domingo, 10 de outubro de 2010
A ILUSÃO DOS PERÍMETROS IRRIGADOS
Vendidos por sucessivos governos como a saída para resolver os problemas da seca no Nordeste desde a década de 70, os perímetros irrigados, áreas loteadas entre agricultores com estrutura de irrigação pública, figuram atualmente como um grande fracasso. Era ilusão? A incompetência da gestão pública levou os grandes projetos ao abismo? Independente dos motivos, a estruturação de cinco perímetros irrigados em território potiguar não conseguiu, salvo exceções, libertar o homem do campo da dependência dos caprichos do clima nordestino.
Resultados pífios em quarenta anos
Júnior Santos
Vendidos por sucessivos governos como a saída para resolver os problemas da seca no Nordeste desde a década de 70, os perímetros irrigados, áreas loteadas entre agricultores com estrutura de irrigação pública, figuram atualmente como um grande fracasso.
Mas voltemos um pouco no tempo. Estamos em plena década de 80 e o governador de plantão discursa para uma ingênua platéia. Diz: “Os perímetros irrigados são um marco no desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Iremos fazer uma revolução na agricultura”. Antes de encerrar o discurso, a promessa: “Até o fim da década teremos 35 mil hectares de terras irrigadas no Estado”. Retornando ao ano de 2010 temos pouco mais de seis mil hectares de perímetros públicos irrigados – juntando com áreas privadas mal se chega a 20 mil hectares. Além disso, não houve revolução nenhuma, excetuando-se algumas áreas entre o Vale do Açu e Mossoró, capitaneadas por prósperas empresas. Nada de estruturas públicas.
Eis o tamanho do impasse. Não bastou fornecer água, sementes e equipamento para alguns milhares de colonos. Com o tempo, a estrutura disponível para que agricultores produzissem o ano inteiro, sem depender do regime irregular de chuvas, foi descaracterizada. O sonho dizia do cultivo ininterrupto de frutas tropicais para negociar com regiões distantes, em substituição ao decadente mercado de algodão, dizimado pelo bicudo. A realidade mostrou agricultores endividados, sem apoio, vendendo suas terras ou dependendo de aposentadoria. Esse é o atual panorama.
A instalação dos perímetros irrigados começou no fim da década de 70, por iniciativa do governo militar. A teoria, preservada até hoje, era tornar disponível água através da construção de açudes públicos e de um sistema de canais e irrigação. A água seria levada dos açudes até os lotes de agricultores pelos canais principais. Esses últimos passariam pelas terras, onde canais secundários seriam responsáveis por abastecer o lote. As terras foram distribuídas para agricultores e suas famílias – poucas empresas foram atendidas – e uma associação de colonos seria responsável por gerir as áreas comuns e realizar a manutenção da estrutura.
Num primeiro momento foram criados cinco perímetros no Rio Grande do Norte: um em Pau dos Ferros, dois em Caicó e um em Cruzeta. Já no fim da década de 80, foi criado o perímetro irrigado do Baixo-Açu, compreendendo os municípios de Alto do Rodrigues, Afonso Bezerra e Ipanguaçu. Dos cinco, todos criados pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas, apenas o do Baixo-Açu e o de Cruzeta ainda guardam semelhanças com o projeto inicial. Esses produzem frutas, hortaliças, comercializam os produtos com estados do Nordeste e tentam expandir a seus negócios.
O restante foi engolido pelo tempo. Os altos custos com energia, para bancar o funcionamento das bombas que puxam água dos açudes até as comunidades, endividaram agricultores e prejudicaram a continuidade da produção. A assistência técnica, tão prometida pelo governo quando do início dos projetos, foi interrompida, abandonando os colonos à própria sorte. O resultado é o declínio das culturas tradicionalmente utilizadas nos projetos, como banana e feijão, e a volta da improdutividade das terras.
A despeito da franca decadência de alguns perímetros, até porque a situação potiguar se repete nos outros estados do Nordeste que também receberam os projetos, o Governo Federal tenta, desde 2003, retomar a irrigação como motor de desenvolvimento nos estados nordestinos, após atravessar toda a década de 90 praticamente estagnado. No próprio Rio Grande do Norte, o DNOCS irá licitar dois novos perímetros: em Umarizal e Apodi. Estados como Ceará e Piauí receberam cinco perímetros, com um investimento de R$ 482 milhões. Em terras potiguares, os novos perímetros já suscitam discussões, para que antigos erros e modelos ultrapassados não sejam reproduzidos em pleno século XXI.
Terras improditivas em quantidade
O cenário da comunidade agrícola, encravada no coração do Seridó, pouco lembra o passado de sucesso no cultivo de frutas tropicais, a não ser pelas máquinas enferrujadas e as ruínas de uma fábrica de doces, abandonada na parte mais alta do lote. Os moradores, acostumados desde a infância a lidar com o cultivo da terra, agora esperam pacientemente o passar do tempo, aconchegados nas varandas das casas antigas. Esta ainda é uma comunidade de agricultores. Mas de agricultores aposentados.
Na comunidade do Sabugi, perímetro irrigado desde 1977, praticamente não há produção. Desde o início da década de 90, quando o açude público sabugi secou, o cultivo a partir da irrigação foi desmantelado. Novamente, a comunidade só podia plantar quando chovesse. Por essa época, os 63 colonos produziam feijão, algodão, banana, goiaba, entre outros itens. Além de vender as frutas no mercado nordestino, os agricultores foram beneficiados com uma fábrica de doces, totalmente equipada. Triste coincidência: as obras da fábrica terminaram logo quando o açude secou e, até hoje, mais de 20 anos depois, a estrutura nunca foi usada.
Some-se a isso as dificuldades em pagar a conta de energia e a falta de assistência técnica. Dessa maneira é fácil explicar a profusão de terras praticamente improdutivas, com exceção de alguns hectares onde poucos colonos plantam cana-de-açúcar, e a estrutura danificada, inútil, de boa parte dos canais de irrigação. A situação se repete, com pequenas diferenças, em outros dois perímetros do Estado. A descaracterização dos projetos de perímetros irrigados segue um padrão: agricultores endividados, terras subutilizadas, desperdício de dinheiro público.
No Perímetro do Itans, também em Caicó, dois antigos colonos tiveram de recorrer a uma alternativa para viabilizar financeiramente o uso da terra. Sem conseguir plantar, a criação de peixes em cativeiro mostrou-se mais lucrativa. Agora, as terras onde antes robustas bananeiras abasteciam as feiras livres do Rio Grande do Norte e estados vizinhos estão tanques recheados de tilápias e tambaquis. Era isso ou se desfazer da terra, como tantos fizeram. O perímetro do Itans viu seus donos originais venderem os terrenos, adquiridos por criadores de gado à procura de pasto fácil para engordar seus negócios. Essa parte do processo ajudou a sepultar a incipiente fruticultura em terras caicoenses. E assim a comunidade se desmobilizou. Agripino Ribeiro, presidente da Associação dos Colonos Irrigantes e Agropecuarista do Perímetro Irrigado Itans – ACIAP.
Enquanto no Sabugi e no Itans a produção, da forma como foi pensada originalmente, praticamente foi extinta, em Pau dos Ferros os agricultores, a partir da compra de novos equipamentos por parte do DNOCS, voltaram a trabalhar na terra. O equipamento antigo era um empecilho, agora resolvido. Mas isso não é suficente. Os agricultores continuam produzindo da mesma forma de antes, apenas para subsistência. Planta-se feijão verde e forragem para o gado. Quando o preço do feijão verde está atrativo, é possível vender para cidades vizinhas. Quando não, a saída dos agricultores é sobreviver do comércio de leite, abastecido com o sorgo plantado nos lotes do perímetro.
No mais, programas sociais, como o Bolsa Família são largamente utilizados pelos moradores desses perímetros. Há um agravante: as pessoas beneficiadas com vultosos investimentos do Governo Federal para conseguir uma alternativa no próprio sustento acabam voltando a precisar do apoio do próprio Governo, ou seja, mantém-se a dependência. O sofrimento secular continua, ao mesmo tempo em que o dinheiro público escorre pelo ralo e relações políticas de assistencialismo se perpetuam.
Bate Papo
Emanoel Nunes - professor da UERN
A ideia original, com os perímetros irrigados, era modernizar a agricultura e dar a oportunidade para pequenos produtores? Por que não deu certo?
Primeiro, a ideia de “modernização da agricultura” veio de uma época, os anos 1960 a 1970/1980, onde havia uma crença muito forte de que as formas tradicionais rurais de exploração (entre elas os pequenos agricultores e os latifundiários de características ainda feudais) não se faziam adequadas para a promoção do capitalismo que geraria o desenvolvimento econômico e enquadraria o país como economia avançada. Para os planejadores e técnicos do Estado, aqui especialmente os do DNOCS, para atuar em um ambiente de irrigação os produtores teriam que apresentar como requisitos um aporte elevado de capital financeiro e um conhecimento técnico compatível com o que eles (os técnicos) julgavam ser o melhor para este ambiente. E mesmo os movimentos sociais defensores dos pequenos tendo conquistado uma parcela dos lotes, estes pequenos produtores foram abandonados à própria sorte sem o direcionamento de políticas públicas de apoio à produção, organização e comercialização.
No Vale do Açu vemos a presença de empresas dentro do perímetro. Além disso, nas terras de “colonos” percebemos que os donos mal freqüentam a terra, deixando o trabalho para trabalhadores rurais assalariados. Isso não distorce a ideia de perímetro irrigado público?
Grande parte dos “colonos”, os pequenos produtores, desistiu do Perímetro do Baixo-Açu ainda em 1994 logo após ter sido inaugurado. Este perímetro ficou sem operação produtiva até 1998 e quase foi extinto. Na tentativa de sua reativação em 1998 os lotes abandonados foram sendo ocupados por produtores de outros estados, especialmente da Paraíba e Pernambuco. E a forma de exploração desses produtores “de fora” passou a caracterizar o perímetro não como um ambiente de agricultura familiar diversificada, mas de um ambiente de exploração empresarial, mesmo explorando áreas de 8,16 hectares. E o que deveria ser um ambiente dinâmico, adequado para o desenvolvimento de uma agricultura moderna passou a se definir como um ambiente de exploração homogênea (apenas banana) e dependente ao extremo de recursos do Estado. Apenas o Ministério da Integração Nacional injetou a partir de 2005 mais de R$10 milhões para que, novamente, o perímetro não fechasse. Além disso, quase todos os proprietários não moram nos lotes, tornando o perímetro um deserto humano e um sistema de produção em que impera relações de trabalho atrasadas, inclusive com a identificação de trabalho escravo pelo Ministério do Trabalho no início desta década.
Eleger a irrigação, através da criação e expansão dos perímetros, como cura para o mal da seca e do atraso no campo era um raciocínio equivocado? Ou simplesmente foi a política de expansão que não foi levada adiante com êxito?
As duas coisas. Tanto a forma de eleger a irrigação como “redenção” para o semiárido brasileiro partiu de um raciocínio equivocado, como a política de expansão não teve êxito. Com relação à primeira, o raciocínio passava a desprezar totalmente a capacidade do agricultor no nível local, bem como da agricultura tradicional. E para se ter uma ideia, a inspiração no modelo americano da Califórnia se tornou uma falsa crença.
Fonte: Tribuna do Norte, 10.10.2010
Resultados pífios em quarenta anos
Júnior Santos
Vendidos por sucessivos governos como a saída para resolver os problemas da seca no Nordeste desde a década de 70, os perímetros irrigados, áreas loteadas entre agricultores com estrutura de irrigação pública, figuram atualmente como um grande fracasso.
Mas voltemos um pouco no tempo. Estamos em plena década de 80 e o governador de plantão discursa para uma ingênua platéia. Diz: “Os perímetros irrigados são um marco no desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Iremos fazer uma revolução na agricultura”. Antes de encerrar o discurso, a promessa: “Até o fim da década teremos 35 mil hectares de terras irrigadas no Estado”. Retornando ao ano de 2010 temos pouco mais de seis mil hectares de perímetros públicos irrigados – juntando com áreas privadas mal se chega a 20 mil hectares. Além disso, não houve revolução nenhuma, excetuando-se algumas áreas entre o Vale do Açu e Mossoró, capitaneadas por prósperas empresas. Nada de estruturas públicas.
Eis o tamanho do impasse. Não bastou fornecer água, sementes e equipamento para alguns milhares de colonos. Com o tempo, a estrutura disponível para que agricultores produzissem o ano inteiro, sem depender do regime irregular de chuvas, foi descaracterizada. O sonho dizia do cultivo ininterrupto de frutas tropicais para negociar com regiões distantes, em substituição ao decadente mercado de algodão, dizimado pelo bicudo. A realidade mostrou agricultores endividados, sem apoio, vendendo suas terras ou dependendo de aposentadoria. Esse é o atual panorama.
A instalação dos perímetros irrigados começou no fim da década de 70, por iniciativa do governo militar. A teoria, preservada até hoje, era tornar disponível água através da construção de açudes públicos e de um sistema de canais e irrigação. A água seria levada dos açudes até os lotes de agricultores pelos canais principais. Esses últimos passariam pelas terras, onde canais secundários seriam responsáveis por abastecer o lote. As terras foram distribuídas para agricultores e suas famílias – poucas empresas foram atendidas – e uma associação de colonos seria responsável por gerir as áreas comuns e realizar a manutenção da estrutura.
Num primeiro momento foram criados cinco perímetros no Rio Grande do Norte: um em Pau dos Ferros, dois em Caicó e um em Cruzeta. Já no fim da década de 80, foi criado o perímetro irrigado do Baixo-Açu, compreendendo os municípios de Alto do Rodrigues, Afonso Bezerra e Ipanguaçu. Dos cinco, todos criados pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas, apenas o do Baixo-Açu e o de Cruzeta ainda guardam semelhanças com o projeto inicial. Esses produzem frutas, hortaliças, comercializam os produtos com estados do Nordeste e tentam expandir a seus negócios.
O restante foi engolido pelo tempo. Os altos custos com energia, para bancar o funcionamento das bombas que puxam água dos açudes até as comunidades, endividaram agricultores e prejudicaram a continuidade da produção. A assistência técnica, tão prometida pelo governo quando do início dos projetos, foi interrompida, abandonando os colonos à própria sorte. O resultado é o declínio das culturas tradicionalmente utilizadas nos projetos, como banana e feijão, e a volta da improdutividade das terras.
A despeito da franca decadência de alguns perímetros, até porque a situação potiguar se repete nos outros estados do Nordeste que também receberam os projetos, o Governo Federal tenta, desde 2003, retomar a irrigação como motor de desenvolvimento nos estados nordestinos, após atravessar toda a década de 90 praticamente estagnado. No próprio Rio Grande do Norte, o DNOCS irá licitar dois novos perímetros: em Umarizal e Apodi. Estados como Ceará e Piauí receberam cinco perímetros, com um investimento de R$ 482 milhões. Em terras potiguares, os novos perímetros já suscitam discussões, para que antigos erros e modelos ultrapassados não sejam reproduzidos em pleno século XXI.
Terras improditivas em quantidade
O cenário da comunidade agrícola, encravada no coração do Seridó, pouco lembra o passado de sucesso no cultivo de frutas tropicais, a não ser pelas máquinas enferrujadas e as ruínas de uma fábrica de doces, abandonada na parte mais alta do lote. Os moradores, acostumados desde a infância a lidar com o cultivo da terra, agora esperam pacientemente o passar do tempo, aconchegados nas varandas das casas antigas. Esta ainda é uma comunidade de agricultores. Mas de agricultores aposentados.
Na comunidade do Sabugi, perímetro irrigado desde 1977, praticamente não há produção. Desde o início da década de 90, quando o açude público sabugi secou, o cultivo a partir da irrigação foi desmantelado. Novamente, a comunidade só podia plantar quando chovesse. Por essa época, os 63 colonos produziam feijão, algodão, banana, goiaba, entre outros itens. Além de vender as frutas no mercado nordestino, os agricultores foram beneficiados com uma fábrica de doces, totalmente equipada. Triste coincidência: as obras da fábrica terminaram logo quando o açude secou e, até hoje, mais de 20 anos depois, a estrutura nunca foi usada.
Some-se a isso as dificuldades em pagar a conta de energia e a falta de assistência técnica. Dessa maneira é fácil explicar a profusão de terras praticamente improdutivas, com exceção de alguns hectares onde poucos colonos plantam cana-de-açúcar, e a estrutura danificada, inútil, de boa parte dos canais de irrigação. A situação se repete, com pequenas diferenças, em outros dois perímetros do Estado. A descaracterização dos projetos de perímetros irrigados segue um padrão: agricultores endividados, terras subutilizadas, desperdício de dinheiro público.
No Perímetro do Itans, também em Caicó, dois antigos colonos tiveram de recorrer a uma alternativa para viabilizar financeiramente o uso da terra. Sem conseguir plantar, a criação de peixes em cativeiro mostrou-se mais lucrativa. Agora, as terras onde antes robustas bananeiras abasteciam as feiras livres do Rio Grande do Norte e estados vizinhos estão tanques recheados de tilápias e tambaquis. Era isso ou se desfazer da terra, como tantos fizeram. O perímetro do Itans viu seus donos originais venderem os terrenos, adquiridos por criadores de gado à procura de pasto fácil para engordar seus negócios. Essa parte do processo ajudou a sepultar a incipiente fruticultura em terras caicoenses. E assim a comunidade se desmobilizou. Agripino Ribeiro, presidente da Associação dos Colonos Irrigantes e Agropecuarista do Perímetro Irrigado Itans – ACIAP.
Enquanto no Sabugi e no Itans a produção, da forma como foi pensada originalmente, praticamente foi extinta, em Pau dos Ferros os agricultores, a partir da compra de novos equipamentos por parte do DNOCS, voltaram a trabalhar na terra. O equipamento antigo era um empecilho, agora resolvido. Mas isso não é suficente. Os agricultores continuam produzindo da mesma forma de antes, apenas para subsistência. Planta-se feijão verde e forragem para o gado. Quando o preço do feijão verde está atrativo, é possível vender para cidades vizinhas. Quando não, a saída dos agricultores é sobreviver do comércio de leite, abastecido com o sorgo plantado nos lotes do perímetro.
No mais, programas sociais, como o Bolsa Família são largamente utilizados pelos moradores desses perímetros. Há um agravante: as pessoas beneficiadas com vultosos investimentos do Governo Federal para conseguir uma alternativa no próprio sustento acabam voltando a precisar do apoio do próprio Governo, ou seja, mantém-se a dependência. O sofrimento secular continua, ao mesmo tempo em que o dinheiro público escorre pelo ralo e relações políticas de assistencialismo se perpetuam.
Bate Papo
Emanoel Nunes - professor da UERN
A ideia original, com os perímetros irrigados, era modernizar a agricultura e dar a oportunidade para pequenos produtores? Por que não deu certo?
Primeiro, a ideia de “modernização da agricultura” veio de uma época, os anos 1960 a 1970/1980, onde havia uma crença muito forte de que as formas tradicionais rurais de exploração (entre elas os pequenos agricultores e os latifundiários de características ainda feudais) não se faziam adequadas para a promoção do capitalismo que geraria o desenvolvimento econômico e enquadraria o país como economia avançada. Para os planejadores e técnicos do Estado, aqui especialmente os do DNOCS, para atuar em um ambiente de irrigação os produtores teriam que apresentar como requisitos um aporte elevado de capital financeiro e um conhecimento técnico compatível com o que eles (os técnicos) julgavam ser o melhor para este ambiente. E mesmo os movimentos sociais defensores dos pequenos tendo conquistado uma parcela dos lotes, estes pequenos produtores foram abandonados à própria sorte sem o direcionamento de políticas públicas de apoio à produção, organização e comercialização.
No Vale do Açu vemos a presença de empresas dentro do perímetro. Além disso, nas terras de “colonos” percebemos que os donos mal freqüentam a terra, deixando o trabalho para trabalhadores rurais assalariados. Isso não distorce a ideia de perímetro irrigado público?
Grande parte dos “colonos”, os pequenos produtores, desistiu do Perímetro do Baixo-Açu ainda em 1994 logo após ter sido inaugurado. Este perímetro ficou sem operação produtiva até 1998 e quase foi extinto. Na tentativa de sua reativação em 1998 os lotes abandonados foram sendo ocupados por produtores de outros estados, especialmente da Paraíba e Pernambuco. E a forma de exploração desses produtores “de fora” passou a caracterizar o perímetro não como um ambiente de agricultura familiar diversificada, mas de um ambiente de exploração empresarial, mesmo explorando áreas de 8,16 hectares. E o que deveria ser um ambiente dinâmico, adequado para o desenvolvimento de uma agricultura moderna passou a se definir como um ambiente de exploração homogênea (apenas banana) e dependente ao extremo de recursos do Estado. Apenas o Ministério da Integração Nacional injetou a partir de 2005 mais de R$10 milhões para que, novamente, o perímetro não fechasse. Além disso, quase todos os proprietários não moram nos lotes, tornando o perímetro um deserto humano e um sistema de produção em que impera relações de trabalho atrasadas, inclusive com a identificação de trabalho escravo pelo Ministério do Trabalho no início desta década.
Eleger a irrigação, através da criação e expansão dos perímetros, como cura para o mal da seca e do atraso no campo era um raciocínio equivocado? Ou simplesmente foi a política de expansão que não foi levada adiante com êxito?
As duas coisas. Tanto a forma de eleger a irrigação como “redenção” para o semiárido brasileiro partiu de um raciocínio equivocado, como a política de expansão não teve êxito. Com relação à primeira, o raciocínio passava a desprezar totalmente a capacidade do agricultor no nível local, bem como da agricultura tradicional. E para se ter uma ideia, a inspiração no modelo americano da Califórnia se tornou uma falsa crença.
Fonte: Tribuna do Norte, 10.10.2010
sábado, 9 de outubro de 2010
PRA QUEM GOSTA DE CORDEL - O ABC DA SAUDADE
A
Ah! Quanto tempo já faz
Que tu partiste, que dor,
Onde estiveres agora
Eu te peço por favor,
Lembre-se que estou sofrenndo
Sofrendo de tanto amor.
B
Bom seria que eu pudesse
Num ligeiro pensamento
Montado em um trovão
Nas asas soltas do vento
Ir te acarinhar meu bem
E sentir teu doce alento.
C
Como um pássaro voando
Com um raminho no meu bico
Eu queria ir te ver
Veloz como um tico-tico.
Como posso voar
Aqui chorando eu fico.
D
Deus castigou toda a vida
Com a morte, que maldade!
E com vários sentimentos
Como forma de bondade
Entre muitos uma dor
Que chamamos de saudade.
E
Estou louco pra te ver
Pra de novo te abraçar
Pra matar essa saudade
Que pertuba sem parar
Que me mostra todo instante
Teu adeus, o teu olhar.
F
Faltou em mim a coragem
De te dizer: - Fica amor!
Eu deixei você partir
Ficando com essa dor
Que nocauteia meu ego
Que atrapalha meu labor.
G
Golpeia constantemente
O meu pobre coração
Esse sentimento nobre
Que me arria até o chão
Do desespero profundo,
Da saudade e da paixão.
H
Há tempo não canto mais
Foi se embora entoar
Uma simples melodia.
Como poderei cantar
Em profunda nostalgia?
I
Indignado com a sorte
Nessa eterna eternidade
Fico sentindo teu cheiro
Pelas ruas da cidade
Diminuindo a alegria
E almentando essa saldade.
J
Juro pela minha vida
Nunca hei de te esquecer
E se não nos vemos mais
Será grande o meu sofrer
Pois ficarei te esperando
Num eterno padecer.
L
Lembrando de ti, querida
Eu escrevo meus poemas
Num segundo de paixão
Eu esqueço meus problemas
Saudade, amor e paixão
Só me vem esses três temas.
M
Mas o tempo infelizmente
Passa numa lentidão
E enquanto tu não voltares
Ficarei de prontidão
Contando dias e horas
Nesta minha solidão.
N
Nesta saudade tremenda
Só posso me segurar
Na esperança que um dia
Novamente irei olhar
Nos teus olhos e dizer:
- Valeu a pena te esperar!
O
Oh Meu Deus, que solidão!
Distante de ti amada
Fico eu aqui pensando
Até a alta madrugada
Numa saudade tão grande
Com minh' alma amargurada.
P
Pensando em ti todo instante
Não consigo trabalhar
Com um gosto amargo na alma
Na ânsia de te abraçar
Peço-te messe poema
Volta, volta, vem me amar!
Q
Quando eu vejo um passarinho
Beijando uma bela flor
Eu naufrago em minhas lágrimas
Sem conter a minha dor
Lembrando daquelas tarde
Inesquecíveis de amor.
R
Relembro a cada minuto
Teus beijos gosto-de-mel
Nesta noite que não finda
"Que destino tão cruel"
Estou bebendo saudade
Com gosto amargo de fel.
S
Sentado nesta calçada
Perdido dentro de mim
Queria que tu visses
Nesta angustia que é sem fim
Ébrio de paixão por ti
"Ó rosa do meu jardim".
T
Triste de saudade estou
Tão perto da solidão
Debruçado na esperança
Que anima meu coração
De um dia poder pedir
Ao teu pai a tua mão.
U
Urtigando minha vida
Fere-me constantemente
Esta saudade intrigante
E não sai da minha mente
O teu olhar de princesa
Tão meigo, tão atraente.
V
Ver se me esquece, amor,
Neste teu novo caminho
Escreva-me pelo menos
Nem que seja um bilhetinho
Pois no mundo das paixões
Sem você estou sozinho.
X
Xingando essa minha sina
De pássaro hiberbólico
Sem canto, sem liberdade,
Neste recanto bucólico
Eu escrevo esse poema
Sadosista e melancólico.
Z
Zune bem no meu ouvido
O vento da ansiedade
Que me traz grande esperança
E eu brado com vontade:
Volta, volta meu amor:
Vem matar minha saudade!
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
ARTICULADORA DIZ QUE DIVULGAÇÃO DE AÇÕES CONTRIBUI NA ALÇADA DO SELO UNICEFE
A propagação dos trabalhos realizados pela administração, em todos os setores, será de extrema valia no processo de habilitação do município na instância do projeto Selo Unicef Município Aprovado. A afirmação foi feita pela diretora de Articulação do comitê pró-Selo Unicef, Marícia Morais Gurjão. Ela ressaltou que, para que este resultado possa ser alcançado, se faz imprescindível a colaboração de todos os atores públicos da gestão municipal. Com este fim, ela remeteu expediente a todos os órgãos da administração.
A intenção foi convocá-los a ter uma participação mais efetiva no anúncio de ações que possam era úteis ao referido processo de reconhecimento. Observou que, para a conquista almejada, é necessário serem desenvolvidas e registradas políticas públicas e ações de impacto social em benefício de crianças e adolescentes. Registrou que o poder público, juntamente com os demais segmentos sociais – sociedade civil, escolas, famílias, grupos religiosos, culturais, etc. – deverão estar envolvidos e articulados neste propósito.
Marícia Gurjão frisou que a proposta é buscar o maior número possível de informações sobre as ações realizadas, em realização ou a serem executadas, nas diversas esferas do poder público local. Para chegar a este objetivo, Marícia Gurjão disse que está sendo requisitada de todos os setores da administração uma espécie de síntese das ações planejadas, em execução ou a executar. O envio de tais informações deverá ocorrer preferencialmente toda semana ou, no máximo, quinzenalmente.
A diretora de Articulação do Selo Unicef no município frisou que essas informações que serão solicitadas a cada órgão da gestão têm um valor de extrema relevância para a divulgação do Projeto por intermédio do blog www.serlounicefassu.blgospot.com e, ainda, para o alcance os indicadores propostos pelo próprio Unicef. Marícia Gurjão informou que os informes deverão ser encaminhados através do e-mail selounicef@assu.rn.gov.br com cópia para mariciamorais@hotmail.com.
Articuladora enfatizou importância do engajamento de todos
Marícia Gurjão enfatizou que o encaminhamento das informações deve verificar-se quando da execução das ações e, se for possível, devem dispor de material fotográfico em anexo. “É indispensável que haja o engajamento de todos os atores municipais – principalmente dos secretários –, inclusive com ações integradas e desenvolvidas conjuntamente pelos diversos setores da administração. o sucesso do município depende da colaboração de todos”, concluiu a diretora de Articulação do Selo Unicef.
Lúcio Flávio Medeiros da Fonseca
Secretaria de Comunicação Social
Prefeitura Municipal do Assú
Telefone (84) 9106-1440
comunicacao@prefeituradoassu.com.br
Postado por Nelson Dantas às 15:14 0 comentários
A intenção foi convocá-los a ter uma participação mais efetiva no anúncio de ações que possam era úteis ao referido processo de reconhecimento. Observou que, para a conquista almejada, é necessário serem desenvolvidas e registradas políticas públicas e ações de impacto social em benefício de crianças e adolescentes. Registrou que o poder público, juntamente com os demais segmentos sociais – sociedade civil, escolas, famílias, grupos religiosos, culturais, etc. – deverão estar envolvidos e articulados neste propósito.
Marícia Gurjão frisou que a proposta é buscar o maior número possível de informações sobre as ações realizadas, em realização ou a serem executadas, nas diversas esferas do poder público local. Para chegar a este objetivo, Marícia Gurjão disse que está sendo requisitada de todos os setores da administração uma espécie de síntese das ações planejadas, em execução ou a executar. O envio de tais informações deverá ocorrer preferencialmente toda semana ou, no máximo, quinzenalmente.
A diretora de Articulação do Selo Unicef no município frisou que essas informações que serão solicitadas a cada órgão da gestão têm um valor de extrema relevância para a divulgação do Projeto por intermédio do blog www.serlounicefassu.blgospot.com e, ainda, para o alcance os indicadores propostos pelo próprio Unicef. Marícia Gurjão informou que os informes deverão ser encaminhados através do e-mail selounicef@assu.rn.gov.br com cópia para mariciamorais@hotmail.com.
Articuladora enfatizou importância do engajamento de todos
Marícia Gurjão enfatizou que o encaminhamento das informações deve verificar-se quando da execução das ações e, se for possível, devem dispor de material fotográfico em anexo. “É indispensável que haja o engajamento de todos os atores municipais – principalmente dos secretários –, inclusive com ações integradas e desenvolvidas conjuntamente pelos diversos setores da administração. o sucesso do município depende da colaboração de todos”, concluiu a diretora de Articulação do Selo Unicef.
Lúcio Flávio Medeiros da Fonseca
Secretaria de Comunicação Social
Prefeitura Municipal do Assú
Telefone (84) 9106-1440
comunicacao@prefeituradoassu.com.br
Postado por Nelson Dantas às 15:14 0 comentários
PORNAGRAFIA MUSICAL QUE FAZ SUCESSO
Aclamado pelo público e atendendo a pedidos, Cabrito faz única apresentação amanhã, no Taverna Pub
Sérgio Vilar // sergiovilar.rn@dabr.com.br
Escrachado, imoral, divertido, pornofônico, impublicável e proibido para menores de 18 anos. Suas composições embalam festas privês e em locais dantes muito navegados e têm se espalhado mais do que o DVD de Tropa de Elite pelas esquinas de Natal. O cara tem fã-clube, orkut e comunidades na internet, além de ser convidado especial do bloco de carnaval Caicoense Eu quero é gozar. Mas quem é esse super sucesso?
Por trás do personagem está Tertuliano Aires, premiado letrista potiguar Foto: Sergio Vilar/DN/D.A Press
Ele é Tertuliano Aires, mais conhecido por Cabrito - letrista notório na cidade, premiado em festivais de música e que também se serve da malícia libidinosa do personagem criado há poucos anos cujas canções também causam admiração pela qualidade harmônica e melódica, e claro, assombro pela excessiva obscenidade das letras. É pornografia em ritmo de samba, xote, forró, coco, frevo, tango e samba-reggae.
O músico faz uso da "literatura sacana" para atrair a atenção do público. A música é bastante elaborada com variação de ritmos capaz de agradar a todos os níveis sociais. Cabrito já vendeu mais de 15 mil cópias. Com o inesperado aumento de fãs, começaram as cobranças pelos seus shows até então limitados às festas, é... muito particulares.
Atendendo a pedidos, o cantor faz apresentação única neste sábado, no Castelo Pub, a partir das 22h. Cabrito irá apresentar as músicas do CD Os nominhos que ela tem. A festa ainda conta com a participação do cantor Kalberg Azevedo. A entrada custa R$10.
Serviço
O encontro que vai do riso à libertinagem
Atrações: Cabrito e Kalberg
Data e hora: amanhã, às 22h
Local: Castelo Pub - Rota do Sol (em frente ao estádio do ABC)
Entrada: R$ 10
(Fonte: Diário de Natal)
CULTURA NORDESTINA
"Céu enfeitado. Fotografia premiada no 2 º Concurso Um Olhar sobre a Cultura Popular Nordestina."
(Do blog: Assu é Assim, de Jean Lopes)
(Do blog: Assu é Assim, de Jean Lopes)
OBRA MALANDRA // A ÓPERA DO MALANDRO ILUSTRADA NAS TELAS DE UMA POTIGUAR
Uma releitura plástica da imortal Ópera do Malandro já pode ser vista na Pinacoteca do Estado. Se a obra musical de Chico Buarque já ganhou versão teatral e cinematográfica, a jovem artista plástica Hanna Lauria expõe hoje a exposição intitulada Obra Malandra, com 30 trabalhos em aquarela de nanquim inspirados nas tecituras malandras do brasileiro na ditadura Vargas. Ambientada em bordel e escrita em fins da década de 70, a Ópera do Malandro continua atual, e agora, plasticamente contemporânea pelas mãos de Hanna Lauria.
A mostra segue até 24 de outubro na Pinacoteca. A curadoria é de Ana Rique e Vicente Vitoriano, com apoio do Grupo Universitário de Aquarela e Pastel (Guap). Com 24 anos e portadora de uma raríssima síndrome que dificulta os movimentos, Hanna começou a desenhar aos 4 anos de idade. Aos 16 fez sua primeira exposição mostrando suas bonecas ingênuas e de expressões simples, cuja principal característica, mantida até hoje é o fato de não possuírem pescoço "para não segurar o pensamento".
Para esta exposição, a artista realiza desde fevereiro um extenso trabalho de pesquisa para reproduzir com perfeição os detalhes de época e dos cenários do bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, na década de 1940 - fase final do Estado Novo. Nas telas estão retratados os bordeis, os agiotas, os contrabandistas, os policiais corruptos, os empresários inescrupulosos. "As roupas, acessórios, costumes, tudo foi pensado e pesquisado", frisa Hanna.
A curadora Ana Rique destaca que a exposição Obra Malandra conseguiu trazer, com perfeição, todos os bonecos da jovem para o universo criado por Chico Buarque. "É um trabalho diferenciado e único, rico em detalhes. Ela conseguiu fazer a sua arte sem perder um traço sequer. Pelo contrário, cada vez mais rico. Vale à pena conferir", observa.
Serviço
Exposição Obra Malanda
Autora: Hanna Lauria
Local: Pinacoteca (antigo Palácio do Governo), Cidade Alta
Exposição: Aberta ao público até 24 de outubro
FONTE: Diário de Natal, caderno Muito.
A mostra segue até 24 de outubro na Pinacoteca. A curadoria é de Ana Rique e Vicente Vitoriano, com apoio do Grupo Universitário de Aquarela e Pastel (Guap). Com 24 anos e portadora de uma raríssima síndrome que dificulta os movimentos, Hanna começou a desenhar aos 4 anos de idade. Aos 16 fez sua primeira exposição mostrando suas bonecas ingênuas e de expressões simples, cuja principal característica, mantida até hoje é o fato de não possuírem pescoço "para não segurar o pensamento".
Para esta exposição, a artista realiza desde fevereiro um extenso trabalho de pesquisa para reproduzir com perfeição os detalhes de época e dos cenários do bairro da Lapa, no Rio de Janeiro, na década de 1940 - fase final do Estado Novo. Nas telas estão retratados os bordeis, os agiotas, os contrabandistas, os policiais corruptos, os empresários inescrupulosos. "As roupas, acessórios, costumes, tudo foi pensado e pesquisado", frisa Hanna.
A curadora Ana Rique destaca que a exposição Obra Malandra conseguiu trazer, com perfeição, todos os bonecos da jovem para o universo criado por Chico Buarque. "É um trabalho diferenciado e único, rico em detalhes. Ela conseguiu fazer a sua arte sem perder um traço sequer. Pelo contrário, cada vez mais rico. Vale à pena conferir", observa.
Serviço
Exposição Obra Malanda
Autora: Hanna Lauria
Local: Pinacoteca (antigo Palácio do Governo), Cidade Alta
Exposição: Aberta ao público até 24 de outubro
FONTE: Diário de Natal, caderno Muito.
FESTA DO BOI COMEÇA AMANHÃ EM PARNAMIRIM
Terá início amanhã a 48ª edição da Festa do Boi, maior evento da pecuária norte-riograndense, no Parque de Exposições Aristófanes Fernandes. A expectativa dos organizadores é de que o volume de negócios gerados este ano cresça 20% em relação ao evento de 2009, chegando a R$ 70 milhões em movimentações financeiras, incluindo leilões, negócios na coreia e financiamentos através dos bancos do Brasil e do Nordeste.
A Associação Norte-riograndense de Criadores (Anorc) estima que 400 mil pessoas passarão pelo parque durante os oito dias de evento, que será realizado até o próximo dia 16 de outubro, com extensa programação de exposições, leilões e shows musicais. Serão 5 mil animais expostos no parque, entre bovinos, caprinos, ovinos e equinos.
De acordo com o presidente da Anorc, Marcos Teixeira, foram investidos cerca de R$ 100 mil na organização da Festa do Boi 2010, fora o valor mensal empregado na manutenção do parque de exposições. Ele afirma que estão sendo realizados os ajustes finais dos preparativos para o evento, com o intuito de deixar o Aristófanes Fernandes pronto para receber o público. “Estamos apenas aguardando a hora de oferecer ao povo do Rio Grande do Norte esse tradicional e belíssimo evento”, ressalta Teixeira.
Nos últimos dois anos, foram aplicados R$ 3 milhões em obras de reforma e ampliação do Parque. Entre as melhorias está a ampliação no número de argolas, que passou de aproximadamente 650 para 790.
No próximo ano, Marcos Teixeira, afirma que os expositores deverão contar com uma maior e mais confortável pista de desfiles. “Essa ampliação é um projeto que temos já há alguns anos e é muito solicitado pelos criadores”, completa.
Uma das principais inovações do evento em 2010 é a utilização de farelo de arroz para a cama dos animais, proporcionando mais conforto do que o bagaço de cana que era usado em anos anteriores. Outra vantagem do farelo de arroz é a produção de menos poeira, que incomodava bastante aos moradores do entorno do parque de exposições.
O assessor de imprensa da Anorc, Marcelo Abdon, afirma que o produto veio do Maranhão, em 10 carretas. “Há certa dificuldade em conseguir esse produto, porque o Rio Grande do Norte não tem grande produção de arroz. Mas ele é bem mais confortável para o gado, do que o bagaço de cana”, explica.
Fonte: Tribuna do Norte
A Associação Norte-riograndense de Criadores (Anorc) estima que 400 mil pessoas passarão pelo parque durante os oito dias de evento, que será realizado até o próximo dia 16 de outubro, com extensa programação de exposições, leilões e shows musicais. Serão 5 mil animais expostos no parque, entre bovinos, caprinos, ovinos e equinos.
De acordo com o presidente da Anorc, Marcos Teixeira, foram investidos cerca de R$ 100 mil na organização da Festa do Boi 2010, fora o valor mensal empregado na manutenção do parque de exposições. Ele afirma que estão sendo realizados os ajustes finais dos preparativos para o evento, com o intuito de deixar o Aristófanes Fernandes pronto para receber o público. “Estamos apenas aguardando a hora de oferecer ao povo do Rio Grande do Norte esse tradicional e belíssimo evento”, ressalta Teixeira.
Nos últimos dois anos, foram aplicados R$ 3 milhões em obras de reforma e ampliação do Parque. Entre as melhorias está a ampliação no número de argolas, que passou de aproximadamente 650 para 790.
No próximo ano, Marcos Teixeira, afirma que os expositores deverão contar com uma maior e mais confortável pista de desfiles. “Essa ampliação é um projeto que temos já há alguns anos e é muito solicitado pelos criadores”, completa.
Uma das principais inovações do evento em 2010 é a utilização de farelo de arroz para a cama dos animais, proporcionando mais conforto do que o bagaço de cana que era usado em anos anteriores. Outra vantagem do farelo de arroz é a produção de menos poeira, que incomodava bastante aos moradores do entorno do parque de exposições.
O assessor de imprensa da Anorc, Marcelo Abdon, afirma que o produto veio do Maranhão, em 10 carretas. “Há certa dificuldade em conseguir esse produto, porque o Rio Grande do Norte não tem grande produção de arroz. Mas ele é bem mais confortável para o gado, do que o bagaço de cana”, explica.
Fonte: Tribuna do Norte
BISPO MAGNUS NO PALÁCIO FELIPE CAMARÃO
Fotografias de João Maria Teixeira.
O Bispo Dom Frei Magnus da Diocese de Salgueiro - PE (ele é natural de Açu-RN), visitou ontem a prefeita do Natal Micarla de Souza acampanhado de familiares. Naquela oportunidade agradeceu a prefeita a doação do terreno onde está assentado o Convento Santo Antônio, na arua Santo Antônio, 683, Centro desta capital.
Fotografia de João Maria Teixeira - Esquerda para direita: Desembargador Armando Ferreira e sua esposa Salete Ferreira (tios daquele religioso), Frei Magnus, prefeita Micarla de Souza, (?), (?).
O Bispo Dom Frei Magnus da Diocese de Salgueiro - PE (ele é natural de Açu-RN), visitou ontem a prefeita do Natal Micarla de Souza acampanhado de familiares. Naquela oportunidade agradeceu a prefeita a doação do terreno onde está assentado o Convento Santo Antônio, na arua Santo Antônio, 683, Centro desta capital.
Fotografia de João Maria Teixeira - Esquerda para direita: Desembargador Armando Ferreira e sua esposa Salete Ferreira (tios daquele religioso), Frei Magnus, prefeita Micarla de Souza, (?), (?).
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
CLÍNICA ELDA BRANDÃO
Sobre a Clínica de Estética Elda Brandão
A Clínica de Estética Elda Brandão tornou-se um completo e moderno centro estético com aparelhos de última geração e equipe formada por profissionais capacitados na área de saúde. A melhor opção de estética para o público exigente de Natal. Venha conferir!
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Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.







