segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

SAUDADE DE UM MATUTO LONGE DE SEU TORRÃO

Sertão torrado estou distante

Morando na capital

Faz tempo eu te deixei

Para estudar em Natal.



Abandonei meu velho torrão

Nunca vou te esquecer

Cidade grande é gente chata

Me aposentando voltarei para você.



Tua roupa velho sertão

É um belo juazeiro

A minha brincadeira

Era galinha de pereiro.



Velha Serra Aguda

Habitada por gato do mato

Da caatinga de menino

De um sertanejo nato.



Seu oceano é o açude

Água sem poluição

As estradas são as trilhas

Muito andei por esse chão.



Sertão velho escrevo poesia

como forma de te homenagear,

Mais te servirei

No dia em que eu retornar.

 
Marcos Calaça, jornalista (UFRN)

Antigos Carnavais movimenta Clube de Engenharia com baile de máscaras e fantasias


A primeira prévia oficial do Carnaval 2013 em Natal já tem data para acontecer: dia 1 de fevereiro, no Clube de Engenharia, onde, a partir das 18h, frevo, marchinhas e sambas embalam o Baile de Fantasias e Máscaras. O evento é promovido pelo bloco Antigos Carnavais, que escalou a banda do Mestre Rezende mais participação do cantor Fernando Tovar para animar os foliões.


Crianças, jovens e adultos reviveram os antigos carnavais








O Baile terá ambiente decorado no clima dos carnavais tradicionais, e os organizadores adiantaram que o intuito da festa é reunir amigos e amantes do antigo formato da folia, quando famílias inteiras participavam devidamente paramentados. Detalhe: as 12 melhores fantasias receberão um certificado especial de carnaval da banda Antigos Carnavais. 

Ingressos antecipados à venda por R$ 20 no bar do Clube de Engenharia - Av. Rodrigues Alves, 1004, Petrópolis (vizinho a Cidade da Criança). Informações e contatos: Gutenberg Costa (9427-3363) e Baito (8854-0063). 

Tribuna do Norte



Atitudes de Urgência

Livro: Urgência
Emmanuel & Francisco Cândido Xavier
Em favor da paz em ti e em torno de ti, não te esqueças das atitudes de urgência.
Cultiva a fé em Deus para que não te falte a tranquilidade do espírito.
Age sempre, buscando servir.
Lembra-te de que outros farão a ti o que fizeres dos outros e com os outros.
Espalha o bem que puderes, onde puderes e quanto puderes.
Não cobres tributos de gratidão.
Abstém-te de procurar defeitos no próximo, recordando que todos nós - os espíritos ainda vinculados à evolução da Terra - temos ainda o lado escuro do próprio ser por iluminar.
Evita o ressentimento para que o ódio não se te faça veneno na vida e no coração.
Esquece as ofensas, incondicionalmente, na certeza de que as agressões pertencem aos agressores.
Já que nem sempre será possível viver sem adversários, não olvides o respeito que lhes é devido.
Se erraste, apressa-te a corrigir-te.
Na hipótese de haveres ferido a alguém, solicita desculpa a quem prejudicaste, reparando essa ou aquela falta cometida.
Cumpre o dever a que te empenhaste.
Não descarregues em ombros alheios as obrigações que te competem.
Guarda fidelidade aos compromissos assumidos para que os teus companheiros se te mantenham fiéis.
Não acredites em facilidades sem preço.
Conserva correção nas tarefas pequenas, para que essa mesma correção não se te faça pesada nas grandes tarefas.
Nos instantes de crise, não te suponhas a única pessoa em provação sobre a Terra para que a tua dor não se converta em perturbação.
Trabalha sempre e sê útil, sem transitar nos labirintos do tempo perdido, ainda mesmo quando te reconheças sem a necessidade de trabalhar.
Usa criteriosamente a vida e os bens da vida, reconhecendo que tudo pertence a Deus que, por amor, te empresta semelhantes recursos e a Quem, no momento oportuno, tudo precisarás restituir.
Nessas diretrizes, seguiremos tranquilos, estrada adiante, e, conquanto as imperfeições de que ainda sejamos portadores, estaremos, com a bênção de Deus, na condição de obreiros da paz.






‎"Existe no silêncio tão profunda sabedoria,
que as vezes ele se transforma na mais perfeita resposta..."

(Fernando Pessoa)

Infinito Particular 
"Existe no silêncio tão profunda sabedoria,
que as vezes ele se transforma na mais perfeita resposta..."

(Fernando Pessoa)

♥ ¸.•* Infinito Particular *•.¸ ♥

domingo, 13 de janeiro de 2013

Um belo soneto de João Lins Caldas


Dentro do Sonho

Por ti, velho ideal dos meus sonhares,
Humanos maldizentes me desprezam.
Chamam-me louco e as coisas que eles presam
São outras coisas que não são seus lares.

Que importa a mim o mal desses olhares,
A praga dessas bocas que não rezam?
Cruz ou consolo, os sonhos que me pesam
Serão meus companheiros seculares...

Malgrado as tempestades que conheço,
O meu prazer não revelado e pouco,
As injúrias que eu sofro nessa lida,

És tu o sonho por quem vivo e cresço...
Que eu seja eternamente eterno louco
E nunca deixe de sonhar na vida!

João Lins Caldas [n. Goianinha-RN, 1888, m. Assu-RN,1967]

ZPE DO SERTÃO: O QUE É? PARA ONDE VAI?

As Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs) são distritos industriais incentivados, onde as empresas neles instaladas trabalham com suspensão de impostos, liberdade cambial e procedimentos administrativos simplificados de compra e venda de mercadorias, com a condição de destinarem ao menos 80% de sua produção para o mercado externo. O foco do modelo é a exportação já que, pela legislação vigente, apenas uma pequena fração da produção pode ser direcionada ao mercado interno.

A experiência pioneira de ZPE foi registrada na Irlanda no ano de 1959, como projeto de revitalização da área portuária de Shannon. No continente asiático, a primeira ZPE foi instalada na Índia, em 1965, e, no ano seguinte, um empreendimento da mesma natureza foi adotado em Taiwan. Em 1970, a Coreia do Sul credita nessa nova modalidade econômica de negócios e cria também o seu distrito industrial exportador. A partir dessa década, a instalação de áreas produtivas voltadas à exportação se propaga pela China, pelos Estados Unidos e por outras localidades do mundo.

São inúmeras as razões que levam os países a adotarem ZPEs. Dentre as suas principais finalidades, destacam-se: atração de investimentos estrangeiros, melhoria da competitividade das empresas nacionais, criação de empregos formais, aumento da competitividade das exportações, redução dos desequilíbrios regionais, fortalecimento do balanço de pagamentos, difusão tecnológica e o desenvolvimento econômico e social, entre outras.

No Brasil, a proposta original de criação de ZPEs só o correu após  a redemocratização do país, em fins da década de 1980, através do Decreto-Lei 2.452/1988, editado pelo governo do então presidente José Sarney. Atualmente, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC, 2013), existem 23 ZPEs  autorizadas a funcionar no território nacional, embora nenhuma delas ainda esteja em atividade. Desse total, dois projetos estão localizados no estado do Rio Grande do Norte (RN): um em Macaíba e outro em Assú.

A ZPE de Assú, que por sua localização no interior do semiárido potiguar recebeu o sugestivo nome de "ZPE do Sertão", foi criada por meio de Decreto Presidencial, em 10 de junho de 2010. O referido decreto prevê que o projeto ocupará uma área de 1.020 hectares no território assuense, sendo o espaço escolhido situado geograficamente no trecho que liga a cidade ao município de Paraú-RN.

A aprovação da ZPE do Sertão, desde o início, provocou grande expectativa na população local e os representantes de diferentes esferas do governo logo trataram de espalhar a notícia na tentativa de colher rapidamente os frutos políticos da conquista. Apresentado ora como "redenção", ora como um "poderoso mecanismo de transformação do Vale do Açu", o projeto visa "no papel" iniciar um vigoroso ciclo de crescimento econômico na região e adjacências por meio da industrialização e agregação de valor às riquezas naturais abundantes no espaço regional.

Na visão dos entusiastas do projeto, alguns da "situação" e outros da "oposição", a ZPE do Sertão representa, por si só, "a realização do sonho do progresso e da prosperidade". Objetivamente, embora não existam evidências científicas e históricas que comprovem a suposta relação de uma ZPE e processos de desenvolvimento inclusivos e harmoniosos com o meio ambiente, deve-se admitir que a proposta parece ser realmente promissora do ponto de vista geoeconômico. A implantação do distrito industrial incentivado no Vale do Açu poderá atrair empresas privadas estrangeiras e nacionais, que poderão contribuir para ampliar e agregar valor às exportações potiguares. Além disso, o projeto poderá ajudar a descentralizar as atividades produtivas estaduais, fortemente concentradas na região da Grande Natal, irradiando seus efeitos pelo interior potiguar e até mesmo pelos estados vizinhos.

Todavia, mesmo considerando suas boas perspectivas, o "sonho do progresso" corre o risco de se esvair no ar. Conforme notícia veiculada recentemente pela imprensa estadual, a empresa contratada para gerir o empreendimento não cumpriu os prazos de preparação e cercamento do terreno reservado ao empreendimento, o que pode levar ao cancelamento da obra antes mesmo dela começar a operar. O fato é que, transcorridos dois anos desde a aprovação da proposta pelo presidente Lula, a ZPE do Sertão, que fora apresentada como "salvação da pátria", capaz de alavancar a economia assuense  da noite para o dia, não conseguiu sair do papel nem angariar apoio político capaz de viabilizar sua implantação.

Com efeito, ao permanecer enclausurada numa redoma de vidro importada, a ZPE do Sertão acumula dúvidas e incertezas quanto ao seu destino. Do ponto de vista gerencial, provavelmente a administração municipal de Assú conseguirá prorrogar os prazos e manter a proposta viva por mais algum tempo. Nesse intervalo, não há previsão para o começo das obras e muito menos para a instalação das primeiras empresas. Afora esses aspectos, deve-se também deixar claro que não existe ainda nenhuma previsão oficial sobre os reais rebatimentos do projeto em sua amplitude.

Entre as muitas dúvidas sobre o tema, basta dizer que não se tem dados convincentes sobre o tipo e a quantidade de empregos que serão gerados. Por exemplo, não há qualquer evidência comprovada estatisticamente que ateste que o projeto vai gerar 1.000 ou 50.000 empregos diretos, até mesmo porque não se sabe ao certo o tipo e a dimensão das empresas que se hospedarão na área, bem como as cadeias produtivas que elas serão capazes de dinamizar no entorno. Ademais, não se tem qualquer noção precisa sobre os rebatimentos socioambientais e a infraestrutura social requerida para atender às necessidades futuras da sociedade.

Na verdade, todos esses questionamentos continuam abertos e sem resposta, pelo menos por enquanto. E, como se não bastasse, não se nota no Vale do Açu um clima político de cooperação intermunicipal em torno do equacionamento dos problemas regionais, que, aliás, são muitos e desafiadores. Isso inibe ações conjuntas, indispensáveis para a obtenção de emendas orçamentárias que possam contribuir para melhorar a infraestrutura de transporte e energia, fundamental para fortalecer a logística operacional das empresas e responder as demandas da população que deve crescer substancialmente caso o empreendimento se concretize.

Essas e outras inquietações, essenciais ao debate propositivo, ganham relevo com a possível ameaça de perda do projeto da ZPE do Sertão e as indefinições quanto ao seu futuro. De qualquer forma, parece evidente que, na conjuntura atual, muito mais importante do que discutir os possíveis "culpados" pelos atrasos nas obras é realizar estudos e concentrar esforços para readequar o projeto e viabilizar sua operacionalização. Logo, a "queda de braços" travada pelos atores locais pouco contribuirá para a resolução dos desafios que precisam ser vencidos mediante o debate público e o maior envolvimento da sociedade, até então carente de informações mais precisas a respeito dos assuntos atinentes à construção de caminhos para o desenvolvimento da economia regional.

Joacir Rufino de Aquino & amp; Raimundo Inácio da Silva Filho

(Economistas e professores da Uern/Assú)

Fonte: O Mossoroense

Modesta

Ela ia ao  baile. E seu colar mais fino
Sobre a neve sutil de seus vestidos
Fazia ressoar a seus ouvidos
Este grito gentil: " - Corpo divino! -"

E o sinto leve, lirial, fransino,
Mordendo-lhe os contornos tão queridos,
Dizia no  seu todo ver perdidos
Mundos de aroma, sonhar azulino...

Tudo a cercando era oulhoso dela!
Pois, vendo a sombra de seu vulto nobre,
Um espelho lhe disse: "- És a mais bela! -"

E no entanto, meu Deus, foi tão modesta
Que apesar de ser rica e ver-me pobre
Fui  a criatura a quem sorriu na festa.

João Lins Caldas

*Sacramento, 22 - 8 - 1907

*Atual município de Ipanguaçu-rn

sábado, 12 de janeiro de 2013

Prefeitura do Assú abre processo seletivo para contratação de médicos

A Prefeitura Municipal do Assú está divulgando por meio do edital n°
001/2013, no Diário Oficial do Município, de terça-feira, 8 de janeiro
de 2013, o processo seletivo o qual contratará 62 médicos em caráter
temporário para atendimento à necessidade de excepcional interesse
público do sistema municipal de saúde. Os futuros servidores serão
remunerados com vencimentos que oscilam de acordo com a jornada de 6 a
40 horas semanais.

As vagas serão distribuídas entre a zona urbana ou rural, para
atendimento dos Programas Centro de Atenção Psicossocial - CAPS,
Unidades Básicas de Saúde -UBS; Pronto Socorro e Centro Clínico, no
Município de Assú para os cargos de Médico Psiquiatra (02), Médico
Clínico Geral (20) e Médico Plantonista com especialidade (40).

Os interessados deverão se inscrever das 8h00 às 13h00, até 31 de
janeiro de 2013, excetos sábados, domingos e feriados, no Setor
Administrativo da Secretaria Municipal de Saúde, localizada à Rua Dr.
Luis Carlos, 100 -Bairro Dom Elizeu, Assú/RN, mediante apresentação de
documentos originais e cópias dos mesmos.

A seleção constará de análise curricular, que terá a função de
identificar, entre os candidatos, os aptos a desempenharem as exigências
requeridas para os cargos oferecidos e disponibilidade de horários. Os
resultados serão afixados no quadro de avisos da Secretaria Municipal de
Saúde e publicados no Diário Oficial do Município de Assú, divulgado
através do portal http://assu.rn.gov.br.

O prazo de vigência do contrato será de 12 (doze) meses podendo, por
interesse administrativo e na forma da lei, ser prorrogado por iguais e
sucessivos períodos.

Fotos aéreas da Arena das Dunas, Natal e Grande Natal



Na tarde desta terça-feira, 8 de janeiro, fiz registros das obras do Arena das Dunas, de várias regiões de Natal, de Parnamirim e Macaiba, além do aeroporto de São Gonçalo e pista de pouso de Ceará-Mirim. Confira e tente localizar os lugares.

Texto e fotos de Canindé Soares
 foto de Teus Sonhos em Busca da Vida.
 
 
Sabes o que dizem as saudades?
Sabes?
Dizem: Volta!

(Simples-mente)
[Emílio Miranda]
 

‎Ame como a chuva fina.
Esta cai em silêncio, quase sem fazer notar,
mas é capaz de transbordar rios.
Paulo Coelho
Liduxa 
 
De - Delicadezas
"
 .·´✿
Ame como a chuva fina.
Esta cai em silêncio, quase sem fazer notar,
mas é capaz de transbordar rios." .·´✿

Paulo Coelho
Liduxa .·´✿

 Um soneto de João Lins Caldas na imprensa carioca.