sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

João Leônidas de Medeiros

Foto de Renato Medeiros de Melo


João Leônidas era seridoense/RN de família tradicional (Medeiros) daquela importante região. Conheci aquela figura que eu considero um dos gigantes do Vale do Açu [importante região do estado potiguar] que ele sonhava vê-lo desenvolvido, produzindo para todos. Era um defensor intransigente das causas varzeanas. 

Proprietário rural [Fazenda Baldum, vizinho de meu pai Edmilson Caldas], no município de Ipanguaçu, cuja propriedade serviu de laser para muitas pessoas da sociedade assuense. Amigo leal. Lembro-me dele desde os tempos em que ele comercializava na rua São João (Armazém dos Couros), na cidade de Assu, que depois veio a ser Casa Júnior, de seu filho João Leônidas de Medeiros Júnior) (Júnior Leônidas). Faleceu na sua fazenda que ele, seu João, tanto adorava. Era casado com dona Raquelita Soares de Macedo Medeiros, de ilustre família assuense. Seus filhos:  Maria Ivete, Inês, Irene, Júnior Leônidas, Joaci Pedro e José Maria Macedo Medeiros que foi prefeito do Açu. João Leonidas empresta o seu nome a uma praça, na cidade de Açu. Dele, Seu João Leonidas, ainda tem muito a se contar e dizer. Fica, portanto, a homenagem deste blog.

O MOCÓ E O CANCÃO

Othoniel Menezes
(in Sertão de Espinho e de Flor, no prelo)

"Pequeno mamífero roedor, da família dos cávias, Kerodon ruprestis, do porte da cobaia, e maior que o preá. Tem o pelo pardo-escuro, ligeiramente mosqueado (37), vermelho das ancas ao traseiro.

Apesar da irracional, impiedosa perseguição que lhe movem, os mocós, assombrosamente prolíficos, vivem em grandes tribos, nas furnas e carrascais das serras e serrotes, e constituem caça de primeira qualidade. São, em extremo, ariscos; é preciso ser escopeteiro (bom atirador), para fazer colheita apreciável. Os caçadores usam de mil precauções e ardis, para omar chegada às tocas, imitando-lhes o assobio, com um pequeno apito, fabricado com a madeira da imburana, e fácil de encontrar nas feiras.

Característica muito curiosa, nos costumes dos mocós, é que acuam, isto é, dão sinal da aproximação dos inimigos da colônia, guinchando de maneira particular, facilmente reconhecível pelos bons observadores; sendo mesmo possível, a certa altura do alarme quando sobe este a pizzicato (38) avaliar a que distância do mocozal se encontra o agressor, seja uma cascavel, o mais terrível inimigo deles, ou uma raposa, um maracajá (gato selvagem), um gavião, etc., cuja marcha sobre a furna pode ser assim seguida. Em interessantíssima, minuciosa carta, que ao Autor escreveu, o saudoso Coronel Cipriano Bezerra de Araújo Galvão Santa Rosa (39), a cujas abalizadas informações muito ficaram devendo a História, a Genealogia e o Folclore norte-rio-grandenses, pelo brilhante intermédio de Câmara Cascudo e outros, pormenoriza:

São muito perseguidos por feras, cobras, aves de rapina, etc. Mas, têm seus meios de defesa, e são em extremo solidários no perigo. Assim é que, ao pressentirem o inimigo, começam a assobiar para os outros mocozais próximos: cuit... cuit... cuit. Logo, aparecem os outros, às dezenas, por cima das pedras, nas bocas das furnas, assanhados, alvoroçados, o focinho aspirando o ar. À proporção que o inimigo se distancia, vão espaçando os assobios, até que cesse de todo o perigo. E os outros mocozais distantes propagam o alarme: Se o aperto não é muito grande; se, por exemplo, vislumbram uma cascavel apenas enrodilhada nas proximidades, chiam, num coro meio reprimido, espaçado, bem perceptível: chuet... chuet... chuet... O caçador experiente conhece a direção ou a marcha da raposa, maracajá ou mesmo onça, podendo emboscar, muitas vezes, o animal  guiando- se pelas entonações especiais do alarme.

Segundo esse mesmo inteligente, experimentado testemunho, também o cancão (quem-quem, no Sul), gralha branca, Cyanocorax cyanopogon, acua cobras e outros bichos da caatinga. Vendo aproximar- se o ofídio, dana-se, o cancão, a martelar seu canto metálico, pulando, aflito, de arbusto a arbusto. Logo, acodem outros pássaros da zona, mais outros, outros ainda, e entram, todos, num desesperado alarido. A cobra raspa-se, enfiada, enquanto o estrídulo vedeta (40) das solidões, com o seu pequeno e sonoro exército alado de guerrilheiros, apupa o inimigo descoroçoado (41),  seguindo-o por cima da ponte pênsil dos cipós-imbés, da maranha (42) das juremas, dos postes descarnados dos marmeleiros..."


NOTAS DE LAÉLIO FERREIRA:
37 Que tem malhas escuras; pintalgado, sarapintado.
38 Pizzicato é o modo de tocar os instrumentos de corda (geralmente os de arco) pinçando as cordas com os dedos. Também muito utilizado no jazz, explorando a característica rítmica conferida ao instrumento nesse estilo.
39 Cipriano Bezerra Galvão Santa Rosa (Acari/RN, 27.10.1857- Acari/RN, 14.02.1947).Tenente-Coronel da Guarda Nacional, agropecuarista, político abolicionista e republicano, foi juiz Distrital e governou o Município do Acari cinco vezes (intendente e prefeito). Por afinidade, aparentado com OM. Sua segunda esposa, Maria Iluminata da Nóbrega, era prima legítima da madrasta de Othoniel, Celsa Bezerra de Araújo Fernandes (de Melo). Pai do Químico Jaime da Nóbrega Santa Rosa (v.cit.) e do servidor público Janúncio da Nóbrega Santa Rosa, casado com Elodia Menezes Santa Rosa sobrinha e afilhada do poeta, filha de Francisco Menezes de Melo.
40 Guarda avançada. Cavaleiro que, ficando de sentinela, avisava rapidamente
do que descobria.
41 Diz-se de, ou indivíduo sem coragem, sem ânimo; desanimado, desalentado. Variantes: desacorçoado, desacoroçoado, descorçoado.
42 Coisa intrincada; emaranhamento, enredo, complicação, teia.

Postado por Fernando Caldas

CUPON FISCAL

Nota Fiscal impressa com os dias contados
Não se trata apenas de uma novidade a impressão da nota fiscal por computador. A inovação é um novo sistema de gestão comercial e financeira que também emite a nota e já a registra junto ao controle de tributação. Tanto as notas de entrada, que geram créditos, como as de saída que geram o débito de pagamento de ICMS. O novo sistema controla também, entre outras coisas, o estoque, contas a pagar, a receber, etc.
As empresas que optam por esse tipo de emissão de nota fiscal evitam despesas com talonários de notas e burocracia para registrá-las. Trata-se da NF-e (sigla para “nota fiscal eletrônica) que demonstra que a tecnologia vem chegando a todos os setores comerciais. Nesse caso, proporcionando benefícios a todos os envolvidos em uma transação comercial: a empresa, o consumidor, a própria Receita Federal, que poderá verificar os dados da empresa via on-line, e até o meio ambiente graças à eliminação do papel nas transações comerciais.
Os principais benefícios aos comerciantes são os baixos custos do equipamento e a sua facilidade de instalação e manuseio. A principal mudança para os destinatários da NF-e é a obrigação de verificar a validade da assinatura e autenticidade do arquivo digital, bem como a concessão da Autorização de uso da NF-e, mediante consulta eletrônica nos sites das Secretarias de Fazenda ou Portal Nacional da Nota Fiscal Eletrônica (www.nfe.fazenda.gov.br).
Inteligência Digital
Exemplo de qualidade e inovação, a empresa ID (inteligência Digital) já possui o software do sistema para gestão comercial através de uma das suas lojas, a Engemática, localizada na avenida Miguel Castro, 1162, Lagoa Nova, que além da emissão da NF-e, faz o controle do estoque e da gestão orçamentária da empresa. “O sistema possui uma chave de autenticidade, onde o cliente pode consultar o documento direto da receita. Esse sistema só não é bom para as empresas que estão ilegais” Afirma Derossi Mariz, diretor da ID.
Para obter o sistema, não existe restrições quanto à empresa ser de médio ou grande porte, por isso, a Inteligência Digital vende o sistema personalizado para o interesse e necessidade de cada tipo de cliente. Uma tranqüilidade que não tem preço e que custa apenas R$ 835 reais.
Mais informações: Derossi Mariz (084) 9401-4686 
AGÊNCIA ECO DE NOTÍCIAS
 
Leonardo Sodré                         João Maria Medeiros
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Postado por Fernando Caldas

Zé Maria dando a volta por cima



Depois de vários anos afastado das benesses governamentais, quase duas décadas de relegação do poder, precisamente desde o 2º governo de José Agripino, o ex-prefeito de Assu, atual presidente municipal do DEM, partido da governadora Rosalba Ciarlini, encerra sua via crucis, sendo nomeado pra um cargo de provimento comissionado na Secretaria de Estado da Agricultura Pecuária e Pesca, como coordenador de Ações Especiais da pasta capitanaeada pelo deputado licenciado Betinho Rosado.

Escrito por aluiziolacerda


Nota do Blog: Fico feliz com a nomeação de Zé Maria para tão merecido cargo. Ele, Zebra, como é carinhosamente chamado pelos açuenses, além de meu conterrâneo, é meu amigo, é amigo do Açu. Sucesso para ele.

 Fernando caldas

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

LINGUAJAR SERTANEJO: PALUCHA

 

Laélio Ferreira

O tocador, com malícia,
retruca: Tive notícia
que, fiota, só você!
Paluxo, cabra inxirido!
tu só qué vê descosido
teu fole caxinguelê!


Veríssimo de Melo, em 1977 (Folclore brasileiro: Vocabulário do Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Funarte, 1977, p.14-16), depois, portanto, de Othoniel Menezes, registrou paluxo como pilhéria, zombaria. O verbete de Othoniel anota muito mais: pilhéria, zombaria, mangoça, capilossada, léra (léria), liberdade, gás.Vivi (era como Othoniel chamava, carinhosamente, Veríssimo de Melo) apontou, no livro citado, várias outras palavras do jargão sertanejo estudadas por OM. Câmara Cascudo também o fez, no seu alentado Dicionário Brasileiro de Folclore.

O escritor e acadêmico potiguar Manoel Onofre Júnior, entretanto, num dos seus livros (ou numa entrevista) achou que o poeta inventava palavras, colocando-as na boca dos matutos do Seridó... Logo Othoniel  que fazia questão de respeitar o jargão do sertanejo seridoense. No sertão viveu a sua infância e adolescência e passou, para escrever, anos depois, o Sertão de Espinho e de Flor, pelo menos duas décadas, viajando e consultando estudiosos e informantes por toda a hinterlândia nordestina, além das fontes impressas, ditas eruditas no assunto.

Vejamos o que o próprio poeta registra, adiante, nas Notas ao Canto 11, do seu livro, (nas palavras jucá e quiri): Catulo da Paixão Cearense, num dos admiráveis poemas de Alma do Sertão, põe também assim o termo, na boca de um dos seus heróis, pelo que mereceu reparo de Humberto de Campos (Crítica, 1ª. série, editora Mariza, p. 188), enumerando, além desta, quirin, cerca de mais de vinte expressões que, por amor exclusivo da rima, o grande felibrista inventou, querendo fazê-las passar por apanhadas no linguajar do matuto.

Este, jamais cria expressões, deturpa-as, apenas, na justa e autorizada observação de Humberto finalizou.

Postado por fernando Caldas

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Vaquejada de Assú/RN

O menino teve a voz abafada pelo choro,
- Cala, menino, cala, menino.
- Chora, menino, chora, menino.
Eu fui menino e chorei.
Eu fui menino e tive a voz abafada.

João Lins Caldas
Banco de Imagem - dois, meninos, 
comer, maçãs, 
sorrindo. fotosearch 
- busca de fotos, 
imagens e clipart

- MENINO-MENINA -

Por que todo mundo tem que ser igual, cópia do outro?
Por que menino não pode usar rosa?
Por que menina não pode brincar na rua até tarde?
Por que menino tem que ser menino e menina tem que ser menina o tempo todo?
Por que menino não chora e menina não solta pipa?
Por quê?
Por que menino usa camisa e menina sutiã?
Por que menino tem que falar grosso e menina pular amarelinha?
Por que menino tem cabelo curto e menina pinta a unha?
Por que menino faz “pipi” em pé e menina usa “almofadas” entre as pernas?
Por que menino dorme tarde e menina não pode ir à festa sozinha?
Por quê?
Por que homem casa com mulher e mulher casa com homem?
Por quê?
Por que as pessoas não são vistas como pessoas, como gente? Por que as pessoas não podem ser o que realmente são?
Por quê? Eu te pergunto!
Por que temos que agradar o outro e enganar a si mesmo?
Por quê? Me diga!
Por que usamos máscaras se temos necessidade de nos despir?
Por que, hein?
Responda-me!...

Por Rômulo Gomes
(cesargomes_17@yahoo.com.br)
Estudante do 7° período de Letras-Português/UERN e colaborador do blog

Humorista Shaolin sofre acidente e está em coma induzido

Humorista 'Shaolin' sofre acidente e fica em estado graveHumorista 'Shaolin' sofre acidente e fica em estado grave
O comediante Francisco Jozenilton Veloso, o Shaolin, de 39 anos, sofreu um acidente na BR-230, em Campina Grande (PB) na noite de ontem (18). Shaolin dirigia sozinho o seu carro no sentido São José da Mata com destino a Campina Grande quando um caminhão que vinha na faixa oposta invadiu a contramão e bateu lateralmente no veículo do artista.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal o motorista do caminhão fugiu sem prestar socorro.

Shaolin foi levado por uma unidade do Corpo de Bombeiros para o hospital regional da cidade, onde deu entrada, por volta da 0h15, com traumatismo craniano e o braço esquerdo praticamente amputado. Cerca de uma hora depois dos primeiros socorros, o comediante foi transferido para o Hospital Antônio Targino, onde passou por duas cirurgias, uma na cabeça e outra no braço.

Na manhã de hoje, Shaolin esta em coma induzido e seu estado de saúde é considerado gravíssimo. Ele ainda corre risco de ter o braço amputado.

O comediante tem um show marcado no Teatro Riachuelo em Natal no dia 12 de fevereiro.

Com informações do portal R7.

(Tribuna do Norte)

A HORA CORRETA PARA TOMAR ÁGUA - DICA MUITO IMPORTANTE !

A HORA CORRETA PARA TOMAR ÁGUA

Você vai ao bar e bebe uma cerveja.

Bebe a segunda cerveja, terceira , e assim por diante.

O teu estomago manda uma mensagem pro teu cérebro dizendo "Caracas véio... o cara tá bebendo muito liquido, tô cheião!!!"

Teu estômago e teu cérebro não distinguem que tipo de liquido está sendo ingerido, ele sabe apenas que "é líquido".

Quando o cérebro recebe essa mensagem ele diz: "Caracas, o cara tá maluco!!!"

