grande do Norte”, do professor Paulo Pereira dos Santos, o autor detalha todas as potencialidades de um Estado rico, porém de povo pobre.
Com o objetivo de passar adiante essas riquezas e potencialidades para o conhecimento dos leitores, inclusive da classe política (quem conhece coloca uma venda no rosto e não faz um bom projeto para aproveitar ou reaproveitar estas potencialidaeds), este Blog faz um pequeno “apanhado” do que consta no livro, escrito em 2001. A postagem pode parecer longa para leitura, mas é de importância fundamental para seu conhecimento.
ALGODÃO – A principal atividade econômica do RN era a cotonicultura. O Estado assumia o 2º lugar como produtor regional e o 5º do Brasil. Era explorado em quase todo território estadual, em 81 municípios, mais precisamente, nas zonas Oeste e das regiões do Seridó e Centro-oeste. Sob o aspecto qualitativo, o algodão do RN apresentava a grande força de competição com similares das melhores regiões do mundo.
CANA-DE-AÇÚCAR – A cultura canavieira se concentrava na região litorânea próxima a Natal e compreendia 87% da produção estadual. Seu cultivo se dava em vale úmidos dos rios Oriental, Jacu, Curimataú, Trairí e Ceará Mirim. Em 1975 o Estado produziu 798 mil toneladas de cana-de-açúcar.
MANDIOCA – A mandioca representava um papel muito significativo, tanto pelo seu valor na alimentação, quando do rurícola, bem como dando suporte forrageiro para a bovinocultura.
SISAL – Tinha grande importância econômica em 1977. Contribuía com divisa para o país e podia ser colhido praticamente em qualquer época do ano e aproveitada a mão-de-obra abundante na fase de colheita. O Estado ocupava a terceira posição como produtor de sisal do país, e esta era quase toda destinada ao mercado externo.
CERA DE CARNAÚBA – Era a principal atividade de produção extrativa vegetal na época. Sua produção era concentrada em alguns municípios das várzeas de Apodi e Assu, e sua produção era direcionada ao mercado mundial.
CAJU – Os projetos, Mossoró Agroindustrial S/A – Maisa e Serra do Mel estavam dinamizando a produção do caju no Estado. O primeiro, em 1976, tinha produção de 15 mil toneladas de frutos, extraindo 5 mil toneladas de suco. O segundo, administrado pela CIMPARN, empresa do Governo do Estado, tinha 17.900 hectares plantadas com cajueiro, o que corresponde a 2 milhões e 17 mil pés de caju. Em 1992 a Maisa era uma empresa bem sucedida e exportava sua produção para o Sul do país e para o mercado externo
MAMONA – Em 1973, havia uma produção de mamona de 1.343 toneladas. Era uma produção bastante moderna e apresentava grandes potencialidades de ser uma cultura de representatividade na economia do Estado. A empresa Salha S/A foi a pioneira no Estado da industrialização de mamona. Em 1979, ela exportava o óleo da conhecida carrapateira para os Estados Unidos, Canadá, França, Suíça, Alemanha, China e outros países.
SCHEELITA – A participação da scheelita do RN, na produção brasileira, era de 95% em 1975 e correspondia a 384.042 toneladas de scheelita bruta e 1.644 toneladas beneficiadas. As áreas scheelitíferas do RN encontram-se nos municípios de Currais Novos, Caicó, Jucurutu, Santa Luzia e São Tomé.
MÁRMORE – O mármore do RN era tido como o melhor do Brasil, podendo ser comparado ao italiano. O negro era produzido no município de Paraú e o rosa em São Tomé, este chegando às vezes, a ser avermelhado. O listrado em cinza e cinza escura eram encontrados em Parelhas. Na cidade de Assu existia a maioria serraria de mármore do norte-nordeste, a Sinwal S/A Indústria de Mármores e Granitos. Os municípios de São Rafael, São João do Sabugi, Caicó, Almino Afonso, Paraú e Parelhas são onde existiam as maiores reservas de mármore. A cidade de São Rafael detinha a maior mina de mármore do RN, na propriedade de Florizanto Barros da Câmara. A maior ficou submersa com as águas da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves.
CALCÁRIO – Eram de 106 milhões de toneladas de calcário as reservas quantificadas em 1975. Na época, era empregado na agricultura para a correção de acidez dos solos e na fabricação de cimento pela a Itapetinga S/A. Havia grandes perspectivas de sua demanda crescer, em face da prevista necessidade da Alcanorte para o ano de 1979. Oportuno salientar que em 2000 o projeto da Alcanorte não foi à frente. Detalhes: o consumo de energia da Itapetinga, quando esta se instalou, era maior do que toda cidade de Mossoró. Está na cidade de Lajes o maior número de reserva calcário.
DIATOMITA – É um mineral muito leve que é utilizado na fabricação de armas. Em 1977 o RN era o maior produtor de diatomita no Brasil. As principais ocorrências de diatomita do Nordeste estavam as de Ceará-Mirim e Macaíba, estimadas em 111 mil toneladas conforme informações do Departamento Nacional de Produção Mineral.
CAULIM – Produto solicitado para a produção de tinta. Os municípios de Canaúba dos Dantas e Equador apresentavam ocorrência de caulim de melhor qualidade. Suas reservas calculadas até 1975 indicavam mais de 1 milhão de toneladas medidas e 720 mil toneladas indicadas. O caulim do RN, depois de refinado, poderia ser empregado na fabricação de esmalte a cores e cerâmica.
SAL MARINHO – Em 1975, o RN produzia 1,6 milhões de toneladas de sal. Estava produção abrangia os municípios de Macau, Mossoró e Areia Branca. Mais uma vez, se o projeto da Alcanorte estivesse pronto, a demanda do sal poderia crescer, tendo em vista que, inicialmente, a Alcanorte consumiria 300 mil toneladas de sal em forma de salmoura. A primeira empresa a exportar sal granulado foi a Socel. A empresa F. Souto é a primeira empresa em produtividade do Nordeste e a terceira no mercado mundial.
PETRÓLEO – Desde os anos 40 que existe a expectativa de petróleo em Mossoró. O primeiro local a jorrar petróleo foi onde hoje funciona o Hotel Thermas, em 1979. Os jornais de 1974 afirmam que em março de 1956, chegava a Macau a primeira equipe técnica da Petrobras que faria sondagem sobre a existência de petróleo. Dizem que as populações de Barreiros e Digo Lopes avistavam, à noite, a torre e observavam um fogaréu em torno da plataforma. Depois, as descobertas aconteciam em maiores números em Mossoró, Fazenda Belém, Alto do Rodrigues, Canto do Amaro, Rio Panon, Fazenda Pocinho, Guamaré, Redondo, Macau, Palmeira e Livramento.
PRODUÇÃO DE GÁS – É produzido em maior escala no RN, porém, não é bem aproveitado. O gás produzido nos campos da bacia do RN é bombeado para a Unidade de Processamento de Gás Natural [UPGN] de Guamaré, e foi instalada para processar a cerca de 2 mil metros cúbicos por dia de gás natural, do qual é extraído o GLP, o famoso gás de cozinha e a gasolina natural. O RN não usufrui financeiramente e economicamente de sua gigantesca produção de petróleo, recebendo apenas “migalhas” de royalties, que, comparando com os milhões de dólares de sua produção anual, não tem quase significação para a economia local.
ATIVIDADE PESQUEIRA – Duas atividades de bastante representatividade, através da pesquisa industrial e artesanal. Esta última, por exemplo, no ano de 1976, sua produção alcançou quase 3 mil toneladas, representando 70% do total da produção do Estado. Atualmente, a maior produtividade é de cativeiro e o maior produtor em Mossoró é Bastos, que tinha uma rede de supermercado Pague Menos.
ECONOMIA MERCADO EXTERNO – O Estado apresentava uma balança comercial com características de uma região importadora, pelo fato de sua pouca capacidade de produzir excedente para a exportação e da maior necessidade de importação. O Estado destinava seus produtos ao mercado mundial, sua maior parte pelos portos dos Estados vizinhos, o que constituía certamente, um dos fatores de estrangulamento para o incremento das exportações. A inexistência de infra-estrutura portuária adequada ao atendimento de maior fluxo de produtos canalizados para o mercado externo, inibia a ação empresarial do Estado. O Estado tem fruticultura forte, no entanto, precisa de incentivo. O RN tem o segundo melhor clima do país, que o na cidade de Natal, perdendo para uma cidade na Holanda.
Fogo Cruzado
Postado por Afonso Diligori Mendes
(Do Blog: Sociedade Alternativa de São Rafael/RN)
FERNANDO CALDAS - DEPUTADO ESTADUAL 23456
No livro “Evolução Econômica do Rio Grande do Norte”, do professor Paulo Pereira dos Santos, o autor detalha todas as potencialidades de um Estado rico, porém de povo pobre.
Com o objetivo de passar adiante essas riquezas e potencialidades para o conhecimento dos leitores, inclusive da classe política (quem conhece coloca uma venda no rosto e não faz um bom projeto para aproveitar ou reaproveitar estas potencialidaeds), este Blog faz um pequeno “apanhado” do que consta no livro, escrito em 2001. A postagem pode parecer longa para leitura, mas é de importância fundamental para seu conhecimento.
ALGODÃO – A principal atividade econômica do RN era a cotonicultura. O Estado assumia o 2º lugar como produtor regional e o 5º do Brasil. Era explorado em quase todo território estadual, em 81 municípios, mais precisamente, nas zonas Oeste e das regiões do Seridó e Centro-oeste. Sob o aspecto qualitativo, o algodão do RN apresentava a grande força de competição com similares das melhores regiões do mundo.
CANA-DE-AÇÚCAR – A cultura canavieira se concentrava na região litorânea próxima a Natal e compreendia 87% da produção estadual. Seu cultivo se dava em vale úmidos dos rios Oriental, Jacu, Curimataú, Trairí e Ceará Mirim. Em 1975 o Estado produziu 798 mil toneladas de cana-de-açúcar.
MANDIOCA – A mandioca representava um papel muito significativo, tanto pelo seu valor na alimentação, quando do rurícola, bem como dando suporte forrageiro para a bovinocultura.
SISAL – Tinha grande importância econômica em 1977. Contribuía com divisa para o país e podia ser colhido praticamente em qualquer época do ano e aproveitada a mão-de-obra abundante na fase de colheita. O Estado ocupava a terceira posição como produtor de sisal do país, e esta era quase toda destinada ao mercado externo.
CERA DE CARNAÚBA – Era a principal atividade de produção extrativa vegetal na época. Sua produção era concentrada em alguns municípios das várzeas de Apodi e Assu, e sua produção era direcionada ao mercado mundial.
CAJU – Os projetos, Mossoró Agroindustrial S/A – Maisa e Serra do Mel estavam dinamizando a produção do caju no Estado. O primeiro, em 1976, tinha produção de 15 mil toneladas de frutos, extraindo 5 mil toneladas de suco. O segundo, administrado pela CIMPARN, empresa do Governo do Estado, tinha 17.900 hectares plantadas com cajueiro, o que corresponde a 2 milhões e 17 mil pés de caju. Em 1992 a Maisa era uma empresa bem sucedida e exportava sua produção para o Sul do país e para o mercado externo
MAMONA – Em 1973, havia uma produção de mamona de 1.343 toneladas. Era uma produção bastante moderna e apresentava grandes potencialidades de ser uma cultura de representatividade na economia do Estado. A empresa Salha S/A foi a pioneira no Estado da industrialização de mamona. Em 1979, ela exportava o óleo da conhecida carrapateira para os Estados Unidos, Canadá, França, Suíça, Alemanha, China e outros países.
SCHEELITA – A participação da scheelita do RN, na produção brasileira, era de 95% em 1975 e correspondia a 384.042 toneladas de scheelita bruta e 1.644 toneladas beneficiadas. As áreas scheelitíferas do RN encontram-se nos municípios de Currais Novos, Caicó, Jucurutu, Santa Luzia e São Tomé.
MÁRMORE – O mármore do RN era tido como o melhor do Brasil, podendo ser comparado ao italiano. O negro era produzido no município de Paraú e o rosa em São Tomé, este chegando às vezes, a ser avermelhado. O listrado em cinza e cinza escura eram encontrados em Parelhas. Na cidade de Assu existia a maioria serraria de mármore do norte-nordeste, a Sinwal S/A Indústria de Mármores e Granitos. Os municípios de São Rafael, São João do Sabugi, Caicó, Almino Afonso, Paraú e Parelhas são onde existiam as maiores reservas de mármore. A cidade de São Rafael detinha a maior mina de mármore do RN, na propriedade de Florizanto Barros da Câmara. A maior ficou submersa com as águas da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves.
CALCÁRIO – Eram de 106 milhões de toneladas de calcário as reservas quantificadas em 1975. Na época, era empregado na agricultura para a correção de acidez dos solos e na fabricação de cimento pela a Itapetinga S/A. Havia grandes perspectivas de sua demanda crescer, em face da prevista necessidade da Alcanorte para o ano de 1979. Oportuno salientar que em 2000 o projeto da Alcanorte não foi à frente. Detalhes: o consumo de energia da Itapetinga, quando esta se instalou, era maior do que toda cidade de Mossoró. Está na cidade de Lajes o maior número de reserva calcário.
DIATOMITA – É um mineral muito leve que é utilizado na fabricação de armas. Em 1977 o RN era o maior produtor de diatomita no Brasil. As principais ocorrências de diatomita do Nordeste estavam as de Ceará-Mirim e Macaíba, estimadas em 111 mil toneladas conforme informações do Departamento Nacional de Produção Mineral.
CAULIM – Produto solicitado para a produção de tinta. Os municípios de Canaúba dos Dantas e Equador apresentavam ocorrência de caulim de melhor qualidade. Suas reservas calculadas até 1975 indicavam mais de 1 milhão de toneladas medidas e 720 mil toneladas indicadas. O caulim do RN, depois de refinado, poderia ser empregado na fabricação de esmalte a cores e cerâmica.
SAL MARINHO – Em 1975, o RN produzia 1,6 milhões de toneladas de sal. Estava produção abrangia os municípios de Macau, Mossoró e Areia Branca. Mais uma vez, se o projeto da Alcanorte estivesse pronto, a demanda do sal poderia crescer, tendo em vista que, inicialmente, a Alcanorte consumiria 300 mil toneladas de sal em forma de salmoura. A primeira empresa a exportar sal granulado foi a Socel. A empresa F. Souto é a primeira empresa em produtividade do Nordeste e a terceira no mercado mundial.
PETRÓLEO – Desde os anos 40 que existe a expectativa de petróleo em Mossoró. O primeiro local a jorrar petróleo foi onde hoje funciona o Hotel Thermas, em 1979. Os jornais de 1974 afirmam que em março de 1956, chegava a Macau a primeira equipe técnica da Petrobras que faria sondagem sobre a existência de petróleo. Dizem que as populações de Barreiros e Digo Lopes avistavam, à noite, a torre e observavam um fogaréu em torno da plataforma. Depois, as descobertas aconteciam em maiores números em Mossoró, Fazenda Belém, Alto do Rodrigues, Canto do Amaro, Rio Panon, Fazenda Pocinho, Guamaré, Redondo, Macau, Palmeira e Livramento.
PRODUÇÃO DE GÁS – É produzido em maior escala no RN, porém, não é bem aproveitado. O gás produzido nos campos da bacia do RN é bombeado para a Unidade de Processamento de Gás Natural [UPGN] de Guamaré, e foi instalada para processar a cerca de 2 mil metros cúbicos por dia de gás natural, do qual é extraído o GLP, o famoso gás de cozinha e a gasolina natural. O RN não usufrui financeiramente e economicamente de sua gigantesca produção de petróleo, recebendo apenas “migalhas” de royalties, que, comparando com os milhões de dólares de sua produção anual, não tem quase significação para a economia local.
ATIVIDADE PESQUEIRA – Duas atividades de bastante representatividade, através da pesquisa industrial e artesanal. Esta última, por exemplo, no ano de 1976, sua produção alcançou quase 3 mil toneladas, representando 70% do total da produção do Estado. Atualmente, a maior produtividade é de cativeiro e o maior produtor em Mossoró é Bastos, que tinha uma rede de supermercado Pague Menos.
ECONOMIA MERCADO EXTERNO – O Estado apresentava uma balança comercial com características de uma região importadora, pelo fato de sua pouca capacidade de produzir excedente para a exportação e da maior necessidade de importação. O Estado destinava seus produtos ao mercado mundial, sua maior parte pelos portos dos Estados vizinhos, o que constituía certamente, um dos fatores de estrangulamento para o incremento das exportações. A inexistência de infra-estrutura portuária adequada ao atendimento de maior fluxo de produtos canalizados para o mercado externo, inibia a ação empresarial do Estado. O Estado tem fruticultura forte, no entanto, precisa de incentivo. O RN tem o segundo melhor clima do país, que o na cidade de Natal, perdendo para uma cidade na Holanda.
Fogo Cruzado
Postado por Afonso Diligori Mendes
(Do Blog: Sociedade Alternativa de São Rafael/RN)
FERNANDO CALDAS - DEPUTADO ESTADUAL 23456
sábado, 31 de julho de 2010
PROJETO MAPEIA CULTURA NOS BAIRROS
Rastreando riquezas Projeto que tem mapeado o patrimônio cultural de Natal espera atingir, até o fim do ano, 36 bairros
Sérgio Vilar // sergiovilar.rn@dabr.com.br
A cultura natalense está sob a mira de olhares atentos e interessados em catalogar e quantificar o patrimônio cultural da cidade. Desde o início do ano um projeto de mapeamento cultural está em andamento. De forma sigilosa, uma equipe multifuncional formada por antropólogos, poetas e pesquisadores tem vasculhado os bens imateriais nos 36 bairros da cidade. O levantamento dos principais saberes, celebrações e expressões mais relevantes de cada localidade estarão reunidos em um inventário publicado em novembro e disponibilizado gratuitamente na internet.
O boi de reis de Felipe Camarão é uma das tradições imateriais que farão parte do inventário, cuja publicação deve se dar em novembro Foto: Ana Amaral/DN/D.A Press
O poeta, artista plástico e agitador cultural Eduardo Alexandre está responsável pela escrita de crônicas de cada bairro, a partir de uma linguagem poética aliada à pesquisa bibliográfica e de campo. Em agosto, Eduardo Alexandre descansa seu olhar sobre a geografia da Redinha, chamada por Cascudo de "praia bonita". As crônicas de Eduardo Alexandre deverão abrir a publicação. O padrão ainda será definido após reunião compublicitários, segundo explica o gestor de cultura do Sebrae/RN, Eduardo Viana.
"Nossa intenção, além de catalogar os saberes e práticas culturais, é nortear as políticas culturais a partir da riqueza e diversidade cultural de cada bairro", adiantou Eduardo Viana. Outro propósito é de que o inventário seja referência para outras publicações e possa despertar o interesse pela estadualização do catálogo, com o mapeamento cultural dos municípios potiguares. O projeto é uma parceria entre Sebrae/RN, Banco do Nordeste e Fundação Capitania das Artes.
O mapeamento imaterial de Natal levará em consideração durante a pesquisa a sistemática utilizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), referentes a preservação do patrimônio imaterial como os Saberes, as Celebrações, Formas de Expressão e Lugares. Manifestações culturais mantidas nas localidades serão abordadas na pesquisa. A intenção é identificar bens da cultura imaterial como ofício de rezadeira, pescador artesanal, mangaeiro, artistas, festas de padroeiros, carnavais, grupos de danças, folguedos, santuários populares, etc.
Fases
Na primeira fase de execução do projeto foram rastreados os bairros de Nova Descoberta, Ponta Negra, Redinha, Santos Reis, Rocas, Praia do Meio, Bairro Nordeste, Quintas, Bom Pastor, Nossa Sra. de Nazaré, Cidade da Esperança, Nova Cidade, Cidade Alta, Planalto, Guarapes, Alecrim, Felipe Camarão, Praia do Meio. A segunda fase está prevista para iniciar no mês de agosto e contemplará os bairros de Lagoa Azul, Pajuçara, Potengi, N. Sra. Apresentação, Igapó, Salinas, Ribeira, Petrópolis, Areia Preta, Mãe Luiza, Tirol, Barro Vermelho, Lagoa Seca, Lagoa Nova, Candelária, Pitimbu, Capim Macio e Neópolis.
Eduardo Viana ressalta a importância da participação popular na fase de coleta de dados. "A partir de indicações e entrevistas com lideranças comunitárias, agentes de saúde, associações comunitárias, professores, agentes culturais são localizados os possíveis bens culturais existentes nos bairros". E completa: "Com aelaboração do mapeamento cultural imaterial da cidade será possível conhecer a realidade atual das práticas socioculturais, possibilitando a criação de políticas públicas de fomento destinadas às atividades culturais locais".
Serviço
Para entrar em contato com Eduardo Alexandre, o endereço eletrônico é mapeamentonatal@gmail.com.
(Fonte: Caderno Muito, Diário de Natal)
(Transcrito por FERNANDO CALDAS DEPUTADO ESTADUAL 23456)
--------------------------------------------------------------------------------
Sérgio Vilar // sergiovilar.rn@dabr.com.br
A cultura natalense está sob a mira de olhares atentos e interessados em catalogar e quantificar o patrimônio cultural da cidade. Desde o início do ano um projeto de mapeamento cultural está em andamento. De forma sigilosa, uma equipe multifuncional formada por antropólogos, poetas e pesquisadores tem vasculhado os bens imateriais nos 36 bairros da cidade. O levantamento dos principais saberes, celebrações e expressões mais relevantes de cada localidade estarão reunidos em um inventário publicado em novembro e disponibilizado gratuitamente na internet.
O boi de reis de Felipe Camarão é uma das tradições imateriais que farão parte do inventário, cuja publicação deve se dar em novembro Foto: Ana Amaral/DN/D.A Press
O poeta, artista plástico e agitador cultural Eduardo Alexandre está responsável pela escrita de crônicas de cada bairro, a partir de uma linguagem poética aliada à pesquisa bibliográfica e de campo. Em agosto, Eduardo Alexandre descansa seu olhar sobre a geografia da Redinha, chamada por Cascudo de "praia bonita". As crônicas de Eduardo Alexandre deverão abrir a publicação. O padrão ainda será definido após reunião compublicitários, segundo explica o gestor de cultura do Sebrae/RN, Eduardo Viana.
"Nossa intenção, além de catalogar os saberes e práticas culturais, é nortear as políticas culturais a partir da riqueza e diversidade cultural de cada bairro", adiantou Eduardo Viana. Outro propósito é de que o inventário seja referência para outras publicações e possa despertar o interesse pela estadualização do catálogo, com o mapeamento cultural dos municípios potiguares. O projeto é uma parceria entre Sebrae/RN, Banco do Nordeste e Fundação Capitania das Artes.
O mapeamento imaterial de Natal levará em consideração durante a pesquisa a sistemática utilizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), referentes a preservação do patrimônio imaterial como os Saberes, as Celebrações, Formas de Expressão e Lugares. Manifestações culturais mantidas nas localidades serão abordadas na pesquisa. A intenção é identificar bens da cultura imaterial como ofício de rezadeira, pescador artesanal, mangaeiro, artistas, festas de padroeiros, carnavais, grupos de danças, folguedos, santuários populares, etc.
Fases
Na primeira fase de execução do projeto foram rastreados os bairros de Nova Descoberta, Ponta Negra, Redinha, Santos Reis, Rocas, Praia do Meio, Bairro Nordeste, Quintas, Bom Pastor, Nossa Sra. de Nazaré, Cidade da Esperança, Nova Cidade, Cidade Alta, Planalto, Guarapes, Alecrim, Felipe Camarão, Praia do Meio. A segunda fase está prevista para iniciar no mês de agosto e contemplará os bairros de Lagoa Azul, Pajuçara, Potengi, N. Sra. Apresentação, Igapó, Salinas, Ribeira, Petrópolis, Areia Preta, Mãe Luiza, Tirol, Barro Vermelho, Lagoa Seca, Lagoa Nova, Candelária, Pitimbu, Capim Macio e Neópolis.
Eduardo Viana ressalta a importância da participação popular na fase de coleta de dados. "A partir de indicações e entrevistas com lideranças comunitárias, agentes de saúde, associações comunitárias, professores, agentes culturais são localizados os possíveis bens culturais existentes nos bairros". E completa: "Com aelaboração do mapeamento cultural imaterial da cidade será possível conhecer a realidade atual das práticas socioculturais, possibilitando a criação de políticas públicas de fomento destinadas às atividades culturais locais".
Serviço
Para entrar em contato com Eduardo Alexandre, o endereço eletrônico é mapeamentonatal@gmail.com.
(Fonte: Caderno Muito, Diário de Natal)
(Transcrito por FERNANDO CALDAS DEPUTADO ESTADUAL 23456)
--------------------------------------------------------------------------------
Assinar:
Postagens (Atom)
UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO



