sexta-feira, 8 de novembro de 2013
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
O VELHO POTE
Numa volta à minha infância
Lembro o quanto fui feliz
Tomando água de pote de barro
Meu coração é quem diz.
Depois do almoço
Ia a pé para o grupo escolar
Antes, tomava água de pote
Para poder caminhar.
Voltava do Abel Furtado
Para a fazenda Alagamar
Ao chegar, bebia água de pote
Doce e fria de lascar.
Ao lado do pote
Adormecia um sapo cururu,
Para almoçar
Arroz, feijão verde, paçoca e tatu.
Está chovendo
Aparo o líquido na biqueira
Encho o velho pote
Mais natural que água de torneira.
O açude secou
Carrego água de galão
Para encher o pote
De água de cacimbão.
À noite a luz é de lamparina
A água é de pote
O fogão é à lenha
Da banda do serrote.
O pote de barro
Lamenta a ingratidão
De alguém que o deixou abandonado
Nas caatingas do sertão.
O velho pote
Hoje é imprestável
Matou a sede de muita gente
Quem bebeu ficou saudável.
Nos momentos felizes
Tinha muita utilidade
Triste do pote
Hoje é uma raridade.
Na última viagem
O matuto pegou na rodilha
Jogou o pote no lixo
Como se fosse uma ingrata filha.
O pote envelheceu
Mas cumpriu sua função
Tanto fora modelado
No meu velho sertão.
Na fazenda Alagamar
Um pote de água fria
Que servia como geladeira
Ao lado, esfriava até melancia.
Papai tinha fumo de rolo
Aos sábados ia vender
Antes de sair de casa
Tibungo, copo no pote para beber.
Quem falar de mim
Não vale uma presilha
Quem não pode com o pote
Não pegue na rodilha.
Amigo João
Que conservou o velho pote
Essa homenagem é para você
Numa época que era um frangote.
Depois de tantos anos
João Batista tem um velho pote
Se não gostou das rimas
Me devolva com glosa e mote.
Marcos Calaça, jornalista matuto (UFRN)
O VELHO POTE
Numa volta à minha infância
Lembro o quanto fui feliz
Tomando água de pote de barro
Meu coração é quem diz.
Depois do almoço
Ia a pé para o grupo escolar
Antes, tomava água de pote
Para poder caminhar.
Voltava do Abel Furtado
Para a fazenda Alagamar
Ao chegar, bebia água de pote
Doce e fria de lascar.
Ao lado do pote
Adormecia um sapo cururu,
Para almoçar
Arroz, feijão verde, paçoca e tatu.
Está chovendo
Aparo o líquido na biqueira
Encho o velho pote
Mais natural que água de torneira.
O açude secou
Carrego água de galão
Para encher o pote
De água de cacimbão.
À noite a luz é de lamparina
A água é de pote
O fogão é à lenha
Da banda do serrote.
O pote de barro
Lamenta a ingratidão
De alguém que o deixou abandonado
Nas caatingas do sertão.
O velho pote
Hoje é imprestável
Matou a sede de muita gente
Quem bebeu ficou saudável.
Nos momentos felizes
Tinha muita utilidade
Triste do pote
Hoje é uma raridade.
Na última viagem
O matuto pegou na rodilha
Jogou o pote no lixo
Como se fosse uma ingrata filha.
O pote envelheceu
Mas cumpriu sua função
Tanto fora modelado
No meu velho sertão.
Na fazenda Alagamar
Um pote de água fria
Que servia como geladeira
Ao lado, esfriava até melancia.
Papai tinha fumo de rolo
Aos sábados ia vender
Antes de sair de casa
Tibungo, copo no pote para beber.
Quem falar de mim
Não vale uma presilha
Quem não pode com o pote
Não pegue na rodilha.
Amigo João
Que conservou o velho pote
Essa homenagem é para você
Numa época que era um frangote.
Depois de tantos anos
João Batista tem um velho pote
Se não gostou das rimas
Me devolva com glosa e mote.
Marcos Calaça, jornalista matuto (UFRN)
Numa volta à minha infância
Lembro o quanto fui feliz
Tomando água de pote de barro
Meu coração é quem diz.
Depois do almoço
Ia a pé para o grupo escolar
Antes, tomava água de pote
Para poder caminhar.
Voltava do Abel Furtado
Para a fazenda Alagamar
Ao chegar, bebia água de pote
Doce e fria de lascar.
Ao lado do pote
Adormecia um sapo cururu,
Para almoçar
Arroz, feijão verde, paçoca e tatu.
Está chovendo
Aparo o líquido na biqueira
Encho o velho pote
Mais natural que água de torneira.
O açude secou
Carrego água de galão
Para encher o pote
De água de cacimbão.
À noite a luz é de lamparina
A água é de pote
O fogão é à lenha
Da banda do serrote.
O pote de barro
Lamenta a ingratidão
De alguém que o deixou abandonado
Nas caatingas do sertão.
O velho pote
Hoje é imprestável
Matou a sede de muita gente
Quem bebeu ficou saudável.
Nos momentos felizes
Tinha muita utilidade
Triste do pote
Hoje é uma raridade.
Na última viagem
O matuto pegou na rodilha
Jogou o pote no lixo
Como se fosse uma ingrata filha.
O pote envelheceu
Mas cumpriu sua função
Tanto fora modelado
No meu velho sertão.
Na fazenda Alagamar
Um pote de água fria
Que servia como geladeira
Ao lado, esfriava até melancia.
Papai tinha fumo de rolo
Aos sábados ia vender
Antes de sair de casa
Tibungo, copo no pote para beber.
Quem falar de mim
Não vale uma presilha
Quem não pode com o pote
Não pegue na rodilha.
Amigo João
Que conservou o velho pote
Essa homenagem é para você
Numa época que era um frangote.
Depois de tantos anos
João Batista tem um velho pote
Se não gostou das rimas
Me devolva com glosa e mote.
Marcos Calaça, jornalista matuto (UFRN)
Festa “Amigos do Tirol” será dia 30 na AABB
A 13ª edição da festa “Amigos do Tirol” será
realizada no dia 30, às 14h, na AABB, com abertura de Francinaldo e Banda,
seguido da Orquestra Antigos Carnavais, regida pelo maestro Rezende, com muito
frevo e marchas que relembrarão os carnavais de outrora, quando a rapaziada do
Tirol e adjacências brincavam nos chamados blocos de elite.
Este ano a festa terá como tema “Amigos do Tirol, a
festa de Baíto”, e servirá para angariar fundos para o tratamento de saúde de
um dos seus tradicionais organizadores, Maurício Baíto, que se encontra em
tratamento de saúde no Hospital São Lucas.
Os organizadores do evento, o bancário aposentado ‘Doutor’,
o dentista Lenilson Carvalho, jornalista Petit das Virgens, médico Áureo
Borges, o bancário aposentado José Guedes da Fonseca, empresário André Barbosa,
bioquímico Beto Rabelo, empresário Flávio Tonelli e o sociólogo Fernando
Mousinho, contam com o apoio do clube bancário por meio de Edilson Fernandes
(presidente) e Haroldo Ribeiro Dantas (vice-presidente), que ancestralmente sempre
deram atenção especial ao evento.
Bons tempos
‘Amigos do Tirol, a festa de Baíto’ pretende
reviver os bons tempos das décadas passadas, especialmente as 1960 e 1970 e também
como promover o reencontro de amigos que moravam na região do bairro do Tirol e
adjacências. Tradicionalmente ‘Amigos do Tirol’ fica mais forte e animado a
cada ano que passa.
Serviço
14º Encontro Amigos do Tirol
AABB – Avenida Hermes da Fonseca S/N – Tirol
Camiseta de acesso: R$ 30,00
Data: Sábado, 30 de novembro de 2013
Horário: 14h.
Leonardo Sodré
Costa Branca II - Vale do Assu: Parte IV - São Rafael/RN e Fazenda Serra Branca
Quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Serra Branca, na entrada de São Rafael/RN.
Em 1983, a construção da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves deixou
submersa a antiga cidade de São Rafael. Em sua substituição foi
projetada e construída pelo governo uma nova cidade. Abaixo, descobertas
pela seca, ruínas do alicerce de uma escola da cidade antiga.
Igreja da cidade nova: réplica da igreja da cidade antiga, cuja torre
ficou por 27 anos à mostra sobre as águas, vindo a cair em dezembro de
2010.
Serra Branca vista das cercanias da antiga fazenda Serra Branca,
construída pelo Barão de Serra Branca, Felipe Néri de Carvalho e Silva.
Fazenda Serra Branca, construída em 1881 para descanso do Barão e
sua família. Hoje, apesar de tombada pela Fundação José Augusto como
patrimônio histórico e cultural, se encontra em avançado estado de
deterioração.
fotosporlivio.blogspot.com
Compatilhado em facebook por Lauro Vercelio Bezerra Wanderley
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Estória de político folclórico
Titulo do blog.
Valério Mesquita conta que "o vereador J. Barbosa, lá de São Gonçalo, depois de dois mandatos, não logrou o terceiro. Foi derrotado pelas forças das urnas. J. Barbosa não é letrado, porém é muito ladino. Na despedida da câmara municipal e observando o andar da carruagem, teve uma idéia a qual, para os ex-colegas, foi horrível: "Sabem de uma coisa? São Gonçalo é o futuro. Vou comprar um carrinho e ser taxista no aeroporto novo. Não sou bom de "ingrês", mas já vou partir pra cima dos gringos. Com eles a gorjeta é boa. Quando chegar perto deles eu digo: How are You!". Quando me pagarem a corrida mais a gorjeta eu agradeço dizendo: "tanke!". Aprendi essas duas palavrinhas e vou me dar bem. Se eles puxar conversa eu digo: "Grigo véi, eu sou serial kiler". Fim de papo. Só aprendi isso!. Diarréia bilingue.
Valério Mesquita conta que "o vereador J. Barbosa, lá de São Gonçalo, depois de dois mandatos, não logrou o terceiro. Foi derrotado pelas forças das urnas. J. Barbosa não é letrado, porém é muito ladino. Na despedida da câmara municipal e observando o andar da carruagem, teve uma idéia a qual, para os ex-colegas, foi horrível: "Sabem de uma coisa? São Gonçalo é o futuro. Vou comprar um carrinho e ser taxista no aeroporto novo. Não sou bom de "ingrês", mas já vou partir pra cima dos gringos. Com eles a gorjeta é boa. Quando chegar perto deles eu digo: How are You!". Quando me pagarem a corrida mais a gorjeta eu agradeço dizendo: "tanke!". Aprendi essas duas palavrinhas e vou me dar bem. Se eles puxar conversa eu digo: "Grigo véi, eu sou serial kiler". Fim de papo. Só aprendi isso!. Diarréia bilingue.
O que faz um deputado?
http://www.youtube.com/v/QNHzkCtSquc?version=3&autohide=1&showinfo=1&autohide=1&autoplay=1&feature=share&attribution_tag=gTvJVC88F3T1vI80Abzmqg
CARNAÚBA
UMA ÁRVORE RUMO A EXTINÇÃO
A carnaúba
(Copernícia prunifera ou cerífera) é uma árvore endêmica no semi-árido
do nordeste brasileiro, sendo inclusive a árvore símbolo do Estado do
Ceará.
O Vale do Rio
Piranhas/Assu dominou por longos anos a produção comercial da carnaúba.
Nos anos quarenta, a cera de carnaúba atingiu o auge em matéria de
preços. No período da segunda guerra mundial a indústria bélica
utilizava a cera na fabricação de isolantes. Isso provocou um grande
desenvolvimento na região.
A medida em que
os preços internacionais aumentavam, cresciam os interesses dos
produtores na plantação de novos carnaubais. Em consequência disso, na
várzea do Assu, no início da década de sessenta, existiam por volta de
seis milhões de carnaubeiras, ocupando uma área de aproximadamente vinte
e cinco mil hectares, isto é, mais de 62,5% da superfície destas terras
da conhecida várzea. Em solos mais favoráveis, a densidade era tão
grande que se caminhava com dificuldade no carnaubal.
A partir do
momento em que a cera começou a ser substituída por produtos sintéticos
derivados do petróleo, sua produção foi drasticamente reduzida e a
carnaúba passou a ser utilizada para fins menos nobres, como a produção
de lenha.
No início da
década de oitenta, com a construção da barragem Armando Ribeiro, o Rio
Piranhas/Assu torna-se perene, criando condições para o desenvolvimento
da agricultura irrigada no Vale.
A partir deste
período, empresas agrícolas chegaram à região com a finalidade de
produzirem frutas tropicais, sobretudo para a exportação. Diante desta
nova realidade, os carnaubais passaram da condição de “salvador da
pátria” para “vilões das terras férteis”. Aí vieram as devastações.
A carnaúba é um
tipo de palmeira difícil de ser encontrada. No mundo, com condição de
produzir, em grande quantidade o precioso pó, só existe no Brasil. No
Brasil, apenas três estados nordestinos possuem carnaubais em
abundância: Piauí, Ceará e Rio Grande do Norte.
No Rio Grande
do Norte os carnaubais se estendem apenas pelos vales dos rios:
Piranhas/Assu, Apodi/Mossoró e Ceará Mirim, sendo que no Vale do Rio
Assu, ocorre em maior extensão.
Dá para se
notar que a Carnaúba é uma planta rara. Se o progresso da região
depender do seu desmatamento, certamente dentro de mais alguns anos
haveremos de vê-la tão somente através de fotografias, o que é uma
lástima para o nosso povo e para o nosso ecossistema.
" Agradeça...
Pela vida que o abraça nesse dia
Pelo amor que aquece seu coração
Por cada sentimento, florescendo emoção
Por cada sonho, decorado de esperanças encantadas
Por cada lembrança, por cada saudade
Por cada passo do caminho
Por cada palavra, cada olhar...
Cada doce carinho
Por tudo, que fez sua poesia
De cada momento, de cada dia
que trouxeram tristeza ou alegria;
Mas que fortaleceram seu amor e sua Fé."
"Claudia Salles"
Pela vida que o abraça nesse dia
Pelo amor que aquece seu coração
Por cada sentimento, florescendo emoção
Por cada sonho, decorado de esperanças encantadas
Por cada lembrança, por cada saudade
Por cada passo do caminho
Por cada palavra, cada olhar...
Cada doce carinho
Por tudo, que fez sua poesia
De cada momento, de cada dia
que trouxeram tristeza ou alegria;
Mas que fortaleceram seu amor e sua Fé."
"Claudia Salles"
De: O Caminho da Esperança
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UM CONTO DE JOÃO LNS CALDA NA REVISTA SOUZA CRUZ, DO RIO DE JANEIRO


![O VELHO POTE
Numa volta à minha infância
Lembro o quanto fui feliz
Tomando água de pote de barro
Meu coração é quem diz.
Depois do almoço
Ia a pé para o grupo escolar
Antes, tomava água de pote
Para poder caminhar.
Voltava do Abel @[100002749540691:2048:Furtado]
Para a fazenda Alagamar
Ao chegar, bebia água de pote
Doce e fria de lascar.
Ao lado do pote
Adormecia um sapo cururu,
Para almoçar
Arroz, feijão verde, paçoca e tatu.
Está chovendo
Aparo o líquido na biqueira
Encho o velho pote
Mais natural que água de torneira.
O açude secou
Carrego água de galão
Para encher o pote
De água de cacimbão.
À noite a luz é de lamparina
A água é de pote
O fogão é à lenha
Da banda do serrote.
O pote de barro
Lamenta a ingratidão
De alguém que o deixou abandonado
Nas caatingas do sertão.
O velho pote
Hoje é imprestável
Matou a sede de muita gente
Quem bebeu ficou saudável.
Nos momentos felizes
Tinha muita utilidade
Triste do pote
Hoje é uma raridade.
Na última viagem
O matuto pegou na rodilha
Jogou o pote no lixo
Como se fosse uma ingrata filha.
O pote envelheceu
Mas cumpriu sua função
Tanto fora modelado
No meu velho sertão.
Na fazenda Alagamar
Um pote de água fria
Que servia como geladeira
Ao lado, esfriava até melancia.
Papai tinha fumo de rolo
Aos sábados ia vender
Antes de sair de casa
Tibungo, copo no pote para beber.
Quem falar de mim
Não vale uma presilha
Quem não pode com o pote
Não pegue na rodilha.
Amigo João
Que conservou o velho pote
Essa homenagem é para você
Numa época que era um frangote.
Depois de tantos anos
João Batista tem um velho pote
Se não gostou das rimas
Me devolva com glosa e mote.
Marcos Calaça, jornalista matuto (UFRN)](https://fbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn2/s403x403/1458469_284984521626659_534917163_n.jpg)