E manda a seguinte mensagem para os Rins "Meu, filtra o máximo de sangue que tu puderes, o cara aí tá maluco e tá bebendo muito líquido, vamo botar isso tudo pra fora" e o RIM começa a fazer até hora-extra e filtra muito sangue e enche rápido.

Daí vem a primeira corrida ao banheiro. Se você notar, esse 1º xixi é com a cor normal, meio amarelado, porque além de água, vem as impurezas do sangue.

O RIM aliviou a vida do estômago, mas você continua bebendo e o estomago manda outra mensagem pro CÉREBRO "Cara, ele não pára, socorro!!!" e o CÉREBRO manda outra mensagem pro RIM "Véio, estica a baladeira, manda ver aí na filtragem!!!"

O RIM filtra feito um louco, só que agora, o que ele expulsa não é o álcool, ele manda pra bexiga apenas ÁGUA (o líquido precioso do corpo). Por isso que as mijadas seguintes são transparentes, porque é água. E quanto mais você continua bebendo, mas o organismo joga água pra fora e o teor de álcool no organismo aumenta e você fica mais "bunitim".

Chega uma hora que você tá com o teor alcoólico tão alto que teu CÉREBRO desliga você. Essa é a hora que você desmaia... dorme... capota...
Ele faz isso porque pensa "Meu, o cara tá a fim de se matar, tá bebendo veneno pro corpo, vou apagar esse doido pra ver se assim ele pára de beber e a gente tenta expulsar esse álcool do corpo dele"

Enquanto você está lá, apagado (sem dono), o CÉREBRO dá a seguinte ordem pro sangue "Bicho, apaguei o cara, agora a gente tem que tirar esse veneno do corpo dele. O plano é o seguinte, como a gente está com o nível de água muito baixo, passa em todos os órgãos e tira a água deles e assim a gente consegue jogar esse veneno fora".

O SANGUE é como se fosse o Boy do corpo. E como um bom Boy, ele obedece as ordens direitinho e por isso começa a retirar água de todos os órgãos. Como o CÉREBRO é constituído de 75% de água, ele é o que mais sofre com essa "ordem" e daí vêm as terríveis dores de cabeça da ressaca.

Então, sei que na hora a gente nem pensa nisso, mas quando forem beber, bebam de meia em meia hora um copo d'água, porque na medida que você mija, já repõe a água.

Texto retirado de "O bar do Zé".


Sabia que...
... tomar água na hora correta maximiza os cuidados no corpo humano?

2 copos de água depois de acordar ajuda a ativar os órgãos internos.
1 copo de água 30 minutos antes de comer ajuda na digestão.
1 copo de água antes de tomar banho ajuda a baixar a pressão sanguínea.
1 copo de água antes de ir dormir evita ataques do coração.
Por favor, passe esta mensagem para as pessoas que estima...

DR. CELIO DE MORAES MARQUES

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Projeto Pé na Trilha completa a 20ª edição

O projeto Pé na Trilha é uma atividade de Extensão do Departamento de Geografia da UFRN criado em 1991, com o objetivo de possibilitar o conhecimento da realidade sócio-espacial do Rio Grande do Norte, por parte dos seus alunos de graduação. O projeto é feito através de caminhadas em trechos específicos do estado, como o litoral, as serras e os vales de rios, permitindo a aplicação prática de parte dos conteúdos geográficos estudados em sala de aula, junto às comunidades visitadas.
Esta semana, na próxima quarta-feira (19), será concluída a 20ª edição do Pé na Trilha. A chegada do grupo na praia e Pirangi, próximo ao Cajueiro, está prevista para às 12 horas. Esta edição foi diferente das demais, pois foi realizada em quatro etapas, contemplando as quatro áreas visitadas nos primeiros quatro anos de projeto, de 1991 a 1994. O objetivo disto é comemorar os 20 anos de existência do projeto. As etapas ocorreram em setembro (Tibau – Macau); novembro (Galinhos – Touros); dezembro (Touros – Redinha) e janeiro (Baía Formosa – Pirangi), percorrendo mais de 300 km de litoral potiguar.
O 20º Pé na Trilha contou com o total de 72 pessoas e teve como foco uma revisão dos aspectos ambientais, econômicos e sociais das atividades ligadas ao turismo do Rio Grande do Norte.
Este trabalho de extensão acadêmica permite que seja feito um comparativo destes aspectos do turismo, de como ele tem se desenvolvido e o que tem causado nas regiões decorridos 20 anos da primeira edição do projeto. Desde àquela época parte da população já estava vendendo suas casas e mudando-se para terrenos menos valorizados e mais afastados da praia. Em Pirambúzios já despontavam diversas casas de veraneio e uma presença insipiente dos primeiros hotéis e pousadas. Em alguns destes empreendimentos, os geógrafos trilheiros já se deparavam com problemas ambientais visíveis, como a ocupação desordenada das dunas, esgotos a céu aberto, deposição irregular de lixo, e outros.
Era fácil perceber que as perspectivas econômicas dessa nova atividade eram boas, pois em Tabatinga, Barreta e em praias mais ao sul surgiam de forma intensa loteamentos e outros empreendimentos imobiliários. A criação de camarão em cativeiro dava seus primeiros passos nas proximidades da Barra do Cunhaú. Mesmo assim, ainda se via muitos trechos de praias nativas com dunas bem preservadas ou pouco visitadas.
            Este ano, o professor Edilson Alves de Carvalho, coordenador do projeto, convidou uma aluna de jornalismo para fazer um fotodocumentário do projeto. O aluno Alexandro Patrício, do curso de Geografia, ficou responsável pelas filmagens das caminhadas. Juntos, eles irão desenvolver um videodocumentário do 20º na Trilha.

Histórico
 
O projeto Pé na Trilha nasceu em 1990, quando alunos do curso de Geografia participaram do Encontro Regional de Estudantes de Geografia do Nordeste (EREGENE) em Teresina/PI. Eles conversaram com estudantes de Geografia da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) que reportaram a realização de caminhadas feitas na "Mata do Buraquinho" e posteriormente pelo litoral norte paraibano. A conversa motivou os alunos José Américo e Bernardete Queiroga, ao retornarem a Natal, a procurar o professor Edilson Alves de Carvalho para lançar a proposta de realizar uma cainhada pelo litoral do Rio Grande do Norte.
Eles discutiram a proposta, se organizaram e decidiram realizar o primeiro na Trilha. Nos dois meses que se seguiram foi feito o planejamento e posta em prática todas as ações necessárias para a realização do projeto. Como não havia tempo para solicitação de ajuda financeira da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), os responsáveis pelo evento foram em busca de ajuda para obter os recursos necessários para a viagem.
Contando com a solidariedade de todos, conseguiram a casa do professor José Carlos Borges para ficar em Barreta e da aluna, na época, Valdira, em Tibau do Sul. No terceiro dia chegaram a Baía Formosa, ponto de chegada da aventura.
A primeira edição do Projeto Pé na Trilha ocorreu nos dias 17, 18 e 19 de janeiro de 1991. A caminhada foi feita de Pirangi para Baía Formosa. Decorridos os meses de novembro e dezembro, tempo de preparação do projeto, o grupo iniciou esta jornada que completa 20 anos em 2011.

Serviço
Pé na Trilha
Local: Pirangi (próximo ao Cajueiro)
Data: 19 de janeiro
Horário previsto: 12h

Mais informações:
Émille Araújo – 9904-5362
 
AGÊNCIA ECO DE NOTÍCIAS
 
Leonardo Sodré                         João Maria Medeiros
Editor Geral                                  Diretor de Redação
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 REVISTA SIUZA CRUZ, RIO DE JANEIRO