terça-feira, 4 de dezembro de 2012

"Nata sem Natal"


A charge publicada hoje no Novo Jornal foi idealizada por mim. Três Reis Magros, magérrimos, por assim por dizer.

Melchior sujismundo como está a cidade, Gaspar acidentado a caminho dos corredores do 'Walfredo Gurgel' e Baltazar, analfabeto, tentando decifrar um jornal de cabeça para baixo. Enfim, a cara ruinosa e oprobiosa de uma cidade de Reis despidos por uma Borboleta insana.

Afinal, o presente de grego que cabe ao natalense neste infame 'Natal sem Natal'...

De: Paulo Sérgio




segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Assuenses das antigas


Fotografia do Facebook Vale do Açu. Família casal Durva e Geraldina de Sá Leitão.Rio Pianhas/Açu.

O Vale do Assu e Seus Contrastes Temporários



























Ontem foi pra mim um dia de lazer e observações, verificamos a fertilidade do ubérrimo solo que caracteriza nossa região, passamos o dia numa propriedade que fazia gosto pela presença do verde brotando no campo pela prodigiosa iniciativa da irrigação, um poço artesiano jorrando água em abundância para algumas hectares da lavoura do milho, propiciando aos nossos olhos um cenário belo e uma breve esperança de fartura e boa produção.

O confinante ao lado sem os recursos da água enfrenta um desafio maior, terra seca, esturricada escapando as duras penas com muito trabalho o pequeno rebanho de bovinos da propriedade. Enquanto isso o vizinho com sua terra irrigada mantém um rebanho de ovinos com menores dificuldade.


QUANTOS BANHOS (POR DIA) VOCÊ TOMA?


      Públio José – jornalista

 Um estudo recente de especialistas na área dos distúrbios emocionais, aí incluídos insônia, tristeza profunda, desalento, desânimo, falta de apetite e outros sintomas semelhantes – conjunto de males a jogar o desavisado na famigerada vala da depressão – concluíram que, entre outras mudanças de hábitos, uma das mais visíveis está ligada à falta de banho. (No caso de homens, o não se barbear também faz parte do cenário). Segundo os estudos, uma das primeiras demonstrações externas nos depressivos surge na quebra da rotina do asseio. O banho começa a rarear; a escovação de dentes vai pelo mesmo caminho; pentear os cabelos é ato que deixa de existir; o uso de roupa amarfanhada completa o aspecto de desleixo – e o isolamento passa a ser peça importante na textura da nova circunstância. Daí por diante, caso não haja mudança de rumos, o roteiro aponta somente ladeira abaixo. Terrível!

Para corroborar o estudo, as estatísticas que o acompanham são de estarrecer: mais de 38% da população mundial sofrem de depressão ou estão, pelo menos temporariamente, enredados em suas teias. No plano mundial, levando-se em conta um total atual de sete bilhões de habitantes, os 38% alcançam a impensável marca de mais de dois bilhões e seiscentas mil pessoas depressivas! Para a existência de contexto tão perturbador, devem contribuir, com certeza, os inúmeros conflitos armados que pipocam pelo mundo, os desequilíbrios climáticos que infestam o planeta – das partes mais inóspitas dos pólos à secura que abate plantas, animais e o ânimo humano nas lonjuras africanas – sem contar o sistemático e rotineiro fenômeno da seca que atinge o Nordeste brasileiro. Já o interminável estado de conflagração entre árabes e israelenses deve dar também sua pitada no preparo dessa indigesta salada.

Outra responsável pelo manto depressivo que encobre a população mundial é a crise na Europa. Não à toa, na Espanha, já chega a espantosos 25% o número de pessoas desempregadas, enquanto Grécia, Portugal e Itália se debatem numa crise sem fim, que poderá assumir proporções dantescas caso se enrosquem no cipoal França, Inglaterra e Alemanha. Afinal, desemprego, liseu generalizado, quebra de safras, sofrimento e mortes trazidos por guerras e outras mazelas, são motivos mais que suficientes para levar o ser humano ao desespero, ponto inicial da estrada que leva à depressão. O Brasil, aparentemente distante desse cenário, é levado a pensar que está imune a esse verdadeiro tsunami depressivo. Grande engano! O brasileiro também está encalacrado nos 38% de depressivos mundiais, o que coloca o país na condição de contribuinte de peso para a desgraça com mais de 70 milhões de pessoas.
                        
Voltemos ao banho. O fato da depressão, com raras exceções, se materializar inicialmente pela falta de banho, não significa que todas as pessoas que não gostam de ir ao chuveiro são depressivas. Mas é bom prestar atenção. Isso porque muitas pessoas estão entrando num processo depressivo sem atinarem para o fato. E uma palavra de alerta pode contribuir, no início, para uma tomada de decisão e minorar o problema. Isso também não significa que você vá andar por aí cheirando as pessoas para saber se estão negligentes com o banho. Outros sintomas são evidentes: aspecto insone, afastamento do convívio social, relaxamento no cumprimento de metas de trabalho, alheamento sistemático, pouco caso com parceiros e familiares... Ufa! A lista é grande. E a série de infelicidades globais? Está distante de desaparecer do mundo. Solução? Cuidemos do banho. Cuidemos.  Já pro chuveiro!!! Já!!!             



Te amo, beijo em tua boca a alegria.
Pablo Neruda
Lygia
De: Delicadezas
<3<3 Te amo, beijo em tua boca a alegria.

Pablo Neruda
Lygia<3<3
Me desnudo da maldade
E me visto da natureza,
Tão sábia,
Que acalenta minha alma sedenta de calma...

G.Fernandes
  
 
"Me desnudo da maldade
E me visto da natureza, 
Tão sábia, 
Que acalenta minha alma sedenta de calma..."

G.Fernandes
E se "The Beatles" fossem Nordestinos?! Vixe, ia ser arretado demais!
E se "The Beatles" fossem Nordestinos?! Vixe, ia ser arretado demais!
 
De: Nação Nordeste

O amor não se define; sente-se.
 
CELINA
  
O amor não se define; sente-se.
<3 CELINA

MAGNÓLIAS

As flores, a história viva,
cruel desalinho
das horas mortas

A mesa posta,
guardanapos bordados em crivo.
Linhas das mãos em desafio
a alinhar o linho alinhado

Olhar desbotado, desapontado,
fita cena
fria...

Os sonhos aguardam qualquer tom que não seja plúmbeo
Os pés descansam por força da espera
tão diferente da flora

Magnólias
regadas de prata lá fora,
pulsam orvalho,
tremor de suor da noite...

No calafrio, calo e grito
Soluço remoto desafiando a cor da vida
no fio da coragem de outra lida...

A lua, a mesma lua de milhões de noites
O verso banhado em choro
O choro enrugou mil faces...

O tempo, as flores, o jarro transparente,
arrepio, o vazio,
sem cheiro, sem graça, manchando a alvura da mesa...

A mesa posta escorrendo amor, dor,
fome perdida...

Os sonhos contando sabor derretido
Silêncio de outrora
Sopro de ânsia...
Olor!

Doce fragrância de refinada flor
Aveludada...
Lembranças!

E as quimeras perdidas,
Se refazem quase...
Perfeitas!

Intensas, acendem o brilho de meu sol interior
De fêmea
e flor!...

Graça Campos,11/10/2012.
CAMPOS, Graça. Poema. Magnólias. Imagem da web.
Diz o que sabes, mente com verdade,
Confessa que amas todos os seres vivos
Os que morreram ontem, ainda não sepultados,
E os que amanhã morrerem
Porque hoje ainda podem ser amados.
Chorados serão, depois de amanhã, ou talvez não;
Nem sequer lembrados. 
Diz o que sabes, confessa com sinceridade
Todas as mentiras. Sabes que uma verdade
Pesa como todas as lealdades. Indestrutível
Até à próxima tempestade.
Confessa o teu medo e a tua idade esquecida
Como se dissesses uma falsidade
Ninguém sabe o que sabes.
Afinal já todos mentiram um dia.

[Emílio Miranda]
Diz o que sabes, mente com verdade,
Confessa que amas todos os seres vivos
Os que morreram ontem, ainda não sepultados,
E os que amanhã morrerem
Porque hoje ain
da podem ser amados.
Chorados serão, depois de amanhã, ou talvez não;
Nem sequer lembrados.
Diz o que sabes, confessa com sinceridade
Todas as mentiras. Sabes que uma verdade
Pesa como todas as lealdades. Indestrutível
Até à próxima tempestade.
Confessa o teu medo e a tua idade esquecida
Como se dissesses uma falsidade
Ninguém sabe o que sabes.
Afinal já todos mentiram um dia.

[Emílio Miranda]

Vereadores se mobilizam contra fim de seus salários

Publicado por Robson Pires, 
Uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que tramita no Senado, de autoria do tucano Cyro Miranda (GO), propõe a extinção do salário de vereadores em municípios com menos de 50 mil habitantes. Caso aprovada, a medida pode atingir 89,41% dos 5.565 municípios brasileiros – apenas 600 cidades continuariam a remunerar seus legisladores municipais. Como era de se esperar, os vereadores ficaram indignados com a ideia e já organizam um ato em Brasília, para a próxima semana, com o intuito de pressionar os parlamentares.
O presidente da União dos Vereadores do Brasil (UVB), Gilson Conzatti, que atua na câmara de Iraí (RS), alega que a PEC é inconstitucional. Ele defende que senadores não podem legislar sobre salários de vereadores, e afirma que a proposta pode abrir margem para a instauração de um ‘mensalão municipal’.

UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO