quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Não afies as palavras com a lima áspera da língua
Cortam mais do que quem as escuta;
Cortam os lábios de quem as diz;
Retornam e sangram
E pingam no mais profundo do ouvido…
Ouves?

(Simples-mente)
[Emílio Miranda]
Não afies as palavras com a lima áspera da língua
Cortam mais do que quem as escuta;
Cortam os lábios de quem as diz;
Retornam e sangram 
E pingam no mais profundo do ouvido…
Ouves?

(Simples-mente)
[Emílio Miranda]

quarta-feira, 14 de novembro de 2012


MEU SERTÃO DE ANTIGAMENTE
 
O fogão era a lenha;
O café era torrado em casa, batido no pilão;

A panela era de barro;
O sabão era em pedra, de oiticica;
O banho era de cuia e de balde;
O vaso de sanitário era de cimento e latrina;
A lâmpada era o candeeiro, a piraca e a lamparina;
A geladeira era o pote e a moringa;
O bebedouro era a 'quartinha';
A piscina era o açude;
O carro de lixo era a carroça;
O sapato era a sandália de couro;
A televisão era o rádio de marca ABC;
A fechadura era a tramela;
O supermercado era a bodega;
O baile era o assustado;
O mosquiteiro era o esterco de boi;
O refrigerante era o ponche de limão;
O carro era a carroça e o jumento.
Marcos Calaça, jornalista, UFRN

"De Pé no Chão Também se Aprende a Ler"

 


Acampamentos escolas da Campanha "De Pé no Chão Também se Aprende a Ler", do governo Djalma Maranhão (1915-1971), quando prefeito de Natal-RN (1961-1964). Naquela campanha trabalhavam todos de todos os segmentos religiosos. Para ele, Djalma, o que estava em jogo era a alfabetização. O reporter Ricardo Araújo depõe:

Numa cruzada contra o analfabetismo, os acampamentos escolares iam aonde os analfabetos estavam. Em cada  canto de praia, em cada favela. Naquela época, início dos anos 60,  a disputa nas ruas da capital não era entre gangues, como ocorre hoje em dia, e sim pelo menor índice de analfabetos. Com faixas estendidas de um canto a outro das ruas e vielas, a população vibrava a cada novo alfabetizado. Como se a vitória de um, fizesse parte do esforço de cada morador. Sim, era esta a Natal governada pelo prefeito Djalma Maranhão. Sob palhoças erguidas no chão arenoso dos bairros periféricos, nas ruas de barro, crianças eram alfabetizadas. Afinal de contas, "De Pé no Chão, Também se Aprende a Ler".







Não tenha medo. Você vai encontrar uma pessoa certa, embora não exista a pessoa certa. Mas você vai encontrar a sua pessoa, e é ela que importa.

Caio Fernando Abreu
 
De: Doce Mistério
╰❤╮Não tenha medo. Você vai encontrar uma pessoa certa, embora não exista a pessoa certa. Mas você vai encontrar a sua pessoa, e é ela que importa. 

Caio Fernando Abreu
Dul ╰❤╮

Do amor

Por Laurence Bittencourt Leite

Foi esse gênio moderno, inventor da máquina de calcular que disse em certo momento da sua vasta obra, que em todo objeto amoroso há muito daquilo que emprestamos a ele. Amamo-nos no outro como uma espécie de espelho.

A confusão, no entanto, que muitos casais fazem entre um e outro no ápice da paixão, deriva em muito dessa percepção que Pascal teve sobre o amor. 

A psicanálise, como sempre ela, que se debruçou em muito sobre as noções de amor, avalizaria a assertiva de Pascal como acrescentaria certamente, que amamos no outro partes de nós mesmos. Da mesma forma que também há o seu inverso a partir do ódio.


Aliás, foi Freud que disse que o contrário do amor não é o ódio, porque quando odiamos, há também o amor. O contrário do amor para o pai da psicanálise seria a indiferença, ainda que a indiferença para muitos seja uma espécie de "janela" aberta para o surgimento do ódio. Bom, reflitam.

Na verdade fiquei pensando nessas questões ao ler recentemente um belo trecho do grande poeta francês Charles Baudelaire que disse algo muito próximo do que expressa o apóstolo Paulo, ao anunciar a importância do amor nas nossas vidas. Paulo remete em seu famoso trecho da carta aos Coríntios que se tivéssemos tudo e ainda assim nos faltasse o amor, tudo seria em vão.

Baudelaire, que tudo leva a crer não era um religioso no sentido moderno do termo, e que foi um dos "profetas" da modernidade, ou melhor, que conseguiu captar como poucos o surgimento do mundo de massas, a mecanização de diversas esferas da vida social e principalmente o recuo da tradição no mundo moderno, tem a mesma percepção sobre o amor, próximo ao que sentenciou Paulo.

O que nos diz Baudelaire? Transcorro livremente: "comecemos pelo amor, pois não há duvidas de que sem ele pouca coisa do mundo funcionaria". Claro que há versos do francês, em especial no seu livro famoso "As flores do mal" que podemos ver certa descrença na paixão. Mas é inegável que o amor é peça fundamental no mundo. E não é preciso recorrer a psicanálise, ainda que não fosse perda de tempo e algo interessantíssimo, para termos este reconhecimento.

Como disse o teatrólogo Anton Tchecov autor de algumas das peças teatrais mais importantes que o mundo já conheceu (entre elas "A gaivota" e "O jardim das cerejeiras"), "aquilo que provamos quando estamos apaixonados talvez seja o nosso estado normal. O amor mostra ao homem como é que ele deveria ser sempre".




Executivo assuense decreta ponto facultativo na sexta-feira (16)
Por meio do Decreto 0116/2012, de 12 de novembro de 2012, e publicado na edição do dia 13 do Diário Oficial do Município, o prefeito municipal do Assú em exercício, Alberto Luís de Lima Trigueiro, determina ponto facultativo na próxima sexta-feira (16) nas repartições públicas municipais, excetuando-se aquelas atividades consideradas essenciais.

O ato dá-se em virtude do feriado da Proclamação da República, nesta quinta-feira, 15. Assim, o expediente retornará a normalidade na segunda-feira, dia 19 de novembro.

AD Comunicações

terça-feira, 13 de novembro de 2012

 






  





INFIDELIDADE

Se o amor botar-lhe chifre
Bote outro nela também
Procure empatar o jogo
Porque perder não convém
Não maltrate a pessoa amada
Que este tipo de chifrada
Não dá para matar ninguém.
Para você que está junto
Há 20 anos ou só um mês
E tiver com alguma mágoa
Que a sua amada lhe fez...
A violência você contenha
Porque a lei Maria da Penha
Pode lhe botar no xadrez.

Autor: Francisco de Assis Caldas
- O popular "Chico Agrício" - Assu. 
Do blog: Assu na ponta da língua

Assu Antigo

 


Casarão do Banguê, Zona Rural da terra assuense. Fotografia do blog Assu na ponta da língua (assunapontalingua.blogspot.com), do historiador e poeta Ivan Pinheiro.

Em tempo: Parabéns amigo Ivan, pelo seu excelente blog. Tenho por você admiração e simpatia.

Abraço do Fernando Caldas
Prefeitura do Assú manifesta pesar e decreta luto oficial pelo falecimento de Doutor Zé Martins

A prefeitura municipal do Assú vem a público manifestar grande pesar pelo falecimento de José Martins dos Santos, popularmente conhecido na comunidade por Dr. Zé Martins, e decretar Luto Oficial por três dias, conforme ato publicado no Diário Oficial do Município do Assú.
 
DECRETO Nº 117, DE 13 DE NOVEMBRO DE 2012.
 
DECLARA LUTO OFICIAL NO MUNICÍPIO DO ASSÚ E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
 
O PREFEITO DO MUNICÍPIO DO ASSÚ, Estado do Rio Grande do Norte, no uso das suas atribuições que lhes são conferidas pela Lei Orgânica do Município:
                        
DECRETA:

                        Art. 1º - LUTO OFICIAL no município do Assú por 03 (três) dias, em decorrência do falecimento do Senhor JOSÉ MARTINS DOS SANTOS (Dr. Zé Martins), cidadão assuense de relevantes serviços prestados ao Município desde 1º de Abril de 1997, quando exerceu com muita competência e hombridade os cargos de Médico Plantonista e Médico de PSF, e atualmente, na Unidade Básica de Saúde do Bairro Frutilândia.
                        Parágrafo Único: Fica determinado o hasteamento da Bandeira do Município do Assú, correspondente ao período do Luto.
 
                        Art. 2º - Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
 
REGISTRE-SE, PUBLIQUE-SE E CUMPRA-SE.
 
Prefeitura Municipal de Assú, “Palácio Francisco Augusto Caldas de Amorim”, em 13 de Novembro de 2012.
 
Alberto Luís de Lima Trigueiro
PREFEITO MUNICIPAL - EM EXERCÍCIO
 
Delkiza Alves Cavalcante
SECRETÁRIA DE GOVERNO


"Da natureza nada se tira, a não ser fotografias, nada se deixa a não ser pegadas, e nada se leva, a não ser saudade".
 
 As coisas maravilhosas do mundo...!

"Da natureza nada se tira, a não ser fotografias, nada se deixa a não ser pegadas, e nada se leva, a não ser saudade".

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO