sábado, 16 de julho de 2011

Ipanguaçu do bem: Veja!

Ipanguaçu do bem: Veja!: "Já caiu na rede: Apresentação do garoto Assuense no Programa Raul Gil."

Ipanguaçu do bem: Veja!

Ipanguaçu do bem: Veja!: "Já caiu na rede: Apresentação do garoto Assuense no Programa Raul Gil."

LAGOA DO PIATÓ, EM ASSÚ, É TEMA DE REPORTAGEM DA INTERTV CABUGI

O maior lago natural de água doce do Estado, a Lagoa do Piató, foi, na tarde desta sexta-feira (15), tema de reportagem sobre Turismo Rural da emissora de comunicação InterTV Cabugi.
 Por abrigar um dos maiores ecossistema da região, talvez o mais completo, a Lagoa possui também excelente potencial turístico no segmento do Ecoturismo. Seu entorno com 5 comunidades e cerca de 500 famílias, apresenta lindas enseadas e belas praias de água doce, reserva natural de mata nativa, fauna e flora, enfim, constituindo-se em um dos  maiores patrimônio turístico do município.

Além de todas essas riquezas naturais, a Lagoa contempla ainda a pequena comunidade de Malhada da Areia, onde nasceu a bem aventurada Irmã Lindalva, que poderá ser a primeira Santa brasileira, local que será construído o Santuário de Irmã Lindalva.

A reportagem completa será exibida entre segunda e terça-feira (18 ou 19) da próxima semana, durante os telejornais da emissora.

Secretaria de Comunicação/Nelson Dantas

Postado por REGIStrando
Escrito por aluiziolacerda às 14h08

ALGODÃO



















A cultura do cultivo do algodão voltou aos campos dos nossos agricultores. Um programa de parceria da Secretaria do Desenvolveminto Rural do Município juntamente com a Secretaria de Agricultura Estadual proporcionaram a volta desta produção em nosso município.
O bom resultado colhido pelos agricultores, acredito que será dado proseguimento da atividade aqui em nosso município, criando assim mais uma alternativa econômica ao homem do campo.

Escrito por Luizinho Cavalcante







Mãos que produzem maravilhas



Artesãs carnaubaenses vão expor seus produtos em Brasília, em agosto.
Fotos cedidas por toni Martins


[Do Blog de Aluíziolacerda]


Postado por Fernando Caldas

quinta-feira, 14 de julho de 2011



Amar!

Por Florbela Espanca


Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui...além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente
Amar! Amar! E não amar ninguém!

Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma Primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... pra me encontrar...

Natal - Encruzilhada do mundo - Parte 1

SÉRIE ESCULTURAS DO ASSU I


Imagem: DB City.com


OSVALDO DE OLIVEIRA AMORIM [n. Assu, 12 de Agosto de 1923 - m. Recife, 16 de Junho de 1971]. Era chamado carinhosamente como Osvaldinho. Estudou o primário no Colégio Nossa Senhora das Vitórias, de Assu, estudou também no Colégio 7 de Setembro, de Natal, bem como no Colégio Pedro Augusto, do Recife, chegando a fazer vestibular para o curso de Farmácia na capital pernambucana. Em Pernambuco prestou seus serviços militares na época da Segunda Grande Guerra. Como jornalista colaborou  em importantes jornais como O Mossoroense, de Mossoró [na década de 50 e 60], Advertência, Atualidade, A Mutuca, O Vaqueiro, dentre outros da sua terra natal, além do importante periódico Jornal do Commercio, do Recife. Em Assu, foi comerciante no ramo de farmácia denominada Farmácia dos Pobres [que herdara de seu pai Mário Amorim], conhecida popularmente como Farmácia de Osvaldinho, estabelecida à rua São João, Centro de Assu.

Figura influente, foi um dos fundadores de uma importante instituição regional de caráter consultivo e executivo denominada CODEVA - Comissão de Desenvolvimento do Vale do Açu, cuja instituição juntou aliados e desafetos políticos para a grande arrancada rumo ao desenvolvimento do Vale do Açu, no início da década de 60. Com a sua iniciativa [lembrar Dom Eliseu, então Bispo da Diocese de Mossoró], foram realizados os primeiros simpósios e cursos de aperfeiçoamentos agrícolas naquela região.Fundou na terra assuense o Lions Clube do Açu - Distrito L 14, no final da década de 60. Afinal, ele foi um dos precursores do desenvolvimento daquela região varzeana. Empresta o seu nome ao Projeto de Irrigação do Baixo-Açu. Muito tem ainda a se contar e dizer sobre ele, Osvaldo Amorim.Teve a honra de ter sido agraciado pelo Projeto Rondon, pelos "relevantes serviços prestados a Integração Nacional".

O seu busto, assentado na praça Pedro Velho [rua Frei Miguelinho] fora doado pela Prefeitura Municipal de Mossoró, uma justa homenagem de iniciativa do seu prefeito Dix-Huit Rosado, com quem Osvaldo tinha o prazer de gozar da amizade daquele grande político potiguar de Mossoró.

Postado por Fernando Caldas
Augusto Severo Neto é pouco conhecido entre os jovens. Mas é um dos maiores poetas e "causers" do Rio Grande do Norte. O seu lirismo nostálgico, com acentuado timbre hispânico (Machado, talvez), revela uma poética arrebatadora em que que o leitor é convocado à cumplicidade, como se revivesse ou compartilhasse as mesmas imagens e cená...rios desenvolvidos pelo autor. Selecionei um dos seus mais significativos poemas - Balada daquela casa. De fato, uma pavana.

Por Pedro Simões

"Era uma casa sozinha
Sem gritos, sem gargalhadas,
Sem vozes dentro da sala,
Sem louças batendo louças,
Sem passos pelas escadas.

Havia um cheiro abafado,
Um cheiro assim bolorento,
Talvez por falta de vento,
Talvez por falta de luz.
As janelas quando abertas
Gritavam tintas quebradas

E as portas estavam coladas
Mais ainda que as janelas,
Que para abrir uma delas
Fiquei com as mãos machucadas
Cheias de manchas azuis.

Mas a porta foi aberta
E uma janela também.
O vento entrou por elas
Eu entrei atrás do vento,
Olhei por todos os lados
Procurei quartos e salas
A casa estava deserta,
Lá não havia ninguém.

O vento que entrou comigo,
Decerto um vento menino,
Brincou com um jornal antigo,
Folheou velhas revistas
Atiradas nas cadeiras,
Soprou poeira dos móveis
Fez redemoinho no chão.

Talvez que por milagre
O relógio trabalhava
E o seu batido se ouvia
Por toda parte da casa.
A moldura de silêncio
Que circundava as pancadas
Uniformes, compassadas,
Despertou-me uma pergunta:
Como nós, aquela casa
Não teria um coração?

Não sei, porém eu sentia
Que qualquer coisa pulsava,
Qualquer coisa acompanhava
O sangue nas minhas veias.
Perguntei-me: o que seria?
Junto de mim não há nada,
A casa estava fechada,
Os lustres cheios de teias,
Os móveis empoeirados,
Há muito não vem ninguém.
E esse algo pulsando?
Talvez eu estivesse certo
Quando, há pouco, pensava
Que os batidos que escutava
Nasciam do coração
Que essa velha casa tem.

Era uma casa sozinha,
Sem gritos, sem gargalhadas,
Sem vozes dentro das salas,
Sem louças batendo louças,
Sem passos pelas escadas.
Era uma casa deserta,
lá não havia ninguém."

[Texto transcrito do Facebook de Pedro Simões]

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO